quinta-feira, 21 de outubro de 2010

224 - Parabéns, 21 anos anos de história do Clube de Xadrez Marabá

Hoje é o Aniversário do Clube de Xadrez, mais uma vez temos um evento enxadrístico para comemorar. O Torneio 21 de outubro reunirá enxadristas para mais uma comemoração em clima festivo e amistoso onde espera uma reunião gostosa e que sirva para uma reflexão do nosso querido clube esportivo.


O Torneio acontecerá na Praça da Folha 27 - Banca de Revistas Alvorada a partir das 18h00. O patrocínio das premiação e bolo comemorativo ao evento ficou a cargo da Banca de Revistas Alvorada do amigo José Carneiro, Corpo & Seda Moda Fashion Ltda, empresária Tanilza Maria Rodrigues e, Requinte Store Confecções Ltda, empresários Lena e Arnilson.



Na programação comemorativa ao aniversário de 20 anos de aniversário do Clube de Xadrez Marabá, realizado no dia 25 de outubro de 2009, na Praça São Francisco, Cidade Nova, brilhou a estrela do militar Carlos Eduardo Carneiro Ramalho, vencedor do TORNEIO DE XADREZ ABERTO CIDADE DE MARABÁ.


O torneio contou com a participação de 11 (onze) enxadristas, pelo Sistema Suíço em 05 rodadas com o tempo de 20 minutos de reflexão. A classificação ficou assim: Campeão Carlos Eduardo Carneiro Ramalho, em 2º lugar Raimundo Holanda, (amapaense de passagem por Marabá); em 3º lugar Carlos Jorge da Silva Martins; 4° Welderson Pereira dos Santos; 5° José Carneiro de Souza; 6° Antonio Carlos Matoso; 7° Lucas Medeiros; 8° Vinicius Rodrigues de Assis; 9°Jadson Souza Aguirra; 10° Matheus Henriques Barreiras Souza e 11° Jaqueline Iasmin Souza Aguirra.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

223 - TORNEIO DE XADREZ NO DIA 21 DE OUTUBRO

Pode até parecer não ser tão importante, tão significativo, o fato de estarmos celebrando o aniversário de 21 anos de existência do Clube de Xadrez Marabá é algo extraordinário. O Esporte amador não recebe apoio e nem atenção das autoridades. E continuar existindo por 21 anos tem que comemorar.


A comemoração será com a realização de TORNEIO 21 DE OUTUBRO, na categoria absoluto, na modalidade relâmpago, aberta a participação de enxadristas de todas as idades de ambos os sexos.




Será realizado em Praça pública, na Folha 27, proximidades da Banca de Revistas Alvorada a partir das 18h00. Para se inscrever o atleta precisa chegar minutos antes do evento e entregar 02 kg de alimentos não perecíveis que serão doados ao LAR DOS VICENTINOS.


A premiação que consistirá em um TROFÉU e MEDALHAS, serão entregues logo após o encerramento do certame.


O Clube agradece a todos que deram a sua contribuição para a existência e a realização de grandes eventos. Nossa maior alegria foi estar presentes ao longos destes 21 anos promovendo o enxadrismo em Marabá e diversos municípios atendendo a um público de aproximadamente 10.000 mil pessoas que aprenderam e agora jogam este nobre esporte.


Enfim, pelas graças de Deus pedimos um caminho melhor para o Enxadrismo em Marabá, para que seja fortalecido, apoiado e que cumpra com seus ideais. Amém!

Informações: 8166-1616

domingo, 17 de outubro de 2010

222 - BLOG REGISTRA 3.000 VISITANTES

O Clube de Xadrez Marabá tem conseguido atrair a atenção de diversificados públicos, que procuram maiores informações sobre os últimos acontecimentos do Xadrez marabaense. No dia 10 de setembro do corrente ano, o blog: http://cxmaraba.blogspot.com/2010/09/estamos-proximos-dos-1000-acessos.html havia registrado 1000 acessos.



