sábado, 28 de janeiro de 2012

513 - CRUZADA (ORLANDO BLOOM)

Kingdom of Heaven (br: Cruzada / pt: Reino dos Céus) é uma co-produção cinematográfica que tem por tema a retomada de Jerusalém pelos muçulmanos, em 1187. Foi filmada em Marrocos e lançada em 6 de maio de 2005.


Sinopse
Em meio à nobreza e à intriga da Jerusalém medieval. Orlando Bloom interpreta Balian, um jovem francês, que após ter perdido tudo, encontra honra e redenção em busca valorosa. Numa luta desigual, Bailan enfrenta forças avassaladoras para salvar seu povo e cumprir seu destino como um verdadeiro cavaleiro.


Enredo
Reflexo do cenário e das preocupações internacionais deste início de século, Kingdom of Heaven é uma película tecnicamente bem feita e que pretende ser politicamente correta. Segundo seu diretor, Ridley Scott, "o filme é sobre a paz, a tolerância e a possibilidade de convivência entre povos de diferentes orientações religiosas, culturas e crenças". Para atingir seu propósito, ele não relutou em manipular fatos e personagens históricos.

A ação se passa no final do século XII, época em que o sultão Saladino, (de origem curda), reconquista a cidade de Jerusalém (1187), que os cristãos da Primeira Cruzada (1090) haviam tornado capital de seu Reino Latino .

No filme, o personagem principal, Balian, é um bastardo ferreiro francês, que se torna cavaleiro e barão de Ibelin (um feudo na Terra Santa), graças à inesperada visita de seu genitor, o nobre Godfrey de Ibelin. Após a morte do pai, ele viaja para Jerusalém e, no caminho, mata, em duelo singular, um experiente guerreiro muçulmano, apesar de só ter tido algumas poucas horas de treinamento no uso da espada. Em Jerusalém, Balian toma posse de seu feudo, torna-se amigo do rei-leproso, Balduíno IV , e do conselheiro real, Tiberias, conde de Trípoli, e ainda namora a bela Sybilla, esposa insatisfeita do prepotente Guy de Lusignan.

A verdade histórica é que Balian nunca foi ferreiro, nem precisou viajar para a Palestina, pois já estava lá àquela época. Era um dos três filhos do barão Balian (e não Godfrey), e sua família (de origem francesa ou normando-siciliana) participava da Alta Corte do Reino Latino. Também não teve um caso com a princesa Sybilla, que era irmã do rei-leproso e mãe do herdeiro do trono, Baldwin V (ainda criança e solenemente omitido no filme). Segundo o historiador árabe, Ali ibn al-Athir, Sybilla apaixonou-se "por um recém-chegado do Ocidente, um certo Guy (de Lusignan). Ela o esposou e, com a morte prematura de Baldwin V, colocou a coroa na cabeça do marido".



No filme, o conde de Trípoli (Tiberias), que é o artífice da política de coexistência pacífica com o sultão Saladino, abandona Jerusalém quando Guy sobe ao trono e conduz os cristãos à desastrosa batalha de Hattin. Mas Ibn al-Athir nos exibe outra imagem do conde: "ele era muito ambicioso e desejava ardentemente tornar-se rei". Durante algum tempo, o conde (cujo nome real era Raymond) foi regente do rei-menino, Baldwin V, mas perdeu prestígio com a ascensão de Guy, o que lhe gerou tanto rancor que escreveu a Saladino oferecendo-lhe sua amizade, em troca do trono de Jerusalém. O máximo que conseguiu foi ter sua fuga para Trípoli garantida pelo sultão.

O grande vilão do filme é Reynald de Chatillon, cavaleiro da Ordem dos Templários, responsável pelo ataque a uma caravana muçulmana, fato que levou ao rompimento da trégua construída por Baldwin IV e conseqüente investida de Saladino contra Jerusalém. Após a batalha de Hattin, ele é aprisionado (juntamente com Guy) e morto pelo próprio sultão, sendo este um dos poucos pontos em que a realidade histórica e o filme de Scott não conflitam. Segundo o escritor Imadeddin al-Asfahami, conselheiro de Saladino, que assistiu ao fato, "a cabeça de Reynald foi cortada e o seu corpo arrastado diante do rei Guy, que começou a tremer".

Balian foi, realmente, o responsável pela defesa de Jerusalém, como mostra o filme. O cerco da cidade durou de 20 a 29 de setembro de 1187 e terminou com um acordo entre Balian e Saladino.

