sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

257 - MELHORES ESCOLAS PÚBLICAS DE MARABÁ DO 6º AO 9º ANO

O Clube de Xadrez, a partir de levantamento realizado, apresenta o ranking com as melhores escolas do município de Marabá, considerando as notas do IDEB.


O índice reflete a qualidade do ensino praticado nas escolas. Assim, se você está escolhendo uma escola pública para matricular o seu filho, este ranking servirá para demonstrar a qualidade do ensino. Quanto mais elevadas as notas, melhor o ensino ofertado.




MEDALHA DE OURO
Na presente tabela estão, certamente, as três melhores escolas de Marabá do 6º ao 9º ano. A EMEF Duque de Caxias já apareceu, também, no ranking como melhor escola do 1º ao 5º ano. As notas ficaram acima da média municipal, nota 4,0 dígna de Medalha de Ouro.

Outros importantes destaques vão para as Escolas Anízio Teixeira e Salomé Carvalho, ambas com nota 4,7.

As demais Escolas recebe os parabéns por estarem acima da média municipal, nota 4,0. Mas, como saber se uma nota é boa? Quando ela está igual ou acima da nota 6 - que representa um ensino de qualidade.

É bom lembrar que as médias do Ensino Fundamental são:


MÉDIAS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO 
1ª a 4ª série é 4,6,
5ª a 8ª série é 4,0 e 
Ensino Médio é 3,6.

Se a nota da escola de seu filho for maior do que essas, já é um resultado razoável. Se for menor, é mais preocupante. O que importa, porém, é como a escola traçará suas metas a partir dos resultados, havendo melhora a cada ano. "Quando uma escola se depara com uma nota mais baixa ou mais alta que a escola vizinha, que recebe alunos com perfil semelhante ao dos seus, ela certamente vai se perguntar quais elementos foram determinantes para aquela nota, quais condições permitiram que um ou outro estabelecimento obtivesse melhor desempenho e, assim, poderá planejar as intervenções necessárias", sinaliza Reynaldo Fernandes, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).



AS TRÊS MELHORES ESCOLAS - HISTÓRICOS
EMEF DUQUE DE CAXIAS
4,0 em 2005;
4,1 em 2007 e em
4,9 em 2009

EMEF ANÍSIO TEIXEIRA
4,0 em 2005;
3,8 em 2007 e em
4,7 em 2009


EMEF SALOMÉ CARVALHO
3,7 em 2005;
3,8 em 2007 e
4,7 em 2009.


As escolas constantes na tabela ao lado, com notas abaixo da média municipal, apresentam situação preocupantes. Algumas estão bem próxima da média local. Parecem que precisam de muito pouco para alcançar melhor posição.

Entretanto, não se trata de uma escola com desempenho ruím. Podemos considerar preocupante, até. Está sinalizando que algo deixou de ser realizado ou que precisa melhorar sua estratégia de ensino.

As avaliações do IDEB vão, desde nota 0 até nota 10. Significa que, apenas a mudança da merenda por uma refeição razoável não vai fazer muita diferença.

Aliás, os pais poderiam estar conversando com os diretores para verem o que podem fazê-lo para contribuir com a estratégia de ensino-aprendizagem da Escola.

NOTAS MAIS BAIXAS
Escola Prof. Adão Machado da Silva com nota 2,9 registrada em 2009;
Escola Irmã Theodora com notas: 3,0 em 2005; 3,4 em 2007 e em 2009 nota 2,9;
Escola Prof. Raimundo Gomes 2009 nota 2,7 e a,
Escola Pedro Cavalcante com 2,3 em 2005; 2,9 em 2007 e em 2,3 em 2009.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

256 - IDEB - 24% DOS MUNICÍPIOS ESTÃO ABAIXO DA META NA 8ª SÉRIE

Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira (5/7/2010) mostram que, apesar da melhoria do país nos resultados, 24% dos municípios ficaram abaixo da meta estipulada para 2009. As notas se referem aos anos finais do ensino fundamental, que equivale à 5ª à 8ª série (6º ao 9º ano). Nos anos iniciais, da 1ª à 4ª (1º ao 5º ano) série, foram 15% das cidades.


No total, 5.404 municípios tiveram nota computada no Ideb na 4ª série. Nos anos finais, foram 5.450 municípios, segundos os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Parte dos municípios analisados pelo instituto ficou sem nota por não ter atingido quantidade suficiente de amostras para o cálculo.


O Ideb leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil.


Entre os municípios com as piores notas no Ideb 2009 na 4ª série estão cinco cidades da Bahia, duas do Piauí, duas da Paraíba e uma do Pará. A pior nota foi de Apuarema, na Bahia, com 0,5. A meta da cidade era 2,6. Em 2005, o município teve 2,1 e em 2007 teve 2,7. O Ideb é calculado a cada dois anos.

Na 8ª série, as piores notas foram registradas em cinco cidades da Bahia, três do Rio Grande do Norte, duas de Alagoas, uma da Paraíba, uma do Maranhão e uma de Sergipe. A nota mais baixa foi de Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, que teve 1,6. A meta do governo federal para a cidade em 2021 é 4,6, enquanto a do Brasil é 5,5.

Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro concentram os 20 municípios com as melhores notas no ensino fundamental. A melhor nota da 4ª série é de Dois Lajeados, no Rio Grande do Sul, com 7,3, e na 8ª série é de Jeriquara, em São Paulo, com 6,6.






ENSINO MÉDIO


No ensino médio, o estudo aponta que Roraima, Piauí, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro tiveram resultado negativo com relação às metas estipuladas para 2009. Os outros estados atingiram a meta ou superaram a nota. A pior nota estadual é a do Piauí, que atingiu a nota 3, e cuja meta era 3,1. Em 2005 e 2007, o estado atingiu 2,9. A escala vai de 0 a 10.

A meta do governo federal para o país no ensino médio em 2021 é chegar a 5,2. A nota de países desenvolvidos é 6. O estado com a melhor nota nesse ciclo foi o Paraná, com 4,2, que superou a meta para 2009 em 0,5 ponto.


Nos anos iniciais do ensino fundamental, todos os estados superaram as metas do governo. Nos anos finais, Rondônia, Pará e Amapá ficaram abaixo da meta. O ensino médio foi o ciclo educacional com pior desempenho no país, segundo os dados do Ideb. A situação é preocupante, de acordo com especialistas em educação.


Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/07/ideb-mostra-que-24-dos-municipios-estao-abaixo-da-meta-na-8-serie.html


Em breve relação do IDEB das Escolas de Marabá

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

255 - POR DENTRO DO IDEB - QUALIDADE NO ENSINO

O QUE É


07/07/2010 10:30



Texto: Sandra Soares e Eliane Scardovelli


 O IDEB É UM DOS PILARES DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO



O Ideb foi criado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em 2007, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Ele é calculado com base na taxa de rendimento escolar (aprovação e evasão) e no desempenho dos alunos no SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e na Prova Brasil. Ou seja, quanto maior for a nota da instituição no teste e quanto menos repetências e desistências ela registrar, melhor será a sua classificação, numa escala de zero a dez. O mecanismo foi muito bem avaliado por especialistas justamente por unir esses fatores. Sendo assim, se uma escola passar seus alunos de ano sem que eles tenham realmente aprendido, por exemplo, isso ficará claro a partir da análise do desempenho dela no Ideb.

PARA QUE SERVE
 
O índice permite um mapeamento detalhado da educação brasileira, com dados por escolas, municípios e estados, além de identificar quem são os que mais precisam de investimentos e cobrar resultados. A Prova Brasil e o SAEB são aplicados a cada dois anos. A coleta e compilação dos dados demora cerca de um ano. Quando o IDEB foi criado, foram utilizados os dados de 2005, divulgados em 2006. Em 2008, saíram os resultados de 2007. Em 2010, foram divulgados os resultados de 2009.
 

COMO DEVE SER USADO

Para os pais, o Ideb é uma excelente ferramenta para orientar a escolha de qual escola matricular seus filhos e também para estimulá-los a cobrar, dos governantes e dos diretores das instituições, melhorias. Aos responsáveis pelas escolas, o índice aponta bons exemplos que merecem ser seguidos (colégios que precisam se aperfeiçoar podem pesquisar boas iniciativas em seus vizinhos mais bem colocados no ranking). Além de instrumento de análise, o Ideb é também um sistema de metas. As metas são estipuladas de acordo com o patamar atual de cada instituição, mas todas devem melhorar seus índices. O Ideb ainda ajuda prefeitos e governadores a radiografar quais são as escolas problemáticas e promissoras de sua rede.
 
  COMO EVOLUIU  
Os resultados mais recentes apontam as seguintes médias:
 
4,6 para as séries iniciais do Ensino Fundamental,
4,0 para as últimas séries do Ensino Fundamental e
3,6 para o Ensino Médio.
 
Em 2005, as médias eram mais baixas: 3,8; 3,5 e 3,4, respectivamente. Em 2007, elas cresceram para 4,2, 3,8 e 3,5. Nos últimos quatro anos, os números cresceram em todas as etapas do ensino. Tanto que, no geral, os objetivos previstos para 2009 foram atingidos antes da hora.
 
Apesar disso, os números ainda são muito inferiores aos dos países desenvolvidos, que apresentam média 6,0. O objetivo é alcançar essa marca até 2021.
 
 
O QUE É PRECISO PARA DAR CERTO
 
Estados e municípios devem usar os resultados do índice como parâmetro para orientar a melhoraria do ensino em sua rede. Uma análise das instituições campeãs do ranking mostra que medidas simples trazem resultado. O que essas escolas têm de diferente, no geral, é seu empenho em ensinar, ou seja, o compromisso de cada educador com seus alunos. Traduzindo em exemplos: nesses colégios mais bem colocados, a média de permanência do diretor no cargo é de no mínimo três anos, contra a média nacional de doze meses. Outro: neles lê-se pelo menos quatro livros por semestre, enquanto a maior parte das escolas brasileiras não faz exigência de leitura. A porcentagem de professores com curso superior completo também é maior nos endereços mais próximos da excelência (92% contra a média nacional de 68%).

