sábado, 16 de julho de 2011

353 - CASAGRANDE, WILZA CARLA E A SOLIDÃO

Artigo de autoria de Carlos Sena: csena51@hotmail.com, (publicado no Recanto das Letras em 10/07/2011 – código do texto: T3087305




CASAGRANDE, WILZA CARLA E A SOLIDÃO.


O Domingão do Faustão, algumas vezes acerta. Hoje, dissecou o comentarista CASAGRANDE em sua difícil fase de recuperação como dependente químico de cocaína. O “Casa”, como é carinhosamente chamado por muitos se diluiu em lágrimas. Expôs sua fragilidade, assumiu que foi vencido pelas drogas. Reconheceu que tirou apenas um pé do buraco, mas há outro que tem que ser retirado no dia-a-dia. Foi “réu confesso” de si mesmo. Pelo que vimos, ficou claro que se separou da mulher por conta das drogas, mas a família e, principalmente o filho mais velho, foram determinantes na sua retomada da vida, antes que o fundo do posso fosse definitivamente alcançado. Faustão cutucou tudo, ao seu jeito meio intrometido, mas cheio das melhores intenções no sentido de divulgar tão rico depoimento sobre dependência química às milhares de famílias brasileiras. Às pessoas que viram a entrevista e estiverem com problemas de drogas semelhantes em casa, não sabemos se, de fato ajudará.

Do meu canto, fiquei raciocinando em cima exatamente do que não foi perguntado pelo apresentador. Nem foi dito pelos pais nem pelos filhos nem pelos colegas da Globo. Casagrande, jogador famoso com passagens pelos melhores times do Brasil e do mundo, ao que tudo indica, entrou em CRISE EXISTENCIAL SÉRIA. Aos trinta e um anos deixou o futebol e, milionário, talvez tenha se perdido em si mesmo. Convidado pela Globo, há quatorze anos é comentarista esportivo ao lado de Galvão Bueno e... De novo ele: salário alto, prestígio de jogador e depois de excelente comentarista! Tudo que a grande maioria de simples mortais certamente gostaria de alcançar, mas ele... Reticência passou a fazer parte da sua vida! Dinheiro, prestígio, filhos, família estruturada, mulheres (certamente), mas sem ele mesmo consigo – essa é a idéia que ficou nas entrelinhas. Talvez seja essa situação a responsável pela grande maioria de casos de dependência química. Uns ficam assim por excesso de dinheiro, de prestígio, pela impressão de que tudo foi conseguido; outros pela falta do dinheiro, pela falta do prestígio e pela certeza de que nada será conseguido na vida; outros pelos diversos motivos que norteiam os mistérios existenciais dos que, fracos, enveredam no mundo das drogas.

Casagrande não falou da esposa. Tudo indica que mora com o filho mais velho, ou seja, sua área afetiva certamente está comprometida pelas drogas. À sua serventia, três psicólogas e uma psiquiatra. Afinal, o dinheiro estava lhe devolvendo a vida, pela forma avessa, mas importante. Certamente um drogado liso, pobre, morreria mais cedo. Casagrande sabe que se não tivesse muito dinheiro no banco já estaria morto como tantos. São uma fortuna os internamentos em clínicas especializadas e, não menos fortuna, os tratamentos paralelos que se fazem necessários.

Diante do que vimos emocionados, restou-nos algumas perguntas:

a) Por que o dinheiro cega tanto as pessoas?

b) Por que a grande maioria de famosos ricos geralmente recorre às drogas?

c) Por que não se aprende na escola que dinheiro não compra felicidade?

d) Não haverá na maioria dos drogados falta de Deus?

e) Será que o mundo moderno não se perdeu em si mesmo diante das drogas?

f) Será que virar rico do dia pra noite não tira dos ídolos o sentido da vida?

g) Será que a família não falhou na orientação da maioria dos dependentes químicos?

Tudo pode ser e acontecer, inclusive nada. A droga há pouco tempo foi vista pelos lideres do mundo, inclusive pelo nosso ex-presidente FHC, como um problema insolúvel. “O mundo perdeu a luta contra as drogas”, disseram todos. Insisto mesmo que creio nessa derrota do mundo moderno contra as drogas. Mas insisto em que as famílias que mantiveram seus filhos na “rédea curta” dos limites, em sua maioria, não têm esse tipo de problemas. Se fizermos uma pesquisa, não será difícil confirmar as seguintes hipóteses: a) “Os atuais cidadãos que beiram os sessenta anos, dificilmente são dependentes químicos de drogas?”; b) “O atual modelo de escola e educação vigentes – permissivos em sua pedagogia, não teriam falhado, junto com os pais, na disseminação de valores mais sólidos aos jovens”?