No filme, o cristão entrega Jerusalém em troca de salvo-conduto gratuito para todos os seus habitantes, depois de ameaçar destruir os "lugares santos" da cidade. A verdade histórica é que, além disso, ele ameaçou matar todos os cinco mil muçulmanos que viviam em Jerusalém. Por outro lado, o acordo não saiu de graça: Saladino cobrou um resgate de cada pessoa a quem garantiu salvo-conduto.

O filme se encerra com Balian retornando à França, na companhia de Sybilla. A realidade é que ele partiu sozinho para Tiro, ao encontro de sua verdadeira esposa.


Informações Técnicas
Título no Brasil: Cruzada
Título Original: Kingdom of Heaven
País de Origem: Reino Unido / Espanha / EUA / Alemanha
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 144 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 06/05/2005
Site Oficial: http://www.kingdomofheavenmovie.com
Estúdio/Distrib.: Fox Film
Direção: Ridley Scott
Orçamento: US$ 130 milhões
Receita: US$ 211,652,051


Comentários
27/09/2010 Por: Marcelo (48 anos)
O filme não tem o menor compromisso com o rigor histórico. Como pode um ferreiro, na idade média, saber ler e ter dotes militares para comandar um exército e lutar melhor do que cavaleiros treinados. Além disso, os personagens entram e saem da trama, sem muito sentido, como o caso de Liam Neeson e Jeremy Irons. Os conflitos na corte de Jerusalém, são tratados de forma superficial. Um tema como as Cruzadas, tão rico e importante, merecia melhor tratamento. Enfim um filme muito ruim.

12/10/2010 Por: Rita (46 anos)
O filme é M A R A V I L H O S O. Aliás eu já assisti a esse filme, no mínimo 10 vezes, e, a cada oportunidade me deparo com aspectos simplesmente fascinantes. Como seria bom, se judeus, cristãos e muçulmanos pudessem convive em paz. ENFIM ASSISTAM, COM CERTEZA ALGO vocês IRÃO APRENDER.

09/01/2011 Por: Roberto Carlos Candido (44 anos)
Excelente filme, pois assisti várias vezes, gostei do filme porque mostra que todo homem deve seguir seu caminho e principalmente obedecer seja que for.


Elenco
Orlando Bloom como Balian de Ibelin
Eva Green como Sybilla
Liam Neeson como Godfrey de Ibelin
Jeremy Irons como Tiberias
David Thewlis como Cavaleiro Hospitalário
Brendan Gleeson como Reynald de Chatillon
Marton Csokas como Guy de Lusignan
Ghassan Massoud como Saladino
Edward Norton como Baldwin IV
Alexander Siddig como Nasir/Imad
Jon Finch como Patriarca de Jerusalém
Iain Glen como Ricardo I de Inglaterra
Velibor Topic como Amalric


Fonte
































sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

512 - A JOVEM RAINHA VITÓRIA (EMILY BLUNT) 2009

A Era Vitoriana é um dos períodos mais importantes da monarquia do Reino Unido e o mais longo (64 anos). No entanto, longe de retratar eventos maiores como a incorporação da Índia, este A Jovem Rainha Vitória preocupa-se com a ascensão repleta de intrigas da jovem rainha, à época com 18 anos, ao trono britânico e seu romance e posterior casamento com seu primo, o príncipe Albert.

Reproduzindo com inteligência e habilidade a instabilidade política fruto do temor do instituto da regência - quando um aspirante à monarquia era impedido temporariamente de assumi-lo, seja pela idade, seja por alguma moléstia -, o roteiro de Julian Fellowes apresenta Vitória (Emily Blunt), completando seu 17° aniversário, e a obsessão de Sir John Conroy (Mark Strong, se tornando o vilão habitual inglês) de se tornar regente.

Com amor incondicional de seu tio, Rei Guilherme (Jim Broadbent em uma curta, mas bela interpretação) e a dúbia dedicação de Lorde Melbourne (Paul Bettany) impedem a concretização dos planos de Conroy.

Jean-Marc Vallée economiza na exposição excessiva e mantém os propósitos de cada personagem sempre em destaque. E mesmo que conte com um plano em que Conroy é visto por detrás das chamas de uma lareira - lugar-comum para registrar a natureza diabólica de um personagem -, ele cria uma boa rima narrativa ao vermos, em dois momentos distintos e importantes, Vitória acompanhada pela câmera por trás de si.

