sexta-feira, 3 de setembro de 2010

189 - CLUBE REUNIRÁ EDUCADORES DE MARABÁ

Desde que foi fundado há quase 21 anos, o Clube de Xadrez Marabá sonha em inserir o Xadrez nas Escolas de Marabá. Este sonho foi acalentado pelo Mestre Antonio Carlos S. Almeida e pelo primeiro Presidente do CX Marabá, Sr. Rubens Carlos Kossatz.


Este sonho distante começa a ser discutido, pelo menos este é o desejo do Clube, com a realização de uma reunião no próximo dia 14 de setembro a partir das 20h00 na Escola Judith Gomes Leitão, na Velha Marabá, com a participação dos profissionais da Educação dos níveis: fundamental, médio e superior. Todos serão convidados a colaborar no debates, nas discussões e na preparação de estratégias que visem a construção de projetos educativos e políticos pedagógicos.


Uma sondagem entre os dirigentes de escolas já aponta nesta direção. E agora, é preciso construir uma Coordenação que possa acompanhar e propor alternativas que visem a melhoria da capacidade de aprendizagem escolar.


O jogo de xadrez poderá ser mais uma alternativa pedagógica para os estudantes. O objetivo é desenvolver habilidades nos alunos tais como: de memorização e do raciocínio lógico.








Projeto de Xadrez para o Ensino Médio no Mato Grosso


O deputado José Domingos Fraga (DEM) de Mato Grosso do Sul afirma que, o jogo de xadrez poderá se tornar disciplina regular na rede pública estadual de ensino. No Brasil, desde a década de 80, no estado do Paraná, houve a implantação desse projeto, e a formação de mestres no jogo de xadrez, habilitando-os a cadeira de docente.


 “O Poder Executivo, por meio da Secretaria de Estado de Educação, fica autorizado a implantar na grade curricular das unidades escolares de ensino a disciplina de difusão, aprendizagem e prática do jogo de xadrez. A iniciativa busca melhorar a capacidade de concentração e raciocínio do aluno”, destacou José Domingos Fraga.


Na União Soviética, Alemanha e Argentina, desde o início do século XX, houve o experimento com o xadrez nas escolas. Recentemente, a prova com o jogo de xadrez nas escolas foi abraçada também em Cuba e na Venezuela.


A disciplina de xadrez, conforme a proposta, tem o objetivo de estimular o aluno a raciocinar, para o fim de fazer deste, um ser transformador, crítico, e detentor de habilidades mentais; e fazer o ensino ser mais atrativo e interativo.


O projeto de lei do deputado dá autonomia à Seduc promover parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer para a realização de competições oficiais de xadrez, anualmente, com a participação de jogadores de todas as unidades de ensino pública estadual. As despesas correrão à conta das dotações orçamentárias da Seduc.


Em nível nacional, o Ministério do Esporte, em parceria com o Ministério da Educação, de acordo com Zé Domingos, implantará o projeto “Xadrez nas Escolas”, ainda este ano. Em 2007, o projeto piloto foi implantado em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Piauí. O ensinamento teórico e prático do xadrez foi aplicado durante três meses em 40 escolas, com um atendimento de 160 estudantes cada uma.

188 - O XADREZ E AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

De 1995 a 2002 lecionei no Colégio Fafibe, em Bebedouro/SP. A escola implantou a modalidade xadrez na grade curricular e então convivia semanalmente com os alunos do ensino fundamental e médio ao visitar a instituição para ministrar as aulas.


Há três anos um fato curioso aconteceu. No primeiro dia de aula, ao entrar na sala da 1ª série do ensino fundamental, me deparei com uma linda loirinha, olhos castanhos, de nome Rebeca. Logo no primeiro contato observei que ela era diferente das demais crianças de sua turma, pois tinha uma profundidade e brilho no olhar cativantes.


Em conversa com sua mãe Ester, ela me revelou que de fato a filha sempre surpreendeu os pais com sua busca por conhecimento. Começou a andar cedo, falou precocemente (e o que era mais curioso, pronunciava corretamente as palavras e até as colocava no plural quando necessário), aprendeu a ler sozinha, observando as letras e fazendo as inúmeras combinações para formar as palavras.


