sábado, 24 de dezembro de 2011

470 - LANCES INOCENTES - PROCURANDO POR BOBBY FISCHER


Capa do meu velho "LANCES INOCENTES"
 O título original do filme é "Searching for Bobby Fischer" (Procurando por Bobby Fischer) e tem tudo a ver com a história de Bobby Fischer. O filme começa com imagens em preto e branco do noticiário de época e a sua história é contada do início até o fim do filme, como pano de fundo a história principal, do garoto prodígio americano Josh Waitzkin, que foi campeão americano escolar de xadrez.

Bobby Fischer foi um gênio para o xadrez americano e mundial. Foi o mais jovem (16 anos) Grande Mestre de Xadrez de toda a história e vencera todos os grandes de sua época até decidir o título mundial em 1972, em Reykjavík, Islândia, contra o russo Boris Spassky, derrotando-o de forma convincente a disputa que paralizou a Guerra Fria que havia entre a Rússia (URSS) e os Estados Unidos da América (USA).

Fischer como ficou conhecido entre os amantes do xadrez e tinha um excepcional talento enxadrístico, talvez um presente da Deusa Caíssa. Na disputa do título mundial foi convencido a jogar a sumpremacia da inteligência mundial graças a fabulosa bolsa de US$ 1,000.000,00 ou seja, um milhão de dólares, quantia somente paga, naquela época, nas disputas de título mundial de boxe.

Bobby Fischer aos 20 anos de idade
 A história de Bobby Fischer é muito longa e estamos deixando de lado a história principal, mais alguns detalhes sobre o Gênio de Fischer que recusou a defesa do seu título em 1975 por pedir de bolsa a bagatela de um milhão e quinhentos mil dólares, considerando a importância do xadrez para a supremacia americana e sumiu do cenário mundial por mais de 20 anos, só retornando em 1992 para um encontro com o mesmo Spassky em Belgrado e Montenegro, reeditando de forma não-oficial a final de 1972, para ajudar os refugiados da guerra, o qual venceu novamente mesmo estando inativo todos estes anos e o russo tivesse continuado jogando. O filme também é uma homenagem a este gênio incompreendido do xadrez.


Bobby Fischer acabou com um duradouro reinado dos russos no xadrez em 1972, numa histórica disputa na Islândia.

Os líderes soviéticos usavam a hegemonia no xadrez para apregoar a superioridade do comunismo. Ao bater Boris Spasski, o campeão mundial, Fischer se tornou um herói da Guerra Fria. (Não vou escrever sobre a Guerra Fria, simplesmente me recuso. Preguiça. Wikipedia para maiores detalhes.) Fischer de alguma forma antecipou no tabuleiro o fim do comunismo.


Bobby Fischer em 2005. Tabuleiro do confronto de 1972 contra Spassky em Reykjavik

Spasski era assessorado, nos intervalos das partidas pelo título mundial, por 35 grandes mestres de xadrez. Fischer tinha um caderno de anotações, e ele próprio, e sua mente prodigiosa. E venceu. Fischer sonhava fazer uma casa na forma de uma jogada clássica de xadrez, o roque. Não fez. Ele tinha sido o principal trunfo de si próprio na Islândia, e depois se converteu também em seu pior inimigo. Via conspiradores por toda parte. Tinha sempre a seu lado pílulas para neutralizar envenenamento em sua comida.

Morreu solitário como sempre foi, Bobby Fischer, um gênio, um gigante, um herói improvável, o campeão eterno de todos nós os desajustados, e foi com um arrepio que eu soube que o local escolhido por ele para morrer foi a remota Islândia, onde vivera seus dias de rei e guerreiro, onde fora capaz de destruir, sozinho, apoiado apenas em seu extraordinário talento e em sua vontade inquebrável, um exército de quase 40 grandes mestres soviéticos ávidos por liquidar aquele judeu americano petulante. A Islândia era acolhedora para ele, como era acolhedor o clube de xadrez novaiorquino em que, garoto, estudava longamente o jogo quando devia estar na escola.

Enfim, vamos falar do nosso belo filme que nos incentivou nesta longa e duradoura pesquisa.


LANCES INOCENTES

É um excelente filme e que serve para uma reflexão sobre o xadrez nas escolas, o pensamento de educadores e dos pais do garoto com visões diferentes dos professores de xadrez. Quando da morte de Bobby Fischer em janeiro de 2008 a Paramount Pictures esteve para relançá-lo. Mas, de qualquer maneira  o filme ficou em destaque e foi bastante procurado por amantes e simpatizantes do xadrez.

A história principal do filme é sobre a vida de Josh Waitzkin (Max Pomeranc), um garoto normal como milhões de garotos americanos, vive com seus pais e sua irmã, vai a escola e tem os seus brinquedos favoritos empilhados em seu quarto.

Mas um dia Josh quando brincava no parque descobre um mundo que até então não conhecia, o mundo dos homens desocupados do parque que passam os dias a jogar vários jogos diferentes, inclusive o xadrez, por dinheiro. No meio desde mundo Josh descobre algo mágico que o arrebatara logo de cara, Josh descobre um "mundo" preso em 64 casas, um tabuleiro onde dois Reis, um de branco e um de preto comandavam seus exércitos numa luta interminável.

Nem a chuva e nem os gritos de sua mãe, fazia com que Josh desgrudasse os olhos do tabuleiro, e os jogadores, mesmo debaixo de chuva, nem pensavam em parar de jogar.

Quando é introduzido um personagem que carrega sobre si o espírito do jogo, impregnado em seu modo de ser e seu amor pela aventura e desafio da luta: Vinnie (o fantástico ator Laurence Fishburne), que devolve a bola que Josh havia perdido, mas Josh devolve a bola a Vinnie em troca da peça de xadrez que havia achado no chão. É simbólico isso e muito forte também.

O pai de Josh, Fred Waitzkin (Joe Mantegna), um cronista esportivo, nem desconfia que seu filho não está mais interessado no beisebol.

Diante do interesse de Josh pelo parque e o jogo de xadrez, sua mãe Bonnie Waitzkin (Joan Allen) pede ao marido para ensinar o filho a jogar o tal jogo, mas após Josh vencer o pai seguidas vezes, Fred Waitzkin resolve contratar um professor para ensinar seu filho e desenvolver a capacidade natural dele para o jogo.

Então é introduzido na história Bruce Pandolfini (Ben Kingsley), na realidade, um dos maiores professores de xadrez de toda a história.

Pandolfini ensina tudo o que o menino precisa aprender para ser um grande enxadrista e Josh, impulsionado por seu pai, passa a disputar todos os torneios mais importantes de xadrez dos EUA, vencendo muitos e se tornando num menino prodígio.