Obs.: Em breve postaremos mais sobre as notas do IDEB, das escolas marabaenses do Ensino Fundamental: do 1º ao 5º e do 6º ao 9º ano.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

254 - ENSINO INTEGRAL AVANÇA NO PAÍS, MAS FICA LONGE DE META

21/12/2010 - 11h39


Folha de São Paulo
FÁBIO TAKAHASHI - DE SÃO PAULO
ANGELA PINHO - DE BRASÍLIA
Levantamento divulgado ontem pelo Ministério da Educação aponta que o número de alunos de escolas públicas com período integral cresceu 16% em um ano.
Mesmo com o aumento, só 6% dos alunos têm hoje ao menos sete horas diárias de jornada, ante as tradicionais quatro. Plano Nacional de Educação, enviado pelo Executivo ao Congresso, prevê que suba a 50% até 2020.
O Chile, melhor sul-americano em exames internacionais, já tem a maioria dos alunos do ensino médio em uma jornada ampliada.
O MEC avaliou como positiva a evolução apresentada no Censo Escolar 2010. Segundo a pasta, essa modalidade cresce devido a incentivos financeiros às escolas com jornada maior.


"A evolução é positiva, mas preocupa como a jornada tem sido aumentada", diz a pesquisadora da USP Maria Letícia Nascimento. "Em geral, não há projeto adequado para as horas extras."


Em tese defendida na USP, a pesquisadora Ana Maria de Paiva Franco mostrou que quem estuda mais de cinco horas na rede privada alcança melhor nota, mas na pública isso não se repete.


"O desafio para aumentar o crescimento é encontrar professor. Já há dificuldade no tempo parcial, em quantidade e qualidade", disse o presidente da ONG Todos pela Educação, Mozart Neves.


O Censo mostrou também que caíram as matrículas da educação básica, resultado da redução da repetência e da mudança na metodologia, segundo o governo.


O MEC mostrou preocupação com a queda de 7% na EJA (antigo supletivo).


A redução pode prejudicar o país no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que considera a escolaridade dos adultos.




20/12/2010
Folha de São Paulo
NÚMERO DE MATRÍCULAS NO ENSINO PÚBLICO REGULAR CAI 2,54% - CRECHES TÊM ALTA




O número de alunos matriculados na rede pública regular de ensino caiu 2,54% entre 2009 e 2010 (de 39.830.989 para 38.816.041 alunos), somando as matrículas em creches, pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. Das três fases de ensino, comparadas isoladamente, apenas as matrículas em creches registraram alta.


Os números são do resultado final do Censo Escolar 2010, publicado nesta segunda-feira em portaria no "Diário Oficial da União". O levantamento é feito anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), ligado ao Ministério da Educação.




O número de matrículas na pré-escola caiu 4,47% (de 3.717.105 para 3.550.942 matriculados). No ensino fundamental, a redução foi de 3,39% (de 27.612.066 para 26.675.320 alunos). O ensino médio teve a menor redução: 0,15% (de 7.254.184 para 7.242.808 matrículas). Já as matrículas em creche registraram alta de 7,96% (de 1.247.634 para 1.346.971alunos).


Ainda segundo o Censo Escolar, somando a rede regular com a educação para jovens e adultos (EJA) e o ensino especial, o Brasil tem 42,9 milhões de alunos matriculados.


A imagem retratada pelo censo continua sendo a de um funil: o sistema escolar brasileiro tem quase o dobro de alunos nos anos iniciais do ensino fundamental em comparação com as matrículas no ensino médio. De acordo com os dados, coletados entre maio e agosto deste ano, o país registrava 13,4 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano; com crianças a partir dos 6 anos) e 7,1 milhões de matrículas no ensino médio (1º ao 3º ano).


Os dados do Censo Escolar são coletados pela internet (sistema Educacenso). Segundo o Inep, além de dados sobre matrícula, as escolas enviam informações sobre os professores em regência de aula, as condições físicas da escola e dados sobre cada um de seus alunos, incluindo: nome completo, data de nascimento, sexo, cor/raça, nome dos pais, naturalidade, endereço residencial, necessidades de atendimento escolar diferenciado, utilização de transporte público, necessidades educacionais especiais e rendimento escolar do ano anterior.

253 - A CHAGA DA EDUCAÇÃO

Editorial da Revista ISTOÉ


Carlos José Marques, diretor editorial
Fonte: Revista Istoé 2144 de 15 de dezembro de 2010


Extenuante, incompatível com o excepcional momento de avanço do país, a tragédia da educação brasileira – que se arrasta secularmente desde a colonização – continua a exibir sem retoques suas marcas. Na semana passada, de maneira vergonhosa, o Brasil voltou a figurar no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). Estava na rabeira! Entre as 65 nações analisadas, o Brasil era o 53º colocado.

