sábado, 19 de novembro de 2011

432 - BAILE DO EMPRESÁRIO HOMENAGEARÁ CLUBE DE XADREZ

O XVII Baile do Empresário do Ano, considerada a Noite dos Melhores, organizado pelo Sindicato do Comércio de Marabá (SINDICOM) em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) vai acontecer na noite deste sábado (19/11) no Salão Nobre do “Palace Eventos” e vai homenagear o Empresário do Ano, Raimundo Nonato de Araújo Júnior, do Grupo Futuro Educacional.

Praticamente, o Baile é o acontecimento do ano na Cidade de Marabá. Promovido pelo competente Paulo César de Carvalho Lopes, colaborador do Clube de Xadrez. O evento conta, melhor dizendo, reúne cerca de 95% do PIB da cidade e vai premiar 68 empresas “Destaque Empresarial”, além de entregar comendas e placas de honrarias.

Notícia fresquinha: acaba de sair em primeira mão, exemplar do JORNAL DO COMÉRCIO, totalmente dedicado ao baile empresarial e, surpresa: noticia da entrega da Placa Sérgio Lemos para diversas personalidades locais:

Dr. Plínio Pinheiro Neto - Advogado
Dr. Cristiano Magalhaes Gomes - Juiz do Fórum de Marabá
Félix Gonçalves de Miranda - Empresário
Maria Noelia Maia Magon - Empresária
Jorge Iaghi Salame - Lions Clube
Prof. Francisco Arnilson de Assis - Empresário, Clube de Xadrez Marabá
Dr. Juarez Dias Brito - Clínico e Cirurgião Geral
Eugênio Carlos Lopes Victorasso - Vale – Gerente Geral


Acredito e gosto do elogio sincero, do reconhecimento verdadeiro. Isto tudo faz sentido em nossas vidas. Nos encoraja a continuar caminhando. Considerando a importância do Sindicato do Comércio de Marabá, pelas pessoas que fazem este Sindicato sério, respeitado, através de seu presidente Sr. Paulo César de Carvalho Lopes e do companheiro Raimundo Alves Costa Neto, a cidade toda se movimenta nesta grande festa. Todos os convidados comparecem a este importante evento.

Então, nosso sincero agradecimento, em nome de todos que fizeram e continuam fazendo um Clube de Xadrez respeitado, nossa satisfação pelo reconhecimento do trabalho que é realizado pelo CLUBE DE XADREZ MARABÁ em benefício de escolas, estudantes, enfim, de toda a sociedade em geral. Esta distinção ficará guardada em nossos corações.

As palavras do Paulinho do Sindicom: “o baile é o único dia do ano em que se reúne praticamente todos os empresários de Marabá. Além de reconhecermos o trabalho de quem se destacou durante o ano, trata-se de uma Festa de Confraternização e não há outro evento em Marabá que reúna tantos empresários como o Baile do Empresário do Ano”.

À todos as empresas e empresários homenageadas e ao empresário do ano, Raimundo Nonato de Araújo Júnior nossos Parabéns. Quem trabalha com amor e carinho em prol da educação de Marabá merece um milhão de aplausos.

Parabéns e Obrigado!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

431 - EVASÃO ESCOLAR E AS CADEIAS PÚBLICAS, LEIAM POR FAVOR

A EDUCAÇÃO NÃO É PRIORIDADE DE GOVERNO. FOTO DE ESCOLA DEMOLIDA, SEM PREVISÃO DE RECONSTRUÇÃO E OS ALUNOS ESTUDAM EM LOCAL IMPROVISADO

EVASÃO ESCOLAR: NÃO BASTA COMUNICAR E AS MÃOS LAVAR

Captado da Internet - http://www.mp.ba.gov.br/atuacao/infancia/artigos/evasao_escolar_murilo.pdf
Auto do Artigo: Murillo josé Digiácomo[1]

A evasão escolar é um problema crônico em todo o Brasil, sendo muitas vezes passivamente assimilada e tolerada por escolas e sistemas de ensino, que chegam ao cúmulo de admitirem a matrícula de um número mais elevado de alunos por turma do que o adequado já contando com a "desistência" de muitos ao longo do ano letivo.

Como resultado, em que pese a propaganda oficial sempre alardear um número expressivo de matrículas a cada início de ano letivo, em alguns casos chegando próximo aos 100% (cem por cento) do total de crianças e adolescentes em idade escolar, de antemão já se sabe que destes, uma significativa parcela não irá concluir seus estudos naquele período, em prejuízo direto à sua formação e, é claro, à sua vida, na medida em que os coloca em posição de desvantagem face os demais que não apresentam defasagem idade-série.

As conseqüências da evasão escolar podem ser sentidas com mais intensidade nas cadeias públicas, penitenciárias e centros de internação de adolescentes em conflito com a lei, onde os percentuais de presos e internos analfabetos, semi-alfabetizados e/ou fora do sistema de ensino quando da prática da infração que os levou ao encarceramento margeia, e em alguns casos supera, os 90% (noventa por cento).

Sem medo de errar, conclui-se que é a falta de educação, no sentido mais amplo da palavra, e de uma educação de qualidade, que seja atraente e não excludente, e não a pobreza em si considerada, a verdadeira causa do vertiginoso aumento da violência que nosso País vem enfrentando nos últimos anos.

O combate à evasão escolar, nessa perspectiva, também surge como um eficaz instrumento de prevenção e combate à violência e à imensa desigualdade social que assola o Brasil, beneficiando assim toda a sociedade.

Possuindo diversas causas, que vão desde a necessidade de trabalho do aluno, como forma de complementar a renda da família, até a baixa qualidade do ensino, que desestimula aquele a freqüentar as aulas, via de regra inexistem, salvo honrosas exceções, mecanismos efetivos e eficazes de combate à evasão escolar tanto a nível de escola quanto a nível de sistema de ensino, seja municipal, seja estadual.

E isto ocorre não em razão da falta de previsão legal para sua existência, na medida em que tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), como decorrência do enunciado dos arts.206, inciso I[2] e 208, §3º[3], da Constituição Federal, há muito contém disposições expressas no sentido de sua obrigatória criação.

Situação curiosa resultou do advento da Lei nº 10.287, de 20 de setembro de 2001, que acrescentou ao art.12 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, onde se encontram relacionadas diversas obrigações aos estabelecimentos de ensino, o seguinte dispositivo:

"VIII - notificar ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual ermitido em lei" (verbis).

Logo surgiu uma verdadeira "enxurrada" de expedientes, encaminhados apressadamente pelas escolas, às autoridades públicas indicadas no texto legal transcrito, contendo listas muitas vezes bastante extensas de alunos infreqüentes, alguns, não é preciso dizer, com percentual de faltas muito superior ao máximo permitido em lei, que é de 25% (vinte e cinco por cento) do total de horas letivas (art.24, inciso VI da Lei nº 9.394/96).

Tal cenário nos leva a concluir que boa parte dos dirigentes de estabelecimentos de ensino somente se deram conta da necessidade de tomarem medidas no sentido de providenciarem o retorno de seus alunos infreqüentes aos bancos escolares com a promulgação do texto legal acima transcrito, quando na verdade, consoante alhures mencionado, tal obrigação já constava do ordenamento jurídico vigente, inclusive da própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, bem como de nossa Constituição Federal.

Pior.

Existem aqueles que pensam (ou poderão vir a pensar), em razão da citada inovação legislativa, que sua obrigação para com a solução do problema da evasão escolar se resume ao cumprimento de seu respectivo preceito, com a simples (para não dizer simplória) e automática comunicação do atingimento, por um ou mais alunos, do mencionado percentual legal.

Ledo engano.

O contido no art.12, inciso VIII da Lei nº 9.394/96 apenas veio a se somar aos demais dispositivos legais e constitucionais que visam combater a evasão escolar, devendo ser junto a eles interpretado.

Para tanto, deve-se partir do princípio que os objetivos da educação, na clara dicção do art.205 da Constituição Federal[4], em muito extrapolam o simples ensino das disciplinas curriculares, exigindo que a escola se torne cada vez mais um espaço democrático, aberto aos pais e à comunidade em geral, que tem por missão ajudar a transformar e chamar à responsabilidade, de modo que todos participem desse necessário processo de construção da cidadania de nossos jovens, de seus pais além, é claro, dos próprios profissionais do ensino, numa permanente e saudável dialética.

Inconcebível, portanto, que a escola se preste a uma atuação meramente burocrática e pragmática junto à comunidade escolar, em especial no que diz respeito ao combate à evasão escolar, através do cumprimento puro e simples do comando do citado art.12, inciso VIII da Lei nº 9.394/96.

Se semelhante conduta já não se mostra compatível com o enunciado do art.205 da Constituição Federal, máxime quando praticada por uma instituição que tem a vocação natural de se tornar um verdadeiro "centro de formação de cidadãos", sua flagrante inadequação fica ainda mais evidenciada quando considerados os demais dispositivos que tratam da matéria e a própria sistemática da Lei nº 9.394/96, notadamente seus arts.5º, §1º, inciso III[5] e 12, incisos VI e VII[6], que por sua vez encontram respaldo no art.208, §3º da Constituição Federal acima citado, estabelecendo claramente a obrigação de que a escola promova uma necessária articulação com os pais ou responsáveis pelos seus alunos e, em especial, com toda comunidade, de modo a prevenir e evitar a evasão escolar.

Não bastasse o estatuído na Lei nº 9.394/96 e dispositivos constitucionais referentes especificamente à educação, não podemos esquecer que estes comportam uma interpretação conjunta com as normas correlatas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que em seus arts.53 e 54 praticamente reproduz o enunciado dos arts.205, 206 e 208 da Constituição Federal e, em seu art.56, é categórico ao dispor que:

"Art.56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de:

I - maus-tratos envolvendo seus alunos;
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, ESGOTADOS OS RECURSOS ESCOLARES;
III - elevados níveis de repetência" (verbis - grifei).

A regra estatutária acima transcrita, que continua em pleno vigor, deve ser obviamente interpretada à luz de toda a sistemática estabelecida pela Lei nº 8.069/90 com vista à proteção integral da criança e do adolescente, ex vi do disposto em seus arts.1º[7] e 6º[8] (que por sua vez encontram guarida no art.227, caput, da Constituição Federal), na perspectiva de prevenir a ocorrência da mera ameaça ou da efetiva violação de seus direitos, pois afinal reza o art.70 do citado Diploma Legal que:

"Art.70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente" (verbis - grifei).

