sexta-feira, 15 de outubro de 2010

218 - Jogos da Castanha tiveram início no dia 13 de outubro de 2010

Atendendo a solicitação de muitos desportistas da cidade, conseguimos informações sobre os XXVII Jogos Estudantis da Castanha, com a participação de milhares de estudantes da rede pública e privada de ensino. Ao todo, 19 internautas acessaram o nosso blog à procura de informações dos Jogos Estudantis. Esperamos que as informações abaixo venham ao encontro das expectativas de nossos ilustres visitantes.


Os Jogos Estudantis tiveram início neste 13 de outubro (terça-feira), com a Sede principal das disputas o Ginásio Olímpico de Marabá, com disputa de medalhas para os estudantes e troféus para os estabelecimentos de ensino nas seguintes modalidades: handebol, voleibol, basquete, xadrez, judô, atletismo, natação, karatê e tênis de mesa, em três categorias distintas.


A professora Joecy, da Coordenação Geral dos Jogos informou que o certame prosseguirá até o dia 12 de novembro. A professora confirma a modalidade que apresenta o maior número de participantes nas disputas dos jogos, é o Futsal.


Ainda em tempo, a coordenação comunicou que houve alterações nas programações esportivas que carreiaram no início dos jogos apenas no dia 13 do corrente mês, precisando reprogramar todas as disputas.


Em relação ao Xadrez informa que será disputado na Biblioteca da Escola Geraldo Veloso sem data confirmada. Mas, ressalta que as disputas de jogos individuais terão início a partir do dia 19 de outubro.



AS CATEGORIAS FICARAM ASSIM DEFINIDAS:

Mirim, para nascidos entre os anos de 1998 a 2000;

Infantil A, para nascidos entre os anos de 1996 e 1997 e;

Juvenil B (para nascidos entre os anos de 1993 e 1995) dos sexos masculino e feminino.




O Clube de Xadrez Marabá aproveita para desejar muito, muito sucesso aos alunos participantes, a organização geral e às Professoras Joecy e Rosângela Botelho.  O Clube vai procurar saber a programação das competições de Xadrez para divulgar e acompanhar, na medida do possível as disputas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

217 - EM MARABÁ: VIOLÊNCIA SEM FIM, SEM SOLUÇÃO - O TRABALHO SOCIAL DA PREFEITURA

VIOLÊNCIA SELETIVA


Logo atrás de Itabuna (BA), Marabá é o segundo município brasileiro a apresentar maior vulnerabilidade à violência contra os jovens. O levantamento é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que destaca dez das mais de 266 cidades brasileiras com população acima de 100 mil habitantes. As outras, pela ordem, Foz do Iguaçu (PR), Camaçari (BA), Governador Valadares (MG), Cabo de Santo Agostinho (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Teixeira de Freitas (BA), Serra (ES) e Linhares (ES).



Segundo o Fórum, a faixa etária com maior risco de perder vidas por causa da violência é aquela entre 19 a 24 anos. A previsão é que 5 jovens morrerão por homicídios antes de completarem 24 anos no Brasil. Na faixa etária de 12 a 18 anos, a estimativa é que 2,38 adolescentes morram antes de completarem os 18 anos. Entre jovens adultos de 25 a 29 anos, a expectativa é que morram 3,73 jovens antes dos 29 anos.


No último fnal de semana,dois menores de 16 anos foram assassinados na Velha Marabá. Um, a tiro, após assaltar um transeunte. Outro, a facadas, foi achado quase debaixo da orla. Em ambos os casos, como é rotina em Marabá, ninguém sabe e ninguém viu.
 
 
Fonte: http://www.quaradouro.blogpot.com/

Fotos: Jornal Correio Tocantins (versão digital)




MORRER É APENAS NÃO SER VISTO


(Fernando Pessoa)


por Fernando Carneiro


 
Onde estão nossos miseráveis? Segundo dados oficiais o Pará tem hoje cerca de 2,1 milhões de seres humanos vivendo abaixo da linha de miséria. Quase um a cada três paraenses. Você sabe onde eles estão? Muitos haverão de ser invisíveis aos olhos de quem está acostumado a viver em um mundo de exclusões. Muitos não são vistos e por essa razão estão quase mortos.