Extremamente curiosa, Rebeca tinha um senso de observação ímpar, demonstrando muita responsabilidade, além de uma tendência a estar em contato com pessoas acima de sua idade. Adorava conversar com as amigas de sua irmã Giovana, que já estavam cursando a 6ª série. Outro traço curioso da personalidade da jovem criança-prodígio era o seu interesse pela religião. De família evangélica, já havia lido duas vezes uma extensa bíblia infantil e conseguia reproduzir com precisão e entendimento vários trechos do livro.


Seus gostos eram variados. Nas artes, possuía muita sensibilidade para a música, tendo optado por piano e flauta. Já na área esportiva preferia natação e xadrez.


Nas aulas de xadrez, adorava resolver exercícios de mate. Enquanto os demais alunos de seu grupo solucionam com dificuldade cerca de dez diagramas, ela raramente resolvia menos de cinqüenta, acertando praticamente todos!


Entretanto, cerca de um mês após o início das aulas as primeiras dificuldades aparecem. Rebeca estava muito acima nas matérias curriculares e em maturidade, em relação aos seus colegas de classe. Para que ela não perdesse o entusiasmo pela atividade escolar, a diretoria da escola encontrou uma saída: com a aprovação da Delegacia de Ensino, decidiu fazer uma avaliação e caso conseguisse a pontuação necessária, passá-la diretamente para a série seguinte, onde certamente, encontraria maiores desafios. E não foi surpresa para ninguém. A jovem fez os exames e no dia seguinte passou a freqüentar a 2ª série.


Frente a tamanha superioridade de uma pessoa sobre as outras, devemos nos perguntar: o que faz, por exemplo, uma menina de apenas sete anos de idade demonstrar o conhecimento de um adolescente ou até mesmo de um adulto? O que Rebeca possui de tão especial em sua inteligência para torná-la diferente?


Foram aspectos como esse, da personalidade humana, que motivaram o americano Howard Gardner a pesquisar anos a fio. Ele queria saber porque os testes de QI (quociente de inteligência), usado quase que exclusivamente, até então, para descobrir se um indivíduo era ou não inteligente, prediziam com considerável exatidão o desempenho escolar, mas não mostrava de maneira satisfatória seu sucesso numa profissão depois de uma instrução formal.


E indagava ainda: "será que um jogador de xadrez, um violinista ou um atleta que se destacam são inteligentes nessas atividades? Se eles são, então porque os testes de inteligência não conseguem identificá-los? Se não são, o que lhes permitem conseguir esses feitos espantosos?”


O cientista encontrou uma resposta satisfatória: a das inteligências múltiplas. A inteligência seria um potencial biopsicológico, combinando, portanto, herança genética e propriedades psicológicas.


O talento - como é o caso de Rebeca - seria um sinal desse potencial, fazendo com que ela se desenvolvesse mais rapidamente. Gardner comprovou sua teoria de forma empírica e catalogou sete inteligências que considerou principais. São elas:


Lingüística: refere-se, naturalmente, ao domínio da linguagem. Os escritores e oradores, geralmente têm essa capacidade bastante desenvolvida.


Lógico-matemática: diz respeito ao senso de dedução, observação, capacidade de cálculo, entre outros. Os que se dedicam às ciências exatas a possuem em alto grau.


Musical: facilidade que as pessoas apresentam para o canto, lidar com instrumentos musicais etc. Mozart seria um dos maiores representantes desse domínio.


Corporal-cinestésica: capacidade de usar o próprio corpo para expressar uma emoção (como na dança ou no teatro) e realizar atividades esportivas (tênis, basquete...).


Espacial: solução de problemas espaciais são necessários na navegação, ao visualizar um objeto ou na criação de mapas.


Intrapessoal: o conhecimento dos aspectos internos de uma pessoa: sentimento da própria vida e das emoções. A pessoa com boa inteligência intrapessoal possui um modelo viável e efetivo de si mesma.