 
Mas, a direção de arte e os figurinos quem roubam, parcialmente, a cena nesta produção de época. Ilustrando traços marcantes da personalidade dos personagens, como a jovialidade de Vitória ou a ingenuidade de Albert em detrimento a segurança de Melbourne ou a sobriedade de Conroy, os figurinos de Sandy Powell, ganhadora do Oscar, são além de belos, reveladores. Não menos inspirada é a direção de arte de Patrice Vermette, nos amplos salões e vultuosas fachadas, nos jardins, mas especialmente na cena da coração que pontuada pela hipnotizante trilha de Ilan Eshkeri é um dos melhores momentos do longa.

A bela Emily Blunt me impressiona cada vez mais com outra grande interpretação. Retratando a rainha como uma garota mimada e intransigente, recém livre do confinamento a que era submetida, porém facilmente manipulável, Blunt revela aos poucos o progressivo amadurecimento político e emocional da rainha. E se Paul Bettany confere um grau de insegurança sempre que seu Lorde Melbourne está em cena - necessário para que sempre duvidemos de seu caráter -, Rupert Friend é apenas enfadonho como Albert, na única má atuação do elenco.

 
Suntuoso na recriação de época ao ponto de tirar o fôlego, e não menos do que ótimo no calibre das atuações, A Jovem Rainha Vitória erra apenas na narrativa, as vezes frouxa, na mudança de interesses de alguns personagens que não soam naturais e na insistência em retratar a história de amor de Vitória e Albert quando seria melhor manter o tom de intrigas políticas na sucessão da monarquia. Ainda assim, um bom filme!

Não apenas a importância histórica e política da Rainha Vitória são retratadas, como também o intenso amor compartilhado com Albert. Talvez esse equilíbrio perfeito no roteiro de Fellowes nos dê uma ótima impressão ao final do filme. Um amor aos moldes de Jane Austen e uma biografia digna de um monarca. O cuidado técnico nos figurinos e em toda direção de arte nos faz viajar para o século XIX e os grandiosos cenários utilizados embelezam ainda mais a trama. Jean-Marc Vallée soube coordenar todos esses elementos acrescidos de uma interpretação maravilhosa de Blunt e um elenco coadjuvante convincente. A Jovem Vitória viria a se tornar a “Avó da Europa“, e eu não me importaria de acompanhar todo resto de sua história.

Curiosidades
- Do mesmo diretor de C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
- Cada vestido que Emily Blunt usou foi assegurado por 10 mil libras cada.
- Produtora Sarah Ferguson é tataraneta da rainha Victoria.
- Muitas das cenas interiores foram filmadas no castelo Belvoir, em Leicestershire. A cama da cena da lua-de-mel foi usada pela prórpria rainha Victoria quando ela visitou o castelo em 1843.
- Indicado para três óscars

Prêmios
- Venceu o Oscar de Melhor Figurino (Sandy Powell) em 2010.

Elenco:
• Emily Blunt Rainha Victoria
• Rupert Friend Príncipe Albert
• Paul Bettany Lorde Melbourne
• Miranda Richardson Duquesa de Kent
• Jim Broadbent Rei William
• Thomas Kretschmann Rei Leopold da Bélgica
• Mark Strong Sir John Conroy
• Jesper Christensen Barão Stockmar
• Harriet Walter Rainha Adelaide
• Jeanette Hain Baronesa Lehzen
• Julian Glover Duque de Wellington
• Michael Maloney Sir Robert Peel

(Young Victoria, The, 2009)
• Direção: Jean-Marc Vallée
• Roteiro: Julian Fellowes
• Gênero: Biografia/Drama/Histórico/Romance
• Origem: Estados Unidos/Reino Unido
• Duração: 105 minutos
• Tipo: Longa-metragem

Fonte:




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

511 - THE KILLING 1956 (STANLEY KUBRICK)

O Grande Golpe (1956) – Projeto Stanley Kubrick
Um filme de outra nacionalidade, quando chega ao Brasil ou Portugal, por exemplo, sofre uma mudança de identidade. A tradução ou adequação do filme ao contexto local, mudam profundamente o título do filme. É o caso de The Killing, de Staley Kubrick que na minha pesquisa encontrei vários títulos como: "O Grande Golpe", "A matança", e "Um roubo no hipódromo".

Embora seja o terceiro longa do diretor, O Grande Golpe (The Killing, 1956) é considerado o filme que, de fato, lançou Stanley Kubrick em Hollywood, e o próprio considera este seu primeiro trabalho realmente profissional. Ele e seu parceiro, o produtor James B. Harris, compraram os direitos de adaptação do livro Clean Brake, de Lionel White, e fizeram um acordo com a United Artists para a produção: o estúdio ofereceu um orçamento de U$ 200 mil, e Harris entrou com U$ 80 mil do próprio bolso e mais U$ 50 mil do pai. O baixo valor não seria problema para Kubrick que, afinal, já havia feito dois longas com muito menos dinheiro.