Quase um mês após, chegamos a importante marca de 3.000 visitas. Considerando que a contagem iniciou-se no final de maio e início do mês de junho, temos, agora, aumentado o número de 12 para 20 visitas diárias. Assim, vem se consolidando o número de leitores ávidos por informações sobre o esporte e, cerca de 650 visitantes/mês.



Analisando pelo fato de não termos apoio, uma inserção programática nos estabelecimentos de ensino (apenas voluntária) segundo nossas condições financeiras e de tempo, mesmo faltando-nos uma sede para prestar melhores condições aos nossos praticantes, o número espelha uma grande valorização e uma ótima aceitação de nossos visitantes.


O Xadrez tem sido um tema em evidência nos últimos dias, nas Escolas e mídia local: FOLHA DO PARÁ, CORREIO DO TOCANTINS e OPINIÃO, RÁDIO ITACAIÚNAS PROGRAMA DIÁRIO SEMANAL, TV RBA CANAL 2 - JORNAL RBA MARABÁ. Tudo isto, poderia atrair maiores patrocinadores ao Clube, divulgando o Esporte e os Apoiadores, fugindo do senso comum de compreender o esporte como sendo apenas o futebol.



OS ARTIGOS MAIS VISITADOS - ÚLTIMA SEMANA

É importante analisar os números. No decorrer da semana que vai do dia 10 ao dia 17/10, tivemos :

1º Vai começar os Jogos Estudantis da Castanha com 17 visualizações de página;


2º CX Marabá comemorará 21 anos com Torneio, com 15 visualizações de página;


3º Leolar realiza torneio de xadrez com 07 visualizações de página;


4º Estatistas sobre os visitantes ao blog com 06 visualizações de página.




OS ARTIGOS MAIS VISITADOS - ÚLTIMO MÊS

De 17/09 a 17/10/2010, exatos 30 dias, os artigos mais visitados foram:

1º Artigos sobre os Benefícios da Prática do Xadrez 20/08/2010 38 Visualizações de página;


2º Vai começar os Jogos Estudantis da Castanha 27/09/2010 31 Visualizações de página;


3º Ernesto Paglia do Jornal Nacional no Ar considera ... 27/08/2010, 1 comentário 31 Visualizações de página;


4º Conheça o Estatuto do CX Marabá 10/07/2010 24 Visualizações de página;


5º Escola Liberdade realiza a sua 1ª Olimpíada Intern... 28/08/2010 20 Visualizações de página.




OS ARTIGOS MAIS VISITADOS - GERAL

Desde que o poster inseriu o relógio para contagem dos visitantes, no final de maio e início de junho, a procura por informações passsou a ter registro. Assim, podemos conhecer as postagens que receberam mais visitantes, veja a lista abaixo:



1º Artigos sobre os Benefícios da Prática do Xadrez 20/08/2010 77 Visualizações de página;


2º Ernesto Paglia do Jornal Nacional no Ar considera ... 27/08/2010, 1 comentário 73 Visualizações de página;


3º Conheça o Estatuto do CX Marabá 10/07/2010 45 Visualizações de página;


4º Escola Arte e Manhas é destaque nos JEM´s 07/06/2009 33 Visualizações de página;


5º Leolar realiza Torneio de Xadrez 24/02/2008 31 Visualizações de página;



VISITANTES NACIONAIS E INTERNACIONAIS

Reforçando a idéia da relevância, em função da grande procura por informações sobre o Xadrez e, tendo por base a formulação de projetos educacionais, tendo em vista elevando número de postagens importantes para justificação de projetos, o Clube de Xadrez tem investido em artigos pedagógicos e, divulgando a importância das políticas públicas de combate às drogas e à violência. Mas, é gratificante sabermos que somos visitados por outras nações, vejam a lista dos países e os números dos visitantes:



1º Brasil 2.766;


2º Estados Unidos 108;


3º Portugal 42;

4º Canadá 25;

5º Reino Unido 13;

6º Alemanha 8;

7º Japão 5;

8º Haiti 3;

9º Itália 3 e;

10º Argentina 2.



Assim, esperamos alcançar a marca dos 3.000 visitantes no decorrer deste final de semana. Uma coisa é certa, vamos continuar nosso trabalho e esperamos contar com algum apoio para fazermos mais e melhor e para mais pessoas.



