terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A ORIGEM (2010) LEONARDO DI CAPRIO

Crítica: A Origem
Christopher Nolan complica a estrutura trivial dos filmes de assalto
Marcelo Hessel 05 de Agosto de 2010

A Origem (Inception)
EUA / Reino Unido
2010 - 148 minutos
Ficção científica / Suspense
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan

Elenco:
Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ken Watanabe, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger, Dileep Rao, Michael Caine, Lukas Haas, Pete Postlethwaite

A Origem (Inception, 2010) não é nenhuma esfinge. Na verdade, a sua estrutura, emprestada dos filmes-de-assalto, é bem trivial. Acompanhamos o planejamento de um golpe enquanto se aprende o essencial de cada personagem. Na hora de pôr o golpe em prática, termina o ensaio, começam os imprevistos.

Grupos de golpistas costumam ter um novato porque é preciso expor ao espectador as regras do jogo (que os personagens veteranos, obviamente, já conhecem). Em A Origem, a estudante Ariadne (Ellen Page) faz essa função. Ela é a nossa representante na trama, intrigada com a tal máquina de invadir sonhos inventada pelo roteirista e diretor Christopher Nolan. Ironicamente, o totem de Ariadne é um peão de xadrez - ela só serve para ser a intermediária, a intérprete.

A regra é clara
Como no cinema de Nolan o que importa é o engenho, a maquinação, ele evidentemente se preocupa em deixar as regras claras - antes de Ariadne aparecer em cena, o jogo é explicado a outro novato no meio, o personagem de Ken Watanabe. Pontos de referência no elenco, Joseph Gordon-Levitt e Leonardo DiCaprio se revezam nas explanações. Mais adiante, entra o químico com seu supersedativo, o falsificador com seus disfarces, e todos param para ouvir mais explicações.

É como ver um filme baseado em Philip K. Dick com narração da voz do GPS. Essa obsessão de Nolan pela ordem, por tentar organizar um universo de ficção científica cheio de enunciados (bons tempos os de Asimov, em que as leis da robótica eram apenas três), acaba sabotando A Origem de dentro pra fora. Porque quando começa o golpe, e à medida que os golpistas vão mais fundo, as incongruências saltam aos olhos.

E não há nada pior para um ilusionista do que ser desmascarado.

Não convém aqui listar todos os desvios de lógica que acometem A Origem. Basta a pergunta de Ariadne numa das muitas bifurcações da trama: "Peraí, no subconsciente de quem estamos entrando mesmo?". Não se envergonhe se você se perder pelo caminho - o que parece complexo pode ser só complicado - já que, afinal, a nossa representante dentro do filme também levou um nó de Nolan.

Assim como em Batman - O Cavaleiro das Trevas, em que muitos lances prescindem de verossimilhança e existem por pura catarse (por exemplo, o Coringa antecipar eventos que seriam impossíveis de calcular, como a bomba plantada na barriga do gordo pra pegar o chinês), A Origem abraça o impacto pelo impacto. Como na cena da escada de Penrose, em que o personagem de Gordon-Levitt solta uma frase de efeito nerd para comemorar a própria esperteza.

Christopher Nolan é esperto, disso não há dúvida. No fim das contas, ele acaba embrulhando seu filme-de-assalto no conceito de subsolos de sonhos só para viabilizar um triunfo narrativo: a dilatação do clímax. Se considerarmos que começa e termina com o chute do primeiro sonho, então o clímax de A Origem tem 47 minutos. É o milagre da multiplicação do suspense.

Não se deve subestimar a importância da trilha sonora de Hans Zimmer nesse processo. O clímax nos segura por tanto tempo, em boa medida, porque Zimmer mantém o seu tema da vuvuzela numa escalada de notas alongadas. Já era um truque que o compositor e o diretor empregaram com O Cavaleiro das Trevas (especialmente na cena da balsa dos condenados) e em A Origem funciona ainda melhor.

Mas, como toda trucagem, esta só está à espera de ser desmontada (e parodiada, como já acontece com o filme web afora). Passada a primeira impressão, A Origem tende a depreciar a curto prazo. Enquanto isso, Christopher Nolan se diverte com seu pião - vai todo mundo rever o filme e prestar atenção na aliança ou nas roupas das crianças, só para tentar entender um enigma que muito provavelmente não faz sentido sob qualquer ponto de vista.

516 - ATRAÍDOS PELO CRIME (BROOKLYN'S FINEST) RICHARD GERE

Anotação em 2010: Um policial pesado, violento, sombrio, daquele tipo de filme que deixa a gente com a dura sensação de que a humanidade não tem jeito, não tem saída, não tem luz alguma no fim do túnel.

Tudo se passa no Brooklyn, em Nova York, como indica o título original, tragicamente irônico – Brooklyn’s Finest, o melhor do Brooklyn. Boa parte da ação acontece em um gigantesco conjunto residencial pobre onde parece acontecer mais crimes em um único mês do que no Rio de Janeiro de hoje em um ano – um lugar povoado por traficantes, viciados, prostitutas, criminosos de todas as espécies.