Mas mortos de verdade estão os 512 mil brasileiros assassinados no período de 1997 a 2007. Isso mesmo, mais de meio milhão de pessoas assassinadas em 10 anos. A maioria jovens meninos entre 15 a 24 anos. Boa parte negros, pois em 2002 morriam, vítimas de homicídio, 46% mais negros do que brancos. Já em 2007, apenas cinco anos depois, essa proporção se elevou para 108%.

 
No Pará, no mesmo período de 1997 a 2007, a taxa de homicídios aumentou 195%, o que fez com que pulássemos da 20ª para a 7ª colocação entre o ranking dos estados mais violentos. Entre as 15 cidades mais violentas temos duas: Marabá e Tailândia, sendo que esta ocupa o nada desejado posto de 3ª cidade mais violenta do país.



Miséria e violência andam juntas. Não precisa ser um cientista político ou sociólogo pra saber disso, mas estes números além de serem menosprezados ou escondidos pela propaganda oficial são ofuscados, entre outras coisas, pelo gasto de dinheiro público para fazer propaganda de uma empreitada privada: a construção de uma siderúrgica em Marabá pela Vale. Uma empresa que em muitos aspectos se configura como um estado dentro do estado.


Ao governo estadual, a quem cabe a obrigação de ver toda a população, os mortos e miseráveis são invisíveis. Neste caso, contrariando Saint Exupéry em seu antológico “O pequeno príncipe”, o essencial não é invisível aos olhos. E só vê bem com o coração, quem ainda se indigna diante de tanta iniqüidade.


Mudar esse mundo é preciso. Não dá mais para conviver com hipocrisias e mentiras oficiais, não dá mais para ouvir autoridades afirmarem que a culpa das mortes no desabamento do “morro do bumba”, em Niterói, é da população pobre que “resolveu morar” lá, como se tivessem opção de morar numa suíte na Viera Souto. Por isso revoltar-se é inadiável. Precisamos ver, precisamos não morrer, precisamos da luta.


Fernando Carneiro é Historiador, membro da equipe editorial do Ponto de Pauta e pré candidato do PSOL ao Governo do Pará.

Fonte: http://ribamarribeirojunior.blogspot.com/2010/04/fernando-carneiro.html


 
 
MARABÁ NO TOPO
 
Em vez de liderar o IDH, Marabá lidera IHA



Marabá registra a situação considerada "mais grave" pela pesquisa em termos de vidas perdidas na adolescência, com o IHA de 5,2 mortes em cada grupo de mil. A cidade foi a única da região a registrar média superior a cinco. Macapá (AP) e Porto Velho (RO) ficaram com valores entre três e cinco jovens assassinados.


A pesquisa foi feita em parceria pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e a ONG Observatório de Favelas. Foram analisados os dados dos 267 municípios do país com mais de 100 mil habitantes.


E aí azulino?
Qualificação profissional!
Esporte e Lazer na periferia!
Programas Sociais permanentes!
Inclusão Digital!
Escola para todos!
Iluminação Pública!
É um bom começo!!


Fonte: http://ribamarribeirojunior.blogspot.com/2009/08/violencia-1-maraba-no-topo.html




PROGRAMA DE REDUÇÃO DE VIOLÊNCIA CONTRA ADOLESCENTES E JOVENS

28/07/2009


Teve início às 9h de hoje, 28, no auditório da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura – SEASP, reunião da Rede de Atendimento à Criança a ao Adolescente, composta pela Secretarias Municipais de Esporte e Lazer – SEMEL, Educação – SEMED, Saúde – SMS, Conselho Tutelar e Ministério Público, além de diversas outras entidades representativas. O objetivo era apresentar o “Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens” instituído pela SEASP como resultado de sua integração no programa Nacional de Redução da Violência Letal na Infância e Adolescência, gerido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), que atua no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes em todo o país, em colaboração com os Municípios e Estados.

Após apresentação conduzida pela assistente social Nadjalúcia Oliveira, da metodologia do Programa obtida junto à SEDH, durante recente encontro nacional ocorrido em Brasília, houve a formação de reunião de trabalho onde os cerca de 25 participantes puderam sugerir uma série de ações no sentido de colaborar com sua implantação conforme a realidade do município. Algumas, inclusive, previamente formuladas a partir de suas experiências, decidiu-se iniciar um completo levantamento de necessidades fundamentais, sob a ótica de cada entidade, para em seguida partir para a realização, a curto prazo, de uma Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, cuja data será brevemente definida. Nesse contexto, com objetivo similar, haverá também o lançamento de uma campanha intitulada “Cadê Seu Filho?”.