NOSSOS AGRADECIMENTOS... NAS LÍNGUAS DOS PAÍSES VISITANTES:

AOS NOSSOS QUERIDOS VISITANTES, MUITO OBRIGADO!  (português)

VISITORS TO OUR DEAR, MANY THANKS! (inglês)

BESUCHER UNSEREN LIEBEN, VIELEN DANK! (alemão)

WATASHI-TACHI NO AISURU E NO HÕMON-SHA, ÕKU NO KANSHA! (japonês),

I VISITATORI DEL NOSTRO CARO, MOLTE GRAZIE!, (italiano).

221 - RAZÕES QUE LEVAM UMA PESSOA A USAR DROGAS

Quais as razões que levam uma pessoa a usar drogas?



Muitas são as razões que podem levar alguém a usar drogas. Cada pessoa tem seus próprios motivos. Os pais não devem tirar conclusões apressadas se suspeitam ou descobrem se o filho ou filha usou ou está usando drogas. É preciso que escutem com muita atenção o que o filho ou a filha tem a dizer para poderem compreender o que está acontecendo. Entre os possíveis motivos, destacamos:


1. A oportunidade surgiu e o jovem experimentou.

O fato de um jovem experimentar drogas não faz dele um dependente. Porém, mesmo experiências aparentemente inocentes podem resultar em problemas (com a lei, por exemplo). Um jovem que usou drogas passa a ser tratado muitas vezes como "drogado" por seus pais ou professores. O excesso de preocupação com o uso experimental de drogas pode tornar-se muito mais perigoso do que o uso de drogas em si.



Diante dessa situação os pais não se devem desesperar. Reagir com agressividade e com violência pode até mesmo empurrar o jovem para o abuso e a dependência de drogas. Os pais devem alertá-lo sobre possíveis riscos e, se possível, conversar francamente sobre o assunto, aproveitando a oportunidade.



2. O uso de drogas pode ser visto como algo excitante e ousado pelos jovens.

Cabe aos adultos alertar os jovens sobre os riscos relacionados com o uso de drogas. Entretanto, muitas vezes são justamente os riscos envolvidos que podem exercer atração sobre eles. Esta é uma das críticas que são feitas às campanhas antidrogas de caráter amedrontador, que exageram os riscos.


Assim, quando se falar em riscos, a informação deverá ser objetiva, direta e precisa, caso contrário o efeito poderá até mesmo ser oposto ao desejado. Grande parte dos jovens conhece pessoas que usam maconha e que nunca se interessaram por outras drogas. Para eles, a afirmação de que "a maconha é a porta de entrada..." pode soar mentirosa e, como conseqüência, deixarão de ouvir os adultos em assuntos realmente importantes. Por outro lado, se o jovem que ouve essa afirmação nunca experimentou drogas e pouco conhece do assunto, ele pode ficar muito curioso, principalmente porque para os adolescentes assumir riscos faz parte do jogo, em que o próprio risco é transformado em desafio.
 Por exemplo, alertar os jovens sobre os riscos de se consumir bebida alcoólica e depois sair dirigindo pode ser feito de forma clara, precisa e objetiva. Isso é muito mais educativo do que discursos dramáticos e aterrorizantes sobre os malefícios do álcool. Dizer de outra forma, tentar exagerar os riscos e perigos pode ser um estímulo ao uso de drogas, principalmente para os jovens.



3. As drogas podem modificar o que sentimos. Esse poder de transformação das emoções pode se tornar um grande atrativo, sobretudo para os jovens.

A melhor maneira de tentar neutralizar a atração que as drogas exercem seria estimular os jovens a experimentar formas não-químicas de obtenção de prazer. Os "baratos" podem ser obtidos através de atividades artísticas, esportivas, etc. Cabe aos adultos tentar conhecer melhor os jovens para estimulá-los a experimentar formas mais criativas de obter prazer e sensações intensas.



4. Muitas pessoas acreditam que os jovens acabam consumindo drogas pela influência de colegas e amigos (pressão de grupo).