A trama – complexa, enrolada – acompanha as vidas duríssimas de três policiais. Eddie (Richard Gere) é alcoólatra, solitário, foi abandonado pela mulher; está a poucos dias de sua aposentadoria, depois de 22 anos na Polícia de Nova York. Tudo o que ele quer é que esse tempo passe bem depressa, sem que aconteça qualquer imprevisto, mas seu superior o incumbe de treinar um policial novato. E muitos imprevistos virão.

Tango (Don Cheadle) é conhecido e respeitado na vizinhança como um grande bandido, traficante dos bons, muito amigo de Caz, o bambambã do lugar (Wesley Snipes); passou alguns anos na cadeia, assim como Caz. Na verdade, chama-se Clarence e é um policial infiltrado entre os traficantes. Não suporta mais a vida dupla, quer sair daquilo, quer ter sua vida de volta, ter um trabalho burocrático, longe das ruas. Sua mulher, por quem é perdidamente apaixonado, está pedindo o divórcio.

Sal (Ethan Hawke) já tem uma penca de filhos, e sua mulher, Angela (Lili Taylor) está grávida de gêmeos – e tem problemas pulmonares. A casa em que vivem é velha, úmida, cheia de mofo, o que piora a saúde de Angela. Não tem espaço para receber mais dois filhos – e Sal, respeitado e querido pelos amigos, decide ganhar dinheiro do jeito errado, roubando dos traficantes.

A boa trilha é de Marcelo Zarvos, brasileiro radicado nos EUA
É um bom filme, extremamente bem feito em todos os quesitos. Os atores todos têm belas interpretações. A música é envolvente, forte, amplia a sensação angustiante que o filme vai passando para o espectador. Nunca tinha ouvido falar do compositor, Marcelo Zarvos, um brasileiro que aparentemente está radicado há tempos nos Estados Unidos e estudou no respeitado Berklee College of Music.

Dois detalhes me chamaram atenção. A atriz Ellen Barkin faz um pequeno papel no filme, como uma agente policial graduada que exige que Clarence participe de uma determinada ação. Ela só aparece em duas seqüências.

Mais tarde, numa cena tristíssima, Eddie, o personagem de Richard Gere, canta para a mulher com quem andava transando, uma prostituta, a música Sea of Love, grande sucesso em 1959 e depois de novo, em nova gravação, em 1982. A canção é um elemento importante em um belo policial passado em Nova York, Vítimas de uma Paixão, de Harold Becker, de 1989, com Al Pacino e uma sensualíssima Ellen Barkin; o título original do filme é exatamente o título da música, Sea of Love. Foi uma bela homenagem a essa atriz de presença sempre forte, me pareceu, colocar a música no filme.

Não me lembro de ter visto outro filme do diretor Antoine Fuqua, que chegou ao cinema depois de uma carreira de sucesso como diretor de filmes comerciais e de videoclips – fez clips para, entre outros, Stevie Wonder e Prince.

Gosto amargo
O filme deixa um gosto bem amargo. O que ele parece querer dizer é assim: por mais que se faça, não dá para controlar o crime e o tráfico de drogas; a polícia vai sempre perder a batalha; não adianta ser um policial honesto – não há recompensa nem reconhecimento; o salário do policial é baixo, a vida é perigosíssima, e a tentação da corrupção, do crime, é imensa.

Atraídos pelo Crime/Brooklyn´s Finest
De Antoine Fuqua, EUA, 2009

Com Richard Gere (Eddie), Don Cheadle (Clarence, ou Tango), Ethan Hawke (Sal), Wesley Snipes (Caz), Vincent D’Onofrio (Carlo), Brian F. O’Byrne (Ronny Rosario), Lili Taylor (Angela), Shannon Kane (Chantel), Ellen Barkin (agente Smith)

Argumento e roteiro Brad Caleb Kane e Michael C. Martin
Fotografia Patrick Murguia
Música Marcelo Zarvos
Produção Millenium Films, Langley Films, Nu Image
Cor, 125 min
Título em Porrtugal: Atraídos pelo Crime. Título na França: L’Élite de Brooklyn.


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

515 - OS TRÊS MOSQUETEIROS (MILLA JOVOVICH) 2011

Sinopse: D'Artagnan (Logan Lerman) é um jovem do interior treinado pelo pai para se tornar um mosqueteiro. Ele segue para Paris para realizar o sonho, mas logo enfrenta problemas devido ao seu pavio curto. Após esbarrar com Athos (Matthew Macfadyen), Aramis (Luke Evans) e Porthos (Ray Stevenson), D'Artagnan agenda duelos com eles para o mesmo dia. O quarteto acaba lutando junto contra os guardas do cardeal Richelieu (Christoph Waltz), o que faz com que o jovem se aproxime do trio de amigos. Athos, Portos e Aramis atualmente estão desanimados e sem função definida, após serem traídos pela Milady (Milla Jovovich) em uma missão em Veneza. Eles voltam à ativa ao lado de D'Artagnan quando Richelieu e Milady tramam contra a rainha Anne (Juno Temple), tentando forjar um romance entre ela e o Duque de Buckingham (Orlando Bloom). O objetivo é que a situação faça com que o povo perceba a fragilidade do rei Louis (Freddie Fox) e queira um monarca de mais força, sendo a chance sonhada para que Richelieu assuma o poder.