Segundo a titular da SEASP, Edileusa Magalhães, o triste posto de 18º lugar que Marabá ocupa no ranking dos municípios brasileiros com maior índice de homicídios na adolescência não fará a SEASP desanimar. “Não temos dúvidas de que o município reúne todas as condições de se implantar um programa exemplar na redução da violência contra os nossos jovens. Essa será nossa meta”, afirmou.


O Programa de Redução da Violência Letal (PRVL) visa principalmente à promoção de ações de sensibilização. Age perante articulação política e produção de mecanismos de monitoramento, sempre no intuito de assegurar que as mortes violentas de adolescentes e jovens sejam tratadas como prioridade na agenda pública. Na difusão de suas estratégias, pautadas na valorização da vida, o PRVL foi projetado para funcionar sob três eixos:


1 - Articulação Política.
2 - Produção de Indicadores
3 - Sistematização de Experiências

Fonte: http://www.maraba.pa.gov.br/programa-de-reducao-de-violencia-contra-adolescentes-e-jovens
 
 
 
 
PREFEITO DISCUTE PROJETOS PARA ÁREA DE SEGURANÇA EM BRASÍLIA
 
26/02/2010 - 17:11
 
 
Dando cumprimento a sua agenda de compromissos em Brasília, onde está desta a última quarta-feira, o prefeito Maurino Magalhães de Lima (PR) se reuniu ontem (25), no Ministério da Justiça, com o secretário nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri e o secretário estadual de Segurança Pública Geraldo Araújo. O prefeito estava acompanhado do presidente da Fundação Vale, Sílvio Vaz, do diretor do DMTU (Departamento Municipal de Transporte Urbano), Antônio Araújo, e secretário de Representação do Município de Marabá em Brasília, Marcos David de Aguiar. Na conversa com Ricardo Balestreri, Maurino deixou claro sua preocupação com a área de segurança, dizendo que fará o que tiver dentro do seu alcance, para tentar minimizar a violência em Marabá.



O prefeito pontuou as medidas que vêm tomando nessa área, dentre elas a criação da Guarda Municipal, que contará com efetivo de 140 pessoas; o projeto de implantação do sistema de monitoramento com câmeras de vídeo; e implantação de um sistema de Disk-Denúncia municipal; e da Secretaria Municipal de Segurança Pública.

Outro projeto em discussão no seu governo será o compartilhamento de experiências da Secretaria Municipal de Segurança com a Secretaria Estadual e o Ministério da Justiça. O Secretário Nacional de Segurança Pública concordou e elogiou as medidas e projetos do prefeito no setor e colocou à disposição toda sua equipe na Secretaria Nacional de Justiça para ajudar no que for preciso.


Ricardo Balestreri frisou que o Ministério da Justiça está investindo em projetos de prevenção à violência. Entre os projetos criados está o Pronac, que vem obtendo resultados positivos. Ele, no entanto, reconhece que o recurso ainda é pequeno para a demanda existente.


O secretário estadual de Segurança, Geraldo Araújo, também colocou sua equipe à disposição do município de Marabá e pediu ajuda ao secretário nacional para tenta reduzir a violência no Estado do Pará. O presidente da Fundação Vale, Silvio Vaz, propôs a criação de um grande pacto no combate à violência. Ele falou do projeto Alpa – Aços Laminados do Pará – e observou que o mesmo vai causar um grande impacto no município, porque vai atrair não só investimentos, mas também muitas pessoas para Marabá, que vai sofrer uma grande explosão demográfica.


O pacto seria chamado de PSPP (Parceria Social Pública Privada). O mesmo seria custeado com R$ 6 bilhões dos R$ 17 bilhões que a Vale pagará de impostos entre o ano de 2009 a 2014 do Projeto Alpa. O recurso seria aplicado na área de segurança, educação, saúde e infraestrutura. Para a empresa, isso estaria compensando o impacto que será causado pelo aumento populacional desta região.


