quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

275 - EDUCAÇÃO - LUGAR DE ALUNO É NA ESCOLA

Francisco Arnilson de Assis

Vários educadores do Brasil estão fazendo amplas discussões acerca da orientação do Ministério da Educação feita no mês de dezembro de 2010, sobre a não reprovação de alunos nos três primeiros anos do Ensino Fundamental. Até parece uma batalha contra o ensino de má qualidade ou o ensino punitivo.

Esta medida caracteriza-se, ainda, como uma orientação. Caberá às secretarias de educação adotarem ou não. Espera-se com esta ação evitar a traumatização do aluno por reprovação nos primeiros anos de Escola. Procura-se evitar o insucesso escolar ou a repetência.

O Ministério da Educação para justificar esta medida, realizou estudos no ano de 2009, onde o índice de aprovação foi de 94,9% no primeiro ano, ou seja, 5 reprovados em cada 100 alunos matriculados. Para o Ministério a saída é implantar a Aprovação Automática que, com isto teríamos melhora na qualidade do ensino e aprovação de 100% para crianças com até 8 anos de idade.

O estudo do MEC não conseguiu levantar, seria necessário que fizesse, estudos para descobrir as causas do insucesso de quase 5% de reprovação. Com a prescrição de um remédio para um problema que é desconhecido, trata-se, na minha opinião, de um "achômetro" pensar que estaremos encontrando a solução quando, na verdade, o problema é profundo, principalmente quando se trata de um ensino que não consegue atender a expectativa dos alunos, pais, professores, mercado de trabalho e etc.

Entre os prováveis problemas que poderiam estar na raiz do insucesso dos alunos das séries iniciais, que talvez ocorra, também, em outros níveis de ensino estão, na minha opinião de educador: o ensino descontinuado em sala de aula, incompetência da escola em ensinar, greves, reformas, falta de professores qualificados, valorização dos educadores, salas superlotadas e etc.

Apesar de experiências positivas como a do Estado de SãoPaulo, que ocorre há mais de 10 anos, também carregadas de críticas, de fato esta solução não encerra a polêmica. Eliminar simplesmente a reprovação pode até passar ao aluno uma falsa idéia da realidade, de que ninguém precisa se esforçar e o que o aprendizado cairá do céu, naturalmente.

Temos ouvido que esta medida causará uma verdadeira revolução na qualidade do ensino. Eu não acredito nisto. Aqui em Marabá com o advento da refeição em substituição à merenda escolar, pensava-se que o ensino sofreria uma grande mudança de qualidade. Nada disto se concretizou de fato. Outros graves problemas de estrutura e infraestrutura ainda persistem e as escolas ainda continuam no seu espaço mínimo de funcionamento.

A Progressão Automática também divide educadores. Para alguns o grande risco é de que o aluno promovido chegue ao final do ciclo com enormes deficiências ou, sem ter aprendido.

Acredito que com esta medida ficou oficialmente declarado um "bode espiatório" para o insucesso da educação. Desta maneira deixa-se de lado os diversos problemas e foca-se apenas em um. O MEC prefere não se aprofundar na questão polêmica da Educação, prefere não tentar resolvê-lo de uma vez por todas. Na minha visão a solução passa pela priorização da educação como ponto de desenvolvimento intelectual e de soberania nacional, com a implantação da Jornada Integral pois, lugar de aluno é na Escola.

Os recentes números e estudos acerca da educação, muitos publicados neste blog nos meses de dezembro de 2010 e janeiro de 2011 demonstram que o ensino patina sem sair do lugar. Como a educação não melhora temos a presente realidade, medidas que exigem o menor esforço (aos alunos) e menor investimento (aos entes públicos). Este é um grave problema. A Educação sempre foi e será um excelente investimento com retorno garantido mas, nunca é prioridade, infelizmente.

274 - EDUCAÇÃO - A POLÊMICA DA APROVAÇÃO AUTOMÁTICA NO ENSINO PÚBLICO

ÍNDICE DE APROVAÇÃO DE SÃO PAULO É UM DOS MAIS ALTOS DO BRASIL. MAS, ISSO SIGNIFICA QUE O ESTUDANTE TEM UM DOS MELHORES DESEMPENHOS DO BRASIL?
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/02/desde-1998-em-sao-paulo-aprovacao-automatica-ainda-divide-opinioes.html

Crianças matriculadas no ensino fundamental de nove anos não devem ser reprovadas até o final do 3º ano. Essa é a recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicada na última quinta-feira, dia 9 de dezembro de 2010. Não se trata de uma obrigatoriedade, como explica o relator do processo, César Callegari, mas de um indicativo para as redes de ensino na tentativa de evitar a reprovação de alunos em início de aprendizagem.


