quarta-feira, 31 de agosto de 2011

368 - MUNDIAL DA JUVENTUDE SERÁ EM CALDAS NOVAS - GO

É grande a movimentação e a alegria dos muitos enxadristas brasileiros e de outras nações, diante do grande encontro da juventude enxadrística mundial. O MUNDIAL DA JUVENTUDE 2011 – World Youth Chess Championship será realizado em Caldas Novas, Goiás, de 17 a 27 de novembro


Para quem não conhece, Caldas Novas ela é a maior cidade hidrotermal do mundo, segundo comentou o GM Darcy Lima. A cidade prepara o campeonato mundial dentro de um complexo de eventos, que tem em sua volta, seis hotéis, onde ficarão hospedados os mais de mil e quinhentos competidores, e mais de mil acompanhantes, esperados pela organização. Serão 11 dias de xadrez nas seguintes categorias e naipes: Sub-08, 10, 12, 14, 16, 18 no naipe Feminino e ainda, Sub-08, 10, 12, 14, 16, 18 absoluto.


As disputas de xadrez serão promovidas no Centro de Convenções Thermas Di Roma. Segundo o Arbitro Regional Carlos Alessander as reservas nos hotéis já começaram e a procura esta sendo muito grande.



REGULAMENTO TÉCNICO

1. ORGANIZADOR:

Confederação Brasileira de Xadrez sob os auspícios da FIDE.


2. CATEGORIAS, SISTEMA E RITMO DE JOGO

2.1 O campeonato será disputado em 12 categorias (incluindo categorias femininas) :
Categoria sub-08: Nascidos em 2003 ou posteriormente
Categoria sub-10: Nascidos em 2001 ou posteriormente
Categoria sub-12 : Nascidos em 1999 ou posteriormente
Categoria sub-14 : Nascidos em 1997 ou posteriormente
Categoria sub-16 : Nascidos em 1995 ou posteriormente
Categoria sub-18 : Nascidos em 1993 ou posteriormente

2.2 O torneio será disputado utilizando o sistema suíço com 11 rodadas. As classificações nacionais (rating) não serão levadas em conta nos emparceiramentos.

2.3 O ritmo de jogo será 90 minutos para os primeiros 40 lances seguido de 30 minutos para o resto da partida com o incremento de 30 segundos por lance começando do primeiro lance.


3. CLASSIFICAÇÃO E SISTEMA DE DESEMPATE

A classificação final dos jogadores é determinada pelo número de pontos obtidos. Se no final do torneio dois ou mais jogadores estão empatados no primeiro lugar, o desempate será efetuado de acordo com as regras da FIDE estipuladas em D.VI.02, D.VI.03 e D.VI.04 (ver também Apêndice A).


4. APELOS E COMITÊ DE APELAÇÕES

4.1 Protestos contra decisões do Árbitro Chefe ou seus assistentes, ou o Diretor do Torneio, devem ser submetidos em formulário por escrito ao Presidente do Comitê de Apelações dentro de uma hora da conclusão da rodada. O protesto deve ser acompanhado da quantia de 100 euros, como um depósito do signatário. O depósito deve ser entregue em mãos do Presidente do Comitê de Apelações. Se o apelo for aceito a quantia será imediatamente restituída. Se o apelo for rejeitado, o depósito reverterá para a FIDE.

4.2 Comitê de Apelações Um Comitê de Apelações de 3 membros e 2 reservas será designado durante o Congresso Técnico.


5. PROGRAMAÇÃO

O campeonato Mundial da Juventude de xadrez 2011 será realizado de 17 (data da chegada) até 27 de Novembro (data da partida) em Caldas Novas, Estado de Goiás/ Brasil. O árbitro chefe após consulta à FIDE e aos Organizadores pode fazer mudanças na programação do torneio Tais mudanças serão anunciadas no devido tempo.

5ª feira 17/Novembro 20h– Chegada das Delegações

5ª feira 17/Novembro 22h– Congresso Técnico

6ª feira 18/Novembro 15h30– Cerimônia de Abertura

6ª feira 18/Novembro 16h– Primeira rodada

Sábado19/Novembro 15h– Segunda rodada

Domingo 20/Novembro 15h– Terceira rodada

2ª feira 21/Novembro 15h– Quarta rodada

3ª feira 22/Novembro 10h– Quinta rodada

3ª feira 22/Novembro 17h– Sexta rodada

4ª feira 23/Novembro 15h– Sétima rodada

5ª feira 24/Novembro 10h– Oitava rodada

5ª feira 24/Novembro 17h– Nona rodada

6ª feira 25/Novembro 157h– Décima rodada

Sábado 26/Novembro 10h– Décima primeira rodada

Sábado 26/Novembro 20h– Cerimônia de encerram.

Domingo 27/Novembro – Partida das Delegações


6. PREMIAÇÃO

6.1 A Federação melhor classificada em número de medalhas computadas todas as categorias receberá um troféu. Em caso de empate no primeiro lugar, o número de medalhas de ouro será levado em consideração, se persistir o empate, o número de medalhas de prata e se ainda persistir o empate, então, o número de medalhas de bronze . Se finalmente ainda persistir a igualdade, o número de pontos de medalhistas será levado em conta para efeito de desempate.

6.2 Os três primeiros lugares em cada torneio serão contemplados também com troféus e medalhas.

6.3 Serão contemplados também com medalhas o 4º, 5º e 6º lugares. 6.4 A cerimônia de entrega de prêmios contemplará apenas os 6 primeiros jogadores de cada categoria, além dos mais jovens menino e menina do torneio. 6.5 Serão concedidos diplomas de participação a todos os jogadores e árbitros 6.6 Haverá presentes especiais para os jogadores.


7. REGULAMENTAÇÃO ADICIONAL

7.1 É válido o artigo 9.1.b. da Lei do Xadrez.

7.2 Perderá a partida qualquer jogador que chegar ao tabuleiro após o início da rodada. Será adotada tolerância zero. (Lei do Xadrez da FIDE, 6.6.a)

7.3 O artigo 10.2 das Leis do Xadrez não é válido.

7.4 Análise não será permitida no salão de jogos.

7.5 Os jogadores que terminarem suas partidas serão considerados espectadores e não mais poderão permanecer na área de jogo.

7.6 Sem a permissão do árbitro é proibido ao jogador portar celular ou outro meio de comunicação eletrônicos no salão de jogos, a menos que esteja completamente desligado. Se algum destes dispositivos produzir ruído, o jogador deverá perder a partida. (Leis do Xadrez da FIDE 12.3.b)

7.7 Flashes podem ser usados somente nos primeiros dez minutos da partida.

7.8 Em caso de resultados pré combinados ambos os jogadores serão penalizados.

7.9 Partimos do pressuposto que todos os jogadores leram os regulamentos do torneio e estão obrigados a cumprí-los.

7.10 Exceto no caso de expressa permissão do árbitro chefe somente árbitros e jogadores deverão ter permissão de ficar no salão de jogos durante o andamento da rodada.


APENDICE A

D.VI.02. Regulamentação para os Campeonatos sub-18 Open e Feminino.

D.VI.03. Regulamentação para os Campeonatos sub-16 Open e Feminino.

Designação do Vencedor 14. A ordem dos jogadores é determinada de acordo com o número de pontos obtidos. Se no final do torneio dois ou mais jogadores ficarem empatados no primeiro lugar, o desempate observará a seguinte ordem:

a. Para torneios suíços onde os jogadores envolvidos tenham todos jogados apenas com oponentes detentores de rating FIDE, calcule a soma dos ratings dos oponentes eliminando o rating do mais fraco oponente. O total mais alto vence. Se persistir o empate, elimine o rating do(s) próximo(s) oponente(s) mais fraco(s) até que a decisão seja possível.

b. Para outros torneios suíços, aplica-se a soma do escore progressivo. O total mais alto vence. Se persistir o empate, deduza o escore da primeira rodada, e se necessário o escore da segunda rodada e assim por diante. Se ainda persistir o empate, a decisão será por sorteio.

15. Ao campeão e a campeã sub-16 serão outorgados respectivamente o título de FM e de WFM (vide B.01 Art. 1.22 & 1.53.) Onde houver empate no primeiro lugar, a cada um dos jogadores afetados será outorgado o título, desde que não mais de 3 títulos sejam concedidos. (cfe. B.01 Art. 1.221 & 1.531). O 1º lugar isolado equivale ao resultado de uma norma de 9 rodadas de (WMI) Mestre Internacional.

15.1 O campeão e a campeã sub 18 têm o direito de participar no(s) mesmo(s) ano(s) ou no(s) ano(s) seguinte(s) do Campeonato Mundial Juvenil sub-20. Este privilégio pode ser exercido somente uma vez. (vide D.V.01 Art. 3).

D.VI.04. Regulamentos para os Campeonatos Mundiais da Juventude Open e Feminino sub-8, 10, 12 e 14.