O Grande Golpe narra a história de um grupo de homens e o ousado assalto a um hipódromo, no dia de uma corrida muito importante. O líder da gangue é Johnny Clay (Sterling Hayden), que arquiteta um meticuloso plano, executado estrategicamente, quase como um jogo de xadrez (xadrez, aliás, que sempre foi uma das grandes paixões de Kubrick), cobrindo todas as arestas para que o assalto seja um crime perfeito.

O maior trunfo do filme é sua narrativa não-linear, herdada do livro e espertamente mantida por Kubrick na edição. O filme chegou a ser muito criticado, por causa dessa estrutura não-linear que, apesar de não ter sido usada pela primeira vez aqui, não era comum na época, e pegou desprevenido um público acostumado com narrativas mais simples. Porém, o longa serviu para fazer com que Kubrick passasse a ser conhecido como um novo diretor a se prestar atenção, chegando a ser comparado, pela revista Time, a Orson Wells e seu Cidadão Kane (a influência deste em O Grande Golpe é clara).

O Grande Golpe é desses filmes que passam voando, graças à trama interessante e coesa, que consegue prender a atenção do início ao fim (e que fim!). A impressão que se tem é que o longa não tem nem uma cena sobrando, que tudo ali é essencial para a história, sem enrolação. Se a narrativa não-linear já havia sido utilizada antes, Kubrick inaugurou uma forma diferente de conta a história: mostrando o mesmo fato por diversos pontos de vista, de forma que o quadro completo da história só pode ser entendido após a união destes pontos de vista.

Embora seja apenas o segundo filme de Kubrick, já é possível visualizar várias características autorais, que viriam a marcar toda a sua obra, como o extremo perfeccionismo do diretor, e seu rigor estético. A própria temática do filme já esboça aquela que seria a visão do diretor em toda a sua obra: a imperfeição do ser humano. Kubrick sempre preferiu mostrar o lado negro do homem, seu lado frio, vil, obscuro. E aqui não é diferente.

O Grande Golpe pode não ser ainda a obra-prima de Stanley Kubrick (apesar de haver quem o considere seu melhor filme), mas já demonstra muito do que ele viria a ser mais à frente. E, mais que isso, já evidencia a existência de um diretor que, embora ainda em formação, é melhor do que muitos realizadores já estabelecidos.



The Killing (1956)
É um filme do cineasta Stanley Kubrick baseado no romance Clean Break de Lionel White. O film noir descreve os esforços de Johnny Clay (Sterling Hayden) e um time reunido para roubar um hipódromo. O uso de uma cronologia não-linear e multiplos pontos de vista influenciou muitos cineastas posteriores, tais como Quentin Tarantino.[1] Quando os executivos do estúdio viram o filme completo pela primeira vez, afirmaram que a película não fazia sentido e que nenhuma audiência iria permanecer sentada até o fim da história, devido a sua falta de linearidade. O diretor reeditou o filme até descobrir que a chave para contar a história era mantê-la da forma que ela estava no livro, e da forma com que fora inicialmente editada. O filme credita o escritor Jim Thompson com "diálogos adicionais", embora haja algumas questões tais como se os créditos descrevem com justiça a extensão das contribuições de Thompson ao roteiro. (Thompson foi totalmente creditado como co-escritor no filme seguinte de Kubrick, Paths of Glory).

Sinopse
Quando o ex-presidiário Johnny Clay (Sterling Hayden) diz que tem um grande plano, todos querem participar. Especialmente quando o plano é roubar 2 milhões de dólares em um esquema "ninguém vai se machucar". Mas, apesar do planejamento cuidadoso, Clay e seus homens se esquecerem de uma coisa: Sherry Peatty (Marie Windsor), uma garota ambiciosa e traiçoeira que está planejando um grande golpe só seu... mesmo que para isso ela precise acabar com toda a gangue de Clay! Dirigido com uma revolucionária técnica de narrativa pelo lendário Stanley Kubrick, The Killing é tenso, inflexível e um dos maiores suspenses sobre crimes de todos os tempos!