Embora a "pressão do grupo" tenha influência, sabemos que a maioria dos grupos tem um discurso contrário às drogas; mesmo assim, alguns jovens acabam se envolvendo. Mais importante do que estar em acordo com o grupo é estar bem consigo mesmo. Os jovens que dependem exageradamente da aprovação do grupo são justamente aqueles que têm outros tipos de problemas (por exemplo, sentem-se pouco amados pelos pais, deslocados, pouco atraentes, etc.).



5. O uso de drogas pode ser uma tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa auto-estima ou falta de confiança.

Nesses casos, é importante tentar ajudar o jovem a superar as dificuldades sem a necessidade de recorrer às drogas. Os pais devem dar segurança para seus filhos através do afeto. Eles devem se sentir amados, apesar de seus defeitos ou de suas dificuldades.



6. Mas não existe uma pressão externa para consumir drogas?

Sim, essa pressão certamente existe. Nossa sociedade tem como um de seus maiores objetivos a felicidade. O grande problema é que tristeza, descontentamento e solidão passam a ser vistos como situações a serem eliminadas, quando, na verdade, elas fazem parte da vida e devem ser compreendidas e transformadas. Desde muito cedo, as crianças têm um modelo de felicidade diretamente ligado ao consumismo: o que podemos comprar poderá nos trazer satisfação e felicidade. As propagandas de álcool, cigarro e chocolate veiculam esse modelo, para vender seus produtos. A crença ingênua de que "podemos comprar a felicidade" e de que "tristeza e solidão devem ser evitadas a qualquer preço" constituem o mesmo padrão de relação que os dependentes (consumidores) estabelecem com as drogas (produtos). Nesse sentido, podemos dizer que os "drogados" estão apenas repetindo o modelo de sociedade que lhes oferecemos.


Consumir drogas é uma forma de obtenção de prazer. Isso não pode ser negado. Devemos ter em mente queexistem maneiras de se obter prazer cujo preço a pagar pode ser muito alto. Devemos ensinar aos jovens que a fórmula de "felicidade a qualquer preço" imposta pela sociedade aos indivíduos não é a melhor maneira de se viver.

No comércio de drogas, jovens são muito utilizados pelos traficantes como intermediários (conhecidos como "aviões") na venda de drogas ilícitas. Esse comércio lucrativo torna-se uma alternativa de ganho, ainda que ilegal, mas também favorece o contato dos jovens com as drogas, com a violência e com as doenças a elas relacionadas.

Fonte: http://www.casadiajau.org/guia/20_razoes_usar_drogas.htm




EXISTEM SINAIS PARA IDENTIFICARMOS SE ALGUÉM ESTÁ USANDO DROGAS?



Com freqüência os pais querem saber quais os sinais que indicam que um jovem esteja usando drogas. Não existe maneira fácil de confirmar a suspeita.


Tentar identificar no jovem sinais ou efeitos das diferentes substâncias só tende a complicar ainda mais as coisas. O clima de desconfiança que se instala nessas situações prejudica muito o relacionamento entre os familiares.


É normal e esperado que os jovens tenham segredos e que dificultem o acesso de outras pessoas da família, sobretudo os pais, a questões de sua vida pessoal. Eles tendem também a experimentar situações novas, a assumir atitudes desafiantes e de oposição e até mesmo a apresentar comportamentos ousados que podem envolver riscos. Tais comportamentos constituem traços caraterísticos de uma adolescência normal. A grande dificuldade dos pais é saber até que ponto essas atitudes e comportamentos estão dentro do esperado ou se já significam que o jovem está passando por problemas mais graves e necessitando de ajuda.




O mais importante é que os pais tentem sempre conversar com os filhos. Mesmo que o diálogo se torne tenso e cheio de conflitos, ainda assim ele é uma via de comunicação importante. Os pais devem também se preocupar mais em ouvir do que em dar conselhos. Quando o jovem se isola e o acesso a ele se torna impossível, é um sinal de que é necessário procurar algum tipo de ajuda externa.

Fonte: http://www.casadiajau.org/guia/21_sinais_identificar_uso_drogas.htm

220 - CONSUMO DE CRACK CRESCE EM TODO O BRASIL, O QUE FAZER?