Designação dos vencedores

15. A ordem da classificação final dos jogadores é determinada pelo número de pontos obtidos. Se no final do torneio dois ou mais jogadores ficarem empatados no primeiro lugar, o desempate observará aos critérios abaixo

15.1 Se não estiver estipulada uma partida-desempate nos regulamentos do torneio, o seguinte sistema de desempate deverá ser seguido:

a. Para torneios suíços onde os jogadores envolvidos todos tenham jogado apenas com oponentes detentores de rating FIDE, calcule a soma dos ratings dos oponentes eliminando o rating do mais fraco oponente. O total mais alto vence. Se persistir o empate, elimine o rating do(s) próximo(s) oponente(s) mais fraco(s) até que a decisão seja possível.

b. Para outros torneios suíços, aplica-se a soma do escore progressivo. O total mais alto vence. Se persistir o empate, deduza o escore da primeira rodada, e se necessário o escore da segunda rodada e assim por diante.

c. Para outros torneios, inclusive todos contra todos, deduza o escore contra oponentes no mais baixo grupo de pontuação. O total mais alto vence. Se ainda persistir o empate, elimine escores do próximo do mais baixo grupo de pontuação e assim por diante.

d. Se ainda persistir o empate, a decisão será por sorteio. Se não houver uma definição nos casos acima previstos em a, b e c e no que concerne ao 1º lugar, os vencedores deverão ser declarados co-campeões. O mesmo procedimento deverá ser aplicado, se necessário, para efeito de desempate em outras colocações.


Algumas informações foram repassadas pelo Árbitro Internacional Mauro Amaral (SP), no site http://www.xadreztotal.com.br/mundial-da-juventude-fide-2011-no-brasil/ 

domingo, 28 de agosto de 2011

367 - ESCOLA LIBERDADE VENCEDORES DA 2ª OLIEL

MOMENTO DE MUITA CONCENTRAÇÃO DOS ENXADRISTAS
Sucesso total, foram alcançados todos os objetivos da 2º Olimpíada Interna da Escola Liberdade, evento que aconteceu na tarde de 26/08/11 (6º feira) com a participação de 15 enxadristas.


MARLEI O CAMPEÃO INDIVIDUAL DA CAT. A
A Escola Estadual Liberdade ousa na realização dos jogos de xadrez, um exemplo para outros estabelecimentos de ensino, oferecendo excelente opção de lazer, recreação e desenvolvimento intelectual, principalmente, ao considerarmos sua localização em bairro periférico e altamente populoso. Percebemos a energia positiva na escola e o forte interesse dos professores e alunos na promoção da Olimpíada.


JAMES O CAMPEÃO INDIVIDUAL DA CAT. B
 O Xadrez foi implantado na Escola graças ao interesse dos Professores Salatiel e Salvador e da direção geral, por meio das diretoras Maria Neide, Maria do Carmo e coordenadores pedagógicos Rosemeire Nascimento e Aldina Rodrigues.

HELIOMAR (PRETA), SARA (AZUL), JAMES (PRETA), GABRIEL (PRETA), MARLEI (AZUL) E ONÉSIO (PRETA)
Os enxadristas foram divididos em duas categorias A para menores de 16 anos e B para atletas com idade acima de 16 anos, com equipes de dois alunos de ambos os sexos.

Os jogos foram realizados pelo Sistema Suíço em 05 rodadas de 15 minutos nocaute. Participaram da Categoria A as seguintes equipes e apresentou os seguintes resultados:


terça-feira, 23 de agosto de 2011

366 - SOBRE XADREZ, RELIGIÃO E PRECONCEITO


CARDEAIS JOGANDO XADREZ, PINTURA A ÓLEO (37,5 x 46,5 CM) DE MAX BARASCUDTS
Sou conhecedor que ainda persiste em muitas pessoas o preconceito sobre o Xadrez, notadamente, por acreditarem ser apenas um jogo e até mesmo de azar, algumas pessoas abominam-no, desconsideram-no e reprimem a sua prática. Neste artigo tentarei mostrar como anda a relação xadrez e igreja, com exemplos públicos e pessoais sobre a prática deste esporte.

Era o ano de 2005, estávamos na execução do Projeto Xadrez na Praça. Com muita dificuldade, tínhamos que levar de tudo para o espaço público: mesas, cadeiras, quadro mural, peças, tabuleiros e etc, de repente chega um senhor cuja pele era muita branca. Jogou uma partida comigo e agora não lembro o resultado. Após aquela partida fizemos a nossa apresentação, chamava-se Pastor Anthony e era um Pastor Evangélico. Na ocasião nos deu uma pequena contribuição financeira para o nosso projeto.

Mesmo assim, um mês depois uma aluna evangélica que participava do projeto, desta mesma igreja, após dois meses de estudo, teve que deixar as aulas por proibição dos pastores locais que proibiram terminantemente.

Depois tive conhecimento da chegada de um padre italiano na Igreja de São Francisco, soube que jogava muito bem, mas não consegui jogar com o mesmo.

Assim, ficou uma preocupação quanto a superação desse mito em torno desta prática tão salutar e envolvente. Considerando que este jogo ainda não foi devidamente popularizado em nossa sociedade é, devidamente compreensível que ainda haja preconceito.

Produzindo este texto lembrei-me que no dia 29 de julho encontrei o Padre Mário, da Paróquia de São Francisco e disse-me que havia jogado uma partida que terminou empatada.

Nestes dias recebi a visita de diretor de escola situada no bairro Laranjeiras, procurando professor para o Projeto Mais Educação. E, pertinente a este artigo, recebi a visita de uma ilustre diretora de orientação evangélica procurando um professor de xadrez, por reconhecer virtudes neste esporte.

Em Marabá está ocorrendo procura por parte de importantes Igrejas Evangélicas. É o caso da Assembléia de Deus, ao pensar no desenvolvimento intelectual das crianças. É algo muito interessante e as parcerias somente não foram firmadas, ainda, devido ao pouco quadro técnico do Clube de Xadrez, incapaz de atender a todas as demandas.

Também surgiu o interesse de uma Igreja Batista. Queria promover algumas oficinas para as crianças e adolescentes. A messe é grande e poucos são os operários.


BREVE HISTÓRIA DO XADREZ E RELIGIÃO

A história nos mostra que a religião proporcionou várias mudanças no xadrez. Por várias vezes foi proibida pelo catolicismo e o protestantismo, por ser considerado jogo de azar e atrapalhava a prática religiosa em alguns poucos aspectos.

O islamismo propiciou uma forte mudança ao abolir os dados que naquele tempo determinava a vez de quem deveria jogar, ainda sob a forma do primitivo jogo chaturanga.

Com o tempo a prática foi permitida pelo clero e no século XIII foram escritas as primeiras moralidades utilizando o xadrez como metáfora para o ensino de ética e moral.

As peças foram substituídas na Idade Média, algumas por influencia da igreja. Entrou no tabuleiro o Bispo, retratando a importância da igreja na época. O advento do culto a Maria coincidiu com a ampliação dos poderes da Rainha.

Alguns países influentes e de religião católica: Espanha, Itália e França faziam associações da Rainha com Nossa Senhora. Os países protestantes, Alemanha e Inglaterra optaram apenas pelo termo Rainha.

Profundas mudanças ocorreram também nas regras, agora podia-se promover o peão à Dama, também reguladas pela Igreja Católica mas, também havia uma preocupação quanto a presença de duas Damas no tabuleiro. A promoção foi permitida desde que a Dama estivesse fora do tabuleiro.

No Irã e no Afeganistão, no século XX, suas religiões radicais proibiram a prática do xadrez. Felizmente seus praticantes, via de regra, descumpriam estas imposições.

Por volta do ano 651, quando os árabes dominavam a Pérsia o Profeta Maomé já havia falecido, surgiu uma forte campanha pelos teólogos islâmicos sobre a legalidade do jogo. Segundo a interpretação do Corão, livro sagrado desta religião, devia-se banir todos os ídolos sob a forma de representação de homens e animais. A proibição foi retirada com a confecção de peças com formas abstratas. Também pregavam que o jogo não podia ser praticado por dinheiro e nem utilizar linguagem imprópria.

Mesmo com a desaprovação do Sulaimann ibn Yashar em 725, o jogo tornou-se popular entre os califas, principalmente após a mudança da capital para Bagdá em 750. Na ocasião o califa al-Mahdi enviou uma carta aos líderes religiosos de Meca para extinguir a prática do xadrez e jogos com dados. Mas, faleceu em 780 e seu sucessor al-Rashid era um apaixonado enxadrista. No ano de 810, os árabes eram conhecidamente os melhores enxadristas do mundo e todos patrocinados por poderosos califas.

O xadrez chegou na Europa no século X, ainda era o Shatranj, trazido pelos árabes após a conquista da Espanha. Rapidamente alcançou todo o continente europeu, mesmo com as restrições religiosas, desobedecidas tanto pela corte quanto pelo clero. As proibições perduraram até o século XIV em vários países como França, Inglaterra e Alemanha mas, não impedia o crescimento do número de praticantes.

Em 1322 o jogo começa a ser aceito como passatempo da nobreza. O judaísmo já permitia a prática, desde que não fosse por dinheiro. A Ordem dos Cavaleiros Teutônicos abandonava a proibição e indicava sua prática como entretenimento adequado para um cavaleiro


AS MORALIDADES, O XADREZ COMO METÁFORA

Para o ensino de ética e moral, surgem os primeiros sermões, por volta de 1250, utilizando o xadrez como uma metáfora, as moralidades e se tornaram muito populares na época. A primeira obra foi o Quaedam moralitas de scaccario per Innocentium papum (a Moralidade Inocente), retratando o mundo como um tabuleiro com as casas em preto e branco, representando a vida e a morte, ou a glória e a vergonha, cuja autoria foi atribuída ao Papa Inocêncio III (1163-1216).