Até que no final do campeonato nacional de sua categoria Josh tem que enfrentar outra grande promessa do xadrez americano, Jonathan Poe (Michael Nirenberg), onde o vencedor seria sagrado campeão do campeonato escolar americano daquele ano.

Josh leva para esta partida tudo que aprendera com Pandolfini, seu professor, mas leva também o espírito de luta que aprendera com Vinnie nos jogos na praça, onde as únicas regras eram lutar até o fim e ser leal.

Josh, após uma luta complicada no meio jogo, oferece empate para Jonathan numa final que sabia que estava ganho para ele, oferecendo assim, dividir o título; mas seu adversário não aceita e Josh o derrota com precisão matemática, sagrando-se campeão sozinho e em seguida termina o filme.

A mensagem é que tudo na vida, e o xadrez ensina isso, é preciso disciplina, lealdade e espírito de luta.Pensando bem, os Lances não são inocentes, são inteligentes. Assista e comprove.


ELENCO


Max Pomeranc .... Josh Waitzkin
Joe Mantegna .... Fred Waitzkin
Joan Allen .... Bonnie Waitzkin
Ben Kingsley .... Bruce Pandolfini
Laurence Fishburne .... Vinnie
Michael Nirenberg .... Jonathan Poe
Robert Stephens .... professor de Poe
David Paymer .... Kalev
Hal Scardino .... Morgan
Vasek Simek .... jogador russo
William H. Macy .... padre
Dan Hedaya .... diretor do torneio
Laura Linney .... professora
Anthony Heald .... pai brigando


PRINCIPAIS PRÊMIOS E INDICAÇÕES

Oscar 1994 (EUA)
- Indicado na categoria de Melhor Fotografia

MTV Movie Awards 1994 (EUA)
- Venceu na categoria de Melhor Produtor

Festival de Tóquio 1993 (Japão)
- Recebeu o Prêmio Especial do Júri e Menção Especial

Camerimage 1994 (Polônia)
- Recebeu o Sapo de Bronze
- Indicado ao Sapo de Ouro.


CURIOSIDADES

O filme é baseado na vida de Joshua Waitzkin e adaptado do livro escrito pelo pai de Joshua, Fred Waitzkin.

O personagem Jonathan Poe, o rival jovem de Josh no filme, é baseado no real prodígio jovem do xadrez, Jeff Sarwer.

A estrela do filme, Max Pomeranc, foi escolhido porque jogava xadrez na vida real. Os produtores queriam alguém que se postasse corretamente e à vontade jogando xadrez.

Nenhum dos outros atores sabia jogar xadrez, mas Joe Mantegna aprendeu no decorrer das filmagens.

Muitos dos personagens de famosos jogadores de xadrez foram interpretados por eles mesmos, como Joel Benjamin, Kamran Shirazi e Roman Dzindzichashvili.

O filme apresenta em flash-backs cenas com Bobby Fischer e, numa delas, ele aparece derrotando o então campeão Spassky.

Bobby Fischer reclamou do filme, dizendo que ele era parte de uma conspiração para denegri-lo e ganhar dinheiro às suas custas

FOTO DO SITE DE JOHN WAITZKIN

BIOGRAFIA DE JOSH WAITZKIN

Nascido na cidade de Nova York, começou primeiramente a jogar xadrez aos 6 anos de idade. Ele descobriu o jogo enquanto passava adiante do Washington Square Park na cidade de Nova York, onde muito dos 'nativos' jogavam xadrez rápido. Esse rápido e agressivo estilo de xadrez apelou a ele e ele imediatamente aderiu ao jogo. Como um competidor escolar ele ganhou 8 títulos nacionais e sua carreira juvenil estava imortalizada quando a Paramount Pictures lançou : "Procurando Bobby Fischer", filme baseado na sua vida e amor ao xadrez. Josh se tornou um Mestre Nacional aos 13 anos de idade e Mestre Internacional aos 16 anos, assim como Bobby Fischer!! Hoje, Josh é um dos mais populares e extensamente identificado jogadores de xadrez e ganhou uma reputação mundial pela graça humana com o qual ele fala e escreve sobre o jogo.


FONTES PESQUISADAS:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Searching_for_Bobby_Fischer
http://www.joshwaitzkin.com/ 
http://sodelerever.blogspot.com/2010/05/lances-inocentes-filme.html
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081111111432AAs6VQ6
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?tag=bobby-fischer

469 - ESCOLA DE CAMPEÕES

UM FILME DO TIPO SESSÃO DA TARDE
A Escola Hatley não é uma típica escola de ensino médio e sua lendária equipe esportiva, os Knights, não são típicos atletas. Eles são os melhores, os mais durões e mais temidos jogadores de xadrez! Quando um garoto novo, Tommy, chega, sua técnica de jogo ameaça ofuscar Shaun, o capitão do time, e acaba chamando a atenção de Hyacinthe, a chefe de torcida. Com a equipe russa chegando para o jogo do século, conseguirão os Knights defender sua legendária reputação?

Elenco: Nicolas Wright, Rachelle Lefevre.

Direção: Phil Price
Gênero: Comédia


Este filme serve como diversão para a garotada, aos adolescentes. Então, vejamos como entretenimento. Lembramos também que o filme é indicado para maiores de 14 anos. Tem algumas cenas de erotismo.

Aproveitando este pequeno espaço, coloco material do blog amigos do xadrez: http://clxba.blogspot.com/2009/05/aviso-filme-de-xadrez-escola-de.html:

"Diante do tabuleiro, a mentira e a hipocrisia não sobrevivem por muito tempo. A combinação criadora desmascara a presunção da mentira, os impiedosos fatos que culminam no mate, contradizem o hipócrita." - Emanuel Lasker

Xadrez é vida, é sorte, é azar. É jogar, se esconder, se divertir, rir, mentir, suar, matar, capturar. Com o xadrez aprendemos a ser felizes; com ele, podemos aprender a viver; ganhamos, perdemos, mas JOGAMOS; para um grande enxadrista não basta apenas JOGAR, mas é necessário GANHAR! Como Kasparov sempre dizia: o mestre só se torna um mestre a partir de mil derrotas e meia vitória, pois assim ele aprende a ter dignidade e ser capaz de ver os lances, prever os lances. Um mestre só se torna um mestre quando obtêm mil derrotas pensadas, mas ele se torna um burro quando não quer pensar e para de jogar.