Segundo a organização que elabora o levantamento, os jovens brasileiros estão ao menos três anos defasados em relação aos chineses no campo da leitura. A maior parte deles (69,1% do total) ficou no Nível 1 de conhecimentos de matemática, em uma escala com seis graus de pontuação. A qualidade de ensino por aqui se mostrou tão ruim que, entre os 20 mil alunos brasileiros participantes da bateria de provas, mais da metade não passou da primeira etapa. Um desempenho sofrível tanto de alunos de escolas públicas como de escolas privadas. Enquanto a média mundial de pontos no exame girou no patamar de 496 acertos, a brasileira ficou na casa de 401. Demonstração inequívoca de que o País relegou sim a um segundo plano o preparo adequado de seu futuro.

Os candidatos brasileiros apanharam feio e situaram-se atrás de estudantes da Tailândia, do Uruguai, da Colômbia, do Azerbaijão, da Turquia, do Casaquistão, de Trinidad e Tobago, do Chile. É melhor parar por aqui para estancar a humilhação. A síntese do problema chama-se investimento no aprendizado. A capacitação, o conhecimento dos alunos que saem de colégios nacionais e das inúmeras faculdades que não param de aparecer – como caça-níqueis enganosos, vendendo diploma em troca de nada – é, para dizer o mínimo, lamentável. Invariavelmente, os que almejam galgar melhores posições no mercado precisam passar por cursos extracurriculares, quase sempre no Exterior. Curiosamente, hoje no mundo corporativo a grande discussão trata da falta de mão de obra qualificada. Um mal para o qual a única saída é uma mobilização geral – de governantes, instituições de ensino e, especialmente, empresas – que priorize recursos para a área. O diagnóstico da chaga não é novo. Surpreendente é a apatia, o descaso, a quase inércia que toma conta do País diante do mal maior, que conspira contra o seu próprio desenvolvimento.


O MINISTRO RESPONDE


(Texto presente na mesma revista)


TOMA-LÁ-DÁ-CÁ


FERNANDO HADDAD, ministro da Educação


IstoÉ - Por que os estudantes têm dificuldade em leitura e matemática?
Haddad - Apesar dos avanços, é preciso reconhecer que nossa dívida educacional é secular. Por isso, temos apontado a necessidade de trabalhar ainda mais na valorização do magistério.


IstoÉ - O que fazer para tirar o Brasil do fim da fila?
Haddad - Não é bem assim. Enquanto o Brasil melhorou, nossos vizinhos, à exceção do Chile, permaneceram no mesmo patamar de 2000.


IstoÉ - É possível elevar o investimento em educação para 7% do PIB?
Haddad - Entendo que 7% do PIB anual é uma meta factível. No governo Lula, o investimento em educação já evoluiu de forma consistente.


E aí, respondeu? Convenceu-se?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

252 - PNE PROMETE ENSINO INTEGRAL PARA 50% DAS ESCOLAS ATÉ 2020

A educação em tempo integral deverá ser oferecida em 50% das escolas públicas e os cargos de direção ocupados mediantes critérios técnicos, mérito e desempenho, investir na valorização e formação dos profissionais do magistério, atingindo a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Estas são algumas das 20 metas que constam do projeto de lei do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e que devem ser alcançadas até 2020. O PNE foi apresentado ao presidente Lula na manhã desta quarta-feira 15, pelo ministro Fernando Haddad, da Educação.




AS 20 METAS DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO


1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.










2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.


3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.


4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.


5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.


6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.


7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)


8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.


9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.


10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.


11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.


12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.


13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. Sete estratégias.


14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Nove estratégias.


15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.


16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.


17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.


18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.


19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.


20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

251 - PROF. MÁRIO CARDOSO É PREMIADO NO 2º PRÊMIO BRASIL

2º PRÊMIO BRASIL DE ESPORTE E LAZER DE INCLUSÃO SOCIAL


O Estado do Pará foi reconhecido e homenageado na tarde desta sexta-feira (16), em solenidade realizada no belíssimo auditório do Kubistchek Plaza, em Brasília, com a presença do ministro do Esporte, Orlando Silva e a secretária nacional de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer, Rejane Penna Rodrigues. O Pará foi selecionado dentre os 51 trabalhos vencedores do 2º Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social através do trabalho realizado pelo PROFESSOR MÁRIO CARDOSO, importante baluarte do xadrez escolar paraense.


É apenas a segunda versão do Prêmio Brasil, promovido pelo Ministério do Esporte que homenageia os vencedores em cada uma das cinco categorias concorrentes da 2ª edição do Prêmio Brasil de Esporte e Lazer de Inclusão Social. Com o dobro de participantes em relação a 2009, esta 2ª edição registrou 222 trabalhos, sendo 182 aprovados. Na edição passada participaram 145 autores com 90 trabalhos.
O ministro Orlando Silva, por sua vez, ressaltou que a iniciativa é uma importante contribuição do governo federal para consolidar o esporte e lazer como um direito constitucional. Ele elogiou o trabalho desenvolvido pela Secretaria Nacional de Desenvolvimento e de Lazer. “As ações desenvolvidas pela SNDEL nos enchem de orgulho e não nos deixam dever a nenhuma secretaria nessa área, no mundo”, disse.
Rejane Penna Rodrigues afirmou que o prêmio se consolida como importante condecoração para o país. “O Brasil conquistou avanços com a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, fato que, segundo ela, são trabalhos que apontam a corresponsabilidade de todos nós na conquista da cidadania por meio de ações que visam a construção do esporte e do lazer.”
Para a secretária Nacional de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer (SNDEL), Rejane Penna Rodrigues, o aumento do número de participantes reflete a realidade do momento em que vive o Brasil do futuro, ou seja, o novo formato de desenvolvimento está sendo traçado em função das oportunidades criadas pelos megaeventos esportivos, como Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016, que também representam um legado social.