Na segunda metade do século XIII diversos sermões foram publicados, o monge Jacobus de Cessolis, um monge dominicano, publicou os sermões Liber de Moribus Hominum et Officiis Nobilium Sive Super Ludo Scacchorum (Livro de costumes dos homens e deveres dos nobres ou o livro de xadrez), que conta o papel dos homens e suas funções dentro da sociedade medieval. O trabalho se tornou popular e foi traduzido para muitas outras línguas, sendo a primeira edição impressa em 1473 e a base do livro The Game and Playe of the Chesse de William Caxton, um dos primeiros livros impressos na língua inglesa. O historiador do enxadrismo Tassilo von Heydebrand und der Lasa encontrou uma cópia desde trabalho em quase toda biblioteca medieval italiana que visitou. Santa Teresa de Ávila publicou o trabalho O caminho da perfeição onde utiliza o xadrez como uma metáfora para o progresso moral, e a Dama como exemplo de humildade, mesmo sendo o jogo desaprovado pela Ordem do Carmo. Santa Teresa foi nomeada a patronessa do xadrez espanhol em 1944 por este trabalho.



ATUALIDADE

A prática do xadrez sofreu oposição do islamismo, por parte do Aiatolá Ruhollah Khomeini do Irã que baniu o jogo do país entre 1979 e 1988 e do movimento Talibã que proibiu a prática no Afeganistão, sob a alegação de serem coisas impuras. Khomeini ao perceber o valor intelectual e educacional do xadrez assinou um decreto religioso (fatwa) permitindo a prática desde que não fosse apostado e não atrapalhasse as orações obrigatórias.

Os Papa Leão X e XIII foram ávidos jogadores de xadrez. Porém, o mais famoso Papa a que se atribui esta prática é João Paulo II. Desde sua escolha para o papado, ele é citado como sendo um excelente jogador.

O maior jogador de xadrez brasileiro de todos os tempos Mequinho teve seu auge no ano de 1977, quando foi considerado o terceiro melhor jogador do mundo, superado apenas por Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi. Deixou de jogar em 1978 após contrair uma doença rara e incurável, a miastenia gravis. Entrou para a vida celibataria sendo adepto da Renovação Carismática Católica. O seu retorno aos tabuleiros ocorreu em 1991 com o devido consentimento da Igreja Católica em Roma.



ESCOLAS DISPUTAM CAMPEONATOS COM BONS JOGADORES

No Brasil podemos citar várias instituições escolares que incentivam e promovem campeonatos de xadrez.

Em Jacareí, com total apoio da Prefeitura Municipal, no Estado de São Paulo, começou neste 14 de agosto a X Olimpíada Evangélica, com a participação de 19 igrejas e 700 atletas que participarão de diversas modalidades esportivas, inclusive o Xadrez.

No sábado, 09 de julho foi disputada XXX Olimpíada Evangélica de Xadrez do ABC, vencida pela Igreja Batista Central de Santo André.

O Colégio Evangélico Jaraguá da cidade de Jaraguá, Santa Catarina, realizou no dia 16 de abril o 4º Torneio de Xadrez Colégio Evangélico Jaraguá, com a participação de 80 crianças de 07 escolas diferentes.



RELIGIOSOS

Diversas são as celebridades e personalidades que descobriram as virtudes do xadrez. Compartilho com uma certa satisfação a alegria de dizer que este esporte, acima de tudo, desafiante e interessante, não tem nada de sorte ou de azar, que o preconceito é acima de tudo uma grande injustiça e que precisa acabar.

Veja a lista de muitos religiosos adeptos do xadrez:

Martin Lutero (1483-1546), teólogo alemão, considerado o pai espiritual da Reforma Protestante;

Thomas Becket (1115-1170), arcebispo de Cantuária;

Charles Borromeo (1538-1584)), São Carlos Borromeu, cardeal e arcebispo de Milão;

Gregório VI (970-1047), Papa de 1045 a 20 de dezembro de 1046;

João Paulo I (1912-1978), Albino Luciani, sucessor do Papa Paulo VI;

João Paulo II (1920-2005), Karol Wojtyla, Papa da Igreja Católica;

Leão X (1475-1521), João de Médici, Papa da Igreja Católica;

Leão III (1810-1903), Gioacchino Pecci (o Papa das Encíclicas), Papa;

São Francisco Xavier (1506-1552), fundador da Companhia de Jesus, Ordem Jesuítica, canonizado pelo Papa Urbano VIII;

Inocêncio III, Lottario d’Conti, foi sumo pontífice entre 1198-1216;

Teresa de Ávila (1515-1582), religiosa e escritora, canonizada em 1662;

John Huss (1369-1415)


FONTES:

FILGUTH, Rubens. A Importância do Xadrez. Artmed, 2007.
GIUSTI, Paulo. História Ilustrada do Xadrez. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Ciência moderna, 2006. ISBN 857393517-0
http://olimpiadaevangelica.blogspot.com/2011/06/data-dos-jogos-de-xadrez-natacao-e.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Xadrez_e_religi%C3%A3o
http://www.fmejaraguadosul.com.br/?p=1362
http://www.jacarei.sp.gov.br/noticia/esportes-e-recreacao/2011/08/10/x-olimpiada-evangelica-contara-com-700-atletas/11241
http://www.tabuleirodexadrez.com.br/henrique-mecking.htm
SUNNUCKS, Anne. The Encyclopaedia of Chess (em inglês). 2ª ed. Inglaterra: St Martin Press, 1976. ISBN 0709146973
YALOM, Marilyn. The Birth of the Chess Queen (em inglês). 1ª ed. Inglaterra: HarperCollins, 2004. ISBN 978-0060090647

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

365 - ESCOLA LIBERDADE REALIZA SEGUNDA OLIEL

Pelo segundo ano consecutivo a Escola Estadual Liberdade, de Ensino Médio, com o objetivo de: promover a integração entre as turmas por meio de competições esportivas baseadas no espírito de igualdade, respeito, justiça e confraternização, promove a II Olimpíadas Internas da Escola Liberdade, que vai acontecer nas dependências da escola durante os dias 24, 25, 26 e 27 de agosto com disputas nas modalidades de: Futsal, Voleibol, Handebol, Basquete Adaptado, Xadrez, Tênis de Mesa e Atletismo, nas categorias A e B nos naipes masculino e feminino.


O evento também inclui outros objetivos como: em clima de atitudes pacíficas, baseadas em valores que possibilitem competições saudáveis, compromisso, honestidade, esportividade, respeito e confiança.

Também, potencializar a participação e inclusão de todos, a fim de despertar o interesse e o prazer pela prática esportiva, valorizando o processo participativo e educativo.

Enfim, de promover a Confraternização Geral da comunidade Escolar.
Mais uma vez os organizadores: Diretora Maria Neide S. Moraes, Vice Diretora Maria do Carmo R. de Almeida, Coordenadoras Rosemeire Nascimento da Silva e Aldina Rodrigues de S. Arruda e do Professor de Educação Física Salatiel Soares Aires, inserem a modalidade xadrez, beneficiando os alunos do Projeto Escola de Portas Abertas e outros tantos, incentivados também pelo Prof. Salatiel.

Feliz com a iniciativa atendemos o convite e estaremos organizando as disputas da II Olimpíadas Internas da Escola Liberdade – OLIEL. Desejamos sucesso e superação para que todo o evento seja coroado de êxito e satisfação dos professores e alunos.

Que sejam nobres as disputas e as relações inter pessoais.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

364 - ESPORTES PERIGOSOS

Um esporte que eu considero perigoso que envolve grandes riscos aos seus praticantes está em moda em nosso país, o MMA-UFC, embora, ainda não se tenha vítima fatal, o UFC antes chamado de VALE-TUDO, vem chamando a atenção e sendo exibido em vários canais abertos e fechados, com grande público e interesse da mídia na internet.


Conheço dois praticantes deste esporte, já os vi treinando e percebi o quanto ele é violento, em todos os sentidos, seja com golpes de pernas ou de punhos, principalmente quando o alvo é a cabeça. Também há outros que envolve sérios riscos, sobretudo pelos golpes que são aplicados na cabeça, como é o caso do Boxe.


A mídia faz divulgação destes eventos e os divulgam com imagens de atletas com os rostos ensanguentados, com “caras de mau” ou em pose ameaçadora. Talvez com o desejo de mostrar que se trata de um esporte para “macho”. No entanto, não querendo discriminá-los, acho que precisaria de uma advertência aos espectadores quanto ao risco e, pela exibição de imagens violentas.


Neste final de semana faleceu um boxeador de apenas 25 anos, aluno do "Projeto Punhos de Esperança. Se os punhos são de "Esperança" as cabeças são de carne e de ossos frágeis, diante de “punhos de aço” ou de “mãos de ferro” de muitos lutadores. Foi mais uma fatalidade no Esporte que envolve riscos aos praticantes.



BOXEADOR MORRE APÓS SER NOCAUTEADO

Do R7

Agora mesmo, ocorreu a fatalidade com o boxeador Vinicius Fonseca Santana, atleta de apenas 25 anos ficou oito dias internado e morreu por falência múltipla dos órgãos, com apenas oito meses como participante do “Projeto Punhos de Esperança”, disputava sua primeira competição.


No terceiro round após golpe na cabeça ficou desacordado, já estava em estado de coma e persistiu por oito dias até a sua morte na tarde deste 14 de agosto. A morte de Vinícius ocorreu na cidade de Rio Grande (RS).