Assim sendo, é deveras evidente que compete às escolas, bem como aos respectivos sistemas de ensino, a criação de mecanismos próprios, em ambos os níveis, que estejam articulados com a rede de atendimento à criança e ao adolescente existente no município (vide arts.86, 88, incisos I e III, 101 e 129, todos da Lei nº 8.069/90), com vista ao combate à evasão escolar em caráter preventivo, de modo a evitar, o quanto possível, o atingimento do percentual de faltas a que se refere o art.12, inciso VIII da Lei nº 9.394/96 acima transcrito.

Nessa perspectiva, uma vez apurado que um aluno atingiu determinado número de faltas, consecutivas ou alternadas (número este que por óbvio deve ser consideravelmente inferior ao percentual alhures mencionado), a própria escola deve já procurar interceder diretamente junto à sua família, de modo a apurar a razão da infreqüência e, desde logo, proceder às orientações que se fizerem necessárias, num verdadeiro trabalho de resgate do aluno infreqüente.

Caso persista a infreqüência, a própria escola deve providenciar uma avaliação mais detalhada de sua condição sócio-familiar e, também, submeter o aluno a uma avaliação médica e psicológica, para o que deverá acionar diretamente profissionais, serviços e programas próprios existentes nos sistemas de ensino e de saúde[9].

Em entrando na "rede" de atendimento, com a presumível articulação dos diversos programas que a integram (nesse sentido, mais uma vez vide art.86 da Lei nº 8.069/90), o aluno será encaminhado de forma automática (embora criteriosa), às intervenções e equipamentos que se mostrem necessários para promover seu retorno - com aproveitamento, aos bancos escolares, sem é claro perder de vista que o referido atendimento se estende também à sua família, à qual cabe ser orientada, trabalhada e, se for o caso, tratada, de modo a cumprir seu indelegável papel nesse processo de reintegração escolar.

Apenas caso esgotados todos os recursos de que a escola e o sistema de ensino dispõe, é que de se deverá efetuar a comunicação das faltas reiteradas (com um relatório das intervenções já realizadas), ao Conselho Tutelar e demais autoridades públicas relacionadas no art.12, inciso VIII da Lei nº 9.394/96, e para tanto, é claro, sequer é necessário atingir o percentual de 50% (cinqüenta por cento) do máximo de faltas admitido em lei, pois repita-se, o objetivo do citado dispositivo, assim como de toda a sistemática estabelecida pelas Leis nº 9.394/96 e 8.069/90, é com a prevenção da ocorrência da evasão escolar, e isto deve ocorrer no dia-a-dia da escola.

Conclui-se, pois, que a necessidade de uma atuação preventiva da escola de modo a evitar a evasão escolar não surgiu com a Lei nº 10.287/01 nem com o dispositivo que esta acrescentou à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mas sim resulta de uma aplicação sistemática de disposivitos outros já contidos neste mesmo Diploma Legal, além de outros previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente em razão da Doutrina da Proteção Integral à Criança e ao Adolescente que o inspira além, é claro, de encontrar ampla guarida em normas constitucionais correlatas.

A atuação que se espera da escola com vista ao combate à evasão escolar não se resume, pois, à singela e burocrática comunicação do atingimento, por parte de um ou mais de seus alunos, do percentual a que se refere o art.12, inciso VIII da Lei nº 9.394/96, mas sim deve em muito a preceder, através da criação e do acionamento de mecanismos internos e a nível de sistema de ensino, que estejam por sua vez articulados com toda "rede" de atendimento à criança e ao adolescente existente no município, que permitam o "resgate" do aluno infrequente ou já evadido, a orientação e responsabilização de sua família, muito antes daquele marco, que se espera não seja atingido.

Fundamental, portanto, a mobilização da comunidade escolar e da sociedade em geral em torno da problemática da evasão escolar, no mais puro espírito do preconizado pelo art.88, inciso VI da Lei nº 8.069/90[10], sendo válida a realização de campanhas de conscientização que venham a esclarecer e sensibilizar a todos - pais, professores, diretores de escola, dirigentes dos sistemas de ensino, órgãos e entidades de defesa de direitos de crianças e adolescentes etc., distribuindo-lhes tarefas e estabelecendo uma estratégia para o atendimento de crianças e adolescentes infreqüentes desde a detecção das primeiras faltas injustificadas, sendo que como exemplo de uma experiência bem sucedida nesse sentido, temos a campanha "Volte pra ficar", deflagrada em Presidente Prudente/SP, cuja descrição e sistemática de atuação se encontram publicadas na página do CAOPCA/PR na internet, no item "doutrina", tópico "educação".

Por fim, resta mencionar que o combate à evasão escolar começa com o fornecimento de uma educação de qualidade, com professores capacitados, valorizados e estimulados[11] a cumprirem sua nobre missão de educar (e não apenas, como mencionado alhures, ensinar), dando especial atenção àqueles alunos que se mostram mais indisciplinados e que apresentam maiores dificuldade no aprendizado (pois são estes, mais do que qualquer outro, que necessitam de sua intervenção), exercendo sua autoridade, estabelecendo limites e distribuindo responsabilidades, sem jamais deixar de respeitá-los; conselhos escolares realmente participativos, representativos e atuantes; escolas que apresentem instalações adequadas, asseio, organização e segurança, enfim, que haja um ambiente propício ao estudo e à aprendizagem, no qual o aluno se sinta estimulado a permanecer e a aprender.

[1] Promotor de Justiça integrante do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente do Estado do Paraná.
[2] Art.206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola (verbis - grifei);

[3] Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola (verbis - grifei);

[4] Art.205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a participação da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (verbis);

[5] Art.5º. ...

§1º Compete aos Estados e aos Municípios, em regime de colaboração, e com a assistência da União:

I - ...

III - zelar, junto com os pais ou responsáveis, pela freqüência à escola (verbis - grifei).

[6] Art.12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

I - ...

VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;

VII - informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica (verbis - grifei);

[7] Art.1º. Esta lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente (verbis);

[8] Art.6º. Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento (verbis);

[9] caso inexistam tais profissionais, serviços e programas de atendimento, restará invariavelmente instalada a situação de risco de que trata o art.98 da Lei nº 8.069/90, mais especificamente em seu inciso I, sendo que omissão do Poder Público em fornecê-los, além de autorizar o ajuizamento de ação civil pública para tanto, pode gerar a responsabilidade do administrador público responsável pelo não oferecimento ou oferta irregular de tão importantes serviços públicos, conforme art.208 e par. único, ambos da Lei nº 8.069/90. A respeito do tema, vide também artigo entitulado "Sugestões e subsídios para elaboração e implantação de políticas e programas de atendimento a crianças, adolescentes, pais e responsáveis", publicado na página do CAOPCA/PR na internet.

[10] Art.88. São diretrizes da política de atendimento:

I - ...

VI - mobilização da opinião pública, no sentido da indispensável participação dos diversos segmentos da sociedade (verbis - grifei).

[11] para o que os recursos do FUNDEF, se bem empregados, em muito poderão contribuir.

430 - A EVASÃO ESCOLAR, PROMOTOR FALA SOBRE LEGISLAÇÃO

EVASÃO ESCOLAR


Artigo Captado da Internet - http://www.abmp.org.br/textos/159.htm
Autoria do Artigo: Luiz Antonio Miguel Ferreira - Promotor de Justiça/SP.

1. Introdução. 2. Causas da evasão escolar. 3. Formas de intervenção. 4. Quando intervir para evitar a evasão escolar. 5. Procedimento para intervenção. 6. A intervenção do Conselho Tutelar. 7. A intervenção do Ministério Público e do Judiciário. 8. Considerações finais.


1. Introdução

A educação, segundo estabelece a Constituição (arts. 205 e 227), é um direito público subjetivo[1] que deve ser assegurada a todos, através de ações desenvolvidas pelo Estado e pela família, com a colaboração da sociedade.

Quando trata especificamente do direito à educação destinado às crianças e aos adolescentes, o Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 4º) o descreve como um dever da família, comunidade, sociedade em geral e do Poder Público.

Destas normas, constata-se que a educação não é um direito cuja responsabilidade é imposta exclusivamente a um determinado órgão ou instituição. Na verdade, é um direito que tem seu fundamento na ação do Estado, mas que é compartilhada por todos, ou seja, pela família, comunidade e sociedade em geral, resultando evidente que a “educação deixou de ser um tema exclusivo dos trabalhadores da área para ser uma questão de interesse de toda a sociedade”[2].

Assim, por força da Constituição e do ECA, são parceiros necessários quando o tema é educação: Família, Escola, Conselho Tutelar, Conselho da Educação, Conselho da Criança e do Adolescente, Diretoria de Ensino, Secretarias de Educação, Assistência Social e Saúde, Universidades, Policia Militar e Civil, Ministério Público e Judiciário.

Devem atuar de forma independente e harmônica (nos moldes dos poderes da União) ou num regime de colaboração mútua e recíproca, sendo que, dependendo de cada situação, acabam atuando de forma direta ou indireta, para garantia da educação. A atuação conjunta não tem o condão de afastar a autonomia da escola, mas deixa evidente que as ações tomadas no âmbito escolar são passíveis de controle e questionamentos.

Dentro desse contexto, verifica-se que, entre os vários problemas que afligem a educação, a evasão escolar e a reiteração de faltas injustificadas, apresentam-se como um grande desafio àqueles que estão envolvidos com o referido direito. É uma questão relevante, a ponto do Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecer a necessidade de ser partilhado tal problema, para evitar a sua ocorrência[3], deixando de ser um problema exclusivo e interno da instituição de ensino. Quando tais situações se verificam, constata-se que o direito à educação não está sendo devidamente respeitado, justificando a necessidade de intervenção dos órgãos responsáveis, conforme apontados na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Esta intervenção, como já afirmado, há de ser compartilhada, posto que a simples atuação de um órgão ou instituição apenas, não garante o sucesso do regresso ou permanência do aluno na escola. A intervenção conjunta é a que melhor atende aos interesses de todos, posto que cada um, dentro da sua especificidade, reúne meios para tentar reverter o quadro de evasão ou infreqüência do aluno. Ademais, a atuação da escola junto à família é diferente da intervenção do Judiciário ou do Conselho Tutelar frente a mesma família. Somada as formas de intervenção, a reversão do quadro evasivo se mostra mais eficaz.