Fonte: http://www.maraba.pa.gov.br/prefeito-discute-projetos-para-area-de-seguranca-em-brasilia

terça-feira, 12 de outubro de 2010

216 - 10 Razões pelas quais as Crianças devem praticar Xadrez

Por: Ray Raymond


O jogo de xadrez vem cativando as mentes das pessoas em todo o mundo durante os últimos 1500 anos. Qual é a razão para isso? Simples, o xadrez é divertido ... Assim, a primeira razão para as crianças jogarem xadrez é porque o xadrez é divertido.



Nos últimos anos tem havido dezenas de estudos educacionais e psicológicos que examinar os benefícios de jogar xadrez para crianças. Dr. Peter Dauvergne da Universidade de Sydney, escreveu um artigo chamado "O Processo de xadrez como uma ferramenta para desenvolver mentes de nossas crianças." Esta lista de benefícios é levado diretamente a partir de seu artigo e é fato. Xadrez ajuda a:



1º Aumentar o quociente de inteligência (QI);


2º Fortalecer habilidades para resolver problemas, aprender a tomar decisões difíceis e abstratas de forma independente;


3º Avivar a memória a linguagem e habilidades matemáticas;


4º Desenvolver o pensamento crítico, criativo e original;


5º Proporcionar elementos na tomada de decisões precisas e rápidas sob pressão de tempo, uma habilidade que pode ajudar a melhorar nas provas escolares;


6º Aprender a pensar logicamente e de forma eficiente, aprendendo a selecionar a melhor "escolha" de um grande número de opções;


7º Desafiar crianças potencialmente inteligentes ajudando alunos superdotados a aprender a estudar e se esforçar para a excelência;


8º Demonstrar a importância do planejamento, concentração, e as conseqüências das decisões;


9º Aproximar meninos e meninas, independentemente de suas habilidades naturais ou condições sócio-econômicas;


10º Xadrez é divertido e uma ótima forma de desenvolvimento social.


Estou certo de que você pode ver os benefícios, bem como acrescentar a estes benefícios, porque as crianças devem jogar xadrez. Incentive, inicie um programa de xadrez em sua escola ou centro comunitário.


Em Inglês:

Ten Reasons Why Kids Should Play Chess



By: Raymond Roy


The game of chess has been captivating peoples minds the world over for the past 1500 years. What is the reason for this you ask. Simple, chess is fun... So, the first reason kids should play chess is that chess is fun.


In recent years there have been scores of educational and psychological studies that examine the benefits of playing chess for children. Dr. Peter Dauvergne of the University of Sydney wrote an article called, "The Case for Chess as a Tool to Develop Our Children's Minds." This list of benefits is taken directly from his article and are fact. Chess helps to:




1.) Raise intelligence quotient (IQ) scores.


2.) Strengthen problem solving skills; teaching how to make difficult and abstract decisions independently.


3.) Enhance reading, memory, language, and mathematical abilities.


4.) Foster critical, creative, and original thinking.


5.) Provide practice at making accurate and fast decisions under time pressure, a skill that can help improve exam scores at schools.


6.) Teach how to think logically and efficiently, learning to select the 'best' choice from a large number of options.



7.) Challenge gifted children while potentially helping underachieving gifted students learn how to study and strive for excellence.



8.) Demonstrate the importance of planning, concentration, and the consequences of decisions.




9.) Reach boys and girls regardless of their natural abilities or socio-economic backgrounds.


10.) Chess is fun, and a great form of social development.


I am certain you can see the benefits, as well as add to these benefits, why kids should play chess. Get active, start a chess program at your local school, or community center.



Ray

215 - O ensino de xadrez contribui para o desenvolvimento da memorização, raciocínio e criatividade

Tabuleiro Multifuncional - Além de apoio a aulas de matemática, história e geografia, o ensino de xadrez contribui para o desenvolvimento da memorização, raciocínio e criatividade

Artigo publicado na Revista Educação - Edição 97



Aos 5 anos, Juliana estava entre as meninas mais tímidas de sua turma. Escutava muito e falava pouco. Foi com essa idade que ela começou a jogar xadrez, oferecido na grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo, onde estuda. A menina logo mostrou grande habilidade para o jogo, o que fez a professora Sandra Guidi notar mudanças na postura de Juliana, hoje com 7 anos: "A prática do xadrez a fez perceber qualidades. Ela se soltou mais, fez novos amigos. De muito tímida, passou até a me auxiliar na hora de checar as jogadas dos outros alunos."