FONTE:
http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/boxeador-morre-apos-ser-nocauteado-durante-luta-20110815.html



LUTADOR DE TAEKWONDO MORRE DURANTE TREINAMENTO

Agência ESTADO
São Paulo - Um lutador de taekwondo de 20 anos morreu na noite de ontem durante um treinamento em Marília, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o rapaz passou mal enquanto fazia o aquecimento. Ele chegou a receber massagem cardíaca, mas morreu no local. O corpo foi retirado do clube e levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por necropsia. O exame apontará a causa da morte. O caso foi registrado na Delegacia da cidade. A polícia investiga se o lutador tinha problemas de saúde.
FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,lutador-de-taekwondo-morre-durante-treinamento-em-sp,753139,0.htm



A VOLTA DO UFC (EX-VALE TUDO) AO BRASIL

Do UOL Esporte

Em São Paulo


Já consolidado nos Estados Unidos como esporte mais rentável do país e tendo feito o valor da marca pular de US$ 2 milhões para US$ 2 bilhões em menos de dez anos, a Zuffa começou a desbravar o mundo. Após conquistar um público cativo na Inglaterra e no Canadá, Dana White levou o evento para Alemanha, Austrália e Emirados Árabes nessa etapa de expansão.


Além de chegar a países inéditos, o segundo passo domínio mundial foi voltar a locais onde o evento tinha estado na fase do vale-tudo. Depois de estrear no país em 1998, em São Paulo, o UFC volta ao Brasil neste ano, agora no Rio de Janeiro. Outro local que está nos planos de Dana White, já para 2012, é o Japão, onde esteve quatro vezes entre 1997 e 2000.



ANDERSON SILVA E GSP: OS PRIMEIROS SUPERASTROS DO MMA

O sucesso do UFC trouxe ao MMA situações antes vistas apenas em grandes esportes de massa pelo mundo, como futebol, ou basquete e futebol americano nos Estados Unidos. A modalidade passou a ter superastros, lutadores que levam milhares de fãs para onde vão.

Apesar de o maior número de lutadores serem dos EUA - que contam com nomes como Randy Couture, Mark Coleman ou Chuck Liddell - não são do país os dois astros do UFC que transcenderam da forma mais plena as barreiras da modalidade, se tornando ídolos de todo o esporte: o brasileiro Anderson Silva e o canadense George St-Pierre.


Em um país com uma cultura centenária em torno do hóquei no gelo, GSP - com suas lutas impecáveis e um cinturão intocával do UFC - conseguiu fazer com que o Canadá se voltasse completamente para o MMA e o colocasse no posto de esportista mais importante do país.


Já Anderson Silva conquistou o espaço de estrela do esporte nos EUA antes mesmo que no Brasil. Mas após uma invencibilidade histórica no UFC, vitórias épicas e sendo considerado o melhor lutador de MMA do mundo, o Spider foi alçado no país a um patamar antes reservado apenas a jogadores de futebol.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2011/08/16/dos-gracie-ao-dominio-do-ufc-conheca-a-historia-do-mma-em-7-capitulos.htm0



Obs.: Tomei uma decisão ao escrever esta postagem, de não colocar imagens com sangue em respeito ao nosso grande público.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

363 - ARMÊNIA TORNA O XADREZ OBRIGATÓRIO NAS ESCOLAS


O governo da Armênia determinou que todas as crianças com seis anos ou mais terão aulas obrigatórias de xadrez nas escolas.


As autoridades acreditam que estas aulas vão "estimular o desenvolvimento intelectual das crianças" e melhorar habilidades como pensamento crítico.


O país tem muitas razões para valorizar o xadrez: os mestres do jogo são tratados como grandes estrelas do esporte, campeonatos são realizados em tabuleiros gigantes das cidades da Armênia e as vitórias são comemoradas com o tipo de festa que a maioria dos países faz para o futebol.


Com apenas 3,2 milhões de habitantes, a Armênia já venceu países como Rússia, China e Estados Unidos no xadrez e sua equipe nacional conseguiu a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Xadrez em 2006 e 2008.


Além disso, o presidente armênio, Serzh Sargsyan, foi reeleito presidente da Federação Armênia de Xadrez.



INVESTIMENTO

O governo armênio vai investir cerca de US$ 1,5 milhão para ensinar o xadrez a todas as crianças.
Alguns dos que propuseram as aulas obrigatórias de xadrez nas escolas alegam que os resultados podem ser vistos em notas melhores nas provas.

Um estudo de dois anos realizado nos Estados Unidos pelo mestre enxadrista Stuart Marguilies concluiu que o aprendizado de xadrez melhorou os resultados de provas realizadas pelas crianças do ensino fundamental, além de melhorar o desempenho na leitura.

Outro estudo, desta vez do professor Peter Dauvergne que também é mestre enxadrista, concluiu que o xadrez pode aumentar o QI das crianças, aumentar as habilidades para solucionar problemas, aumentar a memória e estimular o pensamento criativo.

Malcolm Pein, diretor-executivo de um programa que insere o jogo de xadrez nas escolas da Grã-Bretanha, afirmou que há muitas razões para que aulas de xadrez sejam dadas a crianças de escolas primárias.

"Não apenas dá à criança boas habilidades de pensamento, mas melhora a concentração, memória e cálculo. E ensina as crianças a assumir a responsabilidade por suas ações."

E, segundo Pein, o jogo é universal e inclusivo.

"Alguém de quatro anos de idade pode jogar com alguém de 104, alguém que não consegue andar pode jogar com um grande atleta. Algumas crianças que foram negligenciadas, talvez as mais quietas ou menores da classe, poderão ser as melhores."

"Outro aspecto de destaque é que o jogo é tão barato que realmente pode ajudar crianças em áreas economicamente desfavorecidas", acrescentou.

Pein apoia a proposta de tornar aulas de xadrez obrigatórias para crianças de seis e sete anos nas escolas britânicas.




SEM OBRIGATORIEDADE

Outro mestre enxadrista britânico e que escreve sobre o jogo para o jornal The Times, Raymond Keene, concorda que crianças de seis anos poderiam aprender sobre o jogo.

"O xadrez usa a força do cérebro, não a experiência, não é como escrever um épico. Então, se uma criança é boa aos seis anos, ela poderá ser mestre enxadrista aos 12", disse.

Mas, apesar de achar que o ensino de xadrez nas escolas poderia beneficiar as crianças, Keene não concorda com a obrigatoriedade.

"Existem muitas outras coisas que poderiam ser obrigatórias (nas escolas) também."

"E, na Armênia, o governo está batendo em uma porta que já está aberta. O xadrez já está tão incorporado à cultura, faz parte da psiquê do país e de suas ambições. E tornar (o xadrez) obrigatório na Grã-Bretanha, por exemplo, poderia afastar as pessoas", acrescentou.

Fonte: UOL Educação
http://educacao.uol.com.br/ultnot/bbc/2011/04/26/governo-da-armenia-torna-ensino-de-xadrez-obrigatorio-nas-escolas.jhtm  

Data: 26/04/2011 - 11h11

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

362 - PEDOFILIA É CRIME, DENUNCIE


O CRIME DE PEDOFILIA PODE DAR CONDENAÇÃO DE ATÉ 10 ANOS
                                                                                               Imagem: Fonte:  R7
 PEDOFILIA


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedofilia


A pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual,[1] na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes[2][3] (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade.[4] A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια (paidophilia) onde παις (pais, "criança") e φιλια (philia, "amizade", "afinidade", "amor", "afeição", "atração", "atração ou afinidade patológica" ou "tendência patológica", segundo o Dicionário Aurélio).

A pedofilia faz parte de um grupo de preferências sexuais chamado Cronofilia, junto a Nepiofilia, Hebefilia, Efebofilia, Teleiofilia e Gerontofilia. O termo Cronofilia não é muito usado pelos sexologistas e refere-se por atrações sexuais fora da sua faixa de idade.

Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes pelo menos cinco anos mais novas do que eles.[5]

A pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, e também como um desvio sexual, pela Organização Mundial de Saúde.[6] Os atos sexuais entre adultos e crianças (resultantes em coito ou não) é um crime na legislação de inúmeros países. Em alguns países, o assédio sexual a tais crianças, por meio da Internet, também constitui crime. Outras práticas correlatas, como divulgar a pornografia infantil ou fazer sua apologia, também configuram atos ilícitos classificados por muitos países como crime.

A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada em 1989 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, define que os países signatários devem tomar "todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educativas" adequadas à proteção da criança, inclusive no que se refere à violência sexual (artigo 19).[7][8]

Definição da pedofilia

Pedofilia é o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos"[9] (Croce, 1995).

Algumas outras definições de pedofilia requerem uma diferença de idade de no mínimo cinco anos. Estas, porém, tendem a negligenciar a inclinação sexual pedofílica que desenvolve-se durante a puberdade ou a infância, e que tende posteriormente a diminuir e acabar. Alguns sexólogos, porém, como o especialista americano John Money, acreditam que não somente adultos, mas também adolescentes, podem ser qualificados como pedófilos.[10] Na França, esta é a definição dominante.

Muitas culturas reconhecem pessoas como tornando-se adultas em variadas idades. Por exemplo, a tradição judaica considera como adultos (membros da sociedade) as mulheres aos 12 e os homens aos 13 anos de idade, sendo a cerimônia de transição chamada Bat Mitzvah para as garotas e Bar Mitzvah para os rapazes. No antigo Egito, o faraó Tutankhamon casou-se quando tinha 10 anos de idade com Ankhsenpaaton que tinha a mesma idade talvez um pouco mais velha e assumiu o trono com cerca de 12 anos. No Japão a passagem para a idade adulta é celebrada pelo Seijin Shiki (ou "cerimônia adulta" em tradução literal). No Ritual de puberdade feminina dos índios nambiquara, logo que tem a sua primeira menstruação, a menina púbere (wa’yontãdu, "menina menstruada") deve permanecer em reclusão em uma casa construída pelos seus pais especialmente para este fim. Lá a menina deverá permanecer de um a três meses, ao fim dos quais uma grande festa será feita e os convidados de outras aldeias nambiquara virão para retirá-la da reclusão. A menina (wekwaindu, "menina", "moça") passa, então, a ser considerada uma mulher formada, conforme explicam os Mamaindê.[2]

A puberdade e sexualidade surgem de modos diferentes para o sexo feminino e masculino. Enquanto para as meninas ocorre um crescimento rápido e curto, para os meninos o crescimento é lento e prolongado. É por isso que geralmente as meninas desenvolvem-se fisicamente e mentalmente mais cedo e mais rápido que os meninos. Quando uma pessoa do sexo masculino ou feminino sente-se atraído sexualmente por uma menina ou menino pré-púbere é considerado doente porque esta ainda não tem o corpo de uma mulher e o menino não tem as características de um homem.