"O combate à repetência não significa aprovar o aluno automaticamente, sem que ele passe por uma avaliação. O que propomos é que aprendizagem não seja interrompida, mas o professor deve continuar avaliando o aluno. Aos 6 anos, a criança não tem condições de passar por uma punição como a reprovação, que pode ser traumática", diz.

A aprovação automática é adotada em São Paulo há mais de dez anos, onde também divide opiniões. Os pais e professores não gostam nada. Já a Secretaria de Educação considera que a progressão continuada é um sucesso, porque praticamente acabou com a evasão escolar.


Desde 1998, as escolas públicas do estado de São Paulo mantêm o sistema de ensino chamado progressão continuada. O aluno só pode ser reprovado depois de cinco anos de estudo. Esse sistema de ciclos praticamente zerou a evasão escolar, mas trouxe resultados duvidosos quanto ao aproveitamento do aluno.


“A gente faz avaliação com os alunos, mas a situação tanto da sala de aula superlotada e nossas condições de trabalho dificultam esse processo avaliatório dentro da escola. Mesmo que a gente faça um processo de avaliação, no fim do ano a gente é pressionado, vem uma autoridade para que o aluno passe de ano e não tenha reprovação, a não ser em casos excepcionais”, opina a professora Ana Paula Pascarelli, diretora estadual da Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Nas pesquisas, o índice de aprovação dos alunos da rede pública de São Paulo é um dos mais altos do Brasil. Isso significa que o estudante tem um dos melhores desempenhos do país?

“Você pode ter justamente aprovação porque não se reprova, mas na hora de fazer uma avaliação de aprendizagem a criança de São Paulo pode estar em uma situação inferior em relação a outras crianças de outros estados e de outras redes. Dentro da ideia do ciclo da progressão, a avaliação dessa criança até acontece ou pode acontecer no dia a dia. Mas tomar uma medida para superar essa dificuldade da criança é que nem sempre acontece. Então, ela acumula dificuldades”, comenta a pedagoga Inês Kisil Miskalo, coordenadiora da área de educação formal do Instituto Ayrton Senna.

Para a pedagoga do Instituto Ayrton Senna, o mais importante não são os números ou os índices. O que importa é unicamente o rendimento da criança na fase escolar.

“O ciclo precisaria ser olhado como uma distribuição do tempo de aprendizagem, respeitando o desenvolvimento da criança, mas transmitindo para ela e trabalhando com ela usando todo seu potencial a cada momento da sua vida escolar. Se o problema está em algum ponto, geralmente são pontos que podem ser superados rapidamente se eles forem olhados a tempo”, acrescenta Inês Miskalo.

Nesta semana, a Secretaria da Educação de São Paulo começou uma série de reuniões e ciclos de debates para avaliar a progressão continuada. A princípio, a ideia é seguir a orientação do MEC e reduzir o ciclo de cinco para três anos.

“Essa reorganização nossa não é para acabar com a progressão continuada. É para melhorar o sistema dentro da progressão continuada e ver se nós conseguimos que os indicadores de aprendizado, não apenas de repetência ou de evasão, mas os de aprendizado melhorem em níveis que São Paulo tem condições de fazer isso”, explica o secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho.

Dados do último levantamento da Secretaria de Educação de São Paulo mostram que o índice de reprovação na última série do Ensino Fundamental foi baixo no ano passado: ficou em cerca de 6%. O estado de São Paulo Paulo empatou com Santa Catarina com a melhor nota, que avalia o ensino do 5º ao 9º ano em todo o país. A nota vai até 10, e São Paulo ficou com 4.5. Ou seja, a progressão continuada precisa ser muito bem aplicada e acompanhada.

273 - INFORME FEXPA

Recebemos o informe abaixo da Federação de Xadrez do Pará, sob a presidência do Sr. Lauzeniro Andrade. Vejam os eventos programados para os meses de Fevereiro, Março e Abril do corrente ano:

CIRCUITO DE XADREZ TEMÁTICO – 2ª ETAPA – 25/02/2011


CARNAXADREZ CIDADE DE CASTANHAL – 27/02/2011
ASSOCIAÇÃO DE ENXADRISTAS DE CASTANHAL – AEC

TAÇA CIDADE DE BELÉM 2011 - CBX
http://www.belem2011.fexpa.org.br/

VIII OPEN DE XADREZ DO CCFC – 13/03/2011
INSCRIÇÕES GRATUITAS – GrupoA / Grupo B
Formulário de inscrições

CIRCUITO DE XADREZ RÁPIDO MAGUARI – 3ª ETAPA – 20/03/2011

CURSO - TÉCNICAS DE COMBINAÇÕES DE FINAIS - 26 e 27/03/2011
http://www.xadrezdonorte.com.br/?p=945

CAMPEONATO FEMININO DE XADREZ DE PARAUAPEBAS – CBX – 09 e 10/04/2011
http://www.pebas-feminino.fexpa.org.br/
http://www.fexpa.org.br/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

272 - SURPRESAS NO SHOPPING GOIÂNIA - O MENOR LIVRO DO MUNDO

Após pesquisarmos livros de Xadrez e decidirmos pela aquisição do livro de André Reis: Xadrez - Estratégias de Guerra (Manual) e o software Chessmaster 11, o Vinícius, meu filho, foi trazendo livros de literatura (poemas), muito interessantes e caros: R$ 74,00 e R$ 64,90, estourando o meu pequeno orçamento, continuamos nos deliciando naquele mar de livros.