Produção
Direção Stanley Kubrick
Roteiro Stanley Kubrick, Jim Thompson (diálogos adicionais), Lionel White (o romance Clean Break)
Elenco original: Sterling Hayden, Coleen Gray, Vince Edwards, Jay C. Flippen, Elisha Cook Jr., Marie Windsor
Género Film Noir, Crime, Drama, Suspense, Aventura
Idioma original Inglês

Fontes

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

510 - A INTÉRPRETE (NICOLE KIDMAN) 2005

Sydney Pollack regressa à terra de thrillers com "The Interpreter", um tempo oportuno, drama provocante com um elenco soberbo e uma premissa interessante. Um pouco prolixo e, às vezes confuso, "The Interpreter" beneficia de performances sólidas por Nicole Kidman , Sean Penn e Catherine Keener .

Nicole Kidman estrela como Silvia Broome, uma intérprete das Nações Unidas, que vem da nação fictícia de Matobo, África. Um especialista na linguagem obscura da Ku, Silvia ouve um plano para matar o ditador odiado de Matobo poucos dias antes de sua aparição diante dos membros da ONU. "O Mestre nunca vai sair desta sala vivo," a vida de Silvia é virada do avesso e de cabeça para baixo pelos conspiradores e pelos agentes federais, Tobin Keller (Sean Penn) e Dot Woods (Catherine Keener), atribuído para protegê-la. Enquanto na superfície parece Silvia é simplesmente um inocente que só aconteceu a ouvir os supostos assassinos, Keller tem suas dúvidas. Silvia é uma testemunha ou ela está de alguma forma ligado à ameaça contra a cabeça Africano de Estado?

"A Intérprete" é um jogo de gato e rato com algumas das partes envolvidas que parece mudar de lado durante todo o processo. O filme tem diálogo complicado e obrigará a prestar muita atenção, a fim de acompanhar o enredo (ir ao snack-bar antes do filme começar, ou você vai perder um detalhe chave). E enquanto a maior parte "A Intérprete" é envolvente, tem momentos dolorosamente lento. O fluxo do filme é irregular e há momentos em que parece que a informação seja repetida desnecessariamente, desenhado em detalhes demais, ou o que é alimento para o público acaba por ser apenas embaixo ilógico. No entanto, Kidman e Penn são impressionantes, cravando seus personagens e tornando os momentos lento e irritante trama complicada principalmente tolerável.

Depois de jogar fora agindo elogios a Nicole Kidman e Sean Penn, eu tenho uma grande reclamação sobre a aparência Kidman em "The Interpreter", no entanto é algo que a atriz ganhadora do Oscar não tem controle. Eu tive um momento realmente difícil prestar atenção ao diálogo Kidman é por causa de sua franja misteriosamente em movimento. Quando comecei a observá-los, era praticamente impossível de parar. Em cenas com diálogo intenso, a câmera se concentra primeiro em cima Kidman, então em quem ela estava falando no momento, e de volta a Kidman. Quase a metade do tempo quando a câmera retornou para enfrentar Kidman, a franja já não estavam cobrindo um dos olhos. Eles tinham sido arrastados de volta mais longe de seu rosto, uma mudança de posição muito óbvia. Tornou-se tão violenta que eu tinha um tempo difícil pô-lo fora da minha mente e focando a história.  Meus olhos estavam continuamente atraído pela bangs Kidman. Eu sei que isto é nit-picking, mas a falta de continuidade me tirou do filme. Bangs deve ser um não-não em um filme tão intensamente o diálogo orientado.

Quanto ao visual do filme, muito tem sido feito de fato Sydney Pollack teve permissão para filmar no interior do atual edifício das Nações Unidas. "A Intérprete" foi o primeiro filme a ter acesso (mesmo Alfred Hitchcock foi negada a permissão, quando ele queria filmar "North by Northwest" dentro dos salões sagrados da ONU) e da atmosfera e vibe do actual edifício das Nações Unidas contribui para a filme não pode ser negada. Se você já se perguntou o que seria como estar no centro do poder, "The Interpreter" faz você se sentir como se estivesse ali no meio de fabricantes mundiais de decisão.

Enquanto o filme tem todos os ingredientes de uma história sólida para o público adulto, há algo muito artificial sobre o set-up e sobre os personagens principais. Os agentes federais são ineptos, o filme tenta espremer uma lição sobre o perdão na trama, e um monte de ações dos personagens de apoio "são telegrafou tão longe de antemão que quando a ação decola, a emoção é silenciado.
"A Intérprete" parece bom e a atuação é fantástica, mas isso é só na superfície. Definitivamente não é o thriller absorvente você pode sentir Pollack foi com o objetivo de produzir, "A Intérprete" é bom, mas em última análise, esquecível.