CATEGORIAS DOS TRABALHOS
“Dissertação, Tese e Pesquisa Independente”,
“Monografia de graduação e de Especialização”,
“Relatos de Experiência”,
“Ensaio” e “Mídias”, sendo esta última dividida entre:
Jornalismo Impresso,
Telejornalismo,
Fotojornalismo,
Webjornalismo e
Audiovisual Educativo.


O julgamento foi feito segundo os critérios de avaliação, relevância, viabilidade, inovação, fundamentação e argumentação crítica, qualidades lingüística e visual.


O paraense Mário Cardoso foi agraciado dentro da categoria “Relatos de Experiência”, enchendo todos os enxadristas do Estado do Pará de enorme satisfação.


Durante a cerimônia o ministro agradeceu aos pesquisadores, professores, universitários e gestores participantes pela “brilhante contribuição que deram ao esporte nacional.”


O presidente Lula estava sendo aguardado por todos os presentes. Por conta de sua indisponibilidade encaminhou uma mensagem destinada a todos os participantes, parabenizando-os pelo empenho em colaborar, com seus trabalhos, com a política pública para o Esporte e o Lazer.


Na correspondência, o presidente destacou a importância do esporte na vida das pessoas como um direito que todos os brasileiros devem ter. Não apenas de assistir e torcer, mas também praticar. “O Prêmio Brasil é um excelente estímulo aos profissionais que trabalham para que o esporte se consolide como uma forma de inclusão social.”


O Clube de Xadrez Marabá aguarda o envio de fotos de um assessor parlamentar que esteve presente na cerimônia. E assim que recebermos estaremos postando-as com grande alegria. Esta é a única maneira que temos para expressar nosso orgulho e satisfação pelos relevantes trabalhos do Mestre Mário Cardoso.

domingo, 12 de dezembro de 2010

250 - BRASIL - EDUCAÇÃO COM ÍNDICES DE PAÍSES DE TERCEIRO MUNDO

O Ensino Brasileiro apresentou melhorias nas disciplinas de leitura, matemática e ciências, apenas, em se comparando com seus próprios resultados anteriores


Baseado no texto de: Rafael Targino - Em São Paulo
 http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/08/pisa-2009-meninas-superam-meninos-em-leitura-mas-perdem-em-matematica-e-ciencias.jhtm


A nação brasileira, devagarinho, vai despertando para algo de muita importância para uma nação soberana: a Educação. Todos os políticos prometem melhorias nas escolas, condições de trabalho, merenda e até nos salários dos mestres. Tudo parece ser paliativo perante um modelo de ensino ultrapassado.


Os políticos procuram inovar com propostas mirabolantes, como se o ensino brasileiro fosse um laboratório. Tudo para passar uma imagem que estão resolvendo o problema do baixo desempenho do ensino brasileiro. No entanto, ainda temos a escola como um espaço pouco atrativo, com elevado índice de evasão e notas baixas.


A evolução no ensino chegou a alcançar em alguns casos, a meta estabelecida pelo Plano de Desenvolvimento do Ensino. Isto já demonstra uma sensível melhoria, ou seja, melhorou apenas em si comparando com os dados de anos anteriores. Poucos Estados alcançaram esta meta. Ainda assim, está longe dos índices de países desenvolvidos, da OCDE, no gráfico ao lado.


Algumas medidas até parecem bem intencionadas como colocar na mesma sala de aula dois professores, doação de uniformes, mochilas, agendas ou até mesmo transformar a merenda em uma refeição escolar. Imaginam que a escola é um restaurante popular e que na sala de aula precisa de um mestre e de um ajudante, ou seja, não encarando o problema seriíssimo da educação com soluções eficientes. O ensino em apenas um período apresenta os resultados que conhecemos: notas baixas. Como podermos ver no gráfico, o ensino está longe de melhorar e, gera enormes problemas sociais, longe de desenvolver a sociedade como um todo. Então, uma grande medida, seria investir na jornada integral.


O ensino brasileiro considera um modelo dito como ultrapassado. O mestre é o senhor do saber, aquele que dá aulas expositivas considerando o aluno apenas como repositório do conhecimento. Mas, o resultado que aponta que o Ensino ainda está abaixo das médias das nações desenvolvidas revela que é preciso ousar, coisa que o ministro Fernando Haddad não pode fazer, envolvido com tantos problemas no ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio.


O resultado que está sendo divulgado, do desempenho nas disciplinas de matemática, ciências e leitura não credencia a manutenção de Haddad no ministério da Educação. O Brasil melhorou seu desempenho na comparação consigo mesmo, ou seja, não avançou acima das médias mundiais.


