sábado, 28 de agosto de 2010

186 - ESCOLA LIBERDADE REALIZA A SUA 1ª OLIMPÍADA INTERNA

A Escola Estadual de Ensino Médio Liberdade, situada no bairro Liberdade, no Núcleo Urbano da Cidade Nova, realiza a sua I Olimpíadas Interna da Escola Estadual Liberdade 1ª OLIEL, com a disputa de diversas modalidades. A Escola foi fundada em 02 de maio de 1984 durante o Governo de Jader Barbalho, atualmente é dirigida pela Professora Neide Moraes, vem lutando para conseguir melhorar sua estrutura física e melhorar a auto estima de alunos e professores. A Escola já mobiliza a comunidade para melhorar as condições do piso da quadra de esportes.







Na Escola funciona o Escola de Portas Abertas (EPA), onde a comunidade participa nos finais de semana de atividades capacitantes como cursos de pintura, artesanato e prática de esportes. Aliás, por iniciativa do Professor Salvador com apoio do Professor Salatiel, foi implantada a Oficina de Xadrez, ainda no mês de abril. O Clube de Xadrez tem apoiado a iniciativa disponibilizando os jogos de peças e tabuleiros. Por conta desta ação vários alunos aprenderam a jogar xadrez, possibilitando a inclusão desta modalidade esportiva na 1ª OLIEL.








O Professor Salatiel que participou da equipe de professores que disseminaram o xadrez na Escola São Francisco no bairro do Aeroporto, além de acompanhar o crescimento de xadrez na cidade e nas escolas por onde passa, está realizando a I Olimpíadas da Escola com apoio da Diretora e muita alegria e disposição dos alunos.












O pôster foi acompanhar de perto a competição de xadrez e presenciou a realização de jogos de queimada, voleibol, futsal e etc. Muita gente presente aos jogos e com a agitação de música eletrônica como fundo musical de músicas de gosto regional.




A Competição de Xadrez foi disputada de forma individual no masculino e feminino pelo sistema schuring, com a participação das equipes: azul, amarela, verde, vermelha e preta, com o tempo de reflexão de 10 minutos.


A Classificação Final ficou assim:


Masculino:


1º lugar JAMES – Equipe Vermelha
2º lugar WALYSON – Equipe Amarela
3º lugar ARTUR – Equipe Preta






















Feminino:


1º lugar PRISCILA – Equipe Vermelha
2º lugar SARA – Equipe Azul
3º lugar GIRLANE – Equipe Verde




















Curiosidade:


O jovem enxadrista JAMES foi aluno da Oficina de Xadrez realizada na Escola Darcy Ribeiro, quando o Clube conseguiu trabalhar com 365 alunos na cidade de Marabá, graças ao trabalho e a dedicação da Professora Laura e o Presidente Arnilson. Sobre o James é interessante lembrar que o mesmo participou de um Campeonato e conquistou a Medalha de 7º colocado. A alegria foi tanta que percorreu toda a escola mostrando para todos a sua medalha e, demorou vários dias para tirá-la do pescoço. A empolgação contagiou toda a Escola, inclusive o Diretor Josias.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

185 - ERNESTO PAGLIA DO JORNAL NACIONAL NO AR CONSIDERA REALIDADE DE JACUNDÁ COMO EXTREMA

O JN no Ar saiu pela primeira vez de uma região metropolitana, pela primeira vez um segurança acompanhou a equipe, pela primeira vez a equipe foi muito assediada.


O repórter Ernesto Paglia, da equipe do Jornal Nacional, esteve em Marabá neste 26/08 e fez o percurso rodoviário de Marabá à Jacundá, 105 quilômetros, e pode sentir na pele o que sofremos ao trafegar na PA-150, uma estrada asfaltada, cheia de buracos, matos e pontes precárias. Eles tiveram o desprazer de ficar com dois pneus furados. Menos mal, pelo menos não foram assaltados na estrada.


Em sua matéria destaca alguns números sobre o estado do Pará, veja matéria do Jornal Nacional abaixo:


Pará: 7,5 milhões de habitantes. É o estado mais populoso do norte, e o que produz mais riquezas. Apesar disso, tem o menor rendimento médio mensal da região.


Os paraenses convivem com a segunda maior taxa de homicídios do país. Por outro lado, são os que têm a maior expectativa de vida do Norte.


“A diversidade nossa é imensa: suco de cupuaçu, nosso tacacá, nossa maniçoba, nosso pato no tucupi”.


Mais da metade dos moradores não recebe água encanada, e 96% não têm esgoto. O analfabetismo atinge 9,3 % da população, um pouco abaixo da média nacional, que é de 9,8%.


O Pará tem 4,7 milhões de eleitores. Para chegar ao destino, o jato que leva a equipe do repórter Ernesto Paglia pousou em Marabá, no Aeroporto João Corrêa da Rocha.


O repórter Ernesto Paglia falou, ao vivo, do aeroporto e contou o que eles encontraram em Jacundá.


Vocês sabem que Jacundá é uma destas comunidades relativamente jovens do Norte do país. Parece que as pessoas foram se implantando na cidade, de forma pioneira; e o Estado, as instituições e a lei só vão chegando aos poucos, e nem sempre são bem assimilados, bem adaptados pela população local, esses pioneiros que estão lá.




São só 105 km asfaltados de Marabá até Jacundá, mas mesmo esta é uma viagem bastante sacrificada.


A estrada de Jacundá é estreita, marcada por remendos e freadas de caminhão.


A política é tensa. E aparece logo na chegada. Somos rodeados por partidários do candidato que teve mais votos em 2008, mas não assumiu a prefeitura, por causa de problemas com a Justiça Eleitoral.


“Estamos em um processo democrático que Jacundá não está tendo”.


“Tenho 16 anos e posso andar de moto. Aqui é assim, não tem lei não”.


Nas ruas, não vimos viaturas. Só uma blitz da Polícia Rodoviária, fora da cidade.


Mesmo na rodovia, a fiscalização não resolve. Motoqueiros irregulares esperam no acostamento até o bloqueio ir embora. E nem pensam em legalizar a própria situação. “Eu estou sem carteira, porque o governo não dá chance pra gente. É culpa do governo, porque eu tenho que desembolsar R$ 1,5 mil, e eu ganho um salário mínimo. Ainda tenho que ir em Marabá tirar carteira, porque em Jacundá não tira”.


Ilegalidade mais grave aparece no desabafo da moradora: “Tem violência, assassinatos, bandidagem”. Jacundá é a quinta cidade mais violenta do Pará, estado com o maior número de conflitos no campo do país, e o maior número de homicídios no Norte.


Em uma reunião anual, que estava acontecendo nesta quinta-feira em Jacundá, encontramos gente preocupada com outros problemas da cidade: a prostituição infantil e o abuso sexual de menores.


Ano passado, 52 casos de violência sexual foram registrados em Jacundá. Uma agricultora procurou o Conselho Tutelar semana passada para denunciar um vizinho abusou da filha dela, deficiente mental, de quatorze anos: “Ele aproveitou que ela tem esse problema, e se aproveitou dela”.


As madeireiras são importantes na economia de Jacundá. Uma das maiores é de um ex-prefeito. Parte da madeira, diz o dono, é nativa, retirada sob supervisão da Secretaria do Meio Ambiente do Pará. A outra vem do replantio de áreas que já foram exploradas no passado.


“Nós estamos partindo para o reflorestamento, porque agora nós temos condições para reflorestar”, disse o dono da madeireira, Adão Ribeiro.


Cuidar do futuro ainda é exceção por aqui. As pequenas carvoarias, que concentram muitos casos de trabalho escravo, mostram o lado mais atrasado deste pedaço do Pará.


“Todos que estão aqui, com certeza não queriam estar aqui. Mas fazer o que?”.


O repórter ainda apresentou vídeo falando de sua experiência, e considera: a realidade é mais extrema porque apresentou a ausência de autoridades, as pessoas menores de idade andam em motos sem capacetes. Precisando de mais democracia.





Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/jnnoar.html


Da matéria apresentada pelo Jornal Nacional podemos destacar a ausência de alguns assuntos muito importantes: Saúde, Saneamento Básico, Educação, Esportes e etc. O Estado precisa se fazer presentes nos municípios, aliás, ressaltamos, é justamente por essa ausência que cresce a cada dia a luta pela criação do Estado de Carajás.