Ver artigo principal: puberdade

A relação sexual entre adultos e adolescentes é regulada pelas leis de cada país referentes à idade de consentimento. Alguns países permitem o relacionamento a partir de uma idade mínima (12 anos em Angola, Filipinas e México, 13 na Espanha e Japão, 14 no Brasil, Portugal, Itália, Alemanha, Áustria e China, 15 na França, Suécia, Dinamarca e Grécia, 16 em Noruega, Reino Unido e Holanda).

O uso do termo pedófilo para descrever criminosos que cometem atos sexuais com crianças é visto como errôneo por alguns indivíduos, especialmente quando tais indivíduos são vistos de um ponto de vista clínico, uma vez que a maioria dos crimes envolvendo atos sexuais contra crianças são realizados por pessoas que não são consideradas clinicamente pedófilas, já que não sentem atração sexual primária por crianças. Mundialmente, apenas um quarto dos abusos sexuais de crianças são praticados por pedofilos. Esses abusos sexuais são praticados por pessoas que simplesmente acharam mais fácil fazer sexo com crianças, seja enganado-as ou utilizando de intimidação ou força.

Alguns especialistas acreditam que a atração sexual por crianças é por si mesma um tipo de orientação sexual. Isto vai contra ao entendimento dominante, pelo qual o termo orientação sexual é categorizado como sendo a atração sexual por pessoas do sexo oposto, do mesmo sexo, ou por ambos os sexos. Os proponentes desta ideia divergente alegam que a heterossexualidade, a homossexualidade e a bissexualidade não são normalmente associados com a atração sexual por crianças, e que estas são suficientemente diferentes dos adultos, seja física ou psicologicamente, para que a pedofilia possa ser categorizada como um tipo de orientação sexual.

A Criança Abusada

Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética, religiosa e moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não ter habilidade diante desse tipo de estimulação. A maioria desses casos não é reportada, tendo em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em longo prazo, decorrente dessas experiências pode ser devastador. O abuso às crianças pode ocorrer na família, através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido. A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar profunda sensação de solidão e abandono. Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou pode temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo. A criança que é vítima de abuso prolongado, usualmente desenvolve uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e adquire uma representação anormal da sexualidade. A criança pode tornar-se muito retraída, perder a confiaça em todos adultos e pode até chegar a considerar o suicídio, principalmente quando existe a possibilidade da pessoa que abusa ameaçar de violência se a criança a denunciar ou negar-se aos seus desejos. Algumas crianças abusadas podem ter dificuldades para estabelecer relações harmônicas com outras pessoas, podem se transformar em adultos que também abusam de outras crianças, podem se inclinar para a prostituição ou podem ter outros problemas sérios quando adultos. Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muito temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecem silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente, principalmente se o abusador é alguém da família. Mudanças bruscas no comportamento, apetite ou no sono pode ser um indício de que alguma coisa está acontecendo, principalmente se a criança se mostrar curiosamente isolada, muito perturbada quando deixada só ou quando o abusador estiver perto.

Diagnóstico

A Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), item F65.4, define a pedofilia como "Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas ou de crianças de um ou do outro sexo, geralmente pré-púberes".[11]

O Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition (DSM-IV)[12], da Associação de Psiquiatras Americanos, define uma pessoa como pedófila caso ela cumpra os três quesitos abaixo:

1. Por um período de ao menos seis meses, a pessoa possui intensa atração sexual, fantasias sexuais ou outros comportamentos de caráter sexual por pessoas menores de 13 anos de idade ou que ainda não tenham entrado na puberdade.

2. A pessoa decide por realizar seus desejos, seu comportamento é afetado por seus desejos, e/ou tais desejos causam estresse ou dificuldades intra e/ou interpessoais.

3. A pessoa possui mais do que 13 anos de idade e é no mínimo 3 anos mais velha do que a criança. Este critério não se aplica a indivíduos com 12-13 anos de idade ou mais, envolvidos em um relacionamento amoroso (namoro) com um indivíduo entre 17 e 20 anos de idade ou mais. Haja vista que nesta faixa etária sempre aconteceram e geralmente acontecem diversos relacionamentos entre adolescentes e adultos de idades diferentes. Namoro entre adolescentes e adultos não é considerado pedofilia por especialistas no assunto. (Exemplo: O namoro entre uma adolescente de 14 anos e um jovem de 18 anos)[13][14]

Note que o ato sexual entre pedófilo e criança não precisa estar presente, e que uma pessoa pode ser considerada clinicamente como pedófila apenas pela presença de fantasias ou desejos sexuais, desde que a dada pessoa cumpra todos os três critérios acima.

As fronteiras precisas entre infância e adolescência podem variar em casos individuais, e são difíceis de definir em termos rígidos de idade. A OMS, por exemplo, define adolescência como o período da vida entre 10 e 20 anos de idade,[15][16][17] tendo como referência apenas aspectos biológicos, como a puberdade, a gravidez precoce e a saúde do adolescente. Muitas vezes são levados em conta também aspectos sociais e econômicos, definindo a adolescência como o período da vida entre os 13 anos de idade e a maioridade civil (que geralmente se dá aos 18 anos). No Brasil, a definição legal de adolescente é de pessoa entre os 12 e os 18 anos, conforme artigo 2º do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Causas

A causa ou causas da pedofilia são desconhecidas.[18] Pensava-se que o histórico de abuso sexual na infância era um forte fator de risco, mas pesquisas recentes não encontraram relação causal, uma vez que a grande maioria das crianças que sofrem abusos não se tornam infratores quando adultos, nem tampouco a maioria dos infratores adultos relatam terem sofrido abuso sexual. O "US Government Accountability Office" concluiu que "a existência de um ciclo de abuso sexual não foi estabelecida." Antes de 1996, havia uma crença generalizada na teoria do "ciclo de violência", porque a maioria das pesquisas feitas eram retrospectivas e baseadas em um grupo pré-definido (Cross-sectional study) — os infratores eram questionados se teriam sofrido abusos no passado. A maioria desses estudos descobriu que a maioria dos adultos infratores relataram não terem sofrido qualquer tipo de abuso durante a infância, mas os estudos variam quanto as estimativas percentuais de infratores com histórico de abusos em relação ao total de infratores, de 0 a 79 por cento. Pesquisa mais recentes, de caráter prospectivo longitudinal, estudando crianças com casos documentados de abuso sexual ao longo de certo período a fim de determinar que percentagem delas se tornaria infratora, tem demonstrado que a teoria do ciclo de violência não constitui uma explicação satisfatória para o comportamento pedófilo.[19]

Recentes estudos, empregando exploração por ressonância magnética, foram feitos na Universidade de Yale e mostraram diferenças significativas na atividade cerebral dos pedófilos. O jornal Biological Psychiatry declarou que, pela primeira vez, foram encontradas provas concretas de diferenças na estrutura de pensamento dos pedófilos. Um psicólogo forense declarou que essas descobertas podem tornar possível o tratamento farmacológico da pedofilia..[20] Continuando nessa linha de pesquisas, o Centro de Vício e Saúde Mental de Toronto, em estudo publicado no Journal of Psychiatry Research, demonstrou que a pedofilia pode ser causada por ligações imperfeitas no cérebro dos pedófilos. Os estudos indicaram que os pedófilos têm significativamente menos matéria branca, que é a responsável por unir as diversas partes do cérebro entre si.[21]

Correlações biológicas

Muitos pesquisadores tem relatado correlações entre a pedofilia e algumas características psicológicas, como baixa auto-estima[22][23] e baixa habilidade social.[24] Até recentemente, muitos pesquisadores acreditavam que a pedofilia fosse causada por essas características. A partir de 2002, outros pesquisadores, em especial os sexólogos canadenses James Cantor e Ray Blanchard junto com seus colegas, começaram a relatar um série de descobertas relacionando a pedofilia (a definição médica da preferência sexual por crianças, não a definição comportamental utilizada por outras fontes) com a estrutura e o funcionamento cerebrais: homens pedófilos (e hebefílicos)possuem QI mais baixo,[25][26][27] pontuação mais baixa em testes de memória,[25] maior proporção de canhotos,[25][27][28][29] taxas mais altas de repetência escolar em proporção com as diferenças de QI,[30] menor estatura[31] maior probabilidade de terem sofrido ferimentos na cabeça acompanhados de perda de consciência,[32][33] e várias diferenças em estruturas cerebrais detectadas através de ressonância magnética nuclear (MRI, em inglês).[34][35][36] Eles relatam que suas descobertas sugerem a existência de uma ou mais características neurológicas congênitas (presentes ao nascer) que causam ou aumentam a probabilidade de se tornar um pedófilo. Evidências de transmissão familiar "sugerem, mas não provam que fatores genéticos sejam responsáveis" pelo desenvolvimento da pedofilia.[37]

Outro estudo, usando ressonância magnética nuclear (MRI) estrutural, mostra que homens pedófilos possuem um menor volume de massa branca do que criminosos não-sexuais.[34]

Imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) tem mostrado que pessoas diagnosticados com pedofilia que abusaram de crianças tem ativação reduzida do hipotálamo, em comparação com indivíduos não-pedófilos, ao serem expostos a fotos eróticas de adultos.[38] Um estudo de neuroimagem funcional de 2008 nota que o processamento central de estímulos sexuais em "pacientes pedófilos forenses" heterosexuais podem ser alterados por um distúrbio nas redes pré-frontais, que "podem estar associadas a comportamentos controlados por estímulo, como os comportamentos sexuais compulsivos." As descobertas podem também sugerir "uma disfunção no estágio cognitivo do processamento da excitação sexual."[39]

Blanchard, Cantor e Robichaud (2006) revisaram a pesquisa que tentou identificar aspectos hormonais de pedófilos.[40] Eles concluíram que há de fato alguma evidência de que homens pedófilos tem menos testoterona do que aqueles no grupo de controle, mas que a pesquisa é pobre e que é difícil tirar qualquer conclusão firme a partir dela.