Julgamentos a parte, fato é que Faustão acertou ao mostrar o CASAGRANDE em processo de recuperação. O ponto alto de sua fala foi quando se emocionou com o filho mais novo dizendo que queria voltar a ter o pai como amigo. Mas esta tarefa seria o próprio pai quem tinha que executar. O filho se declarou enganado pelo próprio pai que dizia a ele todo dia que tivesse cuidado com as drogas, ou seja, o pai usava o velho ditado popular do “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”...

De tudo que vimos e sabemos, fica a lição que nem sempre aprendemos de cor. Afinal, ser famoso a esse preço vale a pena? O que vale a pena mesmo é ser feliz com os valores que cada um estabeleça pra si, pois os da sociedade de consumo só levam pro buraco; para a despersonalização do ser humano; para a angÚstia, para a solidão, mesmo com a conta bancária recheada de Euros, Reais e Dólares!

Neste contexto, reflitamos num outro viés: Wilza Carla morreu pobre, sozinha, diabética, feia, velha, um “trapo humano”, como costumamos dizer. Em torno de dez pessoas foram ao seu enterro. Ironia de quem um dia foi famosidade, freqüentou os salões presidenciais, teve os homens mais belos e ricos do Brasil aos seus pés... Quando chegava às cidades, os aeroportos lotavam para vê-la. Agora só nos compete refletir: o que fez com o dinheiro que ganhou? Será que ela não imaginava que glamour tem prazo de validade?

CASAGRANDE desceu à senzala das drogas. WILZA CARLA desceu às drogas sem senzala: drogas para hipertensão, drogas para diabetes, drogas para a pobreza! Mas a droga comum a ambos é a mais devastadora do mundo: A SOLIDÃO.

Artigo de autoria de Carlos Sena: csena51@hotmail.com, (publicado no Recanto das Letras em 10/07/2011 – código do texto: T3087305

352 - CASAGRANDE, "A DROGA NÃO PREENCHIA O VAZIO DA MINHA VIDA"

Ídolo do Corinthians, o ex-atacante e hoje comentarista esportivo Casagrande passou por maus bocados na vida em razão da sua dependência de drogas, vício que chegou a afastá-lo das atividades profissionais e exigiu uma internação em clínica de reabilitação por um ano. Recuperado, Casão se emocionou com os depoimentos de amigos, colegas e familiares no "Domingão do Faustão" do último domingo.


Primeiro, o ex-atleta revelou que o primeiro contato com os entorpecentes foi na adolescência, mas só depois que ele se aposentou, aos 31 anos, é que o vício começou a aparecer para preencher um "vazio" em sua vida. "Eu encontrei erroneamente um falso prazer que a droga te dá e anulava o vazio que eu tinha, mas era uma coisa muito falsa. Quando o efeito passava, o vazio ficava maior. Um dos efeitos da droga é o congelamento emocional, não te deixa nem feliz nem triste. O que te atrai nas drogas é que você não consegue lidar com aquilo sozinho", comentou.

O ápice da emoção do ex-atleta no programa foi o depoimento de seu filho caçula, Symon, quando disse que não considerava mais Casão como amigo: "Ele fazia uma coisa que falava para a gente não fazer. Hoje eu não tenho mais um melhor amigo, mas ele tem como me reconquistar. Eu o sinto como meu melhor amigo dentro de mim, mas ele tem que me mostrar isso pessoalmente", comentou aos prantos o garoto de 18 anos.

Quem também gravou mensagens de apoio para o colega foi o companheiro de comentários de Casagrande na Globo, Caio Ribeiro, e os locutores Cléber Machado e Galvão Bueno. O último comentou: "Foi fundamental quando você conversando com seu coração, você disse: 'Não me abandona, não velho, juntos nós vamos dar a volta por cima'."

Agora de volta à profissão de comentarista, Casão continua se cuidando para não sair da linha novamente: "Às vezes, peço que me acompanhem quando eu saio, não é por medo de uma recaída, é porque eu fiquei muito tempo congelando minhas emoções e a gente se emociona com certas situações", disse o comentarista esportivo da Globo. E completou: "É uma armadilha. Você tem que se tratar, caso contrário você volta."