"A vida é uma eterna partida de xadrez. Quando a gente não tem a iniciativa a oportunidade passa e você perde a vez".





sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

468 - O ÚLTIMO LANCE

CAPA ORIGINAL DO DRAMA DE VLADIMIR NABOKOV: O ÚLTIMO LANCE
Alexander Luzhin (John Turturro), um talentoso jogador russo de xadrez, viaja até a região de Como, Norte da Itália, para participar de um importante torneio mundial. No trem, a caminho da cidade, ele se apaixona perdidamente por uma bela aristocrata chamada Natalia (Emily Watson). A mãe da garota (Geraldine James), no entanto, quer ver a filha bem estabelecida financeiramente, de preferência casada com o rico Conde Stassard (Christopher Thompson). O romance acaba por gerar uma série de conflitos, ao mesmo tempo em que Luzhin se prepara para a maior partida de sua vida. É quando o jogador se vê num grande dilema: concentrar-se no campeonato e realizar um antigo sonho, ou jogar tudo para o alto em nome do amor. Baseado num romance de Vladimir Nabokov, mesmo autor do clássico "Lolita". A direção é de Marleen Gorris, do oscarizado "A Excêntrica Família de Antonia".



POSIÇÃO SEMELHANTE A DA PARTIDA FINAL DO FILME:


Brancas: Rc1, Td1, Bf4, a2, b3, c2, g2, h2
Pretas: Rc6, Tf8, Cf6, a7, b7, c5, g7, h7
As brancas jogam e ganham.




UM EXCELENTE FILME DE ÉPOCA:
Nossa recomendação "O Último Lance" (The Luzhin Defence; Inglaterra e França,2000), baseado na novela A Defesa, de Vladimir Nabokov. A adaptação para o cinema ficou a cargo da diretora holandesa Marleen Gorris, que chamou Peter Berry para fazer o roteiro. O filme mostra a vida do mestre russo Luzhin (John Turturro), centrada na disputa do torneio pelo título mundial, com muitos flashbacks. O jovem Luzhin (Alexander Hunting) não consegue se adaptar à escola e é uma criança muito triste, até quando aprende a jogar xadrez com sua tia Anna (Orla Brady). Esta é, para o desespero da Sra. Luzhin (Kelly Hunter), também a amante de Luzhin pai (Mark Tandy). O xadrez absorve cada vez mais a vida de Luzhin, que acaba por abandonar a escola. Valentinov (Stuart Wilson) assume a carreira enxadrística de Luzhin, tornando-se para este uma figura paternal. Enquanto Luzhin é considerado um menino-prodígio, Valentinov leva uma boa vida o explorando. Quando, porém, Luzhin fica mais velho, Valentinov julga que seu nível estagnaria. Embora Luzhin possa ser considerado um grande jogador, a Valentinov parece que dali para diante os lucros seriam cada vez menores. Decide então partir para os Estados Unidos, onde crê poder conquistar um novo mercado e abandona Luzhin à sua própria sorte.



Chegando ao hotel em que se hospeda durante o torneio (disputado no Norte da Itália), Luzhin conhece Natalia (Emily Watson). Sua vida, até então exclusivamente voltada ao xadrez, ganha um novo elemento. Os dois apaixonam-se e ficam noivos. Isso, apesar da resistência de Vera (Geraldine James), a mãe de Natalia, que pretendia vê-la envolvida com o Conde Stassard (Christopher Thompson). Vera envia um telegrama a seu marido Ilya (Peter Blythe), em Berlim, para que ele impeça o noivado. Ilya é mais compreensivo com sua filha porém, e o relacionamento de Natalia e Luzhin segue o seu rumo.


O grande rival de Luzhin na disputa pelo título mundial é o jogador local Turati (Fabio Sartor). Luzhin trabalha em uma defesa que não lhe deixe com um peão da dama isolado, como acontecera no último confronto entre os dois. Ao conflito entre o xadrez e a nascente vida social, aliado à crescente tensão do torneio, soma-se o impacto do reaparecimento do rancoroso Valentinov, que secretamente se alia a Turati. Luzhin consegue se manter em boa forma enxadrística até o final do torneio, em grande parte devido à ajuda de Natalia. Luzhin deve, então, decidir o título com Turati. A partida é suspensa, em posição não clara.


Valentinov aplica um golpe baixo. A seu soldo, o motorista de Luzhin, ao invés de levá-lo ao hotel, abandona-o num ponto ermo nos arredores da cidade. A tensão e o desgaste físico das noites mal dormidas caem de uma só feita sobre Luzhin, que tem um colapso nervoso. Ele é internado, e os médicos o proíbem de jogar xadrez. A aposentadoria enxadrística de Luzhin só é conseguida, a muito custo, por Natalia, que deve ainda afastar Valentinov. Este permanece rodeando Luzhin, tentando convencê-lo a retomar a partida com Turati (devido a uma falha no regulamento, Turati não pode ser declarado campeão sem o término da partida). Luzhin passa então a ver padrões de sua vida se repetindo (os flashbacks são freqüentes nessa parte do filme). E tem a sensação de estar vivendo (jogando) uma partida de xadrez que não lhe agrada. Em especial, deve notar-se que seu comportamento e o de Natalia, poderiam ser perfeitamente descritos pelo modo como sua tia Anna explicou os movimentos do rei e da dama, ao ensinar-lhe o jogo. Para escapar dessa 'partida' Luzhin joga seu Último Lance.


Filmado em Budapeste (as cenas que se passam em São Petersburgo), em Bérgamo e nos arredores do belíssimo Lago Como, no norte da Itália, o filme tem na fotografia de Bernard Lutic um de seus pontos fortes. A música, por Alexandre Desplat também é uma de suas qualidades. Outro ponto é conseguido no figurino (sob a responsabilidade de Jany Temime), adequado ao filme de época. A atuação dos personagens principais é muita boa: Turturro está ótimo e Emily Watson recebeu duas indicações a melhor atriz inglesa do ano. Os demais personagens são por demais planos, em alguns casos, desperdiçando até o talento dos atores escalados. Em especial, Valentinov é subaproveitado: sua relação com Luzhin resume-se à exploração comercial. Um modelo amor-ódio, a exemplo do Salieri de Amadeus, poderia ter funcionado bem.

A adaptação da história para o cinema é um capítulo à parte. Embora boas soluções sejam aplicadas, alguns pontos deixam a desejar. O emprego freqüente do nome completo de Luzhin é algo a se questionar. No original, mesmo Natalia não o chama de outra forma que não pelo sobrenome. O apelido carinhoso Sacha, criado no filme para ser usado na infância de Luzhin, então, é ainda mais estranho. Em grande medida, a sua não adaptação à escola, deve-se ao fato que a partir do ingresso nessa, mesmo seus pais o tratam por Luzhin. Embora inexistentes no livro, as cenas de sexo entre Luzhin e Natalia, são bem tratadas e não gratuitas, diferenciando a produção anglo-francesa de um filme hollywoodiano. No filme, o casamento de Luzhin e Natalia jamais é mostrado. Na data marcada para o casamento, Luzhin é seqüestrado por Valentinov, que tenciona forçá-lo a retomar a partida com Turati. Luzhin consegue fugir, mas sofre novo colapso, jamais chegando à Igreja. O grande senão da adaptação é, entretanto, o final criado para a tela, duplamente (pois é também absurdo enxadrístico) inverossímil.