Interpessoal: baseia-se na capacidade de perceber distinções entre os outros, em especial, contrastes em seus estados de ânimo, temperamentos, motivações e intenções. Em formas mais avançadas, permite a uma pessoa perceber as intenções e desejos dos outros, mesmo que elas os escondam.


Entramos nesse assunto porque o xadrez tem papel importante no desenvolvimento direto em pelo menos duas das inteligências citadas acima: espacial (fundamental na análise do controle territorial) e a lógico-matemática (em função do cálculo de variantes e deduções de caráter posicional que são empreendidos durante uma partida).


Esse lado pedagógico do xadrez tem feito com que muitos educadores vejam na modalidade um excelente meio de apoio a difícil arte de aperfeiçoar o intelecto dos estudantes.


Para encerrar, não preciso nem dizer que Rebeca foi uma das melhores enxadristas de sua escola naquele ano, chegando a estar entre os cinco primeiros do ranking interno, que reunia mais de 100 alunos com idade variando entre seis e dezessete anos.


Referência bibliográfica:
GARDNER, Howard - Inteligências múltiplas - a teoria na prática. Porto Alegre: Artes médicas, 1995.


Fonte: http://xadrezescolarecompeticao.blogspot.com/2009/02/o-xadrez-e-as-inteligencias-multiplas.html


Postado por Mario Vaz - Professor de Xadrez

187 - PERCA! HOJE A TV BRASIL MOSTRARÁ O CURTA XADREZ DAS CORES"



Eu já assisti ao filme que será apresentado neste 03/09 (sexta) e o considero muito bom. Sem sombra de dúvidas, esse curta é muito interessante pelo fato de trazer para o debate, questões que envolvem uma série de mensagens sobre o racismo, a discriminação, a desigualdade social e as injustiças características de nossa história. É de suma importância que trabalhos como esses sejam mais divulgados, só assim mudariamos o foco das discussões racias no Brasil. Muitas escolas o utilizam para trabalhar o racismo em sala de aula concomitantemente ao jogo de xadres, uma vez que é possível preparar uma aula que trabalhará o devido pré-conceito e suas possiveis superaçoes atraves dos jogos (neste caso o xadrez. 




No elenco o destaque para a atriz Mirian Pyres (im-memoriam) e Zezeh Barbosa que fazem o embate discriminatória da elite sobre a classe pobre. O duelo ocorre, também, no tabuleiro de xadrez e as emocionantes interpretações.




O filme O Xadrez das Cores, de Marco Schiavon, traz uma história densa, que se desenvolve como um jogo de xadrez. A temática, séria e profunda, fala da descriminação racial, onde o diretor se valeu da imagem para comunicar ao espectador sua mensagem.






Cida, uma mulher negra de quarenta anos, vai trabalhar para Maria, uma senhora de 80 anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A relação entre as duas mulheres começa tumultuada, com Maria perseguindo Cida por ela ser negra. Cida atura a tudo em silêncio, por precisar do dinheiro, até que decide se vingar através de um jogo de xadrez.




Em 2005, O Xadrez das Cores recebeu diversos prêmios: Melhor Filme Júri Popular, no Festival de Cinema de Goiás; Melhor Curta Júri Popular, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami; Melhor Curta Metragem Nacional Júri Popular e Prêmio Especial, no Festival de Cinema e Vídeo de Curitiba; Melhor Curta Metragem Nacional Júri Popular no Festival de Goiania; Melhor Atriz na Jornada de Cinema da Bahia e Melhor Curta Metragem Nacional Júri Popular, na Mostra Cine Rota 22.




Gênero: Ficção. Ano de Produção: 2004. Direção: Marco Schiavon. Elenco: Anselmo Vasconcellos, Mirian Pyres, Zezeh Barbosa.




Aplicabilidades




Disciplinas/Temas transversais: Cidadania, Discriminação e preconceito racial, História, Língua Portuguesa, Pluralidade Cultural, Psicologia
Faixa Etária: Todas as idades
Nivel de Ensino: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio.




Horário: Sexta-feira, à 23h45.