Destarte, o combate à evasão escolar ou reiteração de faltas injustificadas dos alunos é uma forma de garantir o direito à educação, sendo um dever imposto a todos, que devem atuar de forma independente e harmônica, para garantir o sucesso da intervenção.


2. Causas da evasão escolar

São várias e as mais diversas as causas da evasão escolar ou infreqüência do aluno. No entanto, levando-se em consideração os fatores determinantes da ocorrência do fenômeno, pode-se classificá-las, agrupando-as, da seguinte maneira:

· Escola : não atrativa, autoritária, professores despreparados, insuficiente, ausência de motivação, etc.
· Aluno : desinteressado, indisciplinado, com problema de saúde, gravidez, etc.
· Pais/responsáveis : não cumprimento do pátrio poder, desinteresse em relação ao destino dos filhos, etc.
· Social : trabalho com incompatibilidade de horário para os estudos, agressão entre os alunos, violência em relação a gangues, etc.


Estas causas, como já afirmado, são concorrentes e não exclusivas, ou seja, a evasão escolar se verifica em razão da somatória de vários fatores e não necessariamente de um especificamente. Detectar o problema e enfrentá-lo é a melhor maneira para proporcionar o retorno efetivo do aluno à escola.

Este trabalho torna-se complexo, posto que para detectar tais causas, há diversos interesses que camuflam a real situação a ser enfrentada. Com efeito, ao colher informações juntos aos professores e/ou diretores, muitos apontarão como causa da evasão as questões envolvendo os alunos. Estes por sua vez, apontam como motivo a própria escola, quando não os professores diretamente[4], entre outras causas. Há uma troca de “acusação”, quanto aos motivos determinantes da evasão. O importante é diagnosticar o problema para buscar a solução, já que para cada situação levantada existirá um caminho a ser trilhado.


3. Formas de intervenção

Como afirmado, dependendo de cada uma das situações detectadas, ocorrerá a intervenção daquelas pessoas e instituições que estão diretamente obrigadas com a educação, por força da Constituição e do Estatuto da Criança e do Adolescente, sendo que atuarão dentro dos limites de sua competência e atribuição, utilizando-se de todos os recursos disponíveis.

Assim, pode-se constatar as seguintes situações:

3.1 - Escola
Quando a evasão dos alunos ocorre em razão da escola (incluindo a parte pedagógica, pessoal e material), devem atuar diretamente para solucionar o problema, a própria ESCOLA, a DIRETORIA DE ENSINO (Estado) e SECRETARIA DE EDUCAÇÃO (no âmbito municipal), visando a melhoria do ensino, para torná-lo mais atraente ao aluno evadido.

Indiretamente, atuam os CONSELHOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS DA EDUCAÇÃO, DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE e as UNIVERSIDADES, estabelecendo uma política de melhoria do ensino e criando alternativas para o problema, com vistas a uma escola democrática, emancipadora, autônoma e de qualidade.

3.2 - Aluno

Quando o problema da evasão estiver centrado no comportamento do próprio aluno, a intervenção direta deve ocorrer na (e pela) FAMÍLIA, ESCOLA, CONSELHO TUTELAR, MINISTÉRIO PÚBLICO e PODER JUDICIÁRIO. A atuação da família e da Escola é a mais ampla possível, sendo que os demais atuam com base no que diz a legislação menorista (ECA) ou da educação (LDB).

Indiretamente, atuam o CONSELHO MUNICIPAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, SECRETARIAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL e SAÚDE, dentro das políticas públicas que visem o regresso do aluno, incluindo programas específicos para a área (ex. reforço escolar, bolsa escola, etc.).


3.3 - Pais/responsáveis
No caso do aluno deixar de freqüentar a escola, em razão do comportamento dos pais ou responsáveis, a intervenção ocorrerá diretamente pela ESCOLA, CONSELHO TUTELAR, MINISTÉRIO PÚBLICO e PODER JUDICIÁRIO.
Indiretamente, atuam as SECRETARIAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL e SAÚDE.

3.4 - Social
Por fim, quando se constata que a evasão escolar se verifica por questão social, como trabalho, falta de transporte, medo de violência, etc., devem atuar diretamente para solucionar o problema a FAMÍLIA, ESCOLA, CONSELHO TUTELAR, MINISTÉRIO PÚBLICO e PODER JUDICIÁRIO. Indiretamente as SECRETARIAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, POLICIAS MILITAR E CIVIL.


4. Quando intervir para evitar a evasão escolar

Segundo estabelece o artigo 24 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação a carga horária mínima anual, para a educação básica, nos níveis fundamental e médio, será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver (I). Estabelece ainda que o controle de freqüência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a freqüência mínima de setenta e cinco por cento (75%) do total de horas letivas para aprovação (VII).

Assim, a intervenção com sucesso para evitar a ocorrência da evasão escolar ou infreqüência do aluno, deve se realizar quando se constata que a sua ausência pode comprometer o ano letivo, ou seja, a intervenção tem que ser preventiva, para não prejudicar ainda mais o aluno.

O principal agente do processo para o combate a evasão escolar é o PROFESSOR, face ao seu contato direto e diário com o aluno, cabendo diagnosticar quando o mesmo não está indo a escola (sem justificativa) e iniciar o processo de resgate.


5. Procedimento para a intervenção

Uma vez que a evasão e infreqüência do aluno é um problema que deve ser compartilhado por todos aqueles que são apontados como responsáveis pela educação (família, comunidade, sociedade em geral e o Poder Público) e tendo em vista o disposto no artigo 56, II do ECA, que determina aos dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental a comunicação ao Conselho Tutelar dos casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares, torna-se necessário estabelecer um procedimento uniforme para uma atuação eficiente de uma rede envolvendo todos os agentes responsáveis. Há necessidade de se elaborar um plano de orientação das ações a serem executadas.

O professor é quem inicia o processo, quem aciona a rede de combate à evasão, mas os atos seguintes devem ser concatenados, tendo todos ciência das medidas tomadas ou que irão ser tomadas, para o sucesso da intervenção.

Este procedimento deve atender às peculiaridades de cada região, competindo aos órgãos envolvidos estabelecer a melhor forma de como intervir, com detalhamento de cada ato, até a final intervenção do Poder Judiciário. É conveniente que todos tenham ciência das providências já tomadas, para se evitar a repetição de ações.

Existem alguns modelos que podem ser seguidos, tais como:

5.1 - FICAI – ficha de comunicação de aluno infreqüente.

Modelo adotado no Rio Grande do Sul, onde se buscou realizar um trabalho de resgate do aluno de forma uniformizada e compartilhada, em curto espaço de tempo.

Esta atuação ocorre em um prazo de cinco semanas, assim distribuído: uma semana para o professor da turma ou disciplina dar o alerta à direção; uma semana para a equipe diretiva, juntamente com o Conselho Escolar (e a comunidade), tomar as providências no âmbito escolar; duas semanas para o Conselho Tutelar aplicar as medidas cabíveis; e uma semana para o Ministério Público exercer suas atribuições.

Esgotadas as providências no âmbito escolar para reinserção do aluno, caberá a Equipe Diretiva encaminhar a 1ª e 3ª vias das fichas do FICAI ao Conselho Tutelar e, na sua falta à Autoridade Judiciária, resumindo os procedimentos adotados. O Conselho Tutelar, no âmbito de suas atribuições, poderá tomar as medidas pertinentes em relação aos pais ou ao aluno. Não logrando êxito, encaminhará a 1ª via da ficha do FICAI à Promotoria de Justiça, comunicando a escola tal providência. De posse da 1ª via, o Promotor de Justiça, ciente das medidas tomadas pela escola e pelo Conselho Tutelar, no âmbito de suas atribuições, buscará resgatar o aluno. Em qualquer caso, o Promotor de Justiça dará ciência do ocorrido ao Conselho Tutelar e à Escola, efetuando a devolução da 1ª via da ficha do FICAI à escola, que registrará o ocorrido na 2ª via (que tinha ficado na própria escola), encaminhando a 1ª via à Secretaria da Educação[5].


5.2 - Lei n.º 10.498 de 05 de janeiro de 2000. – Maus tratos.
Outro procedimento que pode ser seguido é o da Lei n.º 10.498 de 05 de janeiro de 2000 que estabelece um rito para a denúncia referente a maus tratos no Estado de São Paulo. A referida lei contempla uma ficha padrão (modelo) a ser encaminhada pelos órgãos interventores, na qual constam os dados de quem faz a denúncia, da vítima (criança ou adolescente), breve relato da situação e o tipo de violência identificada.
No caso da evasão escolar, a referida ficha poderia ser adaptada, constando a identificação do professor informante e da escola onde o aluno estuda. Dados identificadores do referido aluno e um breve relato de sua situação em relação à evasão ou número de faltas, bem como de seu rendimento escolar. A seguir, com o preenchimento de campos específicos, poderia identificar as medidas tomadas pela escola quanto às providências para resgatar o aluno evadido e seus resultados, para posterior encaminhamento ao Conselho Tutelar e na sua falta à Autoridade Judiciária. Haveria também, a necessidade de se estabelecer uma seqüência de informações quanto aos procedimentos adotados por cada órgão interventor, para se estabelecer a rede.

6. A intervenção do Conselho Tutelar

O Conselho Tutelar corresponde ao controle externo da Escola quanto à manutenção do aluno no referido estabelecimento de ensino. Este controle não envolve a atuação da escola e sim o aluno evadido ou infreqüente e seus pais ou responsáveis. Por isso, sua intervenção é supletiva, somente ocorrendo após a escola ter esgotado os recursos para a manutenção do aluno. Está amparada nos artigos 56, II e 136, I e II do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Com relação aos alunos evadidos ou infreqüentes, as medidas de proteção que o Conselho Tutelar poderá tomar estão especificadas no artigo 101, I a VII do Estatuto da Criança e do Adolescente, sendo as seguintes:

I – encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;
II – orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III – matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;
IV – inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao adolescente;
V – requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;
VI – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;
VII – abrigo em entidade.