Notas do AdoroCinema
Os valores da história original foram deixados de lado em nome de cenas de ação e antagonistas sem apelo, o que faz com que seja apenas um arremedo do clássico de Alexandre Dumas. Nem mesmo os duelos de espada empolgam.

Elenco
Matthew Macfadyen (Athos)
Luke Evans (Aramis)
Milla Jovovich (Milady De Winter)
Christoph Waltz (Cardeal Richelieu)
Orlando Bloom (Duque de Buckingham)
Mads Mikkelsen (Rochefort)
Logan Lerman (D'Artagnan)
Ray Stevenson (Porthos)
Juno Temple (Rainha Anne)
Til Schweiger (Cagliostro)
James Corden (Planchet)
Carsten Norgaard (Jussac)
Dexter Fletcher (Pai de D'Artagnan)
Freddie Fox (Rei Louis) ..

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domingo, 29 de janeiro de 2012

514 - PAUL, O ALIEN FUGITIVO


Dirigido por Greg Mottola (diretor de Superbad), Paul é uma comédia sci-fi (nerd) americana/inglesa. Dois nerds ingleses realizam o sonho de comparecer à Comic-Con em San Diego – Califórnia, uma feira onde pessoas se fantasiam de personagens de quadrinhos e expositores apresentam brinquedos, lançamentos, e muitas outras coisas muito nerds. Se você não sabe o que é comic-con, talvez não ache o começo tão engraçado.

Aproveitando sua estadia nos Estados Unidos, os dois ingleses planejam uma viagem nerd à todos os lugares consagrados nos quadrinhos sci-fi como ponto de aparição de ETs, entre eles, a Área 51. A Área 51 é uma base militar Top Secret muito conhecida por sua aparição em games e séries de TV. Dizem que lá existem centros de estudo que abrigam todas as formas alienígenas que já apareceram na Terra. No GTA por exemplo, se o personagem se aproximasse das grades da Área 51, era imediatamente fuzilado.

Nos arredores da Área 51, eles encontram Paul, um ET que fugiu da base e estava sendo perseguido por agentes federais. Os nerds decidem então, ajudá-lo a fugir e conseguir voltar para casa.

Paul é uma comédia surpreendente, muito inteligente e cheia de referências nerds. Se você é nerd ou simplesmente gosta de filmes de ETs, vai com certeza adorar Paul.

Para apoiar a crítica do filme Paul, o elenco é formado por Seth Rogen (Superbad), Sigourney Weaver (Alien e Avatar), Kristen Wiig (Saturday Nigh Live), Jane Lynch (Two and a Half Men), Blythe Danner (Meet the Fockers), John C. McGinley (Scrubs), com aparições de Steven Spielberg e os protagonistas são a dupla de ingleses Simon Peg (Shaun of the Dead) e Nick Frost.

Sinopse

Graeme Willy (Simon Pegg) e Clive Gollings (Nick Frost) são dois jovens nerds que estão nos EUA a procura de OVNIs. O alienígena Paul (Seth Rogers) está na Terra há 60 anos e, cansado de ficar numa base militar secreta, decide pular fora e embarcar no primeiro carro que encontrar pela frente. Assim esse trio se conhece. Willy e Gollings resolvem ajudar Paul e mandá-lo de volta à nave-mãe. Enquanto eles não alcançam o objetivo, Paul integra o grupo e é o novo companheiro de confusões dos geeks britânicos.

Informações Técnicas

Título no Brasil: Paul - O Alien Fugitivo
Título Original: Paul
País de Origem: EUA / Reino Unido
Gênero: Comédia / Ficção
Tempo de Duração: 104 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Greg Mottola



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sábado, 28 de janeiro de 2012

513 - CRUZADA (ORLANDO BLOOM)

Kingdom of Heaven (br: Cruzada / pt: Reino dos Céus) é uma co-produção cinematográfica que tem por tema a retomada de Jerusalém pelos muçulmanos, em 1187. Foi filmada em Marrocos e lançada em 6 de maio de 2005.


Sinopse
Em meio à nobreza e à intriga da Jerusalém medieval. Orlando Bloom interpreta Balian, um jovem francês, que após ter perdido tudo, encontra honra e redenção em busca valorosa. Numa luta desigual, Bailan enfrenta forças avassaladoras para salvar seu povo e cumprir seu destino como um verdadeiro cavaleiro.


Enredo
Reflexo do cenário e das preocupações internacionais deste início de século, Kingdom of Heaven é uma película tecnicamente bem feita e que pretende ser politicamente correta. Segundo seu diretor, Ridley Scott, "o filme é sobre a paz, a tolerância e a possibilidade de convivência entre povos de diferentes orientações religiosas, culturas e crenças". Para atingir seu propósito, ele não relutou em manipular fatos e personagens históricos.