O tratamento do xadrez no filme, é de modo geral bom. Os méritos são do GM inglês Jonathan Simon Speelman, o consultor enxadrístico. O mesmo cuidado que o filme tem com os figurinos é observado no material enxadrístico (peças, relógios, o caderno de notas de Luzhin), devidamente datados e regionalizados. Agradaram especialmente, a escolha da Variante Fritz da Defesa dos Dois Cavalos (também chamada de Prussiana) para a primeira partida entre Luzhin e seu pai, e a bela combinação empregada no final do filme, com sacrifício de uma torre em h3. A forma de disputa do torneio (que, a propósito, na história original era o Torneio de Candidatos), sem paralelo na história do xadrez é o senão no trabalho de Speelman. As demais falhas no tratamento dado ao xadrez no filme não lhe podem ser atribuídas.


Luzhin e o jogo são tratados, em grande medida, de forma caricata (no torneio para o título mundial, batem-se peças, socam-se relógios, e sempre é possível dizer quem está melhor pela expressão do jogador!). Esse modo de retratar o xadrez é inerente à sua transposição para o cinema de ficção, e tem como objetivo facilitar a dramatização do jogo e sua compreensão pelo público leigo. Num dos recursos mais comuns, reis são deitados, mesmo após o xeque-mate, para que a platéia possa saber quem venceu a partida. Na versão brasileira, como é usual nas aparições do xadrez no cinema, há muitos erros nas legendas, pois especialistas jamais são consultados para a tradução.

Talvez, se Stanley Kubrick (diretor de Lolita, também baseado em Nabokov) tivesse decidido filmar a obra, essa caricatura não existisse. Vale lembrar a maneira como ele conteve os efeitos sonoros e visuais de seu 2001: Uma Odisséias no Espaço (em que os astronautas jogam xadrez com o computador HAL, mas isso é outra história). Uma versão kubrickiana d'A Defesa Luzhin poderia representar para o xadrez o que 2001 foi para o cinema de ficção científica.


Os enxadristas que viram o filme ficaram com a impressão de que o filme poderia trazer uma influência negativa à imagem do xadrez, dada a alienação do personagem principal. Essa influência é, no entanto, minimizada pelo contraponto oferecido pelo bon-vivant Turati (mesmo sendo ele um vilão) e pelo paralelo com o pianista vivido por Geoffrey Rush em Shine e com o matemático esquizofrênico interpretado por Russell Crowe em A Beautiful Mind.



JHON TURTURRO
ELENCO:

John Turturro .... Aleksandr Ivanovich 'Sascha' Luzhin

Emily Watson .... Natalia Katkov
Geraldine James .... Vera (mãe de Natalia)
Stuart Wilson .... Leo Valentinov
Christopher Thompson .... conde Jean de Stassard
Fabio Sartor .... doutor Salvatore Turati
Peter Blythe .... Ilya
Orla Brady .... tia Anna
Mark Tandy .... pai de Luzhin
Kelly Hunter .... mãe de Luzhin
Alexander Hunting .... jovem Aleksandr Luzhin
Luigi Petrucci .... Santucci





PRINCIPAIS PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

British Independent Film Awards 2000 (Reino Unido)
Indicado na categoria de Melhor Atriz (Emily Watson).
London Critics Circle Film Awards 2001 (Reino Unido)
Indicado na categoria de Melhor Atriz do Ano (Emily Watson).
Festival International du Film de Cinéma et de Télévision Luchon 2001 (França)
Recebeu o Grand Prize Cinema.





COMENTÁRIOS:

Thiago Victor em 05/01/2001

Um filme Extraordinario pois, mostra sem duvidas uma grande semelhança com Uma mente brilhante, explorando a loucura de um Genio no Xadrez e conta com uma Historia de muito bom gosto com um toque de Drama que deixa o filma cada vez mais interessante.


Alex Chan em 04/01/2001
Se você for fã de Blockbuster, nem perca tempo lendo o restante: o filme é um lixo ! Fuja ! Agora, se você gosta da sétima arte, confira. É um filme sensível e envolvente. John Turturro está excelente como o gênio de xadrez atormentado e totalmente desligado do mundo real, e a atriz Emily Watson ilumina a tela cada vez que aparece. Como um bom filme europeu, os sentimentos estão à flor da pele. Curiosamente sentimentos opostos: Amor e mesquinharia. É um daqueles filmes que você assiste, e o filme fica na sua cabeça por um bom tempo.





FONTES PESQUISADAS:
cinemenu.com.br
http://www.adorocinema.com/filmes/ultimo-lance/comentarios/ 
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Luzhin_Defence

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

467 - O SÉTIMO SELO - FILMES COM XADREZ


ANTONIO BLOCK JOGA CONTRA A MORTE (DE PEÇAS PRETAS)
FILME EM PRETO E BRANCO

Com a apresentação do filmaço "O Sétimo Selo" iniciamos uma série sobre filmes que se utilizam do xadrez em seu roteiro ou trama. Este misterioso jogo têm fundamentado filmes de arte, misterio, ação e até dramas românticos, levando o cinéfilo a refleção sobre muitas situações, como neste drama dirigido por Ingmar Bergman.

Esta série representa um trabalho de muita pesquisa para entregar um texto pronto, um único texto para o nosso querido leitor. Estamos pesquisando e vamos apresentar boas surpresas. Então vamos para o nosso primeiro filme. Se gostarem podem publicar comentários para nossas postagens. Por recomendação estes filmes dificilmente serão encontrados em locadoras mas, se você conseguir parabéns. Se puder comprar, melhor ainda. Em todo o caso podem ser baixados pela internet. Vamos ao nosso primeiro filme: 




O SÉTIMO SELO

Antonius Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo.

O filme ambienta-se em um dos mais obscuros e apocalípticos períodos da Idade Média européia. O título é uma remissão ao livro bíblico denominado Apocalipse ou Revelação.

Segundo esta escritura, na mão de Deus há um livro selado com sete selos e a abertura de cada um destes selos implica num malefício sobre a humanidade, mas a abertura do sétimo é o que leva efetivamente ao fim dos tempos. No desenrolar do enredo torna-se clara a preocupação do diretor em buscar, no passado, um período que traga à tona questões ainda presentes no mundo contemporâneo. Ao fazê-lo, Bergman reconstuiu a Idade Média sueca não para tematizá-la em si, ainda que o trabalho de pesquisa histórica e de reconstrução da sociedade daquela época tenham sido cuidadosamente preparados, mas, principalmente, para expor as aflições do mundo em que vivia. Destarte, Bergman busca no mundo medieval o medo apocalíptico, seja o temor de que o mundo pode acabar de repente ou de que ele seja dizimado gradualmente pela peste, o que acaba por expor a preocupação própria do diretor com essa mesma questão.