Quanto aos pais ou responsáveis as medidas aplicadas pelo Conselho Tutelar estão previstas no artigo 129, I a VII do Estatuto da Criança e do Adolescente, e são as seguintes:

I – encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família;
II – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos.
III – encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;
IV – encaminhamento a cursos ou programas de orientação;
V – obrigação de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar;
VI – obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado;
VII – advertência.


Pode ainda representar ao Ministério Público, para eventual propositura de ação civil pública, quando o problema é relativo à escola (art. 208, parágrafo único do ECA).


7. A intervenção do Ministério Público e Judiciário
Uma vez esgotada a intervenção do Conselho Tutelar sem sucesso quanto ao retorno do aluno evadido, deve o mesmo comunicar o fato ao Ministério Público ou à Autoridade Judiciária. ( art. 136, III, “b” e IV do ECA).

A intervenção, neste caso, é mais ampla podendo ser aplicada a criança ou adolescente qualquer uma das medidas de proteção (art. 101) bem como as medidas pertinentes aos pais ou responsáveis (art. 129) ou seja, além daquelas que o Conselho Tutelar aplica, ainda pode ocorrer a colocação da criança ou do adolescente em família substituta (art. 101, VIII), a perda da guarda, destituição da tutela e a suspensão ou destituição do pátrio poder (art. 129, VIII, IX e X).

Estas últimas medidas são mais drásticas, mas têm previsão legal, posto que o legislador menorista apontou como um dos deveres dos pais a educação dos filhos (art. 22 e 55 do ECA). Não cumprindo tal dever, pode ser suspenso ou destituído do pátrio poder ( art. 24 do ECA).

Também pode ser processado criminalmente pela infração ao artigo 246 do Código Penal, que trata do abandono intelectual. Esta abandono intelectual refere-se à instrução primária[6], só os pais respondem (ficando de fora os responsáveis – guardiães, tutores, padrastos, madrastas, etc.), sendo que esta obrigação decorre do pátrio poder (art.22) e da obrigação que a lei lhe impõe quanto à necessidade de matricular o filho na escola (art.55).

Os pais ou responsáveis também poderão responder por infração administrativa prevista no ECA (art. 249), quanto ao fato de descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao pátrio poder, ou decorrentes da tutela ou guarda, bem como determinação da Autoridade Judiciária ou do Conselho Tutelar. Neste caso estão sujeitos a uma multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.


8. Considerações finais

Quando a educação passa a ser analisada com base no ideário da lei, constata-se que há uma grande distância em relação a realidade. “De um lado a lei, estabelecendo: toda criança na escola; educação direito de todos e dever do Estado e da Família; direito fundamental a ser assegurado com prioridade absoluta à criança e ao adolescente; direito público subjetivo. De outro lado, a realidade que conduz à lógica da exclusão. Desigualdades dramáticas; políticas públicas direcionadas a conveniências e oportunidades; famílias desestruturadas; escolas inertes frente aos fracassos repetidos quase que de forma programada”[7].

Diante deste quadro, fica patente a necessidade do comprometimento de todos aqueles que estão ligados à educação, para encurtar a distância entre o que diz a lei e a realidade, sendo uma das frentes de ação, o combate à evasão escolar, a fim de garantir a formação do cidadão e sua inserção na sociedade, de modo a contribuir para a sua transformação.

Escola, família, comunidade, sociedade em geral e Poder Público são co-responsáveis pela formação educacional da criança e do adolescente, sendo certo que a evasão escolar constitui uma negação desta formação. O princípio da prioridade absoluta, constitucionalmente garantido quanto à educação, somente será cumprido, quando o problema da evasão escolar for enfrentado de forma articulada, com vista a sua gradual redução.

Notas:
[1] Entendendo direito público subjetivo como a faculdade de se exigir a prestação prometida pelo Estado.
[2] ROCHA, Simone Mariano. Compromisso com a inclusão escolar.
ECA, art. 56, II.
[3] ECA, art. 56, II.
[4] Segundo levantamento realizado na “Campanha volte prá ficar” para combate a evasão escolar no município de Presidente Prudente- SP, em 1999, com 1236 alunos evadidos, constatou-se que 38% afirmaram que se evadiram da escola porque não gostam de estudar, não gostam da escola, por causa do professor, ausência de motivação na escolar; 18% por que estão trabalhando e não dá para estudar; 8% por causa de gravidez, casamento, ou porque precisa cuidar dos filhos; 6% porque moram longe da escola ou por mudança; 4% por que não tem transporte; 4% por que estão com problemas de saúde; 4% por medo de serem agredidos por alunos ou gangues; 2% saíram para cuidar da casa ou dos irmãos; e 16% por outros motivos variados.
[5] ROCHA, Simone Mariano. FICAI – Um instrumento de rede de atenção pela inclusão escolar. In: BRANCHER, Leoberto Narciso (organizador). O direito é aprender. Brasília: Fundescola/Projeto Nordeste. 1999. p.41.
[6] O Código Penal é de 1940 e não sofreu mudança quanto a alteração terminológica referente a educação fundamental.
[7] ROCHA, Simone Mariano. Compromisso com a inclusão escolar.



Referências bibliográficas

LOPES, Maurício Antonio Ribeiro. Comentários à Lei de Diretrizes e Bases da educação. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1999.
ROCHA, Simone Mariano. FICAI – Um instrumento de rede de atenção pela inclusão escolar. In: BRANCHER, Leoberto Narciso (organizador). O direito é aprender. Brasília: Fundescola/Projeto Nordeste. 1999.
________ Compromisso com a inclusão escolar. Disponível na Internet no site do Centro de Apoio das Promotorias da Infância e da Juventude do Ministério Público do Rio Grande do Sul - via www.mp.rs.gov.br/cao. Junho/2000.
KOZEN, Afonso Armando. Direito a educação escolar. Disponível na Internet no site do Centro de Apoio das Promotorias da Infância e da Juventude do Ministério Público do Rio Grande do Sul - via www.mp.rs.gov.br/cao – Junho/2000.
EVASÃO ESCOLAR. Luiz Antonio Miguel Ferreira. Promotor de Justiça/SP.

429 - MAZELAS DA EVASÃO ESCOLAR, MUITOS FICAM PELO CAMINHO


PROVÁVEL CONSEQUENCIA DA EVASÃO ESCOLAR - FLAGRANTE NA PRAÇA DUQUE DE CAXIAS, FAMÍLIA SOBREVIVE ESMOLANDO E VENDENDO PEQUENOS OBJETOS


A EVASÃO ESCOLAR OCORRE QUANDO O ALUNO DEIXA DE FREQUENTAR A AULA, CARACTERIZANDO O ABANDONO DA ESCOLA DURANTE O ANO LETIVO


Artigo da Internet
Por Thais Pacievitch
http://www.infoescola.com/educacao/evasao-escolar/ 

No Brasil, a evasão escolar é um grande desafio para as escolas, pais e para o sistema educacional. Segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 100 alunos que ingressam na escola na 1ª série, apenas 5 concluem o ensino fundamental, ou seja, apenas 5 terminam a 8ª série (IBGE, 2007).

Em 2007, 4,8% dos alunos matriculados no Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries/1º ao 9º ano) abandonaram a escola. Embora o índice pareça pequeno, corresponde a quase um milhão e meio de alunos. No mesmo ano, 13,2% dos alunos que cursavam o Ensino Médio abandonaram a escola, o que corresponde a pouco mais de um milhão de alunos. Muitos desses alunos retornarão à escola, mas em uma incômoda condição de defasagem idade/série, o que pode causar conflitos e possivelmente nova evasão.

As causas da evasão escolar são variadas. Condições socioeconômicas, culturais, geográficas ou mesmo questões referentes aos encaminhamentos didáticos – pedagógicos e a baixa qualidade do ensino das escolas podem ser apontadas como causas possíveis para a evasão escolar no Brasil.


OS MOTIVOS PARA O ABANDONO DA ESCOLA

Dentre os motivos alegados pelos pais ou responsáveis para a evasão dos alunos, são mais frequentes nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª séries/1º ao 9º ano) os seguintes: Escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter adulto que leve até a escola, falta de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos.

Ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e proibição dos pais de ir à escola são motivos mais frequentes alegados pelos pais a partir dos anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e pelos próprios alunos no Ensino Médio. Cabe lembrar que, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Nesse sentido, cabe a instituição escolar valer-se de todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos na escola. Prevê ainda a legislação que esgotados os recursos da escola, a mesma deve informar o Conselho Tutelar do Município sobre os casos de faltas excessivas não justificadas e de evasão escolar, para que o Conselho tome as medidas cabíveis.

Fontes:
BRASIL, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira. Sinopse Estatística da Educação Básica 2007. Acesso em 14 set. 2009. Disponível em:

BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República.

BRASIL, O Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº. 8069, de 13 de julho de 1990.


PROVÁVEL CONSEQUENCIA DA EVASÃO ESCOLAR - MENDIGÂNCIA E EXCLUSÃO SOCIAL
FLAGRANTE NA PRAÇA DUQUE DE CAXIAS



O BRASIL TEM A MAIOR TAXA DE ABANDONO ESCOLAR DO MERCOSUL

17/09/2010 - 10h00
Artigo da Internet

Ana Okada - Em São Paulo


http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/17/brasil-tem-maior-taxa-de-abandono-escolar-do-mercosul.jhtm


O Brasil tem a maior taxa de abandono escolar no ensino médio dentre Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela: 10%. Ou seja, 1 em cada 10 jovens acabam abandonando a escola nesta etapa, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (17).


Apesar da taxa ter melhorado --a pesquisa anterior revelava abandono de 13,2%-- dados da publicação confirmam o ensino médio como o "gargalo" da educação brasileira: dos jovens com idade ideal para estar nessa etapa -- com idades de 15 a 17 anos de idade -- apenas metade (50,9%) está na escola.

No ensino fundamental o abandono é menor, mas ainda assim a taxa do país foi a maior: 3,2%, o que representa uma diminuição de 1,6 pontos percentuais em relação à taxa anterior, que era de 4,8%. Dentre os países citados, as menores taxas de abandono estão, no nível fundamental, no Uruguai (0,3%); e no médio, na Venezuela (1%).


























ENSINO FUNDAMENTAL


Dentre os países citados, o Brasil está na lanterna na taxa de aprovação no nível fundamental, com 85,8%. Em seguida vêm Venezuela (91,4%), Uruguai (92%), Argentina (92,3%), Paraguai (93,4%) e Chile (95,2%) -- todos com taxas acima de 90%.