A ação se passa no final do século XII, época em que o sultão Saladino, (de origem curda), reconquista a cidade de Jerusalém (1187), que os cristãos da Primeira Cruzada (1090) haviam tornado capital de seu Reino Latino .

No filme, o personagem principal, Balian, é um bastardo ferreiro francês, que se torna cavaleiro e barão de Ibelin (um feudo na Terra Santa), graças à inesperada visita de seu genitor, o nobre Godfrey de Ibelin. Após a morte do pai, ele viaja para Jerusalém e, no caminho, mata, em duelo singular, um experiente guerreiro muçulmano, apesar de só ter tido algumas poucas horas de treinamento no uso da espada. Em Jerusalém, Balian toma posse de seu feudo, torna-se amigo do rei-leproso, Balduíno IV , e do conselheiro real, Tiberias, conde de Trípoli, e ainda namora a bela Sybilla, esposa insatisfeita do prepotente Guy de Lusignan.

A verdade histórica é que Balian nunca foi ferreiro, nem precisou viajar para a Palestina, pois já estava lá àquela época. Era um dos três filhos do barão Balian (e não Godfrey), e sua família (de origem francesa ou normando-siciliana) participava da Alta Corte do Reino Latino. Também não teve um caso com a princesa Sybilla, que era irmã do rei-leproso e mãe do herdeiro do trono, Baldwin V (ainda criança e solenemente omitido no filme). Segundo o historiador árabe, Ali ibn al-Athir, Sybilla apaixonou-se "por um recém-chegado do Ocidente, um certo Guy (de Lusignan). Ela o esposou e, com a morte prematura de Baldwin V, colocou a coroa na cabeça do marido".



No filme, o conde de Trípoli (Tiberias), que é o artífice da política de coexistência pacífica com o sultão Saladino, abandona Jerusalém quando Guy sobe ao trono e conduz os cristãos à desastrosa batalha de Hattin. Mas Ibn al-Athir nos exibe outra imagem do conde: "ele era muito ambicioso e desejava ardentemente tornar-se rei". Durante algum tempo, o conde (cujo nome real era Raymond) foi regente do rei-menino, Baldwin V, mas perdeu prestígio com a ascensão de Guy, o que lhe gerou tanto rancor que escreveu a Saladino oferecendo-lhe sua amizade, em troca do trono de Jerusalém. O máximo que conseguiu foi ter sua fuga para Trípoli garantida pelo sultão.

O grande vilão do filme é Reynald de Chatillon, cavaleiro da Ordem dos Templários, responsável pelo ataque a uma caravana muçulmana, fato que levou ao rompimento da trégua construída por Baldwin IV e conseqüente investida de Saladino contra Jerusalém. Após a batalha de Hattin, ele é aprisionado (juntamente com Guy) e morto pelo próprio sultão, sendo este um dos poucos pontos em que a realidade histórica e o filme de Scott não conflitam. Segundo o escritor Imadeddin al-Asfahami, conselheiro de Saladino, que assistiu ao fato, "a cabeça de Reynald foi cortada e o seu corpo arrastado diante do rei Guy, que começou a tremer".

Balian foi, realmente, o responsável pela defesa de Jerusalém, como mostra o filme. O cerco da cidade durou de 20 a 29 de setembro de 1187 e terminou com um acordo entre Balian e Saladino.

No filme, o cristão entrega Jerusalém em troca de salvo-conduto gratuito para todos os seus habitantes, depois de ameaçar destruir os "lugares santos" da cidade. A verdade histórica é que, além disso, ele ameaçou matar todos os cinco mil muçulmanos que viviam em Jerusalém. Por outro lado, o acordo não saiu de graça: Saladino cobrou um resgate de cada pessoa a quem garantiu salvo-conduto.

O filme se encerra com Balian retornando à França, na companhia de Sybilla. A realidade é que ele partiu sozinho para Tiro, ao encontro de sua verdadeira esposa.


Informações Técnicas
Título no Brasil: Cruzada
Título Original: Kingdom of Heaven
País de Origem: Reino Unido / Espanha / EUA / Alemanha
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 144 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Estréia no Brasil: 06/05/2005
Site Oficial: http://www.kingdomofheavenmovie.com
Estúdio/Distrib.: Fox Film
Direção: Ridley Scott
Orçamento: US$ 130 milhões
Receita: US$ 211,652,051


Comentários
27/09/2010 Por: Marcelo (48 anos)
O filme não tem o menor compromisso com o rigor histórico. Como pode um ferreiro, na idade média, saber ler e ter dotes militares para comandar um exército e lutar melhor do que cavaleiros treinados. Além disso, os personagens entram e saem da trama, sem muito sentido, como o caso de Liam Neeson e Jeremy Irons. Os conflitos na corte de Jerusalém, são tratados de forma superficial. Um tema como as Cruzadas, tão rico e importante, merecia melhor tratamento. Enfim um filme muito ruim.