Apesar de não poderem ser consideradas causas da pedofilia, diagnósticos psiquiáricos adicionais — como distúrbios da personalidade e abuso de substâncias — são fatores de risco para a concretização dos impulsos pedófilos.[41] Blanchard, Cantor e Robichaud (2006) notaram, a respeito do nexo-causal pedofilia-estados psiquiátricos adicionais, que "as implicações teóricas não são tão claras. São os genes específicos ou fatores nocivos no ambiente pré-natal que predispõem um homem a desenvolver distúrbios afetivos e pedofilia, ou a frustração e isolamento causados pelos desejos sexuais socialmente inaceitáveis — ou a sua ocasional satisfação - é que levam à ansiedade e ao desespero?"[40] Eles indicaram que, por terem constatado anteriormente que mães de pedófilos tem maior probabilidade de terem passado por tratamento psiquiátrico,[32] a hipótese genética é mais provável.

Tratamento

Numerosas técnicas voltadas para o tratamento da pedofilia tem sido desenvolvidas. Muitos vêm a pedofilia como altamente resistente contra interferência psicológica, e acreditam que tratamentos e estratégias reparativas são ineficientes. Outros, tais como o Dr. Fred Berlin, acreditam que a pedofilia poderia ser claramente mais bem tratada com êxito se a comunidade médica desse mais atenção ao tema. Porém, a taxa de casos muito bem-sucedidos de tratamento é muito baixa.

Técnicas utilizadas para o tratamento da pedofilia incluem um "sistema de suporte de doze passos", paralelo à terapia de vícios, embora tal sistema é visto por muitos como o meio menos eficiente de tratamento. Medicações antiandrogênicas, tais como o Depo Provera, podem ser utilizadas para diminuírem níveis de testosterona, e são constantemente utilizados, em conjunto com outras medidas.

A terapia cognitivo-comportamental possui mais suporte em geral, onde o pedófilo aprende a associar o "comportamento pedofílico" com diversos atos considerados não-desejáveis. Geralmente, isto é feito dizendo para o pedófilo "fantasiar atividade sexual desviante", e então, uma vez excitado, os pedófilos são ditos para imaginarem as consequências legais e sociais de tais fantasias. Outros programas induzem o pedófilo a associarem comportamento ilegal com dor, através da controversa terapia de aversão, onde choques elétricos são induzidos ao pedófilo enquanto este está fantasiando. Estes últimos métodos são raramente utilizados em pedófilos que não cometeram ainda crimes baseados na pedofilia.

Terapias de controle

Apesar de algumas terapias medicinais para o controle do desejo sexual serem alvo muitas críticas médicas, a castração química[42] judicial é um método de controle que tem mostrado alguns resultados. A parte dos tratamentos impostos por condenação judicial, esses métodos também podem ser voluntariamente utilizados por pessoas que queiram diminuir a sua libido, evitando-se abusos sexuais antes que eles aconteçam. Para o sexo masculino, alguns medicamentos amplamente disponíveis para o câncer de Próstata, além de hormônios femininos, têm eficácia na diminuição da libido masculino. Há de considerar, contudo, que esses métodos induzem a uma feminilização do corpo masculino, podendo ocasionar o crescimento de glândulas mamárias naturais.

Ocorrência

Não se sabe ao certo a ocorrência da pedofilia. Alguns estudos afirmaram que ao menos um quarto de todos os adultos do sexo masculino podem apresentar algum excitamento sexual em relação a crianças. Um estudo realizado por Hall, G. C. N. da Universidade Estadual de Kent, por exemplo, observou que 32,5% de sua amostra (80 homens adultos) exibiram desde algum excitamento sexual até estímulo pedofílico heterossexual, igual ou maior do que o excitamento obtido com estímulos sexuais adultos. Kurt Freund (1972) notou que "homens que não possuem preferências desviantes mostraram reações sexuais positivas em relação a crianças do sexo feminino entre seis e oito anos de idade.

Em 1989, Briere e Runtz[43] conduziram um estudo em 193 estudantes universitários, sobre pedofilia. Da amostra, 21% disseram ter alguma atração sexual para algumas crianças, 9% afirmaram terem fantasias sexuais envolvendo crianças, 5% admitiram masturbarem-se por causa destas fantasias, e 7% concederam alguma probabilidade de realizar ato sexual com uma criança, caso pudessem evitar serem descobertos e punidos por isto. Os autores também notaram que, dado o estigma social existente atrás destas admissões, pode-se hipotetizar que as taxas atuais possam ser ainda maiores.

J. Feierman (1990) estimou que entre 7% a 10% dos homens adultos possuem alguma atração sexual por crianças do sexo masculino.

Em abusadores sexuais de crianças

Uma pessoa que pratica um ato sexual com uma criança é, apesar de todas as definições médicas, comumente assumido e descrito como sendo um pedófilo. Porém, existem outras razões que podem levar ao ato (tais como estresse, problemas no casamento, ou a falta de um parceiro adulto), tal como o estupro de pessoas adultas pode ter razões não-sexuais. Por isto, somente o abuso sexual de crianças pode indicar ou não que um abusador é um pedófilo. A maioria dos abusadores em fato não possuem um interesse sexual voltado primariamente para crianças.

Certos pedófilos mantêm uma relação estável com as suas vitimas, que se justifica normalmente pelo atraso mental que as crianças sofrem. Como está descrito no livro 'Pedófilia Incestuosa' escrito pelos peritos americanos Fredcrich Burnay e Beatrisse Ferreira os pedófilos ao tendo relações com os seus parentes sentem "um nível de poder e subjugação que para eles justifica o acto em si". Estima-se que apenas entre 2% a 10% das pessoas que praticaram atos de natureza sexual em crianças sejam pedófilos, tais pessoas são chamadas de pedófilos estruturados, fixados ou preferenciais. Abusadores que não atendem aos critérios regulares de diagnóstico da pedofilia são chamados de abusadores oportunos, regressivos ou situacionais. Um estudo de Abel, G. G, Mittleman, M. S, e Becker, J. V observou que existem geralmente claras distinções características entre abusadores oportunistas e pedófilos estruturados. Abusadores oportunistas tendem a cometer abuso sexual contra crianças em períodos de estresse, possuem poucas vítimas, geralmente, pertencentes à própria família, possuem menos probabilidade de abusar sexualmente de crianças, e possuem preferência sexual para adultos. Abusadores pedófilos, por outro lado, geralmente começam a cometer atos de natureza sexual a crianças em tenra idade, muitas vezes possuem um grande número de menores que são frequentemente extrafamiliares, cometem mais abusos sexuais com crianças, e possuem valores ou crenças que suportam fortemente um estilo de vida voltado ao abuso. No caso de incesto entre pais e filhos, acredita-se que a maioria dos abusos envolve pais que são abusadores oportunistas, ao invés de pedófilos.

Legislação

A pedofilia era tolerada ou ignorada em muitas legislações dos países, o que foi sendo paulatinamente modificado com a aprovação sucessiva de tratados internacionais, que culminaram com a aprovação, em 1989, pela ONU, da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança que, em seu artigo 19, expressamente obriga aos estados a adoção de medidas que protejam a infância e adolescência do abuso, ameaça ou lesão à sua integridade sexual.

O ato sexual entre adultos e adolescentes (o que não configura a pedofilia), pode não ser considerado um crime, em hipóteses excepcionais que dependem da idade do adolescente, bem como da legislação local sobre a idade de consentimento (nos países que adoptam este conceito), ou como dirimente penal para casos como o estupro. A emancipação de menores é um instituto não reconhecido pela grande maioria das nações, no tocante à vida sexual. A pedofilia é sempre um crime de ação pública: ou seja, sua prática independe da vontade dos pais ou responsáveis pelo menor - alguns deles envolvidos nos casos de rede internacional de pedofilia já desbaratados.

A pornografia infantil também é considerada crime na grande maioria dos países do mundo. Alguns países possuem leis proibindo o uso da Internet para recrutar menores com a intenção de realizar o ato sexual, virtual ou não.

O abuso sexual, no direito internacional moderno, é considerado como mais uma prática do ilícito pedófilo.

Em alguns países, pessoas com história de atividade sexual com crianças podem ser proibidas, através de decisões judiciais ou de legislação existente, de se encontrarem com as mesmas, ou de terem empregos que as aproximem de crianças ou, ainda, de possuirem computadores e/ou telefones celulares, de usarem a Internet, ou mesmo de possuir brinquedos infantis.