AUMENTA O CONSUMO DE CRACK NO BRASIL


Data: 01/09/2008

Em meados dos anos 80, uma nova droga surgia. Devido ao seu baixo custo e ao seu rápido e intenso efeito, o crack ganhou popularidade entre seus usuários, especialmente nas áreas urbanas mais pobres. Porém, ao mesmo tempo em que cria uma sensação de alegria no usuário, a droga também deixa efeitos significativos e potencialmente perigosos no corpo. As pessoas que o utilizam, mesmo que por poucas vezes, correm riscos de sofrer infarto, derrame, problemas respiratórios e mentais sérios.


Nos últimos anos, uma constatação preocupa a sociedade: o consumo de crack tem aumentado. Em 2005, segundo a última pesquisa nacional do Cebrid, órgão da Unifesp, 0,7% da população entre 12 anos e 65 anos dizia ter provado a droga, quase o dobro do 0,4% registrado quatro anos antes. No Rio Grande do Sul, já existem 50 mil dependentes. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Estado, o problema tornou-se uma epidemia.


No Ceará, o consumo de crack também cresce. A Delegacia de Narcóticos (Dnarc) de Fortaleza informou que cerca de 70% das apreensões listadas são da droga. Em 2007, pouco mais de oito quilos foram interceptados na cidade. Em 2008, as apreensões já somam 16,5 quilos. Em sete meses, o volume dobrou. Hoje, a droga é considerada a número um em Fortaleza, a mais vendida e a mais popular.


Segundo o psiquiatra Alexandre Sampaio, que trabalha no Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o aumento do consumo deve justamente pelas características da droga. “O crack é uma droga que gera prazer em questão de segundos e seus efeitos passam alguns minutos depois. Isto causa uma alta dependência e num tempo muito curto”, informa Sampaio.


Questionado sobre o tratamento mais adequado nos caso de dependência de crack, o médico revela que é o viciado quem deve procurar ajuda e que ela deve estar de plantão e agir de imediato. “É importante que as portas estejam abertas e no momento em que o paciente achar que tem algum problema, a ajuda deve ser de fácil acesso. Caso contrário, ele acaba desistindo”, explica.


Por isso, a participação da família é importante. “O paciente não pode encarar essa batalha sozinho. E isso já está comprovado: quando a família ajuda, a taxa de abstinência à droga é maior”, conclui Sampaio, dizendo também que não se deve dar dinheiro ou confrontar o dependente. “O certo é esperá-lo pedir socorro e estar pronto para atendê-lo”, finaliza.

Fonte: Agência Saúde Mental
http://www.abpcomunidade.org.br/agencia/reportagens/exibir/?id=11



CONSUMO DE CRACK AUMENTA PROBLEMA DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA NO RIO DE JANEIRO

26.08.10 às 22h56

Rio - O problema da dependência química se agravou no Rio de Janeiro com a entrada gradual do crack, a partir de 2000, disse nesta quinta-feira o psiquiatra Osvaldo Saide, da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj). Ele participou do primeiro dia de trabalhos da 7ª Jornada Sudeste da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e da 19ª Jornada de Psiquiatria da Aperj, no Rio.


Saide afirmou que a questão das drogas deve ser encarada como um problema de saúde pública. Os profissionais do setor estão preocupados com o aumento do número de dependentes químicos porque há poucos recursos no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar dos problemas que a população apresenta. “Os serviços de saúde pública não estão dando conta do atendimento que a população da cidade precisa e, provavelmente, o país”, avaliou.


De acordo com ele, as enfermarias para desintoxicação de dependentes químicos, criadas por portaria em 2002, até hoje não saíram do papel. O que existe, acrescentou, são apenas leitos em alguns hospitais. Isso, assinalou, não resolve a questão. Para o psiquiatra, a rede pública de saúde precisa contar com centros especializados no tratamento de dependentes químicos.


Por se tratar de um produto mais barato, o crack tem maior alcance, atingindo pessoas mais pobres.. Seu uso, porém, vem se ampliando também na classe média, principalmente entre os jovens, enfatizou o psiquiatra.