12/10/2010 Por: Rita (46 anos)
O filme é M A R A V I L H O S O. Aliás eu já assisti a esse filme, no mínimo 10 vezes, e, a cada oportunidade me deparo com aspectos simplesmente fascinantes. Como seria bom, se judeus, cristãos e muçulmanos pudessem convive em paz. ENFIM ASSISTAM, COM CERTEZA ALGO vocês IRÃO APRENDER.

09/01/2011 Por: Roberto Carlos Candido (44 anos)
Excelente filme, pois assisti várias vezes, gostei do filme porque mostra que todo homem deve seguir seu caminho e principalmente obedecer seja que for.


Elenco
Orlando Bloom como Balian de Ibelin
Eva Green como Sybilla
Liam Neeson como Godfrey de Ibelin
Jeremy Irons como Tiberias
David Thewlis como Cavaleiro Hospitalário
Brendan Gleeson como Reynald de Chatillon
Marton Csokas como Guy de Lusignan
Ghassan Massoud como Saladino
Edward Norton como Baldwin IV
Alexander Siddig como Nasir/Imad
Jon Finch como Patriarca de Jerusalém
Iain Glen como Ricardo I de Inglaterra
Velibor Topic como Amalric


Fonte
































sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

512 - A JOVEM RAINHA VITÓRIA (EMILY BLUNT) 2009

A Era Vitoriana é um dos períodos mais importantes da monarquia do Reino Unido e o mais longo (64 anos). No entanto, longe de retratar eventos maiores como a incorporação da Índia, este A Jovem Rainha Vitória preocupa-se com a ascensão repleta de intrigas da jovem rainha, à época com 18 anos, ao trono britânico e seu romance e posterior casamento com seu primo, o príncipe Albert.

Reproduzindo com inteligência e habilidade a instabilidade política fruto do temor do instituto da regência - quando um aspirante à monarquia era impedido temporariamente de assumi-lo, seja pela idade, seja por alguma moléstia -, o roteiro de Julian Fellowes apresenta Vitória (Emily Blunt), completando seu 17° aniversário, e a obsessão de Sir John Conroy (Mark Strong, se tornando o vilão habitual inglês) de se tornar regente.

Com amor incondicional de seu tio, Rei Guilherme (Jim Broadbent em uma curta, mas bela interpretação) e a dúbia dedicação de Lorde Melbourne (Paul Bettany) impedem a concretização dos planos de Conroy.

Jean-Marc Vallée economiza na exposição excessiva e mantém os propósitos de cada personagem sempre em destaque. E mesmo que conte com um plano em que Conroy é visto por detrás das chamas de uma lareira - lugar-comum para registrar a natureza diabólica de um personagem -, ele cria uma boa rima narrativa ao vermos, em dois momentos distintos e importantes, Vitória acompanhada pela câmera por trás de si.

 
Mas, a direção de arte e os figurinos quem roubam, parcialmente, a cena nesta produção de época. Ilustrando traços marcantes da personalidade dos personagens, como a jovialidade de Vitória ou a ingenuidade de Albert em detrimento a segurança de Melbourne ou a sobriedade de Conroy, os figurinos de Sandy Powell, ganhadora do Oscar, são além de belos, reveladores. Não menos inspirada é a direção de arte de Patrice Vermette, nos amplos salões e vultuosas fachadas, nos jardins, mas especialmente na cena da coração que pontuada pela hipnotizante trilha de Ilan Eshkeri é um dos melhores momentos do longa.

A bela Emily Blunt me impressiona cada vez mais com outra grande interpretação. Retratando a rainha como uma garota mimada e intransigente, recém livre do confinamento a que era submetida, porém facilmente manipulável, Blunt revela aos poucos o progressivo amadurecimento político e emocional da rainha. E se Paul Bettany confere um grau de insegurança sempre que seu Lorde Melbourne está em cena - necessário para que sempre duvidemos de seu caráter -, Rupert Friend é apenas enfadonho como Albert, na única má atuação do elenco.

 
Suntuoso na recriação de época ao ponto de tirar o fôlego, e não menos do que ótimo no calibre das atuações, A Jovem Rainha Vitória erra apenas na narrativa, as vezes frouxa, na mudança de interesses de alguns personagens que não soam naturais e na insistência em retratar a história de amor de Vitória e Albert quando seria melhor manter o tom de intrigas políticas na sucessão da monarquia. Ainda assim, um bom filme!

Não apenas a importância histórica e política da Rainha Vitória são retratadas, como também o intenso amor compartilhado com Albert. Talvez esse equilíbrio perfeito no roteiro de Fellowes nos dê uma ótima impressão ao final do filme. Um amor aos moldes de Jane Austen e uma biografia digna de um monarca. O cuidado técnico nos figurinos e em toda direção de arte nos faz viajar para o século XIX e os grandiosos cenários utilizados embelezam ainda mais a trama. Jean-Marc Vallée soube coordenar todos esses elementos acrescidos de uma interpretação maravilhosa de Blunt e um elenco coadjuvante convincente. A Jovem Vitória viria a se tornar a “Avó da Europa“, e eu não me importaria de acompanhar todo resto de sua história.