O filme foi lançado em 1956, período em que os traumas da Segunda Guerra Mundial e da bomba atômica ainda marcavam a vida dos europeus. As décadas de 50 e 60 encerram o período de maior temor pela derrocada de uma guerra nuclear que destruísse o mundo em instantes. Acresce-se a isto que os traumas do holocausto e da mortandade desencadeados na guerra não haviam sido esquecidos, mas, pelo contrário, as pessoas pressentiam que tudo fora um presságio de que o homem seria o grande responsável pelo apocalipse final.





ENREDO:

O Sétimo Selo tem por tema fundamentalmente a questão do medo da morte; um cavaleiro que volta da Cruzada da Fé para encontrar em sua terra a peste e morte. Quando ele mesmo se depara com a personificação da morte, aceita-a como um visitante esperado, mas propõe-lhe uma negociação – numa disputa de xadrez - para que possa ganhar tempo e indagar sobre o sentido da vida e, conseqüentemente, o sentido da morte. Dessa forma, abre-se uma pausa no caminho da morte para vermos qual é o sentido da aflição que está sendo promovida e qual o caminho possível para fugir desse destino.O jogo de xadrez aparece talvez como uma alegoria da busca do cavaleiro a um entendimento da vida através da racionalidade que, ao final do filme, fica evidente que não seria possível, assim como, o cavaleiro mesmo percebe, não seria possível vencer a Morte.

No mundo medieval tudo era entendido através da religião, então o sentido da indagação do cavaleiro é questionar a religiosidade, incluindo o papel de Deus e do Diabo na vida humana.

No filme, todos os aspectos da religiosidade são questionados, porém nunca é dada nenhuma resposta sobre sua veracidade. Nem Deus nem o Diabo se manifestam para o cavaleiro ou durante todo o filme, porém homens aparecem pregando, teatralizando e punindo em nome do sagrado. O personagem que sempre aparece para falar em nome de Deus é o homem que roubava jóias dos mortos e que encabeça a procissão de flagelados, também foi aquele que convenceu o cavaleiro a partir para a cruzada, dez anos antes. Dessa forma, vemos como o sagrado é mudo neste filme; tanto Deus como o Diabo apenas existem na voz dos charlatães, em nome de uma igreja decadente - porque não consegue explicar a peste - e como formas de opressão.

 
 
ELENCO:
 
Gunnar Björnstrand (Jöns)
Bengt Ekerot (Morte)
Nils Poppe (Jof)
Bibi Andersson (Mia)
Inga Gill (Lisa)
Maud Hansson (Bruxa)
Inga Landgré (Esposa de Antonius Block)
Gunnel Lindblom (Garota)
 
 
 
PRINCIPAIS PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

Festival de Cannes 1957 (França)
Recebeu o Prêmio do Júri e foi indicado à Palma de Ouro
Fotogramas de Plata 1962 (Espanha)
Venceu na categoria de Melhor Ator Estrangeiro (Max von Sydow)
Sindacato Nazionale Giornalisti Cinematografici Italiani 1961 (Itália)
Venceu na categoria de Melhor Diretor - Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)

PEÇAS DE XADREZ USADO NO FILME, ARREMATADO EM LEILÃO

CURIOSIDADES:

Ingmar Bergman baseou toda a iconografia do filme nos murais de uma igreja onde seu pai, um clérigo, costumava freqüentar e orar.

Entre os mais de 50 filmes dirigidos por Bergman, este é um de seus favoritos.

As peças de xadrez usadas no "O sétimo selo", com as quais um Cavaleiro voltado das Cruzadas joga contra a Morte, num famoso filme de Ingmar Bergman de 1957, foram vendidas por mais de um milhão de coroas suecas ! (anúnciado pela leiloeira Bukowski’s), ou 97.710 euros.



ALGUNS COMENTÁRIOS DOS INTERNAUTAS:

BRAVO! em 04/10/2011Reflexivo! É dificil resumir o impacto que essa obra-prima causou em mim. As questões observadas no roteiro são cruciais e profundas, algo que só um gênio como Bergman poderia produzir. Como pano de fundo talvez na época mais tragica e miseravel que a Europa já viveu onde a peste bubonica assolou o continente matando um terço da população, a revolta do povo contra o sistema feudal e o fracasso das cruzadas, Bergman reflete sobre a fé e o medo da morte, como o ser humano reage em situações limite. Tudo cercado de uma aura filosofica e bela. Fantastico e imperdivel.


Rafael Vespasiano em 04/01/2010

Filme que reflete sobre o medo e desespero ante a morte iminente, a história é de uma criatividade e originalidade ímpares, as reflexões que Bergman sempre nos propõe, são impossíveis de não serem feitas, pois essas questões existenciais são comum a todos e atemporais. Daí a genialidade de Bergman! Sydom está excelente no papel de cavaleiro. Nota: 10.


FONTES:


http://pt.wikipedia.org/wiki/O_S%C3%A9timo_Selo_(filme)
http://casadoxadrez.blogspot.com/2009/09/xadrez-usado-no-filme-o-setimo-selo.html 
http://www.adorocinema.com/filmes/setimo-selo/ 
http://www.nanihumor.com/2009_11_01_archive.html

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

466 - LIVROS DE XADREZ

Difícil encontrar um livro de xadrez em uma biblioteca escolar. Mesmo a Biblioteca Pública Municipal de Marabá não dispõe de um livro sequer de xadrez. O crescimento desta prática esportiva vem crescendo e é um dos poucos esportes que incentiva a leitura e oferece oportunidades de desenvolvimento a partir de estudos de aberturas, táticas, estratégias e até de armadilhas.

Logo após o aprendizado das noções elementares o jovem iniciante desejará alcançar níveis mais elevados. E, em alguns municípios brasileiros as crianças aprendem com idade a partir de 07 anos. Um dos primeiros contatos é com o vocabulário enxadrístico, algo novo para o recém-aprendiz, ele aprenderá por meio de notações apropriadas a realizar seus primeiros estudos pessoais, ter acesso ao estudo de suas partidas e de partidas disputadas por personalidades do esporte mundial.