Para se submeter a um quadro desses em um programa de TV com a abrangência do "Domingão do Faustão", Casagrande teve muita coragem e, principalmente, humildade ao falar de coração aberto dos seus erros. É um exemplo de volta por cima a ser seguido.

Fonte: http://www.gazetadailha.com.br/2011/07/11/casa-grande-fala-sobre-drogas-na-tv/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

351 - OS PLURAL QUE SE DANE

Eu ainda estava tentando me acostumar com a ideia de escrever idéia sem acento, vôo sem o chapeuzinho do meu avô e parar de acentuar o pára – ainda não parei – quando leio que estão mexendo na nossa língua.

Na verdade, nos nossos ouvidos, porque é lá que dói.

Para quem não tem acompanhado a polêmica, saiu um livro didático aprovado pelo MEC que defende não haver mais necessidade de seguir a chamada norma culta para a regra de concordância.

Um exemplo: “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” estaria correto.

Outro: “Os menino pega o peixe” seria também correto.

Podemos concluir corretamente que “Os menino pega o peixe, mas não pega os livro”.

Quem discordar dessa concordância é linguisticamente preconceituoso.

Como era de se esperar, a cizânia instalou-se na língua culta e o pau comeu na popular.

Ou seja – e é esse o assunto desta coluna -, arrumamos mais um racha para nos dividir e desunir.

Nem sempre foi assim. O erudito e o popular já conviveram e podem conviver com respeito e gentileza.

Uma história real: certa vez, nosso maestro Villa-Lobos foi convidado para conhecer um compositor da Mangueira. Ele subiu o morro e atentamente ouviu o homem cantar e tocar o seu violão.

Terminada a música, o maestro saiu do seu solene silêncio e sentenciou: Tá tudo errado, mas tá maravilhoso!

O compositor mangueirense era ninguém menos que o nosso Cartola.

Autor, entre outras belezas, de “As rosas não falam. Simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti... ai”.

Não quero dar ênfase nos plurais, mas aqui eles ajudam na música. E no perfume.

Um exemplo inverso vem da Zona Leste de São Paulo. Onde vive o Arnesto, que nos “convidou prum samba, ele mora no Brás. Nois fumo e não encontremo ninguém. Nóis fiquemo com uma baita de uma reiva. Da outra vez, nóis não vai mais. Nóis não semo tatu”.

Conforme nos ensinou, maravilhosamente errado, nosso singular e querido Adoniram Barbosa. Viva os Brasil.

Texto de Luiz Toleto, Revista 29HORAS de 29 de maio a 29 de junho de 2011

Obs.: é um perigo está sinalizando para uma aceitação oficial, de algo que é aceito informalmente e não aceito nos concursos, por privilegiarem a língua.

terça-feira, 12 de julho de 2011

350 - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DISTRIBUI LIVRO QUE ACEITA ERROS DE PORTUGUÊS

MEC DISTRIBUI LIVRO QUE ACEITA ERROS DE PORTUGUÊS

O GLOBO


http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/14/mec-distribui-livro-que-aceita-erros-de-portugues-924464625.asp

BRASÍLIA - O Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC), distribuiu a cerca de 485 mil estudantes jovens e adultos do ensino fundamental e médio uma publicação que faz uma defesa do uso da língua popular, ainda que com incorreções. Para os autores do livro, deve ser alterado o conceito de se falar certo ou errado para o que é adequado ou inadequado. Exemplo: "Posso falar 'os livro'?' Claro que pode, mas dependendo da situação, a pessoa pode ser vítima de preconceito linguístico" - diz um dos trechos da obra "Por uma vida melhor", da coleção "Viver, aprender".



Outras frases citadas e consideradas válidas são "nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe". Uma das autoras do livro, Heloisa Ramos afirmou, em entrevista ao "Jornal Nacional", da Rede Globo, que não se aprende a língua portuguesa decorando regras ou procurando palavras corretas em dicionários.

- O ensino que a gente defende é um ensino bastante plural, com diferentes gêneros textuais, com diferentes práticas de comunicação para que a desenvoltura linguística aconteça - disse Heloisa Ramos.