Juliana não é a primeira a usufruir das qualidades do xadrez. Albert Einstein, que revolucionou a física moderna, utilizava um tabuleiro para demonstrar a quarta dimensão. Lênin, o líder da Revolução Russa, dizia que o jogo era um fator de elevação de espírito do bom revolucionário. Voltaire, pensador francês conhecido pela ironia e sagacidade, proclamou o xadrez como um fator de honra ao espírito. Benjamin Franklin, o inventor da eletricidade, e Goethe, o maior escritor alemão de todos os tempos, já creditaram ao xadrez uma importância singular, tanto do ponto de vista cultural quanto do desenvolvimento do raciocínio lógico.



Nos antigos países comunistas, por exemplo, sempre foi um esporte incentivado pelas autoridades nas escolas e nos clubes sindicais. Os cientistas soviéticos chegaram a criar em Moscou uma faculdade de xadrez, que desde 1966 forma professores e enxadristas de renome internacional, como Yuri Balashov, considerado um dos grandes mestres da modalidade. A presença do xadrez também se multiplica nas escolas brasileiras. Seus entusiastas acreditam que ele incentiva as crianças no aspecto psicológico e contribui para desenvolver memorização, criatividade, raciocínio e resolução de problemas, tudo aliado a diversão, pois não deixa de ser um jogo.



A educadora Estela Milani, coordenadora de matemática do Colégio Magno, de São Paulo, quer aproveitar a tendência para mudar a concepção de ensino dos professores. "Estudos comprovam que há um crescimento exponencial de informação, coisa de 100 vezes a cada 20 anos. É um excesso de fatos desconectados que entram na cabeça de uma criança ou adolescente diariamente. Logo, não dá mais para a escola ensinar o conteúdo somente pelo conteúdo. O professor moderno precisa dirigir o foco para o desenvolvimento de certas capacidades. O xadrez cai muito bem nesse contexto", diz.



O domínio de si mesmo, a disciplina, a capacidade de análise e síntese, a criatividade e a imaginação são as capacidades às quais se refere Estela, que bancou o xadrez na grade curricular da escola desde o início deste ano, nas aulas de matemática. Para capacitar os professores, pediu apoio para a psicóloga, enxadrista e professora Cristiane Fiúsa Carneiro, que já foi campeã brasileira da modalidade e atualmente delimita uma dissertação de mestrado baseada nos aspectos positivos do ensino de xadrez nas escolas.



"Comecei a jogar xadrez no clube, quando tinha 13 anos. Fiquei de recuperação em matemática na escola na mesma época", diz Cristiane. "Quando peguei gosto pelo jogo, minhas notas melhoraram muito, nunca mais tive problema com a disciplina. Não notei nenhum aspecto ruim no xadrez até hoje."



Muito além da matemática - Não é somente entre números e contas que o xadrez surge nas escolas. O colégio Stance Dual promove um contato entre as crianças e o tabuleiro a partir dos quatro anos, dentro da grade curricular, mas desvinculado do ensino de matemática. A pedagoga Sandra Guidi, professora da escola, foi quem propôs à direção a atividade.



"É claro que não dá para começar a ensinar o jogo para crianças muito pequenas. A partir dos quatro anos, contamos historinhas que envolvem o xadrez e a própria origem de cada peça, inclusive com as crianças ajudando a montá-las", conta. "Aos seis anos, há 30 minutos de aula. Até que, quando elas chegam na terceira série, temos uma sessão por semana. No ensino fundamental, o xadrez passa a ser extracurricular, mas a procura é grande."



Outro colégio a adotar o ensino da modalidade foi o Pentágono, de Alphaville (Barueri). A professora Renata Falcone estuda o jogo desde 1999. "O importante é ter a técnica do jogo aliada à pedagogia. O xadrez engloba áreas do conhecimento como história e geografia, pois o jogo teve várias formas ao longo do tempo", conta Renata. "Depois, contamos a história de cada peça. Isso obriga os alunos a ler a respeito, o que fortalece a gramática. Por último, óbvio, desenvolve a matemática", diz a professora.