Na taxa de reprovação do fundamental, o Brasil é líder, com 11%. Em seguida, vêm Uruguai (7,7%), Argentina (6,4%), Venezuela (6,3%), Paraguai (4,7%) e Chile (3,5%). Apesar da taxa de escolarização das crianças de 6 a 14 anos ser de 97,6%, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, o país apresenta resultados menos satisfatórios do que os demais países do Mercosul citados.



ENSINO MÉDIO

No nível médio, somente a Venezuela (91,9%), Chile (90,9%) e Paraguai (90,9%) atingem taxa de aprovação maior do que 90%. A taxa de aprovação do Brasil ficou em 77%; depois vêm Argentina (74,3%) e Uruguai (72,7%).

Em reprovação no nível médio, os países com piores resultados são o Uruguai (20,4%) e a Argentina (18,8%). O Brasil ficou em terceiro, com 13,1%, e vem seguido de Venezuela (7,2%), Paraguai (6,9%) e Chile (6,3%).



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

AS GREVES PREJUDICAM O CALENDÁRIO LETIVO - FOTO DA ESCOLA ESTADUAL ALBERTINA BARREIROS EM ITUPIRANGA - PA, IMAGEM DO HIROSHI BOGEA
 COMO MANTER TODOS NA ESCOLA


Artigo da Internet - 19/05/2010 17:48
Texto Rodrigo Ratier
http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/evasao-escolar-561347.shtml 
 

É fácil culpar o aluno pelo abandono, mas o desafio de diminuir os índices de evasão exige que a escola repense suas práticas cotidianas.
 
NENHUM A MENOS: PARA ATRAIR, A ESCOLA DEVE SER UM LOCAL DE ACOLHIDA E DE APRENDIZADO
Imagine por um instante o momento mais agudo da aula mais difícil. Meia dúzia de alunos dormem nas últimas fileiras. Um trio troca mensagens de celular. Dois meninos se estapeiam. Uma turma discute sobre futebol. Nas primeiras carteiras, só um pequeno e compassivo grupo se esforça para prestar atenção naquilo que você, aos berros, tenta dizer. Nessas horas, um pensamento emerge: "Gostaria de ensinar apenas para os que querem aprender. Quem não está a fim que saia. Será melhor assim!"



Não será. O desafio de ser professor exige educar todos, sem exceção. O Brasil, por enquanto, está perdendo essa batalha. É verdade que os índices de acesso à Educação avançaram nas últimas três décadas (97,6% das crianças e dos adolescentes entre 7 e 14 anos estão na escola). Mas os indicadores de permanência - a taxa de abandono, que mostra os que não concluíram o ano letivo, e a de evasão, que aponta os que não se matricularam no ano seguinte - não caminharam no mesmo ritmo. Hoje, de cada 100 estudantes que ingressam no Ensino Fundamental, apenas 36 concluem o Ensino Médio.


DE QUEM É A CULPA?

Responsabilizar o aluno pelo abandono é a saída mais fácil. Na verdade, ele é o menos culpado. Pesquisas indicam que existem dois conjuntos de fatores que interferem no abandono escolar. O primeiro deles é o chamado risco social. Fatores como a condição socioeconômica e o lugar de residência podem aumentar a pressão para a desistência: com a necessidade de complementar a renda familiar, muitos jovens são atraídos pelo trabalho precoce e largam os livros.

POR QUE OS ALUNOS NÃO SE SENTEM MOTIVADOS?

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, apenas 21,8% dos adolescentes que têm ocupação continuam indo às aulas. Entretanto, os estudos mostram que a própria escola colabora para agravar a evasão. Os altos índices de repetência exercem um papel fortíssimo - longe de sua faixa etária original, o aluno se sente desmotivado a seguir aprendendo.


ESCOLA NÃO SERVE PARA NADA?

A miopia para enxergar o problema atrapalha. Em geral, a interrupção dos estudos é o passo final de um processo que deixa sinais. O primeiro costuma ser o desinteresse em sala. Indisciplina e atos de violência também são comuns. Logo começam as faltas, cada vez mais frequentes. Por fim, a ausência definitiva. Também são recorrentes, sobretudo entre os jovens, as queixas de que a escola "não serve para nada".


POR QUE IR A ESCOLA?

Estudioso da relação entre os jovens e o saber, o pesquisador francês Bernard Charlot descobriu que a maioria só vê sentido em ir à escola para conseguir um diploma, poder ganhar dinheiro num emprego ou ter uma vida tranquila no futuro. Como predomina a ideia de um aprendizado sem sentido, muitos se desestimulam e desistem. O relatório Motivos da Evasão Escolar, da Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta que o desinteresse é a causa principal da saída definitiva para adolescentes entre 15 e 17 anos.


COMO REVERTER A EVASÃO ESCOLAR?

Fica claro que a escola precisa olhar para si própria. Do ponto de vista da gestão, uma providência essencial é atacar as causas da evasão. O acompanhamento eficiente da frequência - que também deve estar na pauta das reuniões pedagógicas - ajuda a mapear o problema e identificar os motivos das faltas. Dependendo da razão, é possível escolher a melhor forma de reverter o quadro: conversas com pais e alunos, visitas às famílias, aulas de reforço e campanhas internas e na comunidade.


SUSPENSÕES E EXPULSÕES SÃO EFICAZES?

O tom deve ser de parceria e acolhimento, nunca de punição. Suspensões e expulsões podem ser rediscutidas. A ideia é simples: se a indisciplina é um dos caminhos que levam à evasão, não faz sentido punir o aluno impedindo que ele vá à escola. Em vez disso, é possível pensar em medidas que modifiquem a rotina do estudante, mas que o mantenham na instituição - estudar sozinho, com a obrigação de acompanhar o conteúdo, é uma alternativa.


POR QUE REPENSAR O CURRÍCULO?

Uma revisão curricular, sobretudo nas séries em que a evasão é maior (no fim do Ensino Fundamental e no Médio), parece inevitável. O projeto pedagógico precisa garantir que a escola não seja vista como uma obrigação, mas como um espaço de formação para a vida. Isso inclui, de um lado, diálogo com o universo dos jovens (refletindo, por exemplo, sobre o papel das novas tecnologias). De outro, um esforço para mostrar como conteúdos importantes, mas sem tanta aplicação direta (como boa parte dos tópicos da Matemática), são fundamentais para fazer avançar a capacidade intelectual. A mesma preocupação tem de estar presente em iniciativas de Educação em tempo integral ou no contraturno, que para serem efetivas devem estar articuladas com o projeto pedagógico da escola.


COMO GARANTIR QUE OS ALUNOS ESTÃO APRENDENDO?

É necessário também arrumar o "lado de fora" dos muros, atacando o risco social. Em termos de políticas públicas, atrelar benefícios sociais como o Bolsa Família à frequência escolar funcionou, reduzindo na população atendida de 4,4 para 2,8% o total de crianças e jovens entre 7 e 14 anos fora da escola. Ampliar a ação pode dar bons resultados. Mas é preciso também garantir que esses alunos aprendam. Nesse sentido, uma boa sugestão é adicionar critérios que possam indicar se o estudante de fato avançou, aproveitando o direito a uma Educação de qualidade - e para todos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

428 - HOLANDA, MELHORES PROFESSORES GANHARÃO PRÊMIOS EM DINHEIRO


HOLANDA VAI CONCEDER PRÊMIOS EM DINHEIRO AOS MELHORES PROFESSORES
UOL - NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS
17/11/2011 - 19h17
HAIA, Holanda, 17 Nov 2011 (AFP) - Um projeto piloto, visando a recompensar os professores que se mostrarem "excelentes", foi lançado nesta quinta-feira na Holanda, anunciou o ministério holandês do Ensino.

"Os diretores da escola podem, a partir de hoje, inscrever seu corpo docente na experiência", informou o ministério em comunicado.

O projeto, de seis meses a um ano, diz respeito a mais de 1.600 professores da região de Amsterdã e da província de Zelande (sul da Holanda) e prevê a distribuição de 10 milhões de euros em 2012.

"A recompensa pelo bom serviço prestado não é um objetivo em si, mas um meio de garantir que a qualidade do ensino ocupa lugar de destaque entre nossas preocupações", destacou a secretária de Estado da Educação, Halbe Zijlstra.

"Esta forma de reconhecimento e seleção do serviço rompe com a cultura da igualdade e faz dos professores excelentes modelos a seguir", diz uma nota do ministério.

Os professores serão avaliados, principalmente, pela capacidade de "elevar o nível de seus alunos", além de "melhorar seu sentido de profissionalismo" e "trabalhar em colaboração com os colegas", informou a secretária de Estado em carta dirigida à câmara baixa do Parlamento.

As escolas que participarem do projeto vão receber até 1.700 euros por ano pelo tempo integral dedicado. "Ainda não foi fixado um montante por professor", explicou à AFP um porta-voz do ministério, Job Slok.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/

427 - MAZELAS NO ENSINO SUPERIOR

UOL - EDUCAÇÃO - NOTÍCIAS

17/11/2011 - 15h53 / Atualizada 17/11/2011 - 19h09

Camila Campanerut

Em Brasília



MEC vai suspender autorização para 50 mil vagas em cursos superiores

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (17) que 50 mil vagas em cursos superiores serão suspensas por apresentaram notas abaixo de 3, segundo o IGC (Índice Geral de Cursos) e no CGC, indicador que leva em conta a nota dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e outros indicadores como infraestrutura e qualidade do corpo docente. O índice é elaborado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

O anúncio é um alerta às 683 instituições de ensino superior com notas entre 1 e 2, que não cumpriram os requisitos estipulados pelo Inep de perfil do corpo docente, infraestrutura da faculdade e do projeto político pedagógico. A escala vai de 1 a 5.

"Algumas [instituições] estão perdendo hoje a autonomia e não podem mais abrir cursos sem autorização prévia do MEC. Queremos que o sistema continue em expansão, mas com freio nos cursos ou instituições com problemas de qualidade", afirmou Haddad.

“A medida incide basicamente nos cursos da área da saúde e de contábeis e administração”, afirmou o secretário de regulação e supervisão do ensino superior, Luis Massonetto.

Foram avaliadas 2.176 universidades, faculdades e centros universitários.