Muitas vezes, o criminoso é uma pessoa próxima à criança, que se aproveita da fragilidade da vítima para satisfazer seus desejos sexuais. Em outros casos, razões não-sexuais podem estar envolvidas. Por isto, o abuso sexual de crianças, por si só, não necessariamente indica que o criminoso é um pedófilo. A maioria dos abusadores, de fato, não possui interesse sexual primário por crianças. Estima-se que apenas entre 2% e 10% das pessoas que abusam sexualmente de crianças sejam pedófilas.

No Brasil

O termo "crime de pedofilia" é frequentemente utilizado de forma equivocada pelos meios de comunicação. A lei brasileira não possui o tipo penal "pedofilia". A pedofilia, como contato sexual entre crianças e adultos, se enquadra juridicamente no crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) com pena de oito a quinze anos de reclusão e considerados crimes hediondos. Os meios de comunicação de forma insistente invocam como verdade a equiparação de uma condição psicológica com um ato criminoso.

Pornografia infantil é crime no Brasil, passível de pena de prisão de dois a seis anos e multa. Artigo 241, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90): Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores (internet), fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente. Em novembro de 2003, a abrangência da lei aumentou, para incluir também a divulgação de links para endereços contendo pornografia infantil como crime de igual gravidade.[44] O Ministério Público do país mantém parceria com a ONG SaferNet que recebe denuncias de crimes contra os Direitos Humanos na Internet e mantém o sítio SaferNet, que visa a denúncia anônima de casos suspeitos de pornografia infantil na internet.

A partir de 2007 os Conselhos Estaduais da Criança e do Adolescente, com a coordenação nacional da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, lançou uma ampla campanha para coibir a prática de crimes contra menores, através de denúncias anônimas feitas através do telefone 100. Em todo o país este número serve para receber as denúncias de abusos de toda a ordem - e os sexuais são a maioria dos casos.[45]

Em 20 de dezembro de 2007 a Polícia Federal do Brasil, em conjunto com a Interpol, o FBI e outras agências de investigação desvendou o uso da Internet como meio para divulgação de material - para tanto usando da identificação dos IPs anônimos - tendo efetuado três prisões em flagrante e mais de quatrocentas apreensões pelo país - sendo esta a primeira operação onde foi possível identificar usuários da rede mundial de computadores para a prática pedófila no Brasil[46]

Levando em consideração que a pornografia infantil é crime – seja por ter fotos e vídeos, seja por ter um site com pornografia infantil ou mesmo um link para um site que contem pornografia infantil, muitos acreditam que os pedófilos satisfazem seus desejos sexuais voltando-se ao Lolicon ou Shotacon.

No mundo

O caso mais recente e de maior repercussão foi a busca por um criminoso que aparecia em várias fotos abusando de menores. Cerca de 200 imagens com seu rosto digitalmente alterado foram divulgadas na Internet. Numa busca que envolveu especialistas em edição de imagens, a fim de restaurar a imagem do rosto do procurado, o canadense Christopher Neil, 32 anos, foi preso e acusado por abuso sexual infantil na província de Nakhon Ratchasima, em Korat, a cerca de 250 km a norte da capital Bangcoc, uma área turística da Tailândia. A captura começou quando investigadores captaram um telefonema de uma travesti tailandesa com quem Neil teve contatos no passado. A travesti, de 25 anos, que já alugou uma casa com Neil em outra região da Tailândia, colaborou com as investigações levando os policiais até a residência do acusado.[47] No mesmo dia a instrutora de tênis britânica, Claire Lyte, 29 anos, foi condenada pelo mesmo crime ao ser considerada culpada de manter relações sexuais com sua aluna de apenas 13 anos. Lyte deve receber a sentença pela condenação dentro de um mês.[48]

Nas entidades religiosas

A Revista Veja, da Editora abril, edição nº 1982, ano 39, nº 45, de 15 de novembro de 2006, publicou uma reportagem nas páginas 112/114, sobre dois advogados norte-americanos, John Aretakis, de Nova Iorque e Jeff Anderson, de Minnesota, recordistas de clientes vítimas de abusos sexuais, tendo o primeiro patrocinado 250 ações, com indenizações no valor de um milhão de dólares obtidas da Igreja Católica e o segundo patrocinado mil ações, com indenizações no valor de 150 milhões de dólares, também, obtidas da mesma instituição religiosa. O caso mais famoso foi o do padre Mark Haight, de Albany, que estuprou um menino, diariamente, durante seis anos. Seguem-se os casos do padre James Porter, que molestou 28 crianças e foi condenado em 1993 a 28 anos de prisão, do padre Paul Shanley, que molestou uma menina durante três anos e foi condenado a doze anos de cadeia, do padre John Geoghan, molestador de mais de cem crianças, foi condenado a dez anos de prisão e do padre Rudolph Kos, que molestou onze crianças e a sua diocese pagou indenizações no valor de trinta milhões de dólares às vítimas. Anderson afirmou à Revista Veja: "luteranos, mórmons, testemunhas de Jeová, evangélicos…Diga-me o nome de qualquer grupo religioso e eu provavelmente já o processei".

Cláudio Hummes, cardeal prefeito da Congregação para o Clero do Vaticano, reconheceu que casos de pedofilia afetam 4% dos padres católicos, o que representaria cerca de 20 mil sacerdotes em todo o mundo.[49]

Terminologia errada: difamação, crimes relacionados e problemas éticos

Ética jornalística

Algumas vezes, alguns jornalistas utilizaram terminologia errada em relação à pedofilia. Para o autor e professor de Jornalismo Felipe Pena, "não há mais lugar para definições messiânicas utilizadas de forma maniqueísta para satisfazer as simplificações conceituais", e não há como a ética jornalística contrariar o Código Penal[50][51] Todos os Códigos de Ética da profissão definem a busca da verdade e da precisão das informações como valores fundamentais do Jornalismo, inclusive o da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas[52]), do Brasil, e o da IFJ (Federação Internacional de Jornalistas[53]); vedam, também, a prática de crimes[54] e/ou a incitação ao crime e à violência.[55]

Crimes relacionados

Devido à classificação da pedofilia como doença mental e à carga fortemente pejorativa associada a esta palavra, o fato de uma pessoa (seja jornalista ou não) referir-se a um não-pedófilo como "pedófilo" caracteriza a prática de diversos crimes contra a honra, especialmente no caso de relacionamentos amorosos consentidos e permitidos por lei, tais como aqueles entre adultos e adolescentes acima da idade de consentimento[56] [57] [58](14 anos no Brasil[59] e também em Portugal.[60]

Brasil

No Brasil, os crimes previstos são os de difamação ,[61] calúnia e injúria (artigos 138 até 140 do Código Penal), com penas agravadas quando o crime for praticado em público (art.141, III), além da possibilidade de penas adicionais por incitação ao ódio e à violência contra o não-pedófilo (incitação ao crime, art. 286 do CP) .[62]

Em casos extremos, por exemplo, envolvendo o bullying ou o linchamento moral público de um não-pedófilo sendo chamado de pedófilo, outros crimes podem ser acrescidos, como constrangimento ilegal (art.146 do CP) e exercício arbitrário das próprias razões (art.345 do CP). Por fim, se de tal ato resultar o suicídio do não-pedófilo, dependendo da corrente jurídica, poderá haver também enquadramento pelo crime de induzimento ou instigação ao suicídio (art. 122 do CP)[63] ou pelo crime de homicídio doloso (com intenção), se o suicídio for decorrente de maus tratos morais.[64]

Portugal

Em Portugal, os crimes são os de difamação, injúrias, e ofensa à memória de pessoa falecida (artigos 180 até 182, e 185, do Código Penal), com agravantes previstas para os casos com publicidade (art.183) e vítima autoridade (art. 184), além da pena adicional de "conhecimento público da sentença condenatória" (direito de resposta às custas do difamador, art. 189) [65] [66] e o caso de "instigação pública a um crime" (art. 297) .[67]

História

Um pretenso activismo pedófilo teria surgido nos Países Baixos, no final dos anos 1950, pelo trabalho do neerlandês Frits Bernard, que fundou um grupo tolerado naquele país, tendo se desenvolvido a partir da Revolução sexual dos anos 1970 e até o início dos anos 1980, sobretudo na Europa Ocidental e EUA.

Em 1979, uma petição apoiada por grupos não-pedófilos (sexólogos, homossexuais, feministas, trabalhistas) chegou a ser apresentada ao Parlamento neerlandês, sem sucesso. Várias alegadas entidades foram fundadas onde a legislação era tolerante ou omissa. A reação social passou a desmascarar as intenções dos indivíduos que utilizavam o discurso pró-pedofilia, o que levou os grupos de pedófilos neles imiscuidos a serem expulsos, a partir de 1994, da ILGA, a confederação mundial de grupos GLBT, que então proclamou oficialmente a dissociação de pedofilia e homossexualidade, rechaçando expressamente os portadores daquela anomalia. Novos grupos, em países como Alemanha e Países Baixos, sobreviveram, centrando sua ação basicamente na Internet, dificultando sua captura e identificação.

Embora essas siglas pretendam existir e divulgar a pedofilia como algo normal, as polícias do mundo cada vez mais se unem no combate e prisão dos praticantes desse crime, desbaratando as redes internacionais de pedofilia.