Apesar de existir dois tipos de notações enxadrísticas, ou seja, a notação descritiva e a algébrica, convém saber que a primeira (descritiva) está em desuso e a segunda, a algébrica é amplamente recomendada e é a oficial da Federação Internacional de Xadrez, é uma linguagem universal do jogador de xadrez. Assim, se você encontrar algum livro com a notação descritiva ou inglesa, não quer dizer que o livro seja inservível, apenas utiliza o método que vigorava até o ano de 1970.

Entretanto, o jogador deverá conhecer ambas as notações e fazer leituras de todos os livros, pois, todos têm os seus ensinamentos. Mas, se queres uma opinião pessoal, faça a opção por livros com a notação algébrica, que é a utilizada em todas as competições oficiais.

Sobre a recomendação sobre os melhores livros de xadrez, as opções são fartas. Vão desde as noções básicas (elementares) aos avançados. Se você conseguir encontrar alguma livraria com publicações de xadrez, antes de fazer a sua escolha, leia um pouco sobre a apresentação do livro, algum parágrafo e vai conseguir descobrir o nível dos ensinamentos e se corresponde a sua necessidade.

Os livros de xadrez costumam ter títulos que já aguçam a curiosidade do comprador. Costuma destacar algum tema, abertura, variante, partidas ou finais de partida. Recomendo que opte por livros que contenham comentários ou explicações sobre cada lance ou partida. Para quem está em processo de aprendizagem este detalhe é de muita importância, demonstra a preocupação e o objetivo de cada lance, fazendo uma interação com o leitor.

No Brasil encontraremos farta oferta de livros com o idioma espanhol e inglês. Para quem tem desejo de se aprimorar sua leitura deverá mergulhar nestes idiomas. Quem sabe que assim, não consiga despertar no jovem o interesse por estes idiomas?

Podemos sentir a importância, qualidade e nível do livro com um pouco de leitura dos mesmos. Na trajetória de mais de 20 anos com o xadrez, posso recomendar alguns livros por experiência própria e outros por observação de outros colegas e da própria internet.

Quando viajo para alguma capital, pois, infelizmente, em nossa cidade não vamos encontrar livros, sempre compro dois ou três livros. Não perco a oportunidade. Procuro as livrarias, geralmente a Livraria Cultura, Siciliano, Saraiva e etc., e fico surpreso com a variedade de livros. Também temos a opção de comprar pela internet, pagando elevadas taxas de correio. Não acho muito justo o preço pago pelo transporte. Vejam a nossa recomendação segundo o nível de aprendizado.


INICIANTE

Para o nível de iniciante, não apenas as noções como também algumas etapas de uma partida, os livros sugeridos levará nossos leitores a compreender e refletir e se preparar melhor para este nível de aprendizado.


XADREZ BÁSICO - Orfeu D'Agostini

Livro um pouco antigo, básico na prateleira de qualquer bom jogador de xadrez, um clássico da literatura enxadrística brasileira. Excelente primeiro livro do iniciante, contém regras, conceitos gerais, análise de partidas, finais e aberturas. Um livro para ser usado por muitos e muitos anos. O livro adota a notação descritiva.


MANUAL DE XADREZ - Idel Becker

Livro considerado como concorrente do Xadrez Básico. Também escrito com a notação descritiva leva o iniciantes desde as noções mais elementares, aberturas, partidas curtas, magistrais, curiosidades e etc. Um livro precioso. Esta publicação encontra-se quase esgotada. Em Goiânia um vendedor disse que este livro sofre reajuste de preços três vezes por ano. Dá para compreender que livro é um investimento?


APRENDA XADREZ COM GARRY KASPAROV - Garry Kasparov

Livro que conduz a uma leitura e estudo produtivo e rápido, escrito pelo ex-campeão mundial Kasparov que oferece suas análises e comentários.


LIÇÕES ELEMENTARES DE XADREZ - J. R. Capablanca

O autor do livro o ex-campeão mundial Capablanca mostra ensinamentos fundamentais e confiáveis de tática e de estratégia. Considerado como um clássico, um livro antigo devidamente recomendado.



FUNDAMENTOS DE TÁTICA - Alexandru Segal

O brasileiro Alexandru Segal de forma didática apresenta um xadrez mais moderno e ensina sobre os temas básicos com muitos exemplos. Livro de fundamental importância para enxadristas de todos os níveis.



INTERMEDIÁRIO

Após conclusão do nível iniciante o jovem praticante poderá avançar para outro nível de aprendizagem, o intermediário. Os livros para este nível versam sobre exercícios de táticas.


O ESPÍRITO DA ABERTURA - Gérson Peres Batista e Joel Cintra Borges

O enxadrista terá acesso a praticidade das aberturas, introduzindo de modo mais forte as grandes partidas com aprofundamento nas variantes, segundo a visão das brancas e das negras. Gérson Peres é um autor brasileiro e seus livros são muito bons.



XADREZ VITORIOSO - TÁTICAS - Yasser Seirawan e Jeremy Silman

Um grande passo do enxadrista intermediário nos temas táticos: explicações didáticas, fartos diagramas e dificuldade crescente são o destaque desse livro.


XADREZ VITORIOSO - ESTRATÉGIAS - Yasser Seirawan

Com o mesmo estilo e didática do título anterior, destaca os aspectos estratégicos.



MEU SISTEMA - Aron Nimzowitch

O autor, grande jogador da época, transmite os fundamentos da "escola hipermoderna", que é uma base importante para o enxadrista atual. Demorou 82 anos para ser lançado em português.



AVANÇADO

Chegou a fase para ser considerado como um bom jogador de xadrez. Após vencer alguns campeonatos você chegou ao nível avançado. A experiência requer tempo, muita prática em torneios e jogos no modo de xadrez pensado. Os livros são mais volumosos e mais caros, mas, valem a pena.


MEUS GRANDES PREDECESSORES - Garry Kasparov

Esta coleção é uma preciosidade. Kasparov é um grande analista, concentra-se nos momentos fundamentais das partidas que analisa e destaca com maestria seus aspectos técnicos. Como fala dos grandes campeões mundiais, essa coleção é também um grande compêndio histórico da evolução do Xadrez magistral nos últimos 120 anos. Obra para ser apreciada com tempo e dedicação, enquanto os demais deste nível vão sendo estudados.


PENSE COMO UM GRANDE MESTRE - Alexander Kotov

O autor utiliza jogos de Grandes Mestres, e também explicações e anotações deles próprios, para mostrar como esses jogadores trabalham com os cálculos complexos e as múltiplas variantes do Xadrez de alto nível.


ONDE MORA O PERIGO - Flavio Patricio Doro

Flavio Doro é um erudito do Xadrez, que expôs nesta obra um tipo muito criativo de treinamento. O livro é baseado em exercícios surpreendentes, com posições retiradas de jogos reais, que mostram como os jogadores que perderam suas partidas poderiam ter evitado cair em temas táticos conhecidos. Trata, portanto, daquele "passo à frente" que o enxadrista deve estar de seus adversários.