Entre as 64 nações participantes do PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos o Brasil continua em 53º lugar no ranking de ciências. O resultado foi divulgado nesta 3ª feira (7). O exame, feito pela OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, avaliou em 2009 o conhecimento de cerca de 470 mil estudantes em leitura, ciências e matemática de 65 países.




COMO É FEITO OS EXAMES


Em ciências, são examinados o conhecimento adquirido e a capacidade de usar esse conhecimento efetivamente. Assim como em matemática, os níveis de proficiências avaliados podem ir de 1 a 6.


O conhecimento na disciplina no Brasil é semelhante ao de países como Trinidad e Tobago, Colômbia, Montenegro, Argentina, Tunísia e Cazaquistão. Não dá para comemorar.


Dentre os países latino-americanos, Chile (44º), Uruguai (48º) e México (50º) tiveram melhor desempenho que o Brasil. Colômbia (54º), Argentina (55º), Panamá (62º) e Peru (64º) tiveram resultados piores.


O QUE É


O Pisa busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade tanto de países membro da OCDE quanto de países parceiros. Essa é a quarta edição do exame, que é corrigido pela TRI (Teoria de Resposta ao Item). O método é utilizado também na correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio): quanto mais distante o resultado ficar da média estipulada, melhor (ou pior) será a nota.


A avaliação já foi aplicada nos anos de 2000, 2003 e 2006. Os dados divulgados hoje foram baseados em avaliações feitas em 2009, com 470 mil estudantes de 65 países. A cada ano é dada uma ênfase para uma disciplina: neste ano, foi a vez de leitura.




PAÍSES PARTICIPANTES


Dentre os países membros da OCDE, estão Alemanha, Grécia, Chile, Coréia do Sul, México, Holanda e Polônia, dentre outros. Dentre os países parceiros, estão Argentina, Brasil, China, Peru, Qatar e Sérvia, dentre outros.

249 - RANKING DOS ESTADOS BRASILEIROS AVALIADOS PELO PISA

Algumas poucas unidades da federação poderão comemorar o atingimento ou superação das  metas do PDE - Programa de Desenvolvimento da Educação. A grande maioria ficou muito abaixo, conforme avaliação do PISA 2009.


O melhor desempenho da Região Norte no PISA ficou por conta do Estado de Rondônia, em 11º lugar, registrou:


398,7 pts em Leitura - média nacional 412,0 pts;
379,1 pts em Matemática - média nacional 386 pts;
397,7 pts em Ciências - média nacional 352,7 pts.


O ranking ao lado foi realizado com base na soma de pontos das três disciplinas e dividido por três.


Para realizar este levantamento, conforme quadro ao lado, tivemos acessos às informações do seguinte endereço: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/12/07/pisa-2009-os-numeros-da-educacao-no-brasil-923214119.asp 


Fica evidente, portanto, que a Educação brasileira é de baixa qualidade, em se comparada a de países desenvolvidos, principalmente nos estados que compõem as regiões Norte e Nordeste.


Que a educação não é motivo de orgulho, isto é óbvio. Porém, ficarmos indiferentes é que é dramático. Nossa soberania dependerá do nível de desenvolvimento de nossa população. Dizer que está melhorando é normal. Difícil é dizer que está longe do nível dos países desenvolvidos. Para que a educação possa melhorar pode-se chegar a inúmeras sugestões. Cada um fazendo ao seu modo e sem resultados expressivos.


Uma lei foi proposta pelo senador Cristovam Buarque dormita em alguma gaveta esquecida do Senado Federal. Trata de uma proposição: de que os filhos de políticos eleitos tenham por força de lei, de matricular seus filhos em escolas públicas. Desta forma o político iria rapidamente perceber as deficiências e saberia como solucioná-las. É simples.


O PISA, sigla do Programme for International Student Assessment, que, em português, foi traduzido como Programa Internacional de Avaliação de Alunos, é um programa internacional de avaliação comparada aplicado a estudantes da 7ª série em diante, na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.


Esse programa é desenvolvido e coordenado internacionalmente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), havendo em cada país participante uma coordenação nacional. No Brasil, o PISA é coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


As avaliações do PISA acontecem a cada três anos e abrangem três domínios do conhecimento – Leitura, Matemática e Ciências – havendo, a cada edição do programa, maior ênfase em cada uma dessas áreas. Em 2000, o foco era na Leitura; em 2003, Matemática; e em 2006, Ciências.





O PISA 2009 inicia um novo ciclo do programa, com a ênfase novamente recaindo sobre o domínio de Leitura.


O objetivo principal do PISA é produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação ministrada nos países participantes, de modo a subsidiar políticas de melhoria da educação. A avaliação procura verificar até que ponto as escolas de cada país participante estão preparando seus jovens para exercerem o papel de cidadãos na sociedade contemporânea.


O PISA é desenhado a partir de um modelo dinâmico de aprendizagem, no qual novos conhecimentos e habilidades devem ser continuamente adquiridos para uma adaptação bem sucedida em um mundo em constante transformação. Para serem aprendizes efetivos por toda a vida, os jovens precisam de uma base sólida em domínios-chave, e devem ser capazes de organizar e gerir seu aprendizado, o que requer consciência da própria capacidade de raciocínio e de estratégias e métodos de aprendizado.