Em nota encaminhada ao "Jornal Nacional", o Ministério da Educação informou que a norma culta da língua será sempre a exigida nas provas e avaliações, mas que o livro estimula a formação de cidadãos que usem a língua com flexibilidade. O propósito também, segundo o MEC, é discutir o mito de que há apenas uma forma de se falar corretamente. Ainda segundo o ministério, a escrita deve ser o espelho da fala.



O PRESIDENTE DO SENADO, JOSÉ SARNEY, CRITICOU O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO POR AUTORIZAR A PUBLICAÇÃO DO LIVRO
 
TERRA
 
http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5141004-EI8266,00-Sarney+critica+MEC+por+autorizar+livro+com+erros+de+portugues.html



O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou nesta sexta-feira o Ministério da Educação (MEC) "por autorizar a publicação e a distribuição às escolas públicas de livro didático que admite erros de português". O livro Por uma Vida Melhor, distribuído para turmas de educação de jovens e adultos (EJA), causou polêmica ao incluir frases com erro de concordância em uma lição que apresentava a diferença da norma culta e da falada. As informações são da Agência Senado.


"Uma das coisas que nós temos que defender como identidade nacional é justamente a língua. Não é por outro motivo que Fernando Pessoa dizia que 'a minha pátria é a língua portuguesa'. Hoje, a língua é um instrumento político e um instrumento de unidade. Se não fosse a língua portuguesa hoje nós não teríamos esse território imenso que nós temos", disse o presidente do Senado ao justificar sua posição.


O tema também resultou em um artigo do senador, publicado na edição desta sexta-feira no jornal Folha de S. Paulo. No texto, Sarney diz que o dever do Ministério da Educação é defender a língua portuguesa. "A aceitarmos a licenciosidade linguística, o próprio Ministério da Educação perde a razão de ser".


Na quinta-feira, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu a publicação autorizada pelo MEC. "O livro parte da situação da fala, mas induz o jovem a se apropriar da norma culta. Os críticos infelizmente não leram o livro, fizeram juízo de valor com base em uma frase pinçada do contexto", disse Haddad durante entrevista ao programa de rádio Bom Dia, Ministro.


Obs.: depois vem as explicações bestas, do porque que o ensino brasileiro é ruím e nunca melhora.

349 - XADREZ É DISCIPLINA ESCOLAR EM MARINGÁ - PR

No fim do ano passado (2010), o Congresso Nacional analisou projetos para a inclusão de mais de 200 novas disciplinas no Ensino Fundamental, entre elas, o xadrez. Em Maringá, algumas escolas particulares se anteciparam e já oferecem aulas de xadrez na matriz curricular para as crianças.

O projeto começou na cidade pelas mãos do professor Jomar Egoroff, 46, que a partir de 1999 começou a trabalhar os benefícios pedagógicos do esporte com os alunos do Colégio Santo Inácio. “O xadrez desenvolve a lógica, a concentração e a rapidez de raciocínio, ajudando a potencializar o aprendizado de outras disciplinas”, explica Egoroff, que atualmente é professor de xadrez do Colégio Evangélico.

O acadêmico de medicina Denis Massatsugu Ueda, 22, foi um dos primeiros alunos de Egoroff no Santo Inácio e reforça a torcida pela inclusão do xadrez como disciplina obrigatória, reconhecendo a importância do esporte para o desenvolvimento acadêmico. “O xadrez me ensinou a pensar antes de tomar uma decisão, evitando que eu faça uma escolha errada precipitadamente. Também ajuda muito a trabalhar o equilíbrio emocional, principalmente quando nosso cérebro é colocado à prova, como nos vestibulares”, afirma.

A Coordenadora Pedagógica Jurema da Costa Grava, 42, concorda com a opinião de Ueda, tanto que aprovou o projeto para incluir o xadrez como disciplina no Colégio Evangélico, onde trabalha, aprovando os benefícios pedagógicos proporcionados pelo esporte. “Os pais dos alunos também apóiam o projeto, muitos querem até participar. Futuramente, pensamos em oferecer aulas no contra-turno, para atender a comunidade escolar, não somente os alunos”, conta.

A professora Viviane de Fátima Bernardo, 25, aponta mais um benefício do esporte para o desenvolvimento das crianças: auto-estima. “No xadrez a criança não precisa ser alta como o coleguinha, nem magrinha, nem gordinha. É preciso apenas vontade e disposição para jogar”, analisa.