Curiosidades
- Do mesmo diretor de C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
- Cada vestido que Emily Blunt usou foi assegurado por 10 mil libras cada.
- Produtora Sarah Ferguson é tataraneta da rainha Victoria.
- Muitas das cenas interiores foram filmadas no castelo Belvoir, em Leicestershire. A cama da cena da lua-de-mel foi usada pela prórpria rainha Victoria quando ela visitou o castelo em 1843.
- Indicado para três óscars

Prêmios
- Venceu o Oscar de Melhor Figurino (Sandy Powell) em 2010.

Elenco:
• Emily Blunt Rainha Victoria
• Rupert Friend Príncipe Albert
• Paul Bettany Lorde Melbourne
• Miranda Richardson Duquesa de Kent
• Jim Broadbent Rei William
• Thomas Kretschmann Rei Leopold da Bélgica
• Mark Strong Sir John Conroy
• Jesper Christensen Barão Stockmar
• Harriet Walter Rainha Adelaide
• Jeanette Hain Baronesa Lehzen
• Julian Glover Duque de Wellington
• Michael Maloney Sir Robert Peel

(Young Victoria, The, 2009)
• Direção: Jean-Marc Vallée
• Roteiro: Julian Fellowes
• Gênero: Biografia/Drama/Histórico/Romance
• Origem: Estados Unidos/Reino Unido
• Duração: 105 minutos
• Tipo: Longa-metragem

Fonte:




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

511 - THE KILLING 1956 (STANLEY KUBRICK)

O Grande Golpe (1956) – Projeto Stanley Kubrick
Um filme de outra nacionalidade, quando chega ao Brasil ou Portugal, por exemplo, sofre uma mudança de identidade. A tradução ou adequação do filme ao contexto local, mudam profundamente o título do filme. É o caso de The Killing, de Staley Kubrick que na minha pesquisa encontrei vários títulos como: "O Grande Golpe", "A matança", e "Um roubo no hipódromo".

Embora seja o terceiro longa do diretor, O Grande Golpe (The Killing, 1956) é considerado o filme que, de fato, lançou Stanley Kubrick em Hollywood, e o próprio considera este seu primeiro trabalho realmente profissional. Ele e seu parceiro, o produtor James B. Harris, compraram os direitos de adaptação do livro Clean Brake, de Lionel White, e fizeram um acordo com a United Artists para a produção: o estúdio ofereceu um orçamento de U$ 200 mil, e Harris entrou com U$ 80 mil do próprio bolso e mais U$ 50 mil do pai. O baixo valor não seria problema para Kubrick que, afinal, já havia feito dois longas com muito menos dinheiro.

O Grande Golpe narra a história de um grupo de homens e o ousado assalto a um hipódromo, no dia de uma corrida muito importante. O líder da gangue é Johnny Clay (Sterling Hayden), que arquiteta um meticuloso plano, executado estrategicamente, quase como um jogo de xadrez (xadrez, aliás, que sempre foi uma das grandes paixões de Kubrick), cobrindo todas as arestas para que o assalto seja um crime perfeito.

O maior trunfo do filme é sua narrativa não-linear, herdada do livro e espertamente mantida por Kubrick na edição. O filme chegou a ser muito criticado, por causa dessa estrutura não-linear que, apesar de não ter sido usada pela primeira vez aqui, não era comum na época, e pegou desprevenido um público acostumado com narrativas mais simples. Porém, o longa serviu para fazer com que Kubrick passasse a ser conhecido como um novo diretor a se prestar atenção, chegando a ser comparado, pela revista Time, a Orson Wells e seu Cidadão Kane (a influência deste em O Grande Golpe é clara).

O Grande Golpe é desses filmes que passam voando, graças à trama interessante e coesa, que consegue prender a atenção do início ao fim (e que fim!). A impressão que se tem é que o longa não tem nem uma cena sobrando, que tudo ali é essencial para a história, sem enrolação. Se a narrativa não-linear já havia sido utilizada antes, Kubrick inaugurou uma forma diferente de conta a história: mostrando o mesmo fato por diversos pontos de vista, de forma que o quadro completo da história só pode ser entendido após a união destes pontos de vista.

Embora seja apenas o segundo filme de Kubrick, já é possível visualizar várias características autorais, que viriam a marcar toda a sua obra, como o extremo perfeccionismo do diretor, e seu rigor estético. A própria temática do filme já esboça aquela que seria a visão do diretor em toda a sua obra: a imperfeição do ser humano. Kubrick sempre preferiu mostrar o lado negro do homem, seu lado frio, vil, obscuro. E aqui não é diferente.