De acordo com o especialista, a questão das drogas não pode ser vista apenas como um problema social, mas deve ser incluída nas políticas públicas de saúde. Segundo ele, a procura pelo serviço de atendimento a dependentes químicos é crescente no Rio de Janeiro e o governo não tem onde colocar essas pessoas que, muitas vezes, apresentam uma conduta compulsiva para a compra de drogas e se tornam violentas.


A Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio de sua assessoria, que o estado tem tratamento ambulatorial para o dependente químico, no Centra Rio e no Centro Psiquiátrico do Estado do Rio de Janeiro (CPRJ). O estado tem também três clínicas para internação, administradas pela Secretaria de Ação Social, onde os pacientes passam pela desintoxicação. Além disso, o Instituto Pinel de Psiquiatria conta com uma unidade para internação de dependentes de álcool.


Os eventos da ABP e Aperj se estenderão até o próximo sábado, debatendo o tema O Desafio dos Diagnósticos Espectrais em Psiquiatria: Mito ou Verdade.

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/8/consumo_de_crack_aumenta_problema_da_dependencia_quimica_no_rio_106057.html
 
 
 
CRACOLÂNDIAS CARIOCAS
 
CONSUMO DE CRACK SE ALASTRA ENTRE MORADORES DE RUA E TAMBÉM NA CLASSE MÉDIA


Publicada em 10/04/2008 às 23h59m



O Globo OnlineRIO - A realidade de dois garotos que todas as noites fumam crack na Rua Marquês de Pombal, no Centro do Rio, expõe o alarmante crescimento do consumo da droga entre moradores de rua, com reflexos também na classe média do Rio, como atestam especialistas do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), da Uerj. Atualmente, os dependentes de crack representam 30% dos atendimentos, ficando atrás apenas dos usuários de cocaína, de acordo com reportagem publicada no jornal "O Globo" desta sexta-feira.



Como os dois meninos, 80% dos dependentes de crack assistidos pelo Nepad são crianças e adolescentes, com idade abaixo de 15 anos. O aumento do consumo do crack no Rio, no entanto, não está associado apenas a moradores de rua. Diretora do Nepad, Maria Thereza de Aquino alerta para a expansão da droga entre a classe média. A psiquiatra afirma que em 21 anos de trabalho com dependentes de drogas nunca enfrentou um quadro tão grave:


A proliferação das pedras, como a droga também é chamada, nas ruas do Rio, tem uma característica própria: o consumo é pulverizado e pode ser constatado em locais como os arredores do Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, e no Largo de São Francisco, no Centro. Em 2006, a PM recolheu 5.711 pedras. Ano passado, o número saltou para 14.876, aumento de 160,4%.


Policiais dizem que o crack começou a chegar ao Rio em 2002, depois que a maior facção criminosa fluminense se aliou a uma outra de São Paulo. Uma das hipóteses é a que de que traficantes começaram a fazer operações casadas: ou seja, para comprar a cocaína, tem de levar também o crack. Até então traficantes impediam a venda da droga nas favelas porque, além de ser barata, causa um efeito rápido e devastador no viciado.

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/04/10/consumo_de_crack_se_alastra_entre_moradores_de_rua_tambem_na_classe_media-426788920.asp

219 - OS EFEITOS DO CRACK NO ORGANISMO

Forma menos pura da cocaína, o crack tem um poder infinitamente maior de gerar dependência, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas. Ao prazer intenso e efêmero, segue-se a urgência da repetição. Além de se tornarem alvo de doenças pulmonares e circulatórias que podem levar à morte, os usuários se expõem à violência e a situações de perigo que também podem matá-lo.







CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE


Jornal de Santa Catarina e A Notícia

Intoxicação pelo metal

O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.


Fome e sono

O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.


Pulmões

A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito


Coração

A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer


Ossos e músculos

O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.


Sistema neurológico

Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível


Prejuízo cognitivo

Pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80


Doenças psiquiátricas

Em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios


Sexo

O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.

Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam


Morte

Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).

A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/br/cracknempensar/conteudo,0,3755,Comocrackagenoorganismo.html