Em Maringá foi apresentado um projeto junto à Secretaria dos Esportes e à Câmara de Vereadores para a inclusão do xadrez como disciplina obrigatória nas escolas municipais. Entretanto, a falta de professores para atender tantas escolas inviabilizou o projeto. Atualmente a inclusão da disciplina é opcional nas escolas municipais.


Fonte: Xadrez Maringá de Johnny Katayama.
http://www.fexpar.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=420:xadrez-e-disciplina-escolar-em-maringa&catid=1:latest-news

segunda-feira, 11 de julho de 2011

348 - PÂMELA ARTÊMIS, DE SANTOS, A CAMPEÃ BRASILEIRA FEMININA DE 2011

VANESSA KELLY TASHIMA 3º, PÂMELA ARTÊMIS A CAMPEÃ E VANESSA FELICIANO 2º LUGAR
O CAMPEONATO BRASILEIRO FEMININO DE XADREZ foi realizado em Balneário Camboriú, de 7 a 10 de julho, etapa do Circuito Pré-Olímpico Feminino de Xadrez 2011/2012. O campeonato deste ano teve número recorde de 75 participantes, inclusive com uma representante paraense, do município de Parauapebas Darlane Assunção.

A campeã foi a atleta santista Pâmela Artêmis Guimaraes Soares Cruz que obteve 6,5 pontos em 7 possíveis, com um único empate diante da atleta Juliana Sayumi Terão.

A atleta paraense Darlane Assunção foi a única atleta a representar o Estado do Pará, conseguiu 2,0 pontos em 7,0 possíveis e ficou na 59ª colocação. Parabéns prá ela.

Veja a classificação final:





A atleta Darlane Assunção teve os seguintes confrontos: perdeu na 1ª rodada; venceu na 2ª; perdeu na 3ª; venceu na 4ª e perdeu na 5ª, 6ª e 7ª rodadas, veja os adversários que ela enfrentou:


O Clube de Xadrez Marabá publica em primeira mão, a entrevista realizada por Daniel Brandão da Federação Catarinense de Xadrez, com a Campeã, a jovem Artêmis Pâmela Guimaraes Soares Cruz, de 16 anos, do Clube de Xadrez de Santos, chegou ao torneio com o objetivo de ficar entre as cinco melhores colocadas – um objetivo razoável, uma vez que ela já conseguiu o 3º lugar entre algumas das melhores jogadoras do país em uma etapa do Circuito pré-olímpico. Artêmis respondeu algumas perguntas, logo após a confirmação do resultado.


Artêmis, ainda que seja fácil deduzir a resposta, como você se sente neste momento?
“Muito feliz, quase não acredito... Eu não esperava que fosse conseguir.”


Antes dessa conquista, você já havia sido campeã brasileira de categorias?

“Sim, um Campeonato Brasileiro sub-14 e uma Olimpíada escolar, no ano passado.”


Jogar (e ganhar) este torneio, foi diferente de jogar o circuito pré-olímpico, que também é bastante forte?

Sim, é diferente. Este foi mais especial pra mim, porque se trata de uma final de Campeonato brasileiro.


Houve alguma partida que você sentiu que foi mais difícil, ou que você gostou mais e vai se lembrar com carinho?

Todas as partidas foram especiais, eu acho. Não houve nenhuma que se destacou das outras.


Você teve algum treinamento diferenciado para este torneio?

Não. Fiz meu treino normal, porque estou em época de provas e não posso dedicar muito tempo. Aqui, só preparei antes de cada partida.


Como é seu treino “normal”?

Faço exercícios de tática, aberturas, finais...


E quem é seu treinador?

O Carlos Alberto Sega, de Santos.


Se você atribuísse sua vitória a uma qualidade sua, qual seria?

Concentração.


E você sentiu, nesse torneio, algo que você deve melhorar daqui pra frente?

Acho que acho preciso controlar mais o nervosismo... houveram partidas que foram bem apertadas e não era pra ser - a partida que eu empatei com a Juliana Terao na penúltima rodada, por exemplo. Acho que me falta experiência e jogar melhor no apuro de tempo.


Você tem algum objetivo já definido, saindo daqui?

Sim, o mundial sub-16 e o circuito pré-olímpico. Quero ficar entre as cinco primeiras e representar o Brasil nas olimpíadas.


Você poderia definir algum sonho com xadrez?
Gostaria de jogar fora do país. E conseguir algum título da FIDE.

Muito obrigado, Artêmis. A Federação Catarinense deseja a você boa sorte na busca por seus objetivos e constante crescimento.