No início, os alunos aprendem outros jogos que lembram o xadrez, como o ta-te-ti e o de damas. Posteriormente, eles são apresentados a um castelo medieval e às peças do xadrez. "Isso é fundamental para a criança pegar gosto pelo jogo. Por exemplo: a peça que representa o soldado anda duas casas em sua primeira jogada. Depois, só uma por vez. Por quê? Nas guerras, o soldado sai correndo no início das batalhas. Detalhes como esse fascinam as crianças", diz Renata, que valoriza a ética acima dos fatores pedagógicos: "O xadrez tem uma tendência natural ao respeito mútuo. Você estuda o adversário, vê o outro e tenta se enxergar através dele. Isso faz dele muito mais que um simples jogo".



Apoio na rede pública - O presidente da Federação Paulista de Xadrez, José Alberto dos Santos, e o enxadrista Luiz Loureiro queriam ver o maior número possível de crianças praticando a modalidade. Como lugar de criança é na escola, nada como associar as duas coisas. Foi então que, em 1996, a Federação deu início a um projeto de massificação do esporte. A primeira tentativa foi levar professores de xadrez até os colégios para ensinar os alunos. Depois de algumas experiências mal-sucedidas, descobriu-se o problema: como os professores das escolas não sabiam jogar, não estimulavam as crianças. Era preciso ensinar os professores para que eles ensinassem seus alunos. E isso foi feito a partir de 1998.



Desde então, o xadrez deslanchou. Em 2004, todas as 173 escolas de Campinas, em São Paulo, passaram a contar com material próprio para dar aulas. O mesmo vale para todas as unidades da Febem de São Paulo. Nos campeonatos inter-escolares, o teto de participantes é de 2 mil alunos. Hoje, segundo José Alberto, há uma espécie de febre pelo esporte. "Dez anos atrás, não recebíamos sequer um pedido para elaborar ou fornecer material de xadrez para escolas", conta. "Agora, recebemos entre 20 e 30 pedidos semanais."



A dupla ministrou, em fevereiro, o primeiro curso de ensino de xadrez para professores da rede pública paulista, em Campinas. O curso é resultado de um convênio com a Secretaria de Estado da Educação. "Nosso objetivo é ver o xadrez em todos os municípios. Estimamos hoje que ele chega a 600 escolas públicas", diz José Alberto.



De acordo com a Secretaria de Educação Básica (SEB), do MEC, no segundo semestre desse ano, será implantado o projeto Xadrez nas Escolas. Em parceria com Ministério dos Esportes, o programa capacitará educadores de todos os estados do país, com exceção de São Paulo e do Acre, para ensinar o jogo formalmente para nas escolas. As secretarias de educação (Seducs) dos estados selecionarão 50 escolas e a prioridade são as instituições carentes. Segundo o MEC, outras escolas serão atendidas ao longo do tempo.



Livros apresentam o jogo

Primeiro, o xadrez chega com os professores. Depois, entra na grade curricular. Por fim, os livros paradidáticos. O xadrez já cumpriu esse caminho, embora os títulos no mercado ainda sejam escassos. Um deles é O Ensino de Xadrez na Escola, de Abel Segura Fontarnau (Artmed, 336 págs., R$ 48), que nasceu e vive na Espanha, um dos países em que o ensino do esporte foi mais incentivado nos últimos anos.



Fontarnau usa a experiência adquirida como fundador da Escola de Xadrez de Barcelona para enfatizar a prática da modalidade. Feito como um caderno de exercícios, o livro mostra situações do jogo e pede para que os alunos as resolvam. No final, há um caderno de soluções. A faixa etária a que se destina o livro é para crianças entre 6 e 11 anos. Um problema, contudo, atrapalha a sua adoção: falta de teoria e de uma contextualização mais adequada do surgimento do esporte e do sentido de cada peça. Apesar da faixa etária ao qual se destina, o livro não satisfaz perguntas que poderiam ajudar a criança a se envolver melhor com o esporte.