Grade: B- Grade: B-
"A Intérprete" foi dirigido por Sydney Pollack e é classificado como PG-13 para a violência, algum conteúdo sexual e linguagem forte breve.


Elenco
Nicole Kidman as Silvia Broome
Sean Penn as Tobin Keller
Catherine Keener as Dot Woods
Jesper Christensen as Nils Lud
Yvan Attal as Philippe
Earl Cameron as Edmond Zuwanie
George Harris as Kuman-Kuman
Michael Wright as Marcus
Clyde Kusatsu as Police Chief Lee Wu
Eric Keenleyside as Rory Robb
Hugo Speer as Simon Broome
Maz Jobrani as Mo
Yusuf Gatewood as Doug
Sydney Pollack as Jay Pettigrew
Curtiss Cook as Ajene Xola
Byron Utley as Jean Gamba

Bilheteria
Em sua semana de estréia. De acordo com a Box Office Mojo , The Interpreter tinha um interno bruto de 72.708,161 dólares e um registro internacional de $ 90.236,762, elevando o nível mundial de imagens brutas de $ 162.944.923 contra um orçamento de US $ 80 milhões, de modo que o filme foi considerado um sucesso de bilheteria.

Fonte






terça-feira, 24 de janeiro de 2012

509 - CATHERINE, A GRANDE (CATHERINE ZETA-JONES)

Nesta biografia romantizada, Catherine, uma inexperiente princesa alemã, se torna a noiva do filho do czar Pedro, o louco e abusivo filho e herdeiro da czarina Elizabeth da Rússia, com quem aprende a arte do cinismo para conseguir o poder imperial absoluto a qualquer custo, incluindo o sacrifício de seu amante, o jovem oficial Saltikov, que lhe dá um herdeiro que Peter não consegue, devido à sua impotência.

Após a morte de Elizabeth, ela rapidamente se organiza para tomar o poder com o apoio dos militares e da Corte e trabalha para a ampliação e modernização do império, colocando à frente do Estado o seu amante, um gênio militar que combate os turcos otomanos e governa os territórios conquistados para ela. O filme traça a forma como essa grandiosa líder conseguiu habilmente manipular tanto as instituições sociais de seu tempo, quanto os homens poderosos que a rodeavam, a fim de ganhar o controle sobre toda a Rússia.

Gênero: Drama / Biografia / Romance
Ano de Lançamento: 1995
Duração: 160 minutos
País de produção: EUA, Alemanha
Diretor(a): Marvin J. Chomsky, John Goldsmith



Elenco:
Catherine Zeta-Jones (Catarina, a Grande)
Jeanne Moreu (Rainha Elizabeth)
Omar Sharif (Razumovsky)
Mel Ferrer (Padre)
Veronica Ferrer (Voronstsova)
Paul McGann (Potemkin)
Ian Richardson (Vorontsov)
Brian Blessed (Bestuzhev)
John Rhys-Davies (Pugachev)
Craig McLachlan (Saltikov)
Hannes Jaenicke (Peter)
Mark McGann (Orlov)
Karl Johnson (Sheshkovsky)
Stephen McGann (Alexis Orlov)
Horst Frank (Schwerin)
Vernon Dobtcheff (Naryshkin)
Christoph Waltz (Mirovich)


Fonte:
Título original: Catherine, The Great



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

508 - O PACTO DE JUSTIÇA (NICOLAS CAGE) 2011

Matéria sobre Seeking Justice

Finalmente surgiu uma matéria sobre "Seeking Justice"! No texto abaixo, algumas considerações feitas pelo elenco e alguns integrantes da equipe. Vale à pena ler! O filme não tem previsão de estreia no Brasil.

Agradeço a Floderstarke, do Cagealot Castle, quem encontrou o artigo.


Nicolas Cage fala sobre ir aos "limites extremos" interpretando Nick em "Seeking Justice".

Albert Einstein uma vez escreveu: "O mundo é um lugar perigoso para se viver, não por causa das pessoas que são más, mas por causa das pessoas que não fazem nada sobre elas."

Em "Seeking Justice", uma decisão fatal feita no auge de sofrimento e angústia põe em movimento uma espiral de intrigas, manipulação, medo e paranóia. Na escolha de vingança oportunista sobre a justiça institucional, um dedicado marido e professor encontra-se em fuga das autoridades e do líder hipócrita de um grupo secreto de justiceiros.