347 - O XADREZ COMO DISCIPLINA ESCOLAR


PARTIDA DE XADREZ NA ESCOLA MUNICIPAL HÉLIO FROTA DE LIMA - ABEL FIGUEIREDO - PARÁ
A idéia básica de se levar o xadrez até as escolas reside no fato de ele ser um esporte pedagógico, auxiliando no desenvolvimento das demais disciplinas curriculares. Quem não precisa, por exemplo, adquirir uma boa memória para guardar acontecimentos e datas quando está em uma aula de história? Qual de nós não tem necessidade de ter precisão nos cálculos matemáticos? Sem contar que o xadrez oferece um ambiente ímpar para desenvolvermos nossa criatividade, sendo ainda um excelente meio de recreação e de formação do caráter dos jovens.


Esses fatores, aliados a outros tantos, têm contribuído para que grande parte das escolas do sul do Brasil, além de inúmeras no estado de São Paulo e também em diversas regiões do país, adotem o xadrez como disciplina obrigatória ou opcional.


O imenso mérito do xadrez é que ele responde a uma das preocupações fundamentais do ensino moderno: dar a possibilidade de cada aluno progredir segundo seu próprio ritmo, valorizando assim a motivação pessoal do escolar.


Piaget mostrou quais eram as etapas da formação da inteligência da criança. Observando-se grupos de crianças jogando xadrez constata-se que os progressos atingidos nestas etapas seguem ritmos extremamente diferentes, o que permite concluir da importância de se aplicar uma pedagogia de níveis preferencialmente a uma pedagogia orientada para classes da mesma idade.


Enfim, numa época onde o sonho confesso de uma revolução pedagógica é aquele de eliminar a barreira professor-aluno, é preciso reconhecer no xadrez esta virtude: ele não aceita nem o respeito da idade nem aquele da notoriedade. O ensino enxadrístico pode inverter a relação professor-aluno, colocando em xeque as hierarquias instituídas na sala de aula.


Experiências realizadas em diversos países demonstram que o xadrez, quando utilizado como terapia ocupacional, contribui para a reinserção familiar e social de crianças, adolescentes e mesmo adultos infratores ou em liberdade assistida.


Além disso, quando ele é introduzido nas classes de baixo rendimento escolar, auxilia ao desenvolvimento do sentimento de autoconfiança visto que apresenta uma situação na qual os alunos têm a oportunidade de descobrir uma atividade onde podem se destacar e paralelamente progredir em outras disciplinas acadêmicas.

Fonte: http://www.clubedexadrez.com.br/portal/cxtoledo/artigo4.htm




 
O XADREZ COMO SUPORTE PEDAGÓGICO PARA OUTRAS DISCIPLINAS

Trabalhos em psicopedagogia demonstram que o xadrez é um precioso coadjuvante escolar, e até psicológico. Assim, pode-se utilizar inicialmente a motivação quase espontânea do aluno em relação ao xadrez visando provocar ou facilitar a sua compreensão em outras disciplinas. Em uma segunda etapa, extrapola-se o universo artificial criado pelas regras do jogo como modelo de estudos de situações concretas. Isto pode aplicar-se a todos os campos do conhecimento - à história, à sociologia, ao direito, à jurisprudência, à literatura, à epistemologia entre outros - e sobretudo à matemática e à pedagogia.


No que concerne à pedagogia, o xadrez permite repensar a relação professor-aluno. A estratégia do ensino é bem próxima da estratégia do xadrez, pois dialética e autocrítica ocupam um lugar primordial e o vencido se enriquece mais que o vencedor.


Além disso, o xadrez apresenta-se como um excelente instrumento na formação de futuros professores das mais diversas disciplinas uma vez que ele favorece a compreensão da estrutura do pensamento lógico, o que desenvolve a adequacidade de transmissão dos conhecimentos aos seus alunos.


No que concerne à matemática, podemos afirmar que o xadrez é um dispositivo eficaz para a aprendizagem da aritmética (noções de troca, valor comparado das peças, controle de casas, enquanto exemplos de operações numéricas elementares...), da álgebra (cálculo do índice de desempenho dos jogadores, que é assimilável a um sistema de equações com “n” incógnitas...) e da geometria (o movimento das peças é uma introdução às noções de verticalidade, de horizontalidade, a representação do tabuleiro é estabelecida como um sistema cartesiano...).