A avaliação aborda múltiplos aspectos dos resultados educacionais, buscando verificar o que chamamos de letramento em Leitura, Matemática e Ciências.


O termo “letramento” pretende refletir a amplitude dos conhecimentos, habilidades e competências que estão sendo avaliados. O PISA procura ir além do conhecimento escolar, examinando a capacidade dos alunos de analisar, raciocinar e refletir ativamente sobre seus conhecimentos e experiências, enfocando competências que serão relevantes para suas vidas futuras.

248 - Estados do Norte e Nordeste - piores no ranking da Educação

Baseado no texto de: Amanda Cieglinski - Da Agência Brasil - Em Brasília


http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/07/alunos-do-df-alcancam-melhor-resultado-no-pisa.jhtm




Os alunos do Distrito Federal foram os que atingiram a melhor média entre os 20 mil brasileiros que participaram do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) em 2009. Os resultados foram divulgados hoje (7). A prova é aplicada a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.


Média, considerando as três disciplinas os destaques nacionais foram o Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Outros estados também ficaram muito bem avaliados: Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás.






MELHORES DESEMPENHOS


Considerando as três disciplinas, nenhum estado da região norte ou nordeste entre os 05 melhores desempenhos:




DISTRITO FEDERAL 439 pontos – 38 acima da nacional.
SANTA CATARINA 428
RIO GRANDE DO SUL 424
MINAS GERAIS 422
PARANÁ 417.






Em 2009, o Brasil aumentou o plano amostral e o número de alunos participantes para que os resultados do Pisa pudessem ser comparados por estado.






No fim da lista, ficaram os estudantes de Alagoas e do Maranhão que obtiveram a menor nota – 354 e 355 pontos respectivamente. Na sequência, aparecem o Acre, o Amazonas e o Rio Grande do Norte, todos com média 371. Os resultados inferiores do estado do Norte e Nordeste são reflexos do baixo investimento que foi feito nessas regiões nos últimos anos, segundo o ministro da Educação Fernando Haddad.


“É muito injusto cobrar do Norte e do Nordeste um desempenho comparável com o do Sul e do Sudeste, sabendo que só muito recentemente nós estamos dando as condições para que esses estados possam formular políticas educacionais consistentes. Vamos corrigir as desigualdades garantindo que não importa onde a criança nasça o investimento público seja o mesmo”, disse o ministro ao se referir ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Criado em 2006, ele repassa recursos aos estados mais pobres que não conseguem investir um valor mínimo por aluno ao ano.




RONDÔNIA É O DESTAQUE DA REGIÃO NORTE


Rondônia parece que vem descobrindo o caminho das pedras na melhoria do seu sistema educacional. O Estado conta com 1.562.417 habitantes (2006), possui área de 237.576,167 em km² e densidade demográfica de 6,6 habitantes por km², possui apenas 52 municípios. Suas principais atividades econômicas são a agricultura, pecuária e extrativismo vegetal e mineral. O seu índice de analfabetismo é 8,6% (2001).


No ranking formado com base nas avaliações do PISA 2009, o Estado de Rondônia conseguiu o 11º lugar com as seguintes notas


Leitura  398,7 pts. A média nacional é de 412 pts. O desempenho ficou abaixo da média nacional;
Matemática 379,1 pts. A média nacional é de 386,0. Também ficou abaixo da média;
Ciências 397,7 pts. A média nacional é de 352,7. Foram 45 pontos acima da média nacional.




TOCANTINS SEGUNDO MELHOR DESEMPENHO DO NORTE


O segundo melhor desempenho do Norte ficou com o mais novo estado do Brasil, o Tocantins. Possui população de 1.305.728 habitantes (2005), área de 277.620,914 km² e 139 municípios. Suas
principais atividades econômicas são a agricultura, pecuária e o extrativismo. Ainda assim, tem elevado índice de analfabetismo:17% (2000). Conquistou o 15º lugar no ranking nacional com média de 382,0 pontos. Suas notas foram:


Leitura 390,7 pts. A média nacional é de 412 pts. O desempenho ficou abaixo da média nacional;


Matemática 363,4 pts. A média nacional é de 386,0. Também ficou abaixo da média;
Ciências 392,2 pts. A média nacional é de 352,7. Foram 39,5 pontos acima da média nacional.




AMAPÁ COMEMORA 3º MELHOR DESEMPENHO DA REGIÃO NORTE


Com uma população estimada de 615.715 (2006) e uma área de apenas 142.814,585 km², possui apenas  16 municípios. Tem como principais atividades econômicas o extrativismo vegetal (castanha-do-para e madeira) e mineral (manganês). Índice de analfabetismo de 9,2% (2000).


O Amapá é um dos destaques da região Norte e conseguiu o 17º lugar no ranking nacional. Sua educação foi avaliado e obteve as seguintes notas


Leitura 362,6 pts. A média nacional é de 412 pts. O desempenho ficou abaixo da média nacional;


Matemática 365,3 pts. A média nacional é de 386,0. Também ficou abaixo da média;
Ciências 378,2 pts. A média nacional é de 352,7. Foram 25 pontos acima da média nacional.