"Esta é uma história sobre um homem angustiado, Nick, que aceita uma oferta de retribuição e logo percebe que ele fez um pacto com o diabo", diz o diretor Roger Donaldson, o homem na direção de suspenses aclamados como "No Way Out" ("Sem Saída") e "The Bank Job" ("Efeito Dominó"). "Ele tropeça em algo muito maior do que o que ele pensou que estava se metendo".

"Seeking Justice" explora um complexo labirinto psicológico de retribuição, vitimização e justiça. Nicolas Cage diz que ele foi atraído para a história por causa da sua análise filosófica da natureza humana, "é por isso que eu interpretar Nick. Espero que cheguemos ao lugar onde vemos como Simon (Guy Pearce) está desconstruindo Nick para expor suas raízes de homem da caverna ".

Cage, que se juntou ao projeto em parte por causa do envolvimento de Donaldson, continuou, "Nick não é um homem violento. Ele não gosta de armas. Mas ele cai vítima de uma necessidade de vingança, e ela o leva a um ponto de raiva e brutalidade".

Com Cage e Donaldson, os cineastas abordaram January Jones, com quem Cage queria trabalhar há algum tempo, e Guy Pearce, descrito por Bergman como um ator "incrível que é capaz de orquestrar um jogo de gato e rato convincente na tela . Seu personagem acredita que ele está fazendo as coisas pelas razões certas".

E, como tantas vezes acontece com aqueles que interpretam juiz, júri e carrasco, Simon se torna perigosamente hipócrita.

"Simon é uma pessoa que provavelmente começou com um rancor grave contra um sistema judicial que considerava falho, mas depois começa a manipular a situação para atender a si mesmo", diz Guy Pearce. "Acho que as pessoas geralmente são maleáveis, e para alguns é mais difícil encontrar a clareza entre o certo e o errado".

DE JANUARY EM DIANTE

Apesar de amante da música, January Jones teve pouco treinamento formal, e ficou encantado com a oportunidade de receber instrução sobre o violoncelo e baixo na preparação para o filme.

"Eu sempre quis tocar um instrumento, e um dos dons de ser atriz é aprender algo novo no trabalho", diz Jones. "O violoncelo é um instrumento difícil de tocar bem, mas eu aprendi o suficiente para enganar. E foi muito divertido tocar baixo. Eu adorei".

Tanto como uma musicista de jazz e clássica, a personagem de Jones atravessa o mundo eclético de músicos de estúdio e os arredores mais formais da sinfonia. Esta dicotomia profissional se reflete em seu guarda-roupa, diz a figurinista Caroline Eselin-Schaefer.

Em contraste, Eselin-Schaefer diz que, Nick se veste em consistentes cores escuras: pretos, cinzentos, castanhos e roxos.

"Nicolas fica ótimo em cores escuras e usa roupas lindamente. Na primeira prova que fizemos eu pensei: 'Deus, você parece bom. Isso vai ser divertido' ".

Muito diferentes em estilo é Simon, ela observa, que é um "vilão clássico".

RELAÇÕES DE TRABALHO

Nicolas Cage diz, "Eu me inscrevi para o passeio com Roger, então onde quer que ele queira ir, irei. Eu posso provocá-lo sobre isso, assim como ele brinca comigo, mas eu estou disposto a estender aos limites externos se ele está procurando algo. E houve momentos, depois de 18 takes, que uma nova percepção ocorreu. Posso não ter o esperado, mas aconteceu. E acho que por causa disso, fomos a alguns lugares juntos que são emocionantes".


De January Jones, Cage diz: "Ela tem uma tensão interna que é um pouco imprevisível, e, ao mesmo tempo, o encanto de uma criança. Ela é uma ótima atriz e muito divertida de se trabalhar".



No papel de um professor, Nicolas Cage reflete sobre ter "grande respeito por seu papel na sociedade. Meu pai era um professor, e me sinto como se estou pagando tributo a ele. Nick ensina em uma escola do centro da cidade com os alunos em sua maioria afro-americana. O roteiro referencia Shakespeare, Shelley e Burke, e eu pensei que nós precisávamos chegar a escritores como Langston Hughes envolvidos também. Eu queria Nick para ser um professor que se relaciona com o ambiente cultural em que ele está e faz um esforço para se conectar".

Cage tinha a intenção de reforçar a idéia de que seu personagem é um homem comum, não um protagonista dos quadrinhos, muitas vezes pedindo a Roger, "talvez eu devesse usar meus óculos aqui?" ou "talvez eu devesse soar mais incerto com esta frase?"