As aplicações xadrez-matemática são bastante vastas e não são necessariamente de nível elementar, já que elas podem concernir:

A análise combinatória e o cálculo de probabilidades;

A estatística;

A informática, e isto em dois níveis: aquele da gestão dos torneios e aquele da programação propriamente dita do jogo;

A teoria dos jogos de estratégia;


Entretanto, é no domínio da hemística que o futuro parece ser mais promissor. Se grandes matemáticos como Euler (1707-1783) e Gauss (1777-1855) trabalharam matematicamente problemas originários do xadrez - respectivamente o percurso do cavalo sobre as 64 casas do tabuleiro e o problema da colocação de oito damas sobre o tabuleiro - é possível adotar-se uma postura inversa. Assim, as regras e os métodos que conduzem à descoberta da solução de um problema enxadrístico podem ser aplicadas didaticamente à resolução de um problema de matemática. Isto permite qualificar tal esporte como um instrumento motivador de primeira grandeza para a educação matemática, na medida em que ele fornece uma reserva inesgotável de situações variadas de resolução de problemas.

Fonte: http://xadrezescolarecompeticao.blogspot.com/2009/02/xadrez-como-suporte-pedagogico-para_01.html

domingo, 10 de julho de 2011

346 - CLUBE PARTICIPA DO PROJETO PIPAS

PROJETO PIPAS - A ALEGRIA DE MUITAS CRIANÇAS
 Aconteceu neste 9 de julho (sábado) nas dependências do Ginásio Olímpico de Marabá, o projeto “Pipas que Alimentam e Educam” promovido pelo Serviço Social do Comércio (SESC) Pará, através do Programa Mesa Brasil, em sua segunda edição no Estado e a primeira no município de Marabá. O Clube de Xadrez foi convidado pela Gerente do SESC Marabá Neyla Ribeiro e aceitou a parceria, juntamente com outras entidades, com início às 09 e término às 12 horas. Realizando as oficinas de xadrez Jhon Kennedy e Francisco Arnilson de Assis.



AS CRIANÇAS APROVARAM TODAS AS AÇÕES DO PROJETO
Dentre os objetivos do projeto estão: fomentar ações de cultura, lazer, educação e assistência social. Tem a finalidade de apoiar causas sociais principalmente de insegurança alimentar e nutricional. O projeto será mais uma maneira de combater a fome e o desperdício de alimentos no estado. Assim, muitos dos participantes puderam ofertar sua contribuição, por meio da doação de alimentos não perecíveis, destinados às entidades sociais atendidas pelo Programa Mesa Brasil do SESC Marabá.



NEYLA RIBEIRO - SORRISO DEMONSTRA ÊXITO DO PROJETO
Dentre as atividades, aconteceu um campeonato de pipas, distribuição de lanches para os participantes, jogos de futsal, de tênis de mesa e, é claro, oficinas de Xadrez.

Também serviu como oportunidade para esclarecer sobre os riscos de empinar pipas sem os devidos cuidados. Para tal ato, a ação educativa se utilizará de material informativo para esclarecimento, divulgação vídeos sobre os perigos de empinar pipas sem as devidas precauções e realização de uma palestra sobre o tema.


O XADREZ PROVOU SEU ENCANTAMENTO JUNTO AS CRIANÇAS
Tivemos muitos participantes das oficinas de Xadrez, sempre com o acomapanhamento dos pais que, se envolviam fazendo perguntas e cobrando maior atenção dos seus filhos. As crianças gostaram tanto que dificilmente cediam os seus lugares para outras crianças. Foi um trabalho bonito que precisa de maior apoio para se tornar uma grande frente de combate a diversos problemas sociais. Projetos como estes precisam ser discutidos em âmbito mais ampliado, como as entidades representativas da sociedade civil organizada, como a ACIM e outras.


MARABÁ PRECISA AUMENTAR PROJETOS E PROGRAMAS SOCIAIS
Começamos a fazer perguntas às crianças e descobrimos a importância do projeto Pipas. A pequena Regina veio da Folha 06 e veio a pé. A pequena Mônica veio do Km-06. A garota Samara veio da Folha 12. Enfim, estas crianças vieram de muito longe e para elas dedicamos nosso carinho e desejo que o Projeto se perpetue e chegue aos bairros mais distantes e carentes. O Clube de Xadrez parabeniza e coloca a disposição do SESC-Marabá.

Parabéns!