Foi muito agradável fazer nossas aquisições e, algo surpreendente chamou a minha atenção. Chamei o meu filho para algo que era novidade para mim. Primeiro mostrei-lhe a obra de Willian Shakespeare "Hamlet", livro um pouco maior que uma caixinha de fósforos.

O mais surpreendente que este trabalho contém o teor completo e está muito bem elaborado com relevos nos dorsos, de acordo com cada obra. São mais de 400 títulos já lançados, sendo 300 em língua portuguesa. Para Vinicius, que ficou babando, foi uma excelente idéia editar livros em tamanhos reduzidos. Para ele, fica fácil levar o livro para qualquer lugar, levar no bolso, na mochila e lê-lo tranquilamente. Disse que, quando estiver em uma daquelas aulas enfadonhas vai abrir o livro, discretamente, e deliciar-se com os clássicos da literatura.

Ah! Quer saber o tamanho dos livros? O padrão é de 5 cm X 6 cm, considerando que algumas obras possuem mais e outras menos páginas. Mas, tem outras muito pequenas Te amo"", o menor livro do mundo (oficialmente considerado), mede 1 cm X 2 cm. Trata-se de uma reunião de poemas de amor com nomes como Pablo Neruda e Gabriela Mistral.

O revendedor da editora, Elias Avilio, peruano que atualmente mora em SP, diz que, embora sejam pequenos, os livros possuem a história na íntegra e letras legíveis. Alberto Briceño foi o idealizador da ideia de editar os pequenos livros desde 1970; a ideia começou simples e teve continuidade, tanto que hoje já são mais de 400 títulos produzidos em miniatura.

Os títulos conta com assuntos variados: auto-ajuda, românticos, infanto-juvenil, religião, culinária, dicionários, horóscopo, esoterismo, clássicos, pensamento vivo, espíritas, filosofia, ciências sociais e políticas e livros chaveiros.

Em mim ficou apenas uma frustração, de não trazer alguns para mim e para a Vanessa, minha filha que, com certeza iria adorá-los. Na próxima viagem estarei fazendo mais aquisições, desta feita para mim, a Vanessa e também o Vinícius.


Não apenas bastasse a qualidade dos livros, os editores peruanos, super criativos, também confeccionaram pequenos móveis, estantes de madeiras para acondicionamento dos livros, desde apenas 1 livro, até 84 obras. São pequenos armários de madeira ricamente trabalho, um luxo e, ao mesmo tempo, belíssimos móveis. Sensacional.

Ficou interessado? Visite www.osmenoreslivrosdomundo.com.br

271 - SURPRESAS NO SHOPPING GOIÂNIA - XADREZ E CINEMA

Era o dia 12 de fevereiro e decidimos ir com a família para assistir um filme. Estava com minha esposa, filho e uma sobrinha, a minha filha havia ficado em Marabá, dando sequencia aos seus estudos. Resolvemos ir ao Shopping Goiânia pois, ficava mais próximo ao condomínio no qual estávamos residindo. Decidimos pelo Goiânia e fomos viver aquele clima gostoso de cinema e de shopping.

Em exibição vários filmes interessantes, entre eles: O Cisne Negro, O Turista, O Vencedor, Caça as Bruxas, O Ritual. E, por muita insistência do meu filho, optamos pelo filme estrelado por Nicolas Cage que retrata o período medieval das Cruzadas e pouco acrescentou em termos de informação, apenas entretenimento.

Depois de assistir o filme, um pouco aterrorizante mas, com belos cenários e de comer muita pipoca com o refrigerante de preferência saímos da sala de exibição comentando o conteúdo e o enredo do filme que agradou. Eu achei meio fraco

Bom, o interessante foi encontrar uma excelente livraria, grandiosa, de dois pavimentos repletos de livros e simpáticos atendentes. Alí encontrei, vi de longe, em um tabuleiro de xadrez duas pessoas jogando. Tive que voltar para conhecer a livraria e saber do acervo de livros enxadrísticos. Encontrei muitas coisas, inclusive o Chessmaster 11, programa para computador e livros excelentes, inclusive de autores goianos como o de André Reis e Rubens Filguth.

De fato foi uma tarde noite especial estar ao lado da família, encontrar livros de xadrez e presenciar que o enxadrismo é algo incentivado, estimulado. Foi uma boa surpresa nosso encontro uma livraria de verdade e o xadrez. E o filme? Mais ou menos.