Esse é justamente o caminho escolhido por Xadrez para Crianças, das brasileiras Regina Ribeiro e Fernanda Letícia Loth (EKO, 180 págs., R$ 24). As autoras unem a experiência de quem pratica o esporte - Regina foi cinco vezes campeã brasileira - à sensibilidade de quem sabe o que é ensinar: Regina trabalha com xadrez nas escolas há 23 anos e Fernanda, há 10. Por meio do menino Yuri, personagem central, elas contam a história do jogo, o sentido de cada peça e ainda propõem exercícios. Com abundância de ilustrações, o livro pode ser usado como complemento para o de Fontarnau. Se no primeiro falta empatia, mas sobram exercícios práticos, no segundo faltam justamente os exercícios que ajudam a criança a se familiarizar melhor com o jogo antes de partir confiante para o tabuleiro.



Auxílio à auto-estima

Enquanto as escolas estaduais tinham os primeiros contatos com o ensino de xadrez, os tabuleiros já eram velhos conhecidos nas unidades da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem). Segundo José Alberto dos Santos, presidente da Federação Paulista de Xadrez, todas as unidades da instituição tem material para o jogo. "Em 2001, Saulo de Castro Abreu Filho (atual secretário de Segurança Pública) era o diretor-geral da Febem. Como gosta de xadrez, e houve uma aproximação entre ele, o Gabriel Chalita (então secretário da Juventude, atual secretário de Educação) e a federação. O aspecto social de se ensinar xadrez para menores infratores era interessante. A partir de janeiro de 2002, começamos a preparar funcionários para ensiná-los."



Atualmente, mais de três anos após o início do projeto, o xadrez é o segundo esporte mais praticado nas unidades, perdendo somente para o futebol. A empolgação já rendeu frutos. "Chegamos a organizar um campeonato com 40 internos de todo o estado", lembra José Alberto." Os três primeiros colocados foram convocados para disputar um torneio estudantil. Compramos roupas novas para os três disputarem o torneio e não dissemos a ninguém que eles eram da Febem. A satisfação de serem tratados como um jovem qualquer, e não como infratores, foi única na vida deles."



Reportagem: Fernando Vives e Leandro Beguoci
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=10685

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

214 - Em novembro acontecerá o Aberto do Pará 2010

Acontecerá no período de 12 a 15 de novembro, em Belém, o Aberto do Pará, promoção da Federação de Xadrez do Pará (FEXPA).


O grandioso evento dará isenção das inscrições aos Grandes Mestres (GM´s) e Mestres Internacionais (MI´s) e Mestres Fide (MF´s) desconto de 50% (cinquenta por cento).


A organização cobrará R$ 25,00 para os menores e R$ 40,00  para adultos, se fizerem suas inscrições até o dia 11/11/2010. Caso a inscrição seja efetuada no dia 12/11/2010 será cobrado R$ 40,00 para menores e R$ 60,00 para maiores. Os interessados deverão efetuar o depósito na seguinte conta: Itaú – Agência 6314, Conta Corrente 10129-3. A organização pede para que não se faça depósito em caixa rápido.


Ao realizar a inscrição por e-mail, o endereço a ser encaminhado é clauber@fexpa.org.br e deve-se informar os seguintes dados: nome completo, CPF, RG, Data de Nascimento, Endereço com CEP, E-mail, Telefone, Número de Cadastro na CBX (se tiver)


A premiação do mega evento está estipulado em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) e será distribuído conforme abaixo:


Premiação:
1º lugar: R$ 1.200,00 + Troféu
2º Lugar: R$ 900,00 + Troféu
3º Lugar: R$ 700,00 + Troféu
4º Lugar: R$ 500,00 + Medalha
5º Lugar: R$ 400,00 + Medalha
6º Lugar: R$ 300,00 + Medalha
7º Lugar: R$ 200,00 + Medalha
8º Lugar: R$ 150,00 + Medalha
9º Lugar: R$ 130,00 + Medalha
10º Lugar: R$ 120,00 + Medalha
Melhor Feminino: R$ R$ 100,00 + Medalha
Melhor do Interior do Pará: R$ 100,00 + Medalha
Melhor Senior (<50 anos): R$ 100,00 + Medalha
Melhor Sub 20: R$ 100,00 + Medalha
Melhor sub 16: R$ 100,00 + Medalha


Para evitar problemas, a organização esclarece que o atleta do interior é aquele não residente nos seguintes municípios: Belém, Ananindeua, Marituba, Barcarena, Santa Izabel, Benevides e Santa Bárbara.


Maiores Informações: http://www.abertodopara2010.fexpa.org.br/