January Jones afirma: "Eu achei que esta era uma história muito interessante exatamente porque não é um thriller de ação típica. Não há super-heróis correndo por aí. Estas são pessoas normais presas em um labirinto psicológico".


O QUE É TUDO ISSO

Nick Gerard (Nicolas Cage) é um dedicado professor de Inglês, casado com uma musicista, Laura (January Jones). Eles desfrutam de uma vida doméstica confortável, construída em torno de concertos de orquestra, churrascos de quintal e do passatempo favorito de Nick, partidas de xadrez com o diretor de sua escola (Harold Perrineau).

Uma noite horrível abala suas vidas. Enquanto sai de um ensaio de estúdio, Laura é vitimada por um ataque brutal. Esperando ansiosamente por uma atualização sobre o seu estado no hospital, Will é abordado por um homem bem vestido (Guy Pearce) que, silenciosamente, se oferece para fazer justiça imediata e poupar o casal a provação de um julgamento emocionalmente doloroso. Obrigado a tomar uma decisão espontânea em um quadro de mente perturbada, ele aceita a proposta, e é puxado para dentro de uma organização de justiceiros, que leva a consequências cada vez mais assustadoras e perigosas.

Fonte:
Khallej Times via Cagealot Castle
New Orleans tem um papel fundamental na história, não apenas por sua arquitetura única e vibração, mas também sua reputação como uma cidade misteriosa onde as coisas são feitas de forma diferente.

domingo, 22 de janeiro de 2012

507 - BOTTE DI NATALE (TERENCE HILL & BUD SPENCER)

Este é um filme típico de faroeste, de um jeito divertido, meio atrapalhado e muito engraçado. Assistir um filme destes é muito comum antigamente e, pasmem, está cheio de imagens do tabuleiro de xadrez, embora o filme tenha uma outra temática. Mais, em função das muitas imagens estamos publicamos esta postagem.

Sinopse:
Os Encrenqueiros é o último filme da dupla inesquecível das comédias do faroeste, Bud Spencer e Terence Hill (Trinity e seus companheiros, Eu, Você, Ele e os Outros), Travis (Hill) é o pistoleiro mais rápido do Oeste. Seu irmão, Moses (Spencer), maior do que um urso, é o caçador de recompensas mais destemido da fronteira. Quando a mãe dos irmãos decide reuni-los para comemorar o Natal, cabe ao Travis ir em busca do Moses. As aventuras tornam-se cada vez mais divertidas para os irmãos encrenqueiros, que enfrentam um vilão malvado, um cachorro raivoso e um urso temível e cedem aos encantos de uma linda veterinária.
Informações Técnicas
Título no Brasil: Os Encrenqueiros
Título Original: Botte di Natale / The Night Before Christmas
País de Origem: Itália / Alemanha / EUA
Gênero: Faroeste
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 1994
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: DreamLand Filmes
Direção: Terence Hill

Elenco:
Terence Hill ... Travis
Bud Spencer ... Moses
Boots Southerland ... Sam Stone
Ruth Buzzi ... Maw
Neil Summers ... Dodge
Michael Huddleston ... Blacksmith
Anne Kasprik ... Bridget
Eva Haßmann ... Melle
Ron Carey ... Sheriff Fox
Fritz Sperberg ... Deputy Joe
Radha Delamarter ... Janie
Jonathan Tucker ... Moses Junior
Paloma von Broadley ... Jessica
Samantha Waidler ... Mary Lou
Kevin Barker ... Twin
Brian Barker ... Twin
Charlie Barker ... Child
Pilar O'Connel ... Child
Sarah Waidler ... Child
Lauren Myers ... Child
Natasha Goslow ... Child
Patrick Myers ... Patrick
J.D. Garfield ... Photographer
Tom Eiden ... Outlaw #2
Bo Greigh ... Outlaw #3
Forrie J. Smith ... Cowboy #1
Steven Gregory Tyler ... Cowboy #2
William P. Tazzie ... Little bear
Jack Caffrey ... Judge
Adam Taylor ... Blackjack
Geoffrey C. Martin ... Executioner
Lou Baker ... Preacher
Sommer Betsworth ... Girl
Jerry Gardner ... Corral owner
Jess Hill ... Telegraph clerk
Michael McCormick ... Puppeteer
Harriet Medin ... Elderly woman
Tom Connor ... Bank clerk
J. Michael Oliva ... Santa Claus
Aviva ... Schoolgirl #1
Taunee Watson ... Schoolgirl #2
Ottaviano Dell'Acqua ... Outlaw #4
Massimiliano Ubaldi ... Cowboy killer




















Fontes: