terça-feira, 26 de julho de 2011

358 – SOBRE ÉTICA, FAIR PLAY E GENEROSIDADE

Assistindo o jogo de futebol entre o Palmeiras e o Flamengo neste 20/07 (quinta-feira), aconteceu um lance polêmico envolvendo o jogador Kléber, chamado de Gladiador pela imprensa paulista. Já no fim do jogo, numa bola ao chão, todos esperavam que ele chutasse para fora ou devolvesse a posse ao Flamengo, mas Kleber arrancou em direção ao gol e bateu. A bola foi para fora. E veja o que disse depois: - “Acho que esse negócio de fair play é hipocrisia. Só é bom para o seu time, para os outros não” - avaliou Kleber. A atitude dele poderia ter desencadeado uma briga generalizada. E com certeza, naquela confusão, houve várias ofensas.

Mas, o que quer dizer esse tal de fair play? Significa muito mais do que o simples respeitar das regras; engloba as noções de amizade, de respeito pelo outro, e do espírito desportivo, representa um modo de pensar, e não simplesmente um comportamento.

Pensando nestes fatos resolvi averiguar alguns acontecimentos que evidenciam gestos de bondade, urbanidade e ética. De se ter ética ou não, afinal, não existe essa de ética relativa. Veja o material que encontrei na internet, pensando em provocar um pouco de reflexão.



A ÉTICA RELATIVA - O MAL DO QUAL PADECEMOS

http://www.escolhendoapilulavermelha.com.br/2009/11/etica-relativa-o-mal-do-qual-padecemos.html

Obs. Para ler o artigo "Existe ética relativa?" na íntegra, vá ao portal do Estadão, no link http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091128/not_imp473515,0.php.


Por João Luís de Almeida Machado
Lembro-me como se fosse hoje. Meu pai, professor, conversava na sala com um grande amigo. Chovia muito, de modo que não estávamos no quintal, brincando. Eu devia andar aí pelos meus 9 anos... Ouvi perfeitamente quando ele fez ao amigo a seguinte pergunta: "Você acredita, então, em honestidade relativa?" Não sei o que o amigo respondeu. Mas me lembro do que lhe foi dito logo em seguida: "Pense bem no que vai fazer. Não existe honestidade relativa. Ou você é honesto ou não é. Ou você é decente ou não é. Ou você faz o que é direito ou não faz. Essa história de "relativo" é só desculpa para contornar as leis." Quieta lá no meu canto, ouvi e jamais esqueci aquelas palavras. (Existe ética relativa? Artigo de Sandra Cavalcanti, publicado pelo Estado de São Paulo em 28/11/09)

Li no último sábado este excelente artigo de autoria de Sandra Cavalcanti, ex-deputada federal pelo Rio de Janeiro. O título "Existe ética relativa?" logo me interessou, num rápido bater de olhos e, por conta dele, me detive a imediatamente ler tudo o que ali estava escrito. Destaco no início desta reflexão o parágrafo inicial, em que vemos uma autora ainda criança, por acaso tendo aceso a conversa entre seu pai, um professor, e um amigo próximo. E as palavras do pai, quando questionado sobre a possibilidade da "honestidade relativa" são taxativas, ou seja, seu posicionamento é firme: "Não existe honestidade relativa. Ou você é honesto ou não é". Complementa ainda tal raciocínio arrematando ao final: "Esta história de 'relativo' é só desculpa para contornar as leis".

Direto. Franco. Objetivo. E o mais importante, ainda que estivesse sendo espreitado pela filha, em formação, não sabendo desta escuta paralela, falava diretamente com um amigo, alguém próximo, adulto como ele. A fala não foi proferida diretamente para a garota Sandra, como uma lição de moral, daquelas que orientam os mais novos mas que não "cabem" no mundo adulto, real, pernicioso, onde os desvios são sempre justificados de alguma maneira...

Quando o pai da ex-deputada diz que não há espaço para a relatividade no que se refere a honestidade, ampliamos o conceito e vamos direto a ética, mais abrangente, que engloba o conceito anterior e o faz presente na vida em sociedade, na relação direta com o próximo, com o outro. O comportamento ético revela-se também na intimidade, mas principalmente quando estamos com outras pessoas. Na intimidade muitas vezes as pessoas se permitem desvios de comportamento que jamais realizariam se estivessem com alguém por perto e, por isso mesmo, alguns sábios referem-se, no que concordo em grau, número e gênero, a tais ações como aquelas que realmente revelam seu caráter...

Se estando apenas com você mesmo e mais ninguém suas ações tomam outro rumo, que confiabilidade é possível se atribuir, afinal de contas nem mesmo a quem mais interessa (você) é possível ser sempre coerente com aquilo que diz pensar, que advoga publicamente, que realiza quando junto a outrem... A primeira conquista é mesmo a da coerência pessoal que lhe permite ser fiel a sua filosofia e ética de vida, em qualquer circunstância!

De qualquer modo, quando junto a coletividade (família, amigos, colegas de trabalho...), as pessoas procuram sempre apresentar seus pensamentos e, de algum modo, próximos sempre daquilo que os demais querem ou gostariam de ouvir e é, neste terreno pantanoso, que entramos na chamada "ética relativa" do início deste texto... Em muitos casos isto significa abdicar realmente daquilo que pensa em favor de palavras e posturas que sejam mais convenientes a cada momento, situação e contexto...

É possível pensar, por exemplo, que os mencionados casos de mensalão que aparecem nos jornais, demonstrando o pagamento de "benefícios" ou, popularmente "propinas" aos políticos para garantir o favorecimento de empresas em processos públicos de licitação é de algum modo aceitável? Todos dirão que isso é muito errado, apresso-me a antecipar-lhes a resposta, mas se publicamente este é o posicionamento assumido por 99,9% das pessoas que conhecemos ("toda unanimidade é burra", já dizia Nelson Rodrigues), como temos tantos e tantos casos sendo divulgados pela imprensa de corrupção em vários níveis, corporações, estados, municípios e poderes?

Isto para mencionar apenas aquilo que é divulgado, cujas provas e evidências estão surgindo (e que muitos dos acusados, numa tremenda cara de pau, ainda vem a público dizer que não representam ou provam nada das acusações) e que estão virando processos judiciais arrastados, longos, que se perdem no tempo e que, em muitos casos (senão na maioria envolvendo os poderosos) acabam não rendendo nem mesmo a menor mácula a imagem destes acusados, que tiram dinheiro do leite, das escolas, da habitação pública, dos transportes, do serviço de limpeza pública, dos hospitais e de tantos outros serviços essenciais e nem ao menos demonstram a mínima vergonha por lesar tantos e tantos brasileiros humildes...

Como disse o pai da autora do artigo publicado no Estadão, não existe espaço em nossas vidas para tal relatividade, especialmente na ética! Ou se é ético ou não. Meio termo é apenas um modo de tentar suavizar posicionamentos que na realidade nada tem de ético não... Ao ler este texto me lembrei também de declaração de Carlos Alberto Parreira, dizendo que o gol era um "mero detalhe" no futebol... Este detalhe representa a vitória ou a derrota... Na política e na vida de cada um de nós também é assim, o relativismo é o mero detalhe que pode fazer com que sejamos ou não éticos...



VEJA QUE BELO CASO DE GENTILEZA - FAIR PLAY - ÉTICA


EM ATO DE EXTREMA GENTILEZA, GAROTO DEVOLVE BOLA DO JOGO PARA RIVAL

Por Bruno Paiva Teixeira
Blog da Redação – sex, 22 de jul de 2011 11:04 BRT

http://br.esportes.yahoo.com/blogs/redacao/v%c3%addeo-em-ato-extrema-gentileza-garoto-devolve-bola-140457552.html  


Apesar de nas últimas semanas o beisebol norte-americano ter sido marcado por uma tragédia e outra que ficou no quase, dessa vez foi um ato de gentileza que chamou a atenção do público no jogo entre Arizona Diamondbacks e Milwaukee Brewers da última quarta-feira.

Tudo começou quando o jogador de segunda base dos Brewers, Rickie Weeks, tentou dar uma bola do jogo para o jovem torcedor do time, Nicholas, sentado na arquibancada. Bem que o jovem tentou pegar, mas ela acabou escapando de suas mãos e caiu.