IGC e CPC

O IGC (Índice Geral de Cursos) é um indicador utilizado pelo MEC com pontuação variável de 1 a 5, expresso em conceitos. Ele é o resultado da média ponderada do CPC (Conceito Preliminar de Curso), que avalia os cursos de graduação e obedece um ciclo de três anos, em combinação com o Enade, que mede o desempenho dos alunos.


Fonte: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/11/17/mec-vai-suspender-autorizacao-para-50-mil-vagas-em-cursos-superiores.jhtm


Pensando bem, acho que o problema não se resolve cortando as vagas e sim investindo na base do problema, se há cursos ruíns ou professores de má qualidade ou formação pedagogica deficiente, melhor é investir pesado no núcleo do problema que todos ganham inclusive a sociedade.

426 - AS MAZELAS DA EDUCAÇÃO QUE CONDENAM A TODOS NÓS

O noticioso quinzenal "JORNAL DO COMÉRCIO, de 02 de outubro de 2011, traz artigo do Sr. Orlando Moraes que retrata "As mazelas que nos condenam às últimas fileiras na Educação". Achei muito interessante e cheguei a destacar alguns pontos do texto. De fato, vemos algumas razões sobre a qualidade do ensino em nossa cidade.

Não quero dizer mais nada. Dá para conferir nas entrelinhas o que não foi dito. Dá para compreender o porquê de muitas coisas.

Leiam com atenção:


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

425 - MAIRA SUELLEN, DE BELÉM VENCE O SUPER JEP'S FEMININO

A belenense Maira Suellen Batista Andrade da Escola Teodora Bentes quebra uma tradição que havia no xadrez estadual, quando a capital do Estado, sempre era superada por atletas de outro município, no caso, de Parauapebas. Maira foi a grande vitoriosa e sagrou-se a Campeã 2011 dos Super JEP's - Jogos Estudantis Paraense.

Ao lado foto da: http://www.fexpa.org.br/

Os Super JEP's tem a finalidade de apontar os representantes do Estado do Pará nas Olimpíadas Escolares de 2011 que vai reunir todos os campeões estaduais estudantis em Londrina, no Estado do Paraná no período de 02 a 11 de dezembro do corrente ano, evento que conta com apoio e divulgação da Rede Globo de Televisão.

A região Sudeste do Pará foi representada pela enxadrista Nicoly Lima da Silva, do Colégio Fênix de Parauapebas. É uma boa aluna e atleta, muito simpática e educada. Confesso que apostaria minhas fichas nesta excelente atleta. Mas, conseguiu chegar no Vice Campeonato, demonstrando que tem potencial. Parabéns ao Colégio Fênix, seu Diretor, seu Professor de Xadrez Márcio Muniz Laranjeiras, aos pais da aluna e, enfim, à todos que contribuiram nesta longa caminhada que não deve parar por aqui. Avante e Erga a Cabeça, querida NICOLY.


ENXADRISTA NICOLY LIMA DA SILVA - PARTICIPANTE DO TORNEIO INTERMUNICIPAL DE MARABÁ, PROMOVIDO PELO CLUBE DE XADREZ MARABÁ
 Percebemos que no Feminino tivemos uma participação mínima, de apenas 03 atletas. Acredito que devemos fazer alguma coisa. Acreditamos que a SEDUC encontrará uma solução para ampliar o número de participantes no próximo certame. Vamos lá SEDUC, vamos lá NEL, acreditamos em você.

Ainda em tempo, o enxadrista Bruce Kenneth foi o vencedor do TORNEIO INTERMUNICIPAL DE MARABÁ, organizado pelo Clube de Xadrez Marabá com a participação de 37 enxadristas.

Agora vejam mais informáções dos SUPER JEP's:

LISTA DE JOGADORES POR ELO:

Nº. Nome FED Elo Clube/Cidade
1 Nicoly Lima Da Silva BRA 1904 CE Fênix - Parauapebas
2 Aline Carla Araújo Soares BRA 1825 MAC - Castanhal
3 Maira Suellen Batista Andrade BRA 1822 Teodora Bentes - Belém


EMPARCEIRAMENTOS E RESULTADOS


1. Ronda a 2011/11/11 às 09:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 2 Aline Carla Araújo Soares 0 - 1 Maira Suellen Batista Andrade 3
2 1 Nicoly Lima Da Silva 0 spielfrei -1

2. Ronda a 2011/11/11 às 11:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 1 Nicoly Lima Da Silva 1 - 0 Aline Carla Araújo Soares 2
2 3 Maira Suellen Batista Andrade 0 spielfrei -1

3. Ronda a 2011/11/11 às 13:00
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 3 Maira Suellen Batista Andrade 0 - 1 Nicoly Lima Da Silva 1
2 2 Aline Carla Araújo Soares 0 spielfrei -1

4. Ronda a 2011/11/12 às 08:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 3 Maira Suellen Batista Andrade 1 - 0 Aline Carla Araújo Soares 2
2 1 Nicoly Lima Da Silva 0 spielfrei -1

5. Ronda a 2011/11/12 às 10:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 2 Aline Carla Araújo Soares 0 - 1 Nicoly Lima Da Silva 1
2 3 Maira Suellen Batista Andrade 0 spielfrei -1

6. Ronda a 2011/11/12 às 12:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 1 Nicoly Lima Da Silva 0 - 1 Maira Suellen Batista Andrade 3
2 2 Aline Carla Araújo Soares 0 spielfrei -1

Classificação final após 6 rondas

Rk. Nome FED Elo Clube/Cidade Des 1 Des 2 Des 3
1 Nicoly Lima Da Silva BRA 1904 CE Fênix - Parauapebas 3.0 3.00 3
2 Maira Suellen Batista Andrade BRA 1822 Teodora Bentes - Belém 3.0 3.00 3
3 Aline Carla Araújo Soares BRA 1825 MAC - Castanhal 0.0 0.00 0


OBRIGAÇÕES E CRITÉRIOS DE DESEMPATES
1. Anotação;
2. Desempate 1: points (game-points);
3. Desempate 2: Sonneborn-Berger Tie-Break (with modified points, analogous to Buchholz Tie-Break);
4. Desempate 3: The greater number of victories.

Na classificação acima as enxadristas encontram-se com as mesmas pontuações e aparecendo com os mesmos índices de desempate e, com a Nicoly com a 1ª colocação. Mas, foi o desempate foi realizado após 02 partidas rápdas de 16 minutos nocautes ou, ainda, 02 partidas blitz de 05 minutos nocautes. Enfim, prevalecendo o resultado favorável para a representante do município de Castanhal. Aos amigos CARLOS CAXIANO e FERNANDO ALMEIDA e demais envolvidos na causa enxadrista, ao Secretário de Educação que tem PROJETO DE XADREZ em 10 ESCOLAS, à todos vocês os nossos sinceros parabéns.

424 - RAFAEL FÉLIX, DE CASTANHAL, VENCE O SUPER JEP’S MASCULINO

O garoto de Castanhal, Rafael Félix Ribeiro da Costa foi o grande vencedor dos Super Jep’s – Super Jogos Estudantis Paraense, realizado nos dias 11 e 12 de novembro, em Belém. Rafael é estuadante do Colégio DARWIN e será o representante paraense nas Olimpíadas Escolares, evento que reunirá os melhores enxadristas estudantis do Brasil, evento que conta com apoio das Organizações Globo (Rede Globo de Televisão) que acontecerá no período de 02 a 11 de dezembro, na cidade de Londrina, no Estado do Paraná, para estudantes da Categoria B - Masculino, com idades de 15 a 17 anos.

Foto: http://www.fexpa.org.br/

O enxadrista Rafael Félix é conhecido do Clube de Xadrez Marabá, esteve por aqui em 28 de junho de 2011 e foi o Campeão do Torneio do Jonathas Athias, evento destinado a homenagear um importante enxadrista de Marabá. A impressão que tivemos do rapaz é muito positiva, rapaz humilde, calmo, muito educado. Nele não percebemos o sentimento do já ganhou. Pelo contrário, sua finesse deixa transparecer uma pessoa tranquila. Somente depois, de toda esta impressão é que desponta o seu talento nos tabuleiros de xadrez. Parabéns.

RAFAEL FÉLIX VENCEDOR DO TORNEIO JONATHAS PONTES ATHIAS DO CLUBE DE XADREZ MARABÁ
A região Sudeste do Pará esteve representado pelo garoto Bruce Kenneth dos Santos Araújo, do município de Parauapebas, enxadrista forte com potencial para ser campeão. Mas, em sua trajetória teve duas derrotas: para Abel Gomes Wanderley de Santarém e para o grande vitorioso Rafael Félix Ribeiro da Costa de Castanhal.


BRUCE KENNETH DOS SANTOS ARAÚJO NO TORNEIO INTERMUNICIPAL DE MARABÁ, REALIZADO PELO CLUBE DE XADREZ MARABÁ
O Clube de Xadrez Marabá parabeniza o enxadrista Bruce Kenneth, de Parauapebas, Vice Campeão dos Super Jep’s de 2011. É um grande feito, notável, elogiável. Agora, vejamos mais detalhes desta importante competição organizada pela Federação de Xadrez do Pará, através do seu presidente Cláuber Martins e árbitro principal e, Lauzeniro Andrade árbitro auxiliar, lamentando a ausência do enxadrista de Abaetetuba, Sávio Silva dos Santos que proporcionou emparceiramentos sem as respectivas disputas e resultados de WO. Infelizmente não consegui foto do garoto Bruce nos Super JEP's.