O Grande Golpe pode não ser ainda a obra-prima de Stanley Kubrick (apesar de haver quem o considere seu melhor filme), mas já demonstra muito do que ele viria a ser mais à frente. E, mais que isso, já evidencia a existência de um diretor que, embora ainda em formação, é melhor do que muitos realizadores já estabelecidos.



The Killing (1956)
É um filme do cineasta Stanley Kubrick baseado no romance Clean Break de Lionel White. O film noir descreve os esforços de Johnny Clay (Sterling Hayden) e um time reunido para roubar um hipódromo. O uso de uma cronologia não-linear e multiplos pontos de vista influenciou muitos cineastas posteriores, tais como Quentin Tarantino.[1] Quando os executivos do estúdio viram o filme completo pela primeira vez, afirmaram que a película não fazia sentido e que nenhuma audiência iria permanecer sentada até o fim da história, devido a sua falta de linearidade. O diretor reeditou o filme até descobrir que a chave para contar a história era mantê-la da forma que ela estava no livro, e da forma com que fora inicialmente editada. O filme credita o escritor Jim Thompson com "diálogos adicionais", embora haja algumas questões tais como se os créditos descrevem com justiça a extensão das contribuições de Thompson ao roteiro. (Thompson foi totalmente creditado como co-escritor no filme seguinte de Kubrick, Paths of Glory).

Sinopse
Quando o ex-presidiário Johnny Clay (Sterling Hayden) diz que tem um grande plano, todos querem participar. Especialmente quando o plano é roubar 2 milhões de dólares em um esquema "ninguém vai se machucar". Mas, apesar do planejamento cuidadoso, Clay e seus homens se esquecerem de uma coisa: Sherry Peatty (Marie Windsor), uma garota ambiciosa e traiçoeira que está planejando um grande golpe só seu... mesmo que para isso ela precise acabar com toda a gangue de Clay! Dirigido com uma revolucionária técnica de narrativa pelo lendário Stanley Kubrick, The Killing é tenso, inflexível e um dos maiores suspenses sobre crimes de todos os tempos!

Produção
Direção Stanley Kubrick
Roteiro Stanley Kubrick, Jim Thompson (diálogos adicionais), Lionel White (o romance Clean Break)
Elenco original: Sterling Hayden, Coleen Gray, Vince Edwards, Jay C. Flippen, Elisha Cook Jr., Marie Windsor
Género Film Noir, Crime, Drama, Suspense, Aventura
Idioma original Inglês

Fontes

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

510 - A INTÉRPRETE (NICOLE KIDMAN) 2005

Sydney Pollack regressa à terra de thrillers com "The Interpreter", um tempo oportuno, drama provocante com um elenco soberbo e uma premissa interessante. Um pouco prolixo e, às vezes confuso, "The Interpreter" beneficia de performances sólidas por Nicole Kidman , Sean Penn e Catherine Keener .

Nicole Kidman estrela como Silvia Broome, uma intérprete das Nações Unidas, que vem da nação fictícia de Matobo, África. Um especialista na linguagem obscura da Ku, Silvia ouve um plano para matar o ditador odiado de Matobo poucos dias antes de sua aparição diante dos membros da ONU. "O Mestre nunca vai sair desta sala vivo," a vida de Silvia é virada do avesso e de cabeça para baixo pelos conspiradores e pelos agentes federais, Tobin Keller (Sean Penn) e Dot Woods (Catherine Keener), atribuído para protegê-la. Enquanto na superfície parece Silvia é simplesmente um inocente que só aconteceu a ouvir os supostos assassinos, Keller tem suas dúvidas. Silvia é uma testemunha ou ela está de alguma forma ligado à ameaça contra a cabeça Africano de Estado?

"A Intérprete" é um jogo de gato e rato com algumas das partes envolvidas que parece mudar de lado durante todo o processo. O filme tem diálogo complicado e obrigará a prestar muita atenção, a fim de acompanhar o enredo (ir ao snack-bar antes do filme começar, ou você vai perder um detalhe chave). E enquanto a maior parte "A Intérprete" é envolvente, tem momentos dolorosamente lento. O fluxo do filme é irregular e há momentos em que parece que a informação seja repetida desnecessariamente, desenhado em detalhes demais, ou o que é alimento para o público acaba por ser apenas embaixo ilógico. No entanto, Kidman e Penn são impressionantes, cravando seus personagens e tornando os momentos lento e irritante trama complicada principalmente tolerável.

Depois de jogar fora agindo elogios a Nicole Kidman e Sean Penn, eu tenho uma grande reclamação sobre a aparência Kidman em "The Interpreter", no entanto é algo que a atriz ganhadora do Oscar não tem controle. Eu tive um momento realmente difícil prestar atenção ao diálogo Kidman é por causa de sua franja misteriosamente em movimento. Quando comecei a observá-los, era praticamente impossível de parar. Em cenas com diálogo intenso, a câmera se concentra primeiro em cima Kidman, então em quem ela estava falando no momento, e de volta a Kidman. Quase a metade do tempo quando a câmera retornou para enfrentar Kidman, a franja já não estavam cobrindo um dos olhos. Eles tinham sido arrastados de volta mais longe de seu rosto, uma mudança de posição muito óbvia. Tornou-se tão violenta que eu tinha um tempo difícil pô-lo fora da minha mente e focando a história.  Meus olhos estavam continuamente atraído pela bangs Kidman. Eu sei que isto é nit-picking, mas a falta de continuidade me tirou do filme. Bangs deve ser um não-não em um filme tão intensamente o diálogo orientado.