TÉCNICAS DE FINAIS EM XADREZ - Max Euwe e E. Hooper

Livro que descreve exaustivamente os finais de partidas, com explicações sobre um grande número de posições finais básicas. Neste nível, o jogador de fato precisará de uma obra como esta, para ter um amplo repertório de finais.


DICTAMEN Y PLAN EN AJEDREZ - Max Euwe

Extremamente farto de explicações em texto, trabalha com 8 aspectos avançados da estratégia, como a maioria de peões na ala da Dama, Cavalo contra Bispo mau, etc.


STRATEGIC CHESS - Edmar Mednis

Uma obra amplamente elogiada sobre estratégia, que destaca particularmente as posições fechadas. Pode ser encontrado também em espanhol.



EXPERIENTE

Exigem sólida fundamentação teórica, proporcionado pelos livros indicados anteriormente. O jogador deve continuar se desenvolvendo adquirindo seus conhecimentos a partir dos ensinamentos dos grandes mestres, o que eles fizeram em suas próprias partidas.


PARTIDAS SELECIONADAS - Smyslov

MINHAS 60 MELHORES PARTIDAS - Fischer

MIS MEJORES PARTIDAS - Karpov

O TESTE DO TEMPO - Kasparov



OUTROS TÍTULOS

Estratégia moderna no Xadrez - Ludek Pachman

Zurich International Chess Tournament, 1953 - David Bronstein

Jogo de posição - Erich Eliskases

Pawn Power in Chess - Hans Kmoch

How Karpov wins - Edmar Mednis

Ajedrez espetacular - Haïk e Fornasari

Preparacion de finales - Jon Speelman

Analisando el final - Jon Speelman

Secrets of Modern Strategy - John Watson

Chess Strategy in Action - John Watson

Secretos del entrenamiento de Ajedrez - Dvoretsky

Understanding Chess Move by Move - John Nunn

How to Reassess your Chess - Jeremy Silman



Francisco Arnilson de Assis

Clube de Xadrez Marabá

465 - XADREZ VIRA TRUNFO CONTRA BAIXO IDH NAS ESCOLAS DE JAPERI-RJ

Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, com projeção de chegar até Belém do Pará.
PROJETO XEQUE-MATE LEVA JOGO AOS ALUNO DO ENSINO MÉDIO


Cerca de seis mil alunos participam do projeto em Japeri.

Bernardo Tabak

Do G1 RJ

O xadrez, um dos jogos mais antigos do mundo, está transformando a realidade de uma das cidades mais pobres do Rio. O município de Japeri, na Baixada Fluminense, tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do estado, o pior da Baixada. Agora, a prefeitura tenta mudar esse quadro através do xadrez. De acordo com a Secretaria municipal de Educação, cerca de 6 mil alunos do Ensino Fundamental participam do projeto Xeque-Mate, criado em 2009.

“A gente acredita que pode melhorar o nosso IDH através de projetos como o Xeque-Mate”, ressalta a secretária de Educação de Japeri, Miriam Paz. A Fundação Cide (Centro de Informações e Dados do Estado do Rio de Janeiro), órgão do governo estadual, apresenta Japeri na 77ª posição no ranking do IDH-M do estado, de um total de 92 municípios.


Hoje, 15 das 30 escolas de Japeri integram o projeto, que tem alunos de 8 anos até mais de 30 anos, das classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo é fazer com que, através do xadrez, os alunos tenham avanços no desempenho escolar e um melhor comportamento na relação com os colegas e professores.

“Muitas vezes, é difícil fazer os alunos prestarem atenção às aulas. O xadrez é bom para a concentração, a paciência, a memória e a análise sintética”, observa Miriam, que tem 20 anos de magistério e é especialista em educação de crianças com dificuldade de aprendizagem.

Tabuleiro gigante


Para iniciar os estudantes, o projeto Xeque-Mate apresenta o jogo como uma brincadeira, sem enveredar pelas complexas estratégias e táticas do xadrez. Para isso, um enorme tabuleiro de plástico, com peças gigantes, permite que os alunos façam parte do jogo, literalmente.

O tabuleiro atrai principalmente as crianças, que, descalças, pisam sobre o tabuleiro estendido no chão, e movimentam as peças com cerca de meio metro de altura. “Desta forma, conseguimos despertar o interesse dos alunos”, explica o professor de Matemática Marco Antônio Govêa, de 40 anos, coordenador do projeto. “Depois, os alunos conseguem transpor o jogo para o tabuleiro convencional, e começamos a aprofundá-los nas estratégias de movimentos do xadrez”, acrescenta ele.


PROJETO CONQUISTA POPULAÇÃO DE JAPERI


Ao contrário de muitas outras crianças da idade dela, Gabriella Marins, de 9 anos, prefere o xadrez ao videogame. “Enjoei. Hoje, eu gosto mesmo é de jogar xadrez na escola e em casa”, conta ela. Já Everton Lima, 11, diz que, depois dos estudos, se divide ente o xadrez e o futebol. “Ensino xadrez aos meus amigos para poder jogar com eles”, revela o menino.

O jogo virou mania a ponto de o tabuleiro ser disputado nos tempos vagos da escola. De acordo com os coordenadores do projeto, não só os alunos, mas os moradores de Japeri se empolgaram com a novidade. “Com as aulas, a gente despertou o interesse da população pelo jogo”, destaca Sheila Carmo dos Santos, uma das coordenadoras.


ALUNA QUER SER JOGADORA PROFISSIONAL


Aluna e jogadora de xadrez, Yasmin Alves Barbosa, de 9 anos, ganhou um tabuleiro de presente da secretária de Educação, Miriam Paz. Entre os adversários estão até o vigia do colégio.

“Foi a Yasmin quem me ensinou a jogar”, recorda Jeancarlo de Morais, de 33 anos. “O Jean é um bom aluno, mas eu ainda ganho mais partidas”, orgulha-se ela, que melhorou as notas depois que começou a jogar. “Quando crescer, quero ser jogadora de xadrez”, sonha a menina.

“O xadrez não tem raça, nem cor. Todo mundo pode jogar”, diz a secretária de Educação. “Hoje, algumas escolas ainda improvisam as aulas de xadrez nos refeitórios”, diz Miriam Paz. “Mas queremos chegar a todos os colégios até o final de 2011, com salas apropriadas para fazer com que os 16 mil alunos do Ensino Médio aprendam a jogar”, conta Miriam.

Esta matéria foi publicada na "Coluna Xeque-Mate", do Jornal OPINIÃO de 15/12/2011.


Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/06/xadrez-vira-trunfo-contra-baixo-idh-em-escolas-da-baixada-fluminense.html

Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_rj_linha_centro/japeri.htm

HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

464 - MONTE CASTELO UMA ESCOLA QUE SE SUPERA A CADA ANO

Com alegria comunicamos a sociedade em geral, mais um grande feito do Colégio Monte Castelo do xadrez na grade curricular. Vide entrevista publicada no blog: ttp://cxmaraba.blogspot.com/2011/11/441-colegio-monte-castelo-insere-o.html. Com esta iniciativa a escola pretende continuar inovando e oferecendo alternativas educativas, principalmente nos dias atuais em que pais, mães e alunos exigem maior qualidade e eficiência no ensino.


O Colégio Monte Castelo tem um excelente veículo de comunicação, a REVISTA MONTE CASTELO, onde circulam informações sobre os projetos desenvolvidos por alunos e professores, como por exemplo: o Soletrando, Educador-Educar, Olimpíadas MC, Visitas, Momento Cultural, Datas Comemorativas e etc.


A Escola se supera cada vez mais, tornando-se forte e capaz de oferecer aos educandos o que há de melhor em educação na atualidade. Enfim, vejam que belo texto justifica a inserção do xadrez no sistema de ensino do Colégio Monte Castelo.

Colégio Monte Castelo

Diretor Geral Élcio Petri
Site: http://www.colegiomontecastelo.com.br/
Endereço: Av. Dois Mil, Qd. 91, Lt. 01-16
Bairro: Belo Horizonte
Tel. (94) 3324-3633
Marabá – PA

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

463 - CLUBE RECEBE PREMIAÇÃO NO 3º PRÊMIO JOSINEIDE TAVARES

DIRETOR DE ENSINO DA SEMED PROF. ORLANDO MORAES ENTREGA COMENDA AO PRES. DO CLUBE DE XADREZ MARABÁ, FRANCISCO ARNILSON DE ASSIS
Pela primeira vez fui convidado à participar do Jantar de Premiação dos Destaques da Educação 2011 – Prêmio Josineide Tavares. Evento realizado no Casarão Eventos neste 17 de dezembro. Embora, fosse consciente que este espaço tem uma destinação muito especial, os professores e servidores da educação.


DA ESQ P/DIR: UM AMIGO, PROF. SALATIEL (ESC. SÃO FRANCISCO), FRANCISCO ARNILSON (CLUBE DE XADREZ), PROF. ÉDER (ESC. DARCY RIBEIRO) E ESPOSA
De antemão, fiquei feliz e ao mesmo tempo sem entender muito o fato de ter sido convidado. Digo isso em razão de não ser do quadro da educação municipal mas, sempre tive muita vontade de presenciar a forma como os professores se sentem com este evento oficial de reconhecimento dos destaques da educação.


DA ESQ P/DIR: FRANCISCO ARNILSON (CLUBE DE XADREZ), PROF. ÉDER E ESPOSA, PROFESSORAS CONCEIÇÃO E ALTEZIR (ESC. SÃO FRANCISCO), PREFEITO MAURINO MAGALHÃES E AMIGOS DO XADREZ
Tive que gazetear um aniversário muito importante, de uma pessoa muito especial. Fui correndo ao Casarão e fui recepcionado por bailarinos que dançavam e saudavam a todos os convidados. Ao entrar no salão de eventos encontrei muitos educadores e tive dificuldades para encontrar pessoas conhecidas. Minha alegria aumentou quando fui convidado pelo Professor Éder (Escola Darcy Ribeiro) para ficar em sua mesa. Em seguida chegaram a Professora Conceição e Altezir da Escola Anísio Teixeira. A Escola Anísio permitiu a realização de nossa primeira oficina de xadrez, de uma série de 15 que realizamos no ano de 2006.

Deveras, pensei várias vezes em ir embora dado o tempo que permaneci. Pensava em ir dormir para trabalhar no dia seguinte. Após dar uma volta e ficar um pouco mais recebi com surpresa o chamado para o recebimento da Comenda de Agradecimento como Instituição Parceira da Rede Pública Municipal de Ensino em Marabá. Fui recebê-lo representando o Clube de Xadrez Marabá.

Agora, o que representa esta comenda para a instituição Clube de Xadrez? Imagino que seja um espaço maior que se abre, seja nas Escolas Públicas como nas Particulares. Também é o reconhecimento desenvolvido arduamente, vencendo um obstáculo de cada vez por mais de 22 anos.

Representa uma responsabilidade maior para com a sociedade, com as escolas, estudantes e enxadristas em geral. A Comenda torna-se o reconhecimento de um trabalho realizado por muitas pessoas e ao longo de muitos anos. Espero que todos sintam-se valorizados neste importante trabalho social.


Obs.:  Uma comenda é um benefício que antigamente era concedido a eclesiásticos e a cavaleiros de ordens militares, mas que atualmente costuma designar apenas uma distinção puramente honorífica. No passado, podia remeter ainda a uma porção de terra doada oficialmente como recompensa por serviços prestados, ficando o beneficiado com a obrigação de defendê-la de malfeitores e inimigos. O detentor de uma comenda é chamado comendador.

domingo, 18 de dezembro de 2011

462 - NATAL ENCANTADO 2

Milhares e milhares, talvez dezenas de milhares de pessoas estavam à noite, na Praça São Francisco. Uma multidão que tornou-se dificil caminhar. As pessoas vieram ver de perto o Natal Encantado.

À noite tive uma outra noção do belo espetáculo de imagens, cores, gentes e apresentações natalinas. Muitas alegrias e satisfação no rosto das pessoas. Acredito que está sendo um belo presente aos milhares de visitantes.

Feliz Natal e curtam as belas imagens do Natal Encantado:
ANÚNCIO DO ANJO GABRIEL À MARIA
VISITA DE MARIA À SUA PRIMA ISABEL
UM DOS REIS MAGOS
JESUS NA MAJENDOURA
A BELA IGREJA DE SÃO FRANCISCO
MAIS UM ESPETÁCULO ENCANTADO
NATAL DE CORES, LUZES E MUITA ALEGRIA

461 - NATAL ENCANTADO

O Natal Encantado está acontecendo na Praça São Francisco no bairro da Cidade Nova sob a coordenação da Paróquia de São Francisco. Uma ideia iluminada, brilhante, encantada. Ao visitar para registrar com minha fotos encontrei uma irmã evangélica admirando as belas imagens que retratam o Nascimento de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador.

Aproveitando o momento, desejamos a todos um Natal de Paz, de Amor, de União. E votos de Saúde e Prosperidade no ano de 2012 para todos.

Vejam algumas fotos diúrnas do Natal Encantado (vale a pena visitar):