Lista de jogadores por elo
Nº. Nome FED Elo Clube/Cidade
1 Bruce Kenneth dos Santos Araujo BRA 1902 Pitágoras - Parauapebas
2 Rafael Félix Ribeiro da Costa BRA 1830 Darwin - Castanhal
3 Abel Gomes Wanderley BRA 1800 Elrico Alves - Santarém
4 Lucas Roberto Silva Santos BRA 1800 IFPA - Belém
5 Osías Moraes Novaes BRA 1800 Lourdes Brasil - Portel
6 Savio SIlva Dos Santos BRA 1800 Cristo Trabalhador - Abaetetuba
7 Kevin Andrew da Costa Félix BRA 1798 MAC - Castanhal


EMPARCEIRAMENTOS E RESULTADOS
1ª RODADA 11/11/2011 às 09:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 2 Rafael Félix Ribeiro da Costa + - - Savio SIlva Dos Santos 7
2 3 Osías Moraes Novaes 1 - 0 Abel Gomes Wanderley 6
3 4 Bruce Kenneth dos Santos Araujo 1 - 0 Kevin Andrew da Costa Félix 5
4 1 Lucas Roberto Silva Santos 0 spielfrei -1

2ª RODADA 11/11/2011 às 11:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 6 Abel Gomes Wanderley 1 - 0 Bruce Kenneth dos Santos Araujo 4
2 7 Savio SIlva Dos Santos - - + Osías Moraes Novaes 3
3 1 Lucas Roberto Silva Santos 0 - 1 Rafael Félix Ribeiro da Costa 2
4 5 Kevin Andrew da Costa Félix 0 spielfrei -1

3ª RODADA 11/11/2011 às 14:00
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 3 Osías Moraes Novaes 0 - 1 Lucas Roberto Silva Santos 1
2 4 Bruce Kenneth dos Santos Araujo + - - Savio SIlva Dos Santos 7
3 5 Kevin Andrew da Costa Félix 1 - 0 Abel Gomes Wanderley 6
4 2 Rafael Félix Ribeiro da Costa 0 spielfrei -1

4ª RODADA 11/11/2011 às 16:15
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 7 Savio SIlva Dos Santos - - + Kevin Andrew da Costa Félix 5
2 1 Lucas Roberto Silva Santos 0 - 1 Bruce Kenneth dos Santos Araujo 4
3 2 Rafael Félix Ribeiro da Costa 1 - 0 Osías Moraes Novaes 3
4 6 Abel Gomes Wanderley 0 spielfrei -1

5ª RODADA 12/11/2011 às 08:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 4 Bruce Kenneth dos Santos Araujo 0 - 1 Rafael Félix Ribeiro da Costa 2
2 5 Kevin Andrew da Costa Félix 0 - 1 Lucas Roberto Silva Santos 1
3 6 Abel Gomes Wanderley + - - Savio SIlva Dos Santos 7
4 3 Osías Moraes Novaes 0 spielfrei -1

6ª RODADA a 12/11/2011/12 às 10:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 1 Lucas Roberto Silva Santos 1 - 0 Abel Gomes Wanderley 6
2 2 Rafael Félix Ribeiro da Costa 1 - 0 Kevin Andrew da Costa Félix 5
3 3 Osías Moraes Novaes 0 - 1 Bruce Kenneth dos Santos Araujo 4
4 7 Savio SIlva Dos Santos 0 spielfrei -1

7ª RODADA 12/11/2011 às 12:30
Tab. Nº. Nome Resultado Nome Nº.
1 5 Kevin Andrew da Costa Félix 1 - 0 Osías Moraes Novaes 3
2 6 Abel Gomes Wanderley ½ - ½ Rafael Félix Ribeiro da Costa 2
3 7 Savio SIlva Dos Santos - - + Lucas Roberto Silva Santos 1
4 4 Bruce Kenneth dos Santos Araujo 0 spielfrei -1



TABELA CRUZADA FINAL APÓS A 7ª RODADA
Rk. Nome Elo FED 1 2 3 4 5 6 7 Pts. Des 1 Des 2 Des 3
1 Rafael Félix Ribeiro da Costa 1830 BRA * 1 1 1 ½ 1 + 5.5 5.5 15.00 5
2 Bruce Kenneth dos Santos Araujo 1902 BRA 0 * 1 1 0 1 + 4.0 4.0 10.50 4
3 Lucas Roberto Silva Santos 1800 BRA 0 0 * 1 1 1 + 4.0 4.0 9.00 4
4 Kevin Andrew da Costa Félix 1798 BRA 0 0 0 * 1 1 + 3.0 3.0 6.50 3
5 Abel Gomes Wanderley 1800 BRA ½ 1 0 0 * 0 + 2.5 2.5 9.00 2
6 Osías Moraes Novaes 1800 BRA 0 0 0 0 1 * + 2.0 2.0 5.00 2
7 Savio SIlva Dos Santos 1800 BRA - - - - - - * 0.0 0.0 0.00 0


CRITÉRIOS DE DESEMPATE E OBRIGAÇÕES
1. Anotação;
2. Desempate 1: points (game-points)
3. Desempate 2: Sonneborn-Berger Tie-Break (with modified points, analogous to Buchholz Tie-Break)
4. Desempate 3: The greater number of victories

CLASSIFICAÇÃO FINAL APÓS A 7ª RODADA:

Rk. Nome FED Elo Clube/Cidade Des 1 Des 2 Des 3
1 Rafael Félix Ribeiro da Costa BRA 1830 Darwin - Castanhal 5.5 15.00 5
2 Bruce Kenneth dos Santos Araujo BRA 1902 Pitágoras - Parauapebas 4.0 10.50 4
3 Lucas Roberto Silva Santos BRA 1800 IFPA - Belém 4.0 9.00 4
4 Kevin Andrew da Costa Félix BRA 1798 MAC - Castanhal 3.0 6.50 3
5 Abel Gomes Wanderley BRA 1800 Elrico Alves - Santarém 2.5 9.00 2
6 Osías Moraes Novaes BRA 1800 Lourdes Brasil - Portel 2.0 5.00 2
7 Savio SIlva Dos Santos BRA 1800 Cristo Trabalhador - Abaetetuba 0.0 0.00 0

Apenas uma observação final, eu acreditava que só podia participar um enxadrista por região, estou vendo o nome do município de Castanhal com a participação dos enxadristas: Rafael Félix e Kevin Andrew. Enfim, não entendi.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

423 - ESPORTE CIDADANIA COM XADREZ NO DIA 26 DE NOVEMBRO

Já nem acreditava mais, pensava que 2011 fosse ficar sem o ESPORTE CIDADANIA. Mas, inesperadamente recebo o ofício de outubro comunicando o projeto do SESI para o próximo 26 de novembro. Então, somos solidários e parceiros desta ação do SESI e da REDE GLOBO.

Então, vamos l[a. Vem aí mais uma edição do Esporte e Cidadania na cidade de Marabá, no próximo dia 26 de novembro (sábado), com vasta programação por todo o dia, ou melhor, das 09 as 17:000 horas, com o objetivo de promover atividades esportivas para crianças e adolescentes, visando a inclusão e a integração social. O evento é realizado em parceria do SESI com a REDE GLOBO DE TELEVISÃO e demais parceiros, inclusive o Clube de Xadrez Marabá. Estas atividades ocorrerão simultaneamente nos municípios de Ananindeua, Altamira, Barcarena, Castanhal, Marabá, Santarém e Paragominas.


As atividades esportivas acontecerão nas dependências do SESI – Cidade Nova onde serão promovidas atividades como futebol, futsal, natação, xadrez, damas e outras ações de entretenimento. As atividades estão voltadas para os dependentes de trabalhadores e comunidade em geral, gratuitamente.

Quem perder esta oportunidade de brincar e se divertir o dia todo ficará muito arrependido. Todos os anos os milhares de crianças e adolescentes que comparecem, voltam para sua casa com um grande sorriso no rosto. Então, se você gosta de xadrez e está querendo aprimorar sua técnica ou apenas jogar, não perca este dia de lazer.

O SESI, Serviço Social da Indústria tem como superintendente regional o Sr. José Olímpio Bastos e em Marabá tem a sua Gerente a Srª. Soraya Remor. E está localizado na Avenida Tocantins, Quadra Especial, s/nº - Novo Horizonte.




domingo, 13 de novembro de 2011

422 - CERIMÔNIA FOI PRESTIGIADA PELA SOCIEDADE MARABAENSE





Noite de gala para os amantes do xadrez. O Clube de Xadrez Marabá promoveu ato solene para premiação dos Campeões de 2011, das categorias Sub-12, 14, 16, 18 e Absoluto. A solenidade foi realizada no Auditório da Câmara Municipal de Marabá nesta 6ª feira (11/11/2011) com a presença de   estudantes, professores, diretores, empresários e amantes do enxadrismo.


MESA DE TRABALHOS: SR. JOEL (ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, PROFª. FLORENY (EDUCAÇÃO), ARNLSON (CLUBE DE XADREZ), PAULO LOPES (SINDICATO DO COMÉRCIO) E JOSÉ PINHEIRO (SEC. ESPORTES)
 
A solenidade foi conduzida pela Mestra de Cerimônia Anna Barros, contou com a presença de autoridades e celebridades locais. Os participantes da Mesa puderam prestar palavras de apoio e de incentivo ao enxadrismo, reconhecendo o porque o xadrez é importante para o município de Marabá. Na mesa o Sr. Paulo César de Carvalho Lopes Presidente do Sindicato do Comércio, a Srª Floreny Rodrigues Chaves Diretora da Escola Francisca de Oliveira Lima  representando o setor educacional, o Sr. José Atlas Pinheiro representante da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e do Sr. Joel Marques, proprietário da empresa Molas Asa Branca, Diretor da Associação Comercial e Industrial de Marabá, além do Sr. Francisco Arnilson de Assis, presidente do Clube de Xadrez Marabá.
CARLOS ALESSANDER, DO CAVALEIROS E A MESTRA DE CERIMÔNIA ANNA BARROS (AO FUNDO)
A Cerimônia contou com outro convidado muito especial, Sr. Carlos Alessander Alves da Costa, do Clube de Xadrez Cavaleiros da Dama que atua nos municípios de Canaã dos Carajás e Parauapebas, simbolizando os vários laços de amizade costurados ao longo de 22 anos entre vários municípios do Estado do Pará, como Abel Figueiredo, Castanhal, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Goianésia, Itupiranga, Jacundá, Redenção, Rondon do Pará, Tucumã e Tucuruí.


XADREZ EXIBIÇÃO: GUSTAVO E GABRIEL BETÂNIO, AO FUNDO AS BANDEIRAS DO PARÁ E DE MARABÁ


O evento contou com a seguinte PROGRAMAÇÃO:
19h30 Recepção aos Convidados;
20h00 Abertura Oficial e Pronunciamentos;
20h10 Apresentação Institucional;
20h20 Apresentação Vídeo Xadrez na Escola;
20h35 Exibição de Xadrez Relâmpago;
20h40 Depoimento da Prof.ª Rosane Oliveira;
20h50 Premiação;
21h10 Encerramento e Coffee Brake.