A bola foi arremessada de volta para a arquibancada e capturada por outro garoto, Ian, do rival Diamondbacks. Entusiasmado, o jovem saiu comemorando pelas arquibancadas o presentão que havia ganho, até que virou a cabeça e viu a tristeza do Nicholas, frustrado por ter perdido a bola. Em um gesto que deixou até os narradores da partida sem acreditar no que viam, Ian deu a bola para o emburrado torcedor rival. Leia abaixo o que os locutores da partida, Daron Sutton e Mark Grace, disseram no momento e assista como foi!

Sutton: Você está de brincadeira, o garoto vai fazer isso?

Grace: Esse é o grande momento, logo ali!

Sutton: Oh meu Deus!

Grace: Mas que rapaz legal!

Por sua generosidade, Ian foi encontrar pessoalmente a dupla de locutores da partida, ganhou um par de ingressos para o próximo jogo e um bastão autografado por Justin Upton, seu jogador favorito do Diamondbacks. Para você que reclama da falta de educação e cortesia das crianças de hoje, aí está um belo exemplo de que nem tudo está perdido. E parabéns para o pessoal do time do Arizona, que soube transformar uma situação complicada em uma linda experiência para os dois jovens fãs após a vitória por 4 a 0.

Muitos questionam que a bola originalmente não era para Nicholas, mas sim para o garoto ao lado, e que ele perdeu a bola, que o fã dos Brewers ganhou o presente só por ter chorado, que um amigo de Ian ou a mãe de Nicholas o repreenderam para abrir mão do presente, etc, mas nada disso apaga o valor da atitude de Ian.

Crédito: Big League Stew



A FALTA DE ÉTICA NO FUTEBOL

http://www.artigos.com/artigos/sociais/etica/a-falta-de-etica-no-futebol-9939/artigo/



GOLEIRO DO SPORT ACERTA VOADORA
EM JOGADOR DO VASCO DA GAMA / FOTO UOL
 O futebol é o esporte mais popular do mundo. Milhões de pessoas se unem de quatro em quatro anos para prestigiar o que é uma paixão mundial. No entanto não sabem elas que cada vez mais este esporte esta sendo despido de ÉTICA.

Apesar, de este esporte grandioso ter um código de conduta, informal deve se ressaltar observamos todos os dias a falta de Ética nos campos de futebol. Podemos analisar estes fatos nas condutas dos jogadores que não respeitam seus colegas de clube e muito menos de profissão, para estes tudo vale dentro do campo, inclusive agredir os colegas do time adversário, sendo o tão conhecido carrinho um bom exemplo disto.

Podemos falar ainda na falta de Ética dos clubes de futebol com seus jogadores, principalmente no que diz respeito aos salários dos mesmos, mas mesmo assim não justifica a atitude de alguns jogadores que também são antiéticos com seus clubes, pois ao receberem proposta de irem para outro clube com um salário maior, fazem de tudo para saírem do clube em que estão, inclusive diminuem seu desempenho. E nós telespectadores e torcedores ficaram a mercê da vontade antiética de todos estes profissionais que fazem parte do mundo do futebol. Portanto, além destas condutas antiéticas já citadas, a que se falar ainda, nos jogos que muitas vezes deveriam ser anulados, pois muitas vezes a vitória de um time é totalmente antiética, sendo que esta vitoria foi alcançada com um gol totalmente ilegal, como no caso do jogo entre França e Irlanda, em que a França conquistou a classificação para a Copa do Mundo através de um gol ilegal. Num caso como este, vemos claramente a falta de Ética já que este jogo deveria ser anulado, pois seria o caso de um novo jogo ser marcado.

Por tudo isso que já discutimos é que o mundo do futebol é tão contra a tecnologia, deixando toda responsabilidade nas mãos de um arbitro e dois assistentes. Assim é mais fácil lesar os cofres do esporte, manipular os resultados dos jogos, e infelizmente os torcedores ficam a deriva neste mar de condutas totalmente antiéticas.

Sobre o Autor
Estudante do quinto ano de Direito, estagiário há mais de quatro anos. Recentemente trabalha em escritório atuando na área de Direito Civil

Créditos deste artigo:
Allan Rodrigues da Costa
allanracionais@hotmail.com
Fonte: http://www.artigos.com/