O ESTADO DO PARÁ 4º DA REGIÃO NORTE E 19º NO RANKING NACIONAL
 
Com morador de um município do Estado do Pará, do interior. Presenciando as notícias da Educação, com sucessivas trocas de secretários de educação, falta de professores e aumento da violência, dá para imaginar que não havia e portanto, não foi posto em prática um projeto para melhora do ensino, têmos um Estado RICO com uma população POBRE. Com uma riqueza altamente concentrada nas mãos de poucos, a população padece com a falta de políticas públicas.
 
Enquanto dirigente do Clube de Xadrez estamos procurando até o dia de hoje, contato com o Secretário de Educação. Tá difícil, mais não vamos desistir. O resultado do afastamento das autoridades de sua população resulta nisto que estamos vendo: uma educação muíto ruím; elevados índices de violência e alta concentração de riquezas.  
 
O grandioso Estado da Região Norte, o Pará, detém uma área de 1.247.689,5 km² e uma população de  7.110.465 habitantes (2006) e apenas 143 municípios. O Estado é rico, muito rico econômicamente falando, suas principais atividades econômicas a agricultura, pecuária, extrativismo e mineração e 10,6% de analfabetismo:10,6% (2003).


A prova de que o nível de educação é ruím, vem nos números do PISA 2009, vejam abaixo:


Leitura 383,4 pts. A média nacional é de 412 pts. O desempenho ficou abaixo da média nacional;


Matemática 362,8 pts. A média nacional é de 386,0. Também ficou abaixo da média;
Ciências 381,8 pts. A média nacional é de 352,7. Foram 29,1 pontos acima da média nacional.


TODO ESTADO TEM ESPAÇO PARA MELHORAR


Na avaliação do ministro, todo estado, “tem espaço para melhorar”. “O importante é o movimento de buscar a excelência”, afirmou. Realmente ele tem razão. Mas, o que está sendo feito já sabemos do resultado final e, tem que melhorar muito. Precisa de um projeto nacional de ensino em jornada dupla, integral, com o ensino nos dois períodos, manhã e tarde, pelo menos. Assim, tanto melhoraremos a educação como o social. Retirando as crianças e adolescentes das ruas. Mas, parece que este não é o pensamento do ministro, pena.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

247 - MAL EXEMPLO NO ESPORTE - MANO MENEZES REPETE DUNGA

Está virando moda no Brasil, treinadores que chegam à Seleção Brasileira de Futebol, antes desconhecidos e sem nenhum patrocínio, antes, fazerem comerciais na TV. Mas, o problema não é este, trata-se justamente do patrocínio de bebidas alcoolicas. A ampla exposição na mídia passa uma mensagem aos jovens, sobre o consumo de cervejas.


Na Era Dunga, no comercial da TV o técnico gritava: Eu falo pouco, mais falo como Guerreiro. Eu quero raça. Os jogadores, após se exercitarem e dançarem, o goleiro Júlio César, perguntava: Nós somos o quê? E todos respondiam: Guerreiros.... Guerreiros... Participaram do comercial da Brahma os guerreiros de Dunga: Luís Fabiano e Júlio César.


Como treinador de futebol o Dunga teve rendimento anual de R$ 1.750.000,00 e, vários contratos de publicidade. Aparentemente não precisaria sua ligação do Futebol com a Cerveja. Mas, digo-vos isto por conta do forte apelo da Seleção junto aos jovens.


O comercial era costurado com apresentações de pessoas bebendo e terminava com a garrafa Brahma quando a alegria encontra a raça, não tem prá ninguém. Brahma sabor de ser brasileiro.


O MAL EXEMPLO CONTINUA
O treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes, que não fica com a cara vermelha de vergonha, embora vista a cor da cerveja – que deveria servir de exemplo para seus comandados – tornou-se “embaixador” de uma marca de cervejas, a Kaiser.


O Mano Menezes ultrapassa limites éticos e faz uma convocação: Convoco vocês a renovarem seus conceitos e opiniões. Vamos escalar a KAISER para os nossos momentos de lazer e descontração. O vídeo mostra o treinador com uma linguagem futebolísta, parece que está falando de futebol. Mas, não é. Esta foi uma forma de incultir no telespectador uma espécie de mensagem subliminar. O cara tá falando é da cerveja.


Acredito que o cara já possua muita grana e poderia escolher os comerciais nos quais possa perpassar valores humanos de solidariedade, de ética, respeito, sustentabilidade e etc. Não pensar apenas na grana preta.


O Mano poderia se mostrar diferente e grande, deveria ter recusado esta proposta. Ficou pequeno. Parecendo como um anão.


Não dá para misturar incentivo ao consumo de bebidas alcoolicas com uma seleção que estimula garotos a praticarem esporte. E que costumam imitar a maneira de se portar de seus ídolos.


Será que o filme vai se repetir em sua totalidade. Será que vamos ficar com cara de bobos novamente?


Precisamos rever nossos conceitos em relação aos nossos representantes. Infelizmente o que está na mente do Mano é apenas dinheiro. Valores apenas monetários. Que pena!