Seguindo o roteiro pré estabelecido, os convidados foram recepcionados pelo Rei Róbson e pela Rainha Ana Paula, alunos da Escola Municipal São Francisco. O trabalho realizado com muito gosto e simpatia destes estudantes recebeu elogios de todos os presentes. De fato, os alunos deram um brilho muito especial.

Os participantes da Mesa tiveram a oportunidade de se mostrarem simpáticos à causa do Clube de Xadrez e demonstraram para todos que o Xadrez vai ter maior apoio da classe empresarial, estudantil e da própria Secretaria de Esportes.

Na apresentação institucional do Clube, sobre Cenários e Perspectivas apresentou seus vários produtos para o público em geral, escolas, classe empresarial e prefeituras, como a realização de cursos e oficinas de capacitação, promoção de torneios e campeonatos em geral, absolutos e estudantis, projetos e assessorial educacional. Entre os pontos positivos: experiência de 22 anos com xadrez, o respeito da sociedade, apoio da imprensa em geral e o fato de o xadrez estar presente em 33 escolas. Entre os pontos de entrave para o crescimento do xadrez segundo o Clube de Xadrez: apoio governamental; a falta de uma sede social; condição financeira; quadro social; inserção de competições no calendário oficial do governo municipal e falta de intercâmbio.

Dentre as estratégias de curto prazo, para alavancagem do Clube de Xadrez estão: aumento do quadro social, composição diretiva, realização de oficinas e cursos de capacitação. As estratégias de médio prazo: obtenção de sede social e o início de uma grande batalha para aprovação de leis de apoio ao esporte.

As diretrizes estratégicas para o biênio 2012/2013 são: ampliação do quadro social; melhorar comunicação e aumentar os eventos promocionais; voltar toda a organização para os associados e projetos e, maior investimento na melhoria do xadrez municipal, regional e estadual.

O trabalho que ora se encerra contou com um grupo de colaboradores, dentre eles: Francisco Arnilson de Assis, José Carneiro de Sousa, Prof. Gileno Rocha, Prof. Jhon Kennedy, Prof. Antônio Jorge Oliveira, Profª. Raimunda Vieira, Profª. Ana Borges, Paulo César de Carvalho Lopes e Antônio Edilson Nascimento.

O trabalho que realizamos no ano de 2011, contou com o apoio fundamental da Imprensa de Marabá: Jornais Opinião, Correio do Tocantins e Folha do Pará, das emissoras de rádio Itacaiúnas e Clube, TV RBA, Eldorado, RedeTV, TV Record. E dos vários blogs e sites que nos estimularam e divulgaram nossos eventos, como por exemplo: www.cavaleirosdadama.org.br; www.quaradouro.blogspot.com; www.parsifal.org; www.fepaxe.blogspot.com; www.fexpa.org.br; www.xadrezdonorte.com.br; www.xadrezbrasileiro.com; www.zedudu.com.br; www.ctonline.com.br; www.xadrezbosco.blogspot.com; www.ligadexadrezdeimperatriz.blogspot.com, entre outros, se esqueci de alguém, antecipo minhas desculpas, só erra quem faz.

Como nem tudo é perfeito, foi possível, apenas, o reconhecimento (não conseguimos preparar a premiação) aos destacados colaboradores do Clube de Xadrez Marabá, a quem devotamos nossos sinceros agradecimentos pelo muito que fizeram, mesmo sem receber nenhum apoio financeiro, deram sua importante contribuição para a melhoria da sociedade marabaense, eis os nomes de nossos importantes colaboradores:

GILENO ROCHA, MELHOR PROFESSOR DE XADREZ DO ANO DE 2011. O professor conseguiu realizar um excelente trabalho nas Escolas. Fizemos uma pesquisa e colhemos vários e vários elogios. Pessoa de muita dignidade e que tem honrado o seu nome, o nome do Clube de Xadrez e das Escolas nas quais trabalhou.

MIGUEL ÂNGELO foi escolhido o COLABORADOR DO ANO. Ele chegou ao município de Marabá em dezembro de 2010 e atuou como Treinador da Seleção Estudantil dos Jogos Estudantis Paraense – Etapa de Curionópolis. Sua longa experiência e vivência com o xadrez contribuiu com a melhoria de nossos atletas.

ANA MARIA BORGES DE FREITAS foi a Educadora que primeiro acreditou no Ensino de Xadrez entre todas as Escolas de Marabá. Recebe o nosso reconhecimento em nome da ESCOLA ARTES E MANHAS, como ESCOLA PIONEIRA NA IMPLANTAÇÃO DO XADREZ NO CURRÍCULO ESCOLAR. A Escola adotou o xadrez no ano de 2006 e conta com um PROFESSOR DE XADREZ, com carteira assinada. Ela merece.

PAULO CÉSAR DE CARVALHO LOPES recebeu nosso reconhecimento como MELHOR PATROCINADOR DE 2011. Foi um respeitável conselheiro, amigo de todas as horas. Em suas palavras o apoio ao xadrez e a colaboração em todos os momentos. Sua vasta experiência e sua amizade demonstraram o valor de se ter um VERDADEIRO AMIGO DO XADREZ.

Em ato contínuo foi realizada a Cerimônia Oficial de Premiação com a entrega de Troféus e Medalhas conforme relação abaixo:

CAMPEONATO MARABAENSE SUB-12
1 LARISSA Helena Bolla Silva
2 Jaqueline YASMIN S. Aguire;
3 MOISÉS Miranda Lourenço.


CAMPEONATO MARABAENSE SUB-14 (29)
1 GUSTAVO Martins de Quadros
2 RICARDO Vinicius C. Sousa
3 LILIANE Evangelista Guimaraes



CAMPEONATO MARABAENSE SUB-16
1 Gabriel Betanio Oliveira
2 Ricardo Vinicius Castro Sousa
3 Patrick Daniel Fraga Silveira



CAMPEONATO MARABAENSE SUB-18
1 GUSTAVO MARTINS Quadros
2 RICARDO VINICIUS C. Sousa
3 CARLOS EDUARDO Guimaraes

CAMPEONATO MARABAENSE ABSOLUTO
1 PABLO Salermo M. Nascimento
2 MIGUEL Ângelo Quadros
3 Francisco ARNILSON de Assis.


Enfim, agradecemos em nome da Família Enxadrística do Clube de Xadrez Marabá à todos os presentes. Este acontecimento ficará registrado na história da Cidade de Marabá.
 Existe uma frase bonita no Filme O Gladiador: "O QUE FAZEMOS EM VIDA ECOA NA ETERNIDADE". Faço essa lembrança reconhecendo a todos que contribuíram e continuam contribuindo com a história do Clube Xadrez, como a Professora Laura Araújo que trabalhou conosco por muito tempo e realizou um excelente trabalho.

No Filme "Tróia" lembro de uma cena interessante:
Aquiles está prestes a seguir para o seu combate (no início do filme) e está subindo em seu cavalo. O garoto que havia despertado e chamado para o campo de batalha. O garoto diz:


- O tessálico que vai lutar com o Senhor ele é o maior homem que eu já vi. Eu não lutaria com ele.


Após colocar o capacete na cabeça responde:
- Por isso o seu nome nunca seria lembrado.

Então, guardemos os nomes de nossos bravos atletas mentais, reconhecidos e homenageados. Que seus exemplos, suas histórias de vidas sejam motivos para serem seguidos.

Aproveitando o encerramento de texto, nesta postagem, na minha cabeça fervilha muitas histórias que guardarei em minha memória. Esta postagem já está ficando muito longa. E, texto muito grande as pessoas não gostam de ler e mais uma vez coloco a relação com atividades enxadrísticas com o acréscimo da Escola Francisco de Souza Ramos que promove aulas de xadrez por meio do Professor de Educação Física:

1. ANASTÁCIO QUEIROZ;
2. IRMÃ THEODORA;
3. INACIO S. MOITA;
4. SÃO FRANCISCO;
5. ACY BARROS;
6. ANÍSIO TEIXEIRA;
7. DISNEYLANDIA;
8. GERALDO VELOSO;
9. AUGUSTO MORBACH;
10. JONATHAS PONTES;
11. HELOISA CASTRO;
12. PEQUENO PRINCIPE;
13. GASPAR VIANNA;
14. FUTURO;
15. ÊXITO;
16. ARTE E MANHAS;
17. DARCI RIBEIRO;
18. JUDITE G. LEITÃO;
19. LUTERANA;
20. LIBERDADE;
21. EMÍLIA FERRERO;
22. SILVINO SANTIS;
23. BASÍLIO MIGUEL;
24. MONTE CASTELO;
25. COLÉGIO ALVORADA;
26. PLÍNIO PINHEIRO;
27. JULIETA GOMES LEITÃO;
28. MADRE CELESTE;
29. MANOEL CORDEIRO;
30. JOSÉ MENDONÇA;
31. RIO TOCANTINS;
32. MARTINHO MOTA;
33. MANOEL CORDEIRO;
34. FRANCISCO DE SOUZA RAMOS.


Vejam algumas fotos da Cerimônia:
MELHORES DO CAMPEONATO MARABAENSE SUB-12
PREMIADOS PELO SR. PAULO CÉSAR DE CARVALHO LOPES
PRESIDENTE DO SINDICATO DO COMÉRCIO DE MARABÁ


MELHORES DO CAMPEONATO MARABAENSE SUB-14
PREMIADOS PELA GERENTE DO SESC SRª NEYLA RIBEIRO
E PELO DIRETOR DA ACIM SR. JOEL MARQUES

MELHORES DO CAMPEONATO MARABAENSE SUB-16
PREMIADOS PELO PRESIDENTE DO CLUBE DE XADREZ CAVALEIROS DA DAMA
MELHORES DO CAMPEONATO MARABAENSE SUB-18
PREMIADOS PELO SR. CARLOS ALESSANDER ALVES DA COSTA
PRESIDENTE DO CAVALEIROS DA DAMA
MELHORES DO CAMPEONATO MARABAENSE ABSOLUTO PREMIADOS PELA DIRETORA DA ESCOLA ARTES E MANHAS
OS CAMPEÕES, O REI ROBSON E A RAINHA ANA PAULA

REPÓRTER MARIA ALEXANDRA EM AÇÃO

UMA PESSOA MUITO ESPECIAL, PROFESSORA ROSANE OLIVEIRA

MINHA GRANDE AMIGA NILDA E A MINHA QUERIDA ESPOSA TANILZA