Quanto ao visual do filme, muito tem sido feito de fato Sydney Pollack teve permissão para filmar no interior do atual edifício das Nações Unidas. "A Intérprete" foi o primeiro filme a ter acesso (mesmo Alfred Hitchcock foi negada a permissão, quando ele queria filmar "North by Northwest" dentro dos salões sagrados da ONU) e da atmosfera e vibe do actual edifício das Nações Unidas contribui para a filme não pode ser negada. Se você já se perguntou o que seria como estar no centro do poder, "The Interpreter" faz você se sentir como se estivesse ali no meio de fabricantes mundiais de decisão.

Enquanto o filme tem todos os ingredientes de uma história sólida para o público adulto, há algo muito artificial sobre o set-up e sobre os personagens principais. Os agentes federais são ineptos, o filme tenta espremer uma lição sobre o perdão na trama, e um monte de ações dos personagens de apoio "são telegrafou tão longe de antemão que quando a ação decola, a emoção é silenciado.
"A Intérprete" parece bom e a atuação é fantástica, mas isso é só na superfície. Definitivamente não é o thriller absorvente você pode sentir Pollack foi com o objetivo de produzir, "A Intérprete" é bom, mas em última análise, esquecível.


Grade: B- Grade: B-
"A Intérprete" foi dirigido por Sydney Pollack e é classificado como PG-13 para a violência, algum conteúdo sexual e linguagem forte breve.


Elenco
Nicole Kidman as Silvia Broome
Sean Penn as Tobin Keller
Catherine Keener as Dot Woods
Jesper Christensen as Nils Lud
Yvan Attal as Philippe
Earl Cameron as Edmond Zuwanie
George Harris as Kuman-Kuman
Michael Wright as Marcus
Clyde Kusatsu as Police Chief Lee Wu
Eric Keenleyside as Rory Robb
Hugo Speer as Simon Broome
Maz Jobrani as Mo
Yusuf Gatewood as Doug
Sydney Pollack as Jay Pettigrew
Curtiss Cook as Ajene Xola
Byron Utley as Jean Gamba

Bilheteria
Em sua semana de estréia. De acordo com a Box Office Mojo , The Interpreter tinha um interno bruto de 72.708,161 dólares e um registro internacional de $ 90.236,762, elevando o nível mundial de imagens brutas de $ 162.944.923 contra um orçamento de US $ 80 milhões, de modo que o filme foi considerado um sucesso de bilheteria.

Fonte






terça-feira, 24 de janeiro de 2012

509 - CATHERINE, A GRANDE (CATHERINE ZETA-JONES)

Nesta biografia romantizada, Catherine, uma inexperiente princesa alemã, se torna a noiva do filho do czar Pedro, o louco e abusivo filho e herdeiro da czarina Elizabeth da Rússia, com quem aprende a arte do cinismo para conseguir o poder imperial absoluto a qualquer custo, incluindo o sacrifício de seu amante, o jovem oficial Saltikov, que lhe dá um herdeiro que Peter não consegue, devido à sua impotência.

Após a morte de Elizabeth, ela rapidamente se organiza para tomar o poder com o apoio dos militares e da Corte e trabalha para a ampliação e modernização do império, colocando à frente do Estado o seu amante, um gênio militar que combate os turcos otomanos e governa os territórios conquistados para ela. O filme traça a forma como essa grandiosa líder conseguiu habilmente manipular tanto as instituições sociais de seu tempo, quanto os homens poderosos que a rodeavam, a fim de ganhar o controle sobre toda a Rússia.

Gênero: Drama / Biografia / Romance
Ano de Lançamento: 1995
Duração: 160 minutos
País de produção: EUA, Alemanha
Diretor(a): Marvin J. Chomsky, John Goldsmith



Elenco:
Catherine Zeta-Jones (Catarina, a Grande)
Jeanne Moreu (Rainha Elizabeth)
Omar Sharif (Razumovsky)
Mel Ferrer (Padre)
Veronica Ferrer (Voronstsova)
Paul McGann (Potemkin)
Ian Richardson (Vorontsov)
Brian Blessed (Bestuzhev)
John Rhys-Davies (Pugachev)
Craig McLachlan (Saltikov)
Hannes Jaenicke (Peter)
Mark McGann (Orlov)
Karl Johnson (Sheshkovsky)
Stephen McGann (Alexis Orlov)
Horst Frank (Schwerin)
Vernon Dobtcheff (Naryshkin)
Christoph Waltz (Mirovich)


Fonte:
Título original: Catherine, The Great