Dialética do ativismo

Ativismo pró-pedofilia

Ver artigo principal: Activismo pró-pedófilo

O ativismo pró-pedofilo é um movimento que teve seu período mais ativo entre os anos 1950 e início dos anos 1990 e atualmente é mantido em sua maior parte através de sites na Internet.[68][69][70][71] Os seus objectivos passam pela abolição ou redução da idade de consentimento, legalização da pornografia infantil e, sobretudo, a aceitação da pedofilia como uma orientação sexual ao invés de um distúrbio psicológico.[72]

Ativismo anti-pedofilia

Ver artigo principal: Activismo anti-pedófilo

O ativismo antipedófilo abrange oposição aos pedófilos, activismo pró-pedófilo e outros fenômenos tidos como relacionados à pedofilia, como a pornografia infantil e abuso sexual de menores.[73] Muitas ações diretas classificadas como antipedófila envolvem demonstrações contra acusados de crimes de natureza sexual,[74] grupos que advogam a legalização da atividade sexual entre adultos e crianças,[75] usuários de internet que solicitam sexo a adolescentes.

Referências

1. ↑ FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio - Século XXI, ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2ªed, 1993. ISBN 85-209-0411-4
2. ↑ ABUSO SEXUAL - ABC da Saúde (em português). Página visitada em 31 de agosto de 2009.
3. ↑ (em inglês) Dictionary of Sexology - Compilado por G.F. Pranzarone, PhD, Departamento de Psicologia, Roanoke College; Dicionário baseado na obra do sexólogo e psico-endocrinologista John Money, das Universidades de Harvard e Johns Hopkins [1])
4. ↑ (em inglês) OMS – Classificação Internacional de Doenças CID-10 (ICD-10) – Paedophilia (F65.4) (early puberty em inglês)
5. ↑ PDF The ICD-10 Classification of Mental and Behavioral Disorders – Diagnostic criteria for research (ver F65.4 - páginas 166-167)(em inglês)
6. ↑ ((em inglês)).
7. ↑ ((em português)).
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9. ↑ Croce, Delton, et alli, Manual de Medicina Legal, Saraiva, São Paulo, 1995
10. ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
11. ↑ CID-10, F65.4 - português (em português).
12. ↑ [PDF. O texto original diz:"The American Psychiatric Association Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fourth Edition Text Revision (DSM-IV-TR) criteria for Pedophilia (302.2) are: A. Over a period of at least 6 months, recurrent, intense sexually arousing fantasies, sexual urges, or behaviors involving sexual activity with a prepubescent child or children generally age 13 years or younger or who have not received at puberty; B. The person has acted on these sexual urges, or the sexual urges or fantasies cause marked distress or interpersonal difficulty; C. The person is at least age 13 years."]
13. ↑ O Olhar Adolescente - Os Incríveis Anos de Transição Para a Vida Adulta, Publicação especial da Revista Mente e Cérebro, Editora Ediouro, Segmento-Duetto Editorial Ltda, com conteúdo internacional fornecido pela Gehim&Geist, sob licença da Scientific American, Inc. São Paulo, Edição número 1, 2007. ISBN 978-85-99535-40-0
14. ↑ Medical Library. www.medem.com. Página visitada em 2009-07-08.
15. ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
16. ↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
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41. ↑ Fagan et al, P.J.. "Pedophilia". Journal of the American Medical Association 2002 Nov 20;288(19):2458-65.
42. ↑ Agência ANSA (19 de outubro de 2007). Grã-Bretanha já tem 'castração química' para pedófilo.
43. ↑ [Briere, J., & Runtz, M. (1989). University males' sexual interest in children: Predicting potential indices of "pedophilia" in a nonforensic sample. Child Abuse and Neglect, 13, 65-75. http://web.uvic.ca/psyc/runtz/CANpaper1989.pdf]
44. ↑ Lei n.º 10.764, de 12/11/2003 - alterou o art. 241 do ECA. (em português).
45. ↑ - pesquisado em 26 de maio de 2007, às 22:12 (em português).
46. ↑ notícia, pesquisada em 21 de dezembro de 2007, às 05:30 (em português).
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48. ↑ "Instrutora de tênis é condenada por sexo com aluna", 19 de outubro de 2007. Página visitada em 2007-10-19.
49. ↑ Un cardenal brasileño reconoce que la pedofilia afecta al 4% de los sacerdotes (em espanhol). El periódico.com (25/05/2009). Página visitada em 26/06/2009.
50. ↑ PDF Intercom - No jornalismo não há fibrose (PENA, Felipe. No jornalismo não há fibrose: a ruína das fontes, o denuncismo e a opinião pública. Trabalho apresentado no congresso da Intercom 2005, NP-02)
51. ↑ Felipepena.com - No jornalismo não há fibrose (HTML)
52. ↑ PDF Fenaj – Código de Ética dos jornalistas brasileiros (ver art. 4º, art. 2º, I e II, e art. 7º, II)
53. ↑ (em inglês) IFJ - Declaration of Principles on the Conduct of Journalists (ver art. 1º)
54. ↑ Código de Ética da IFJ (op.cit.), artigo 8º: "calúnia, difamação, libelo, acusações infundadas"
55. ↑ Código de Ética da Fenaj (op.cit.), art.7º, V.
56. ↑ Constituição Federal brasileira (Artigo 5º, II: "Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei")
57. ↑ Código Penal Brasileiro (Artigo 1º: "Não há crime sem lei anterior que o defina")
58. ↑ PDF Código Penal português (Artigo 1º: "Só pode ser punido criminalmente o facto descrito e declarado passível de pena por lei")
59. ↑ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848compilado.htm (Código Penal Brasileiro, artigos 217-A e 218)
60. ↑ PDF http://www.dre.pt/pdf1sdip/2007/09/17000/0618106258.pdf (Código Penal português, artigo 171, ver página 48)
61. ↑ DireitoNet.com.br – Difamação
62. ↑ http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848compilado.htm (Código Penal Brasileiro, ver Artigos 138 até 141, e 286)
63. ↑ MIRANDA, Darcy Arruda (magistrado, Prof. de Direito, Fac. Mackenzie e Sorocaba). "O crime de induzimento ao suicídio". Publicado na Revista do Instituto de Pesquisas e Estudos, n. 1, jan./jul.1966 e no site do BDJUR. Disponível em PDF BDJur.stj.gov.br. Acesso em 24 nov. 2009. Página 17: "Hungria sustenta constituir induzimento o fato de maus tratos infligidos a alguém, vindo este a matar-se de desespero, uma vez que haja o dolo, direto ou eventual, específico do crime, isto é, a intenção ou aceitação do risco de que a vítima se suicide"
64. ↑ MIRANDA, Darcy Arruda (op.cit.). Página 17: "Os maus tratos, físicos ou morais, infligidos a alguém, em crebra obstinação e de tal modo que levam a vítima a suicidar-se, é crime de homicídio e não qualquer das formas de induzimento, instigação, ou auxílio a suicídio. (…) O autor dos maus tratos não quis matar diretamente a vítima, mas levando-a a suicidar-se incidiu em dolo eventual e deve responder por homicídio doloso. A vontade da vítima não era libertar-se da vida e sim libertar-se do jugo opressor e o único meio ao seu alcance foi esse."
65. ↑ Código Penal Português (Artigos 180 até 189)
66. ↑ PDF Código Penal português (texto oficial) (ver páginas 49-50)
67. ↑ Bocc.ubi.pt - Código Penal português (Artigo 297)
68. ↑ STANTON, Domna C.. Discourses of Sexuality: From Aristotle to AIDS. [S.l.]: University of Michigan Press, 1992. p405 p. ISBN 0472065130
69. ↑ HAGAN, Domna C.. Deviance and the family. [S.l.]: Haworth Press, 1988. p131 p. ISBN 0866567267
70. ↑ JENKINS, Philip. Intimate Enemies: Moral Panics in Contemporary Great Britain. [S.l.]: Aldine Transaction, 1992. p75 p. ISBN 0202304361
71. ↑ JENKINS, Philip. Decade of Nightmares: The End of the Sixties and the Making of Eighties America. [S.l.]: Oxford University Press, 2006. p120 p. ISBN 0195178661
72. ↑ Dr. Frits Bernard,. "The Dutch Paedophile Emancipation Movement". Paidika: The Journal of Paedophilia volume 1 number 2, (Autumn 1987), p. 35-4.
73. ↑ Global Crime Report.
74. ↑ Families flee paedophile protests August 92000, retrieved Jan 242008.
75. ↑ Dutch paedophiles set up political party, May 302006, retrieved Jan2008.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

361 - ASTRO JUSTIN BIEBER JOGA XADREZ




Eu não gosto e não conheço um música sequer do jovem astro canadense. Sei que o público masculino não deverá dar muita atenção a esta postagem mas, o Justin Bieber é um astro que faz enorme sucesso entre o público jovem feminino. E em atenção a este público, postamos este artigo que está relacionado com o xadrez, quem sabe assim as meninas tenham mais interesse por este esporte?

O Justin Bieber e Christian Beadles não se encontravam há muito tempo, mas ontem, 14 de julho, Justin postou em seu Twitter uma foto jogando xadrez com seu amigo Christian.
 
Christian é amigo e também ex-cunhado de Justin, que namorou sua irmã, Caitlin Beadles. Justin deve ter gostado de rever o amigo que mesmo indo várias vezes ao Canadá, não eram fotografados juntos desde agosto de 2010.
 
http://justinnbbrasill.blogspot.com/2011/07/foto-justin-bieber-reencontra-christian.html
 
Este texto vai para todo público feminino que gostam de xadrez. Especialmente para Elisas, Lilianes, Darlanes e Nicolys que, apesar de jovens já representam a região com belas participações.
